Capítulo dezasseis

Mas que porra acabou de acontecer aqui? Como assim fiquei sem saldo? Como isso aconteceu? A resposta é simples, os meus pais estavam falidos e não depositaram o meu dinheiro no mês passado, mas agora eles já tem, graças ao meu casamento com o Miller e mesmo assim ainda não depositaram, talvez eles tenham esquecido de fazer isso, andam com a cabeça cheia por causa da empresa e não pensam em mais nada além disso.

Graças a Deus a Michelle e a Abigail estão aqui comigo, se não estivessem eu estaria morrendo de vergonha agora, todos na fila estariam olhando para mim e por mais que a loja seja do meu marido, não seria bom levar roupas sem pagar.

Não quero ligar para os meus pais pra falar do que aconteceu hoje, eles já tem problemas demais para resolver, além disso, sou uma mulher casada agora e o meu marido tem a obrigação de suprir as minhas necessidades.

Sei que o Miller dirá que estou tentando usufruir do seu dinheiro e dos seus bens, mas eu sou a esposa dele e é a sua obrigação cuidar de mim e ele terá de fazer isso.

Ah, como eu detesto toda essa situação, não queria ter que depender do Miller, mas não tenho outra opção, não agora e enquanto eu não tiver uma solução ele terá de me sustentar.

Estamos na pastelaria do shopping, tomando um suco de laranja e comendo um pedaço de chocolate, que é o meu favorito. Não estou prestando atenção no que as meninas estão conversando e não tinha como ser diferente, uma vez que estou presa nos meus próprios pensamentos.

- Terra chamando Mia, terra chamando Mia - disse a Abigail próximo ao meu ouvido.

- Não fique assim querida, é só uma fase.

- Eu sei Michelle, mas foi vergonhoso para mim.

- Não pense tanto nisso, tudo bem?

- Estou falida, não tenho nenhum centavo na minha conta - suspirei derrotada - não sei o que seria de mim se vocês não estivessem comigo hoje.

- Ainda bem que somos os seus anjos aqui na terra.

- Só vocês pra me fazerem sorrir em um momento desses, obrigada por estarem comigo, vocês fazem parecer que tudo é mais fácil.

- Somos melhores amigas e sempre estaremos aqui para ti, sabe disso não é?

- Eu sei, eu sei. Tenho uma coisa pra vos contar.

- E o que é? - perguntaram curiosas.

- Não é nada demais, é só uma bobagem mesmo.

- Conta logo, já estou ficando curiosa.

- É Mia, fala de uma vez!

- Durante o jantar no sábado o Miller perguntou se eu queria vinho, falei que não bebia e ele começou a gargalhar, juro que não entendi nada, nadinha mesmo - A Abigail e a Michelle entreolharam-se e começaram a rir também, olhei para as duas sem entender nada e fiquei esperando que me dissessem alguma coisa.

- Ai Mia - a Abigail limpou os olhos com os seus dedos e me encarou divertida.

- O que foi? Por acaso falei alguma coisa engraçada ou errada ?

- Não, claro que não.

- Então, porquê estavam rindo?

- Por nada, coisas da nossa cabeça.

- Você falou exatamente o que o Miller disse no sábado, qual é o vosso problema, afinal?

- Tem certeza que não quer saber o que aconteceu naquela boate?

- Tenho - dei de ombros.

- Então pronto, assunto encerrado.

- Vocês estão me escondendo alguma coisa.

- Não estamos, não estamos mesmo - as duas entreolharam-se novamente e foi nesse momento que percebi que algo de errado não está certo.

Depois que terminamos de comer nos despedimos e cada uma de nós seguiu o seu caminho. Sei que elas estão escondendo alguma coisa de mim, parece-me que aquela noite na boate foi única e memorável, consigo sentir isso, mas tenho receio de saber tudo que aconteceu naquele dia, talvez seja melhor assim, que eu não saiba de nada, que a única coisa que fique na minha mente seja o beijo e a pegada quente daquele desconhecido.

Estou indo para a empresa do meu marido, tenho de falar com ele para me dar um dos seus cartões, não quero passar novamente por uma situação constrangedora no shopping ou em qualquer outra loja, foi muito vergonhoso e está longe dos meus planos voltar a passar por aquilo.

Assim que cheguei na empresa do Miller, estacionei o meu carro e fui para a entrada principal, o segurança quis me complicar por eu não ter um crachá, mas pediu mil desculpas assim que falei que sou a esposa do dono da empresa, no início ele hesitou, porém me olhou com atenção e percebeu que eu não estava brincando.

Ao entrar no escritório, fui recebida por uma estética limpa e minimalista. As paredes são pintadas em cores neutras, como branco, cinza ou tons pastel suaves, proporcionando uma sensação de calma e tranquilidade. Os móveis são elegantes e funcionais, com linhas limpas e materiais modernos, como metal, vidro e madeira de alta qualidade. Cadeiras ergonômicas e mesas ajustáveis em altura são comuns para promover o conforto e a saúde dos funcionários.

