Estou reunido com os meus amigos em umas das minhas boates luxuosas que está localizada no centro da Nova Iorque, era pra ser uma noite divertida e estava sendo, mas daí apareceu essa mulher louca, a mesma mulher que quebrou o espelho do meu Audi RS e-tron GT preto na tarde da quarta-feira, eu desejei muito que me encontrasse com ela novamente, mas estou me amaldiçoando silenciosamente por ter desejado isso nos últimos dias, ela não para de cantarolar que sou gay e já estou ficando impaciente por causa disso, algumas pessoas na área VIP estão me encarando como se fosse verdade o que essa doida está dizendo e isso não me agrada nem um pouco, não sou gay e acho que toda a Nova Iorque sabe disso, pra ser sincero acho que os Estados Unidos inteiro sabe e não sei o que ela está pensando pra falar essas coisas de mim.
Essa mulher não está com as suas faculdades mentais em dia, está bêbada e não sabe o que diz, nem o que está fazendo, espero que não esteja sozinha, pois ela não está em condições de dirigir e nem de ficar sozinha por aí, essa cidade é muito agitada e algum engraçadinho pode querer se aproveitar dela, é linda e tenho a certeza que a sua beleza não passa despercebida por onde passa.
Encaro novamente a mulher que está sentada no meu colo e presto mais atenção no seu rosto, ela parece uma menina, tem uma carinha inocente e tem lábios muito atraentes, eu poderia facilmente me perder neles, mas não posso, ela está embriagada e não quero que as pessoas pensem que estou me aproveitando dela.
- Que desperdício de homem, ainda estou sem acreditar que você é gay.
- Cala a boca menina, eu não sou gay.
- É sim - falou gargalhando - pessoal, este senhor aqui é…..- peguei na sua nuca com uma leve pressão e juntei os nossos lábios antes que terminasse de falar, se ela quer um beijo, então um beijo ela terá.
Parece que esse é o único jeito de fazê-la calar, de fazê-la entender que não sou gay, que sou um homem de verdade e que sou quente como brasa. A garota parece ser inocente, pois move os seus lábios como se não soubesse beijar, como se nunca tivesse feito isso antes, o seu sabor é doce, suave e único, ela bebeu um whisky, mas até mesmo o forte gosto dessa bebida não foi capaz de eliminar por completo o doce sabor dos seus lábios. O beijo é lento e provocante, estou sentindo todo o meu corpo se acender em chamas e parece que o mesmo acontece com o dela, estou sentindo ela estremecer levemente e sinto-me lisonjeado por estar provocando nela esta sensação. A mulher que mal conheço o nome segura a minha nuca delicadamente e enrola os meus cabelos nos seus dedos, ela está brincando com eles e este simples toque está levando-me para outras galáxias jamais exploradas por outros seres humanos. Quero parar e mandá-la embora daqui, mas não tenho coragem e nem forças para isso, não com ela me beijando e me tocando com inocência. Aos poucos sinto ela se soltar mais, o seu corpo está se movimentando involuntariamente no meu colo e não sei o que fazer para mandar para longe a vontade que tenho de rasgar a sua roupa e de possuí-la bem no meio de toda essa gente.
- Sou suficientemente gay pra você? - ela piscou os olhos várias vezes e depois me encarou perdida nos seus próprios devaneios. Ela estava prestes a responder, mas colei novamente os nossos lábios, impedindo com que ela falasse qualquer coisa.
