Capítulo seis

Estou reunido com os meus amigos em umas das minhas boates luxuosas que está localizada no centro da Nova Iorque, era pra ser uma noite divertida e estava sendo, mas daí apareceu essa mulher louca, a mesma mulher que quebrou o espelho do meu Audi RS e-tron GT preto na tarde da quarta-feira, eu desejei muito que me encontrasse com ela novamente, mas estou me amaldiçoando silenciosamente por ter desejado isso nos últimos dias, ela não para de cantarolar que sou gay e já estou ficando impaciente por causa disso, algumas pessoas na área VIP estão me encarando como se fosse verdade o que essa doida está dizendo e isso não me agrada nem um pouco, não sou gay e acho que toda a Nova Iorque sabe disso, pra ser sincero acho que os Estados Unidos inteiro sabe e não sei o que ela está pensando pra falar essas coisas de mim.

Essa mulher não está com as suas faculdades mentais em dia, está bêbada e não sabe o que diz, nem o que está fazendo, espero que não esteja sozinha, pois ela não está em condições de dirigir e nem de ficar sozinha por aí, essa cidade é muito agitada e algum engraçadinho pode querer se aproveitar dela, é linda e tenho a certeza que a sua beleza não passa despercebida por onde passa.

Encaro novamente a mulher que está sentada no meu colo e presto mais atenção no seu rosto, ela parece uma menina, tem uma carinha inocente e tem lábios muito atraentes, eu poderia facilmente me perder neles, mas não posso, ela está embriagada e não quero que as pessoas pensem que estou me aproveitando dela.

- Que desperdício de homem, ainda estou sem acreditar que você é gay.

- Cala a boca menina, eu não sou gay.

- É sim - falou gargalhando - pessoal, este senhor aqui é…..- peguei na sua nuca com uma leve pressão e juntei os nossos lábios antes que terminasse de falar, se ela quer um beijo, então um beijo ela terá.

Parece que esse é o único jeito de fazê-la calar, de fazê-la entender que não sou gay, que sou um homem de verdade e que sou quente como brasa. A garota parece ser inocente, pois move os seus lábios como se não soubesse beijar, como se nunca tivesse feito isso antes, o seu sabor é doce, suave e único, ela bebeu um whisky, mas até mesmo o forte gosto dessa bebida não foi capaz de eliminar por completo o doce sabor dos seus lábios. O beijo é lento e provocante, estou sentindo todo o meu corpo se acender em chamas e parece que o mesmo acontece com o dela, estou sentindo ela estremecer levemente e sinto-me lisonjeado por estar provocando nela esta sensação. A mulher que mal conheço o nome segura a minha nuca delicadamente e enrola os meus cabelos nos seus dedos, ela está brincando com eles e este simples toque está levando-me para outras galáxias jamais exploradas por outros seres humanos. Quero parar e mandá-la embora daqui, mas não tenho coragem e nem forças para isso, não com ela me beijando e me tocando com inocência. Aos poucos sinto ela se soltar mais, o seu corpo está se movimentando involuntariamente no meu colo e não sei o que fazer para mandar para longe a vontade que tenho de rasgar a sua roupa e de possuí-la bem no meio de toda essa gente.

- Sou suficientemente gay pra você? - ela piscou os olhos várias vezes e depois me encarou perdida nos seus próprios devaneios. Ela estava prestes a responder, mas colei novamente os nossos lábios, impedindo com que ela falasse qualquer coisa.

O beijo agora é selvagem e rápido, acho que ela já aprendeu a beijar ou a lembrar como se beija e não terá dificuldades para acompanhar o meu ritmo, ela conseguiu deixar-me irritado e não deixarei isso barato. Aperto com força a cintura da mulher louca que quebrou o espelho do meu carro e aproximo mais o seu corpo do meu, puxo o seu lábio inferior e ela solta um gemido baixinho na minha boca, fazendo-me sorrir ainda aos beijos. Peço passagem com a minha língua e ela cede no mesmo instante, as duas lutam em um duelo desesperador e urgente, fazendo com que soltemos suspiros preguiçosos de satisfação. Tiro as minhas mãos da sua cintura e levo-as para dentro do seu vestido soltinho, começo a acariciar a sua coxa por cima do short modelador e ouço mais uma vez o seu gemido na minha boca. A mulher que está no meu colo morde os meus lábios e começa a rebolar desajeitadamente no meu colo, ela está excitada e busca por mais contato íntimo, tenho a certeza que se encostar os meus dedos na sua calcinha encontrarei ela toda encharcada e só de pensar nisso o meu corpo inteiro dói de desejo.

- Já chega Mia! - uma garota alta de cabelos loiros segurou o braço dela e a tirou de cima de mim. Então ela se chama Mia? Uau! Que nome lindo essa mulher tem, combina perfeitamente com ela.