A iluminação neste escritório moderno é magnífica. Janelas grandes permitem a entrada de luz natural, criando uma atmosfera arejada e conectando os ocupantes com o mundo exterior. Além disso, a iluminação artificial é estrategicamente projetada para ser ajustável e adaptável, com opções de luz quente e fria para diferentes necessidades e preferências.

Observo mais uma vez ao meu redor e vejo alguns funcionários correndo de um lado para outro com papéis na mão, enquanto outros simplesmente estão tomando café. Deve ser para acabar com a ressaca.

- Boa tarde - cumprimentei para primeira moça que vi na sua mesa de trabalho - pode dizer-me qual é a sala do Miller Moore?

- Quem é você? Tem hora marcada? - perguntou com os olhos ainda fixos no computador.

- Não, e não preciso disso. Sou a senhorita Moore, sou a esposa do Miller e quero falar com ele.

- Mil perdões senhorita Moore - levantou-se prontamente e sorriu envergonhada - por favor me acompanhe!

- Não é necessário, me fale qual é a sala e continue trabalhando - falei gentilmente.

- É aquela sala senhorita - apontou para a primeira porta do lado direito.

- Obrigada.

Todos que estão nesta sala estão olhando para mim e isso deixa-me um pouco desconfortável, não gosto de chamar atenção por onde passo e poder ser o centro das atenções neste lugar está causando uma onda de timidez em mim.

Suponho que o Miller esteja sozinho, então não vejo a necessidade de bater na porta, não irei ficar por muitos minutos cá, quero apenas que ele me passe um dos seus cartões, assim que ele fizer isso irei embora.

Abro a porta da sala do meu esposo e fico chocada com o que estou vendo, Miller está aos beijos com uma mulher de cabelos loiros, suponho que seja a sua assistente pessoal ou uma de suas sócias ou investidoras, eles estão muito envolvidos um com outro e nem sequer ouviram o barulho da porta. Ele está tocando ela com paixão, com desejo e com uma necessidade escandalosa, ela está fazendo o mesmo com ele e dá pra perceber que sentem paixão um pelo outro.

Não estou com ciúmes e porquê estaria? O nosso casamento é de fachada mesmo, Miller é livre de ficar com quem quiser, desde que as suas aventuras amorosas fiquem longe da mídia. Não nego que vê-los assim causa um pequeno desconforto em mim, mas acho que isso é normal.

Será que eles são namorados? Será que ele a ama? Será que ela é casada? A quanto tempo estão juntos? São muitas perguntas que estou fazendo para mim mesma e gostaria de ter as devidas respostas. Não sei se o Miller a ama, mas se for o caso, porquê ele não lutou por ela? Porquê ele não recusou a oferta do seu pai? E se a ama de verdade, porquê saía com uma mulher diferente a cada noite? Não sei o que pensar, a única coisa que sei é que jamais posso chegar a sentir qualquer tipo de sentimento por este homem.

- Boa tarde - cumprimentei, assustando os dois. Miller me encarou com os olhos arregalados e a moça que ele estava beijando me encarou com um pequeno sorriso debochado no rosto.

- Mia? O que você está fazendo aqui?

- Saia da sala senhora, quero falar a sós com o meu marido - falei, ignorando totalmente a pergunta do Miller.

- Chamo-me Katherine e gostaria que se dirigisse a minha pessoa dessa maneira.

- Não perguntei o seu nome e nem estou interessada em saber, apenas ordenei que saísse, pois pretendo ficar a sós com o meu esposo - Katherine olhou para o Miller com os olhos em chamas e ele deu de ombros. Depois, passou por mim com os nervos a flor da pele e fechou a porta com muita força.

Agora estamos nós os dois a sós e não sei se ele irá comentar acerca do que vi, se não comentar tudo bem, não faz diferença para mim.

- Você não devia ter falado com a minha assistente daquela maneira.

- Ela está mais para amante do que para assistente - sorri sem ânimo algum.

- Com quem eu saio ou deixo de sair não é da sua conta Mia.

- Isso não está em discussão, está mais que claro que não é da minha conta com quem você transa ou deixa de transar - respondi calmamente - preciso que me dê um dos seus cartões?

- Os seus estão zerados? - debochou.

- Sim, estão zerados sim e eu agradecia se pudesses me dar um dos seus.

- E se eu não quiser?

- Dane-se, fique com a droga dos seus cartões - virei o meu corpo em direção à porta e comecei a caminhar apressadamente.

Se ele pensa que irá me humilhar apenas porque é bilionário está enganado, nunca deixei ninguém pisar em mim e o Miller não será o primeiro a fazer isso, se ele não quer me dar um dos seus cartões por mim tudo bem, irei hoje mesmo para a mansão dos meus e pedir a eles que depositem alguns dólares na minha conta.

- Estou brincando Mia, por favor espere! - suspirei fundo e parei. Ouvi o barulho da gaveta da sua mesa sendo aberta e fechei os olhos logo depois, tentando manter a calma.