O beijo agora é selvagem e rápido, acho que ela já aprendeu a beijar ou a lembrar como se beija e não terá dificuldades para acompanhar o meu ritmo, ela conseguiu deixar-me irritado e não deixarei isso barato. Aperto com força a cintura da mulher louca que quebrou o espelho do meu carro e aproximo mais o seu corpo do meu, puxo o seu lábio inferior e ela solta um gemido baixinho na minha boca, fazendo-me sorrir ainda aos beijos. Peço passagem com a minha língua e ela cede no mesmo instante, as duas lutam em um duelo desesperador e urgente, fazendo com que soltemos suspiros preguiçosos de satisfação. Tiro as minhas mãos da sua cintura e levo-as para dentro do seu vestido soltinho, começo a acariciar a sua coxa por cima do short modelador e ouço mais uma vez o seu gemido na minha boca. A mulher que está no meu colo morde os meus lábios e começa a rebolar desajeitadamente no meu colo, ela está excitada e busca por mais contato íntimo, tenho a certeza que se encostar os meus dedos na sua calcinha encontrarei ela toda encharcada e só de pensar nisso o meu corpo inteiro dói de desejo.
- Já chega Mia! - uma garota alta de cabelos loiros segurou o braço dela e a tirou de cima de mim. Então ela se chama Mia? Uau! Que nome lindo essa mulher tem, combina perfeitamente com ela.
- Me desculpe senhor, juro que ela não é assim, o problema é que….. - a outra mulher que apareceu do nada parou de falar assim que olhou com atenção para o meu rosto - puta merda! - exclamou um pouco alto - mil desculpas senhor Miller, não sabemos o que deu nela, ela está embriagada e não sabe o que faz - disse aflita.
- Eu percebi senhorita - falei ao mesmo tempo que encarava a Mia, ela está com as bochechas rosadas e parece estar cochilando - ela não está com as suas faculdades mentais em dia, por favor cuidem dela!
- Sim senhor, nós faremos isso.
- E desculpa pelo incômodo.
- Não foi incômodo nenhum - as duas colocaram os braços da Mia nos seus ombros e saíram da área VIP com dificuldades.
- Que porra acabou de acontecer aqui Miller? - Ian falou com um sorriso enorme no rosto.
- Não sei Ian, a única coisa que me importa agora é acabar com o desejo de transar que estou sentindo - levantei-me do sofá e saí da área VIP.
Ainda sinto o doce sabor dos lábios daquela garota nos meus, ela é tão louca, tão maluca e tão doida, mas ao mesmo tempo parece tão pura, tão ingênua e tão inocente, não sei o que pensar dela e acho que não tenho nada que pensar, eu não conheço e nem ela a mim, a única coisa que a Mia deve saber da minha pessoa é que sou o CEO mais bilionário dos Estados Unidos e que saio com uma mulher diferente em cada noite. Não tenho o porquê ficar pensando nela, é uma maluca e estava prestes a dizer para todos na área VIP que sou gay, sendo que não sou, nem de longe.
O meu corpo ainda está quente por causa do nosso beijo ardente e alguém precisa arrefece-ló, e acho que conheço a pessoa ideal para isso neste bar, irei ao meu quarto e chamarei a Melissa, ela saberá fazer-me relaxar.
A Melissa é uma das atendentes do bar, começou a trabalhar para mim no ano antepassado e começamos a transar no ano passado, é uma mulher bonita e é bem diferente da Katherine, ela não mistura o sexo com os sentimentos e sabe separar as coisas, não me pressiona e nem está apaixonada por mim, nós dois queremos apenas nos divertir e sabemos bem como fazer isso.
Atiro-me na cama do meu quarto aqui na boate e começo a tirar a minha camisa social, está a fazer um calor dos infernos e sinto que a qualquer momento o meu sangue irá explodir. Maldita sedutora da Mia! Porquê ela me provocou tanto? Não devia ter sentado no meu colo, não devia ter dito que sou gay e nem devia ter me beijado, se ela não tivesse feito nada disso eu ainda estaria na área VIP com os meus amigos, bebendo e conversando sobre coisas aleatórias, mas cá estou eu, lembrando do nosso beijo gostoso e do nosso contacto íntimo. Eu nem sei como encontrá-la, a única coisa que sei é o seu nome, que ela é louca e doida, nada mais.