- Me desculpe senhor, juro que ela não é assim, o problema é que….. - a outra mulher que apareceu do nada parou de falar assim que olhou com atenção para o meu rosto - puta merda! - exclamou um pouco alto - mil desculpas senhor Miller, não sabemos o que deu nela, ela está embriagada e não sabe o que faz - disse aflita.

- Eu percebi senhorita - falei ao mesmo tempo que encarava a Mia, ela está com as bochechas rosadas e parece estar cochilando - ela não está com as suas faculdades mentais em dia, por favor cuidem dela!

- Sim senhor, nós faremos isso.

- E desculpa pelo incômodo.

- Não foi incômodo nenhum - as duas colocaram os braços da Mia nos seus ombros e saíram da área VIP com dificuldades.

- Que porra acabou de acontecer aqui Miller? - Ian falou com um sorriso enorme no rosto.

- Não sei Ian, a única coisa que me importa agora é acabar com o desejo de transar que estou sentindo - levantei-me do sofá e saí da área VIP.

Ainda sinto o doce sabor dos lábios daquela garota nos meus, ela é tão louca, tão maluca e tão doida, mas ao mesmo tempo parece tão pura, tão ingênua e tão inocente, não sei o que pensar dela e acho que não tenho nada que pensar, eu não conheço e nem ela a mim, a única coisa que a Mia deve saber da minha pessoa é que sou o CEO mais bilionário dos Estados Unidos e que saio com uma mulher diferente em cada noite. Não tenho o porquê ficar pensando nela, é uma maluca e estava prestes a dizer para todos na área VIP que sou gay, sendo que não sou, nem de longe.

O meu corpo ainda está quente por causa do nosso beijo ardente e alguém precisa arrefece-ló, e acho que conheço a pessoa ideal para isso neste bar, irei ao meu quarto e chamarei a Melissa, ela saberá fazer-me relaxar.

A Melissa é uma das atendentes do bar, começou a trabalhar para mim no ano antepassado e começamos a transar no ano passado, é uma mulher bonita e é bem diferente da Katherine, ela não mistura o sexo com os sentimentos e sabe separar as coisas, não me pressiona e nem está apaixonada por mim, nós dois queremos apenas nos divertir e sabemos bem como fazer isso.

Atiro-me na cama do meu quarto aqui na boate e começo a tirar a minha camisa social, está a fazer um calor dos infernos e sinto que a qualquer momento o meu sangue irá explodir. Maldita sedutora da Mia! Porquê ela me provocou tanto? Não devia ter sentado no meu colo, não devia ter dito que sou gay e nem devia ter me beijado, se ela não tivesse feito nada disso eu ainda estaria na área VIP com os meus amigos, bebendo e conversando sobre coisas aleatórias, mas cá estou eu, lembrando do nosso beijo gostoso e do nosso contacto íntimo. Eu nem sei como encontrá-la, a única coisa que sei é o seu nome, que ela é louca e doida, nada mais.

Levanto da cama e tiro a minha calça jeans, pego a garrafa de whisky que estava em cima da cabeceira ao lado da cama e sirvo no copo, bebo o líquido de uma só vez e sinto uma leve queimadura na garganta, não quero voltar para a área VIP, então continuarei me divertindo aqui. Pensando bem, não irei chamar a Melissa, quero ficar sozinho e beber sozinho também, a Mia conseguiu estragar a minha noite e nem estou mais com vontade de transar, quero apenas beber até esquecer do meu próprio nome.

O dia amanheceu e com ele uma terrível dor de cabeça, ainda estou na boate, dentro do meu quarto e preciso ir pra casa já, não tomarei banho aqui, farei isso assim que chegar na minha mansão, estou com uma ressaca horrível e preciso de um café bem forte e de muita água também.

Saio da boate no meu Audi RS e-tron GT preto em alta velocidade e noto uma calmaria incomum nas ruas de Nova Iorque. A cidade está bem tranquila nesta manhã, com certeza as pessoas estão dormindo para tentar recuperar as forças perdidas na noite anterior, são sete da manhã e não sei a que horas é que a minha cabeça irá parar de doer.

Finalmente cheguei na mansão, não aguentava mais dirigir feito um louco e estava contando os minutos pra chegar cá, preciso urgentemente de um banho e de um bom analgésico.

- Bom dia Miller - levei um susto ao abrir a porta da sala de estar e dar de cara com o meu pai. Mas o que o sr. Moore está fazendo aqui a essa hora? Devia estar em casa com a sua esposa, a minha bondosa madrasta, não na minha mansão. Ah, eu já sei o que vem aí e não estou com ânimo para escuta-ló, a minha cabeça está fervendo