- Eu não sou sua amiga Miller, não sou nada sua, então evite fazer esse tipo de brincadeiras comigo!

- Você é a minha esposa.

- De fachada.

- Mas não deixa de ser minha esposa - não respondi, apenas fiquei calada e tirei o cartão da sua mão.

- Obrigada.

- Irei te mandar o pin por mensagem.

- Está bem - saí da sala do meu esposo e fui em direção ao elevador.

Pelo menos um dos meus problemas já está resolvido, estou com o cartão do Miller e posso usá-lo do jeito que eu quiser, aposto que tem muitos milhares de dólares guardados neste cartão e será um prazer poder gastar o dinheiro com as minhas necessidades diárias.

Não gostei do sorriso da Katherine assim que me viu, não sou a inimiga dela e não tenho nada contra a sua pessoa, se falei com a mesma daquela forma é porque o sorriso dela era maléfico, era como se ela não gostasse de mim e eu não sei porquê, acho que os dois estão apaixonados, então não sou nenhum perigo para ela.

Não gostei também do jeito como o Miller falou comigo quando falei que a Katherine estava mais para amante do que para assistente, tudo bem que este assunto não me diz respeito, mas havia a necessidade dele me responder daquela maneira, às vezes o Miller é muito frio comigo e eu detesto isso, detesto toda vez que ele fala comigo com tanta indelicadeza, sou uma dama e não devia me tratar assim.

Fico desanimada por saber que viverei por dois anos no mesmo teto que ele, o contrato não podia ser somente de um ano? Ou talvez de seis meses? Dois anos é muito tempo e eu terei de fazer um enorme esforço para não matar o Miller com as minhas próprias mãos, ele é um insensível, frio e rude e qualquer dias desses irei dar uns bons tapas naquele rosto perfeito.

Espera aí, perfeito eu disse? Sim, eu disse mesmo isso, pra quê negar? Miller é um gato, um gato quente e sedutor, parece um galã da Hollywood e poderia facilmente fazer sucesso se decidisse ser actor ou modelo.

Será que ele já reparou na minha beleza também? Será que ele me acha linda ou bonita? Não sei e acho que esse detalhe não é importante, gosto que as pessoas vejam em mim o que realmente importa, a grandeza da minha alma.

- Mia - ouvi uma voz feminina me chamando assim que cheguei no estacionamento da empresa. Virei o meu corpo lentamente e vi a Katherine vindo até mim a passos largos.

- Para os meus amigos, familiares e para o meu marido eu sou Mia - comecei quando ela chegou perto de mim - pra você eu sou a sra. Moore.

- Não seja ridícula - debochou com um sorriso sarcástico no rosto - acha que eu não sei que o vosso casamento é de fachada? - então Miller contou tudo pra ela, ele deve amá-la muito pra ter revelado para Katherine um assunto tão delicado assim.

- E deixa de ser casamento por isso? Não, não deixa! Sou a sra. Moore e serei por dois anos ou quem sabe pra toda vida.

- O que está tentando dizer?

- Você é inteligente demais para interpretar o que eu quis dizer.

- Por favor seja clara, quero ouvir da sua boca.

- Posso seduzir o Miller, posso fazer com que ele se apaixone por mim, se eu realmente quiser.

Katherine olhou pra mim e começou a rir, fazendo com que o meu sangue fervesse de raiva.

- Então você acha que pode fazer o Miller se apaixonar por você? - aproximou-se mais de mim e me encarou da cabeça aos pés - olhe só para as suas roupas, são tão ridículas, vi algumas fotos suas no Instagram. Sim, eu pesquisei o seu perfil assim que você casou-se com o meu homem, e sabe de uma coisa? Miller jamais irá olhar pra você como ele olha para mim, jamais irá beija-lá como beija a mim. Miller gosta de uma mulher de verdade, capaz de satisfazê-lo na cama e não de uma filhinha de papai que nem você.

- Não sou a filhinha de papai.

- As suas roupas dizem outra coisa, você parece uma bonequinha com os seus vestidos soltinhos, fica parecendo uma menininha e eu posso te garantir que o Miller nunca irá te ver com outros olhos. Fique longe dele, sim? Sei que estão vivendo na mesma casa, mas para o seu bem é melhor que fiques longe dele, estamos conversadas? - Katherine me encarou pela última vez e saiu da minha presença.

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Comments

Livia Pereira

Livia Pereira

Bem feito Mia, ele vc chama de velho e vc quando irá crescer? Minha filha tem 21 anos e te deixa no chão

2024-07-29

1

Andrelina Moura

Andrelina Moura

Agora ela.vai pra cima e ele.facinho

2024-05-19

1

Belminha Lins Belminha

Belminha Lins Belminha

Começaram os jogos .,.

2024-05-19

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7 Capítulo sete
8 Capítulo oito
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10 Capítulo dez
11 Capítulo onze
12 Capítulo doze
13 Capítulo treze
14 Capítulo quatorze
15 Capítulo quinze
16 Capítulo dezasseis
17 Capítulo dezassete
18 Capítulo dezoito
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