Levanto da cama e tiro a minha calça jeans, pego a garrafa de whisky que estava em cima da cabeceira ao lado da cama e sirvo no copo, bebo o líquido de uma só vez e sinto uma leve queimadura na garganta, não quero voltar para a área VIP, então continuarei me divertindo aqui. Pensando bem, não irei chamar a Melissa, quero ficar sozinho e beber sozinho também, a Mia conseguiu estragar a minha noite e nem estou mais com vontade de transar, quero apenas beber até esquecer do meu próprio nome.
O dia amanheceu e com ele uma terrível dor de cabeça, ainda estou na boate, dentro do meu quarto e preciso ir pra casa já, não tomarei banho aqui, farei isso assim que chegar na minha mansão, estou com uma ressaca horrível e preciso de um café bem forte e de muita água também.
Saio da boate no meu Audi RS e-tron GT preto em alta velocidade e noto uma calmaria incomum nas ruas de Nova Iorque. A cidade está bem tranquila nesta manhã, com certeza as pessoas estão dormindo para tentar recuperar as forças perdidas na noite anterior, são sete da manhã e não sei a que horas é que a minha cabeça irá parar de doer.
Finalmente cheguei na mansão, não aguentava mais dirigir feito um louco e estava contando os minutos pra chegar cá, preciso urgentemente de um banho e de um bom analgésico.
- Bom dia Miller - levei um susto ao abrir a porta da sala de estar e dar de cara com o meu pai. Mas o que o sr. Moore está fazendo aqui a essa hora? Devia estar em casa com a sua esposa, a minha bondosa madrasta, não na minha mansão. Ah, eu já sei o que vem aí e não estou com ânimo para escuta-ló, a minha cabeça está fervendo de dor e preciso descansar - A noite foi divertida pra você?
- Bom dia pai - falei desanimado - sim, a noite foi muito divertida.
- Você não cansa de sujar a imagem da família? Aposto que as suas fotos e da mulher que saiu consigo ontem estarão espalhadas nas páginas das revistas das fofocas das celebridades e nas redes sociais, estou cansado de limpar o seu nome e saiba que hoje isso acabará.
- O que está tentando dizer pai? Que finalmente vai parar de pegar no meu pé como se eu fosse uma criança?
- Você tem trinta e cinco anos Miller e continua sendo um irresponsável, não sou o seu babá e….
- Então por favor pare de se comportar como se fosse um! - revirei os olhos e fui em direção as escadas.
- Miller eu arranjei uma esposa pra você - falou, fazendo-me parar.
Quê? O meu pai só pode estar de brincadeira comigo, quem ainda faz isso nos dias de hoje? Estamos no século vinte e um e ninguém mais arranja esposa ou esposo para os outros, os tempos são outros agora e cada um casa na hora que quiser e com quem quiser, não irei deixar o meu pai decidir o que deve fazer com a minha vida, sou adulto e posso tomar as minhas próprias decisões, tanto na vida profissional assim como na vida pessoal.
- O senhor por acaso está ficando maluco? - perguntei um pouco exaltado. Virei o meu corpo e o encarei com fúria nos olhos.
- Olha o jeito como fala comigo seu moleque, ainda sou o seu pai e exijo respeito da sua parte.
- O facto de ser o meu pai não lhe dá o direito de se intrometer na minha vida pessoal.
- Eu tenho esse direito sim, a sua vida pessoal influencia a nossa vida profissional.
- Nunca perdemos um membro da nossa indústria por causa do meu comportamento fora da empresa.
- Mas podemos perder.
- Eu não irei casar pai, então fale com a mulher que você arranjou e diga que comigo ela não ficará.
- Então esteja pronto para me ver na empresa a partir da segunda-feira, tenho sessenta por cento das ações, portanto sou o sócio com mais poder, eu queria entregar todas as minhas ações pra você, mas não quero que elas fiquem nas mãos de um irresponsável.
- Mas o senhor aposentou-se a dois anos atrás e deixou a empresa sob o meu comando, não sou um irresponsável e posso continuar administrando tudo com perfeição como fiz até hoje.
- Mudei de ideia Miller, então a partir da segunda-feira voltarei a ser o presidente da nossa empresa e você será o vice-presidente.
- E o Ian?
- Haverá mudanças e creio que encontraremos um cargo deiscente para ele - disse firmemente - vemo-nos amanhã- falou e deu as costas, indo para a saída.
Merda! Merda! Merda? Não acredito que o meu próprio pai esteja fazendo isso comigo, eu nunca deixei-o na mão, ele sabe perfeitamente disso, a empresa tem crescido a cada dia e sou a pessoa por detrás disso, nunca lhe dei motivos para desconfiar das minhas capacidades de administração e os lucros tem aumentado desde que ele aposentou-se. Ele não pode simplesmente aparecer na minha casa e dizer um absurdo desses, eu amo a vida que levo e amo mais ainda a minha liberdade, não quero viver preso a ninguém, não quero ter que dar explicações de nada para ninguém, sou Miller David Moore e ninguém manda em mim.
Ah, que raiva! Eu amo o meu trabalho, amo ser o presidente da nossa indústria da moda, gosto de estar no controle de tudo e a empresa me coloca neste patamar sem precisar me esforçar como um louco, não quero deixar que o meu pai volte para a empresa, não posso deixar que ele mude as coisas na empresa, não posso deixar que ele procure outro cargo para o Ian, todos nós já estamos acostumados a trabalhar com a minha metodologia e não permitirei que o sr. Moore mude tudo, se quer que eu case, então casarei.
Não será uma coisa fácil para mim, mas ele disse algo que chamou a minha atenção, o meu pai falou que queria dar as suas ações para mim, então se eu casar e ficar longe dos escândalos por um tempo, a nossa empresa será apenas minha e todos os lucros serão apenas meus, o sr. Moore é bilionário e não depende da empresa para nada, tem várias mansões, fazendas, iates, caros luxuosos, marcas de perfume e de jóias, então não fará diferença se der toda a empresa para mim.
Eu ainda estou a construir o meu próprio patrimônio e será de grande ajuda ter a indústria só para mim, seria fantástico e não posso desperdiçar esta oportunidade.
- Tudo bem pai, eu irei casar com a mulher que você escolheu - o meu pai parou de caminhar e virou o seu corpo para poder me encarar.
- Eu sabia que você é um homem inteligente e que aceitaria - disse sorrindo. Olhei para ele com a cara fechada e com os olhos cheios de raiva - não me olhe assim Miller, será um casamento por contrato, o contrato será de dois anos e se dentro desse prazo você não se apaixonar por ela, então estarás livre para fazer o que quiser, mas até lá eu te quero fora das câmeras, te quero longe dos escândalos, te quero longe das páginas das revistas de fofocas e das redes sociais. Estamos entendidos?
- Sim senhor.
- Óptimo.
- Quando é que será o casamento?
- Não sei ainda, mas acredito que será dentro de um mês.
- Está bem.
- Aqui está a foto da jovem - tirou uma foto tipo passe do bolso do seu paletó - o nome dela é…..
- Não quero ver pai, não quero saber de nada sobre ela, é uma aproveitadora e eu detesto mulheres assim.
- Mas…
- Mas nada pai, prefiro vê-la no dia do casamento para não correr o risco de desistir desta ideia absurda - falei e subi as escadas com os nervos a flor da pele.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
Jaiza Silva
essa história está ficando mais interessante 🤭🤭
2024-09-06
0
Girlene Fontes
Caracaaaa quando você vê quem é kkkkkkkkk.....
2024-05-08
7
Vanda Veloso
Dois anos que serão bem intenso !!! Pagando pra ver.
2024-05-05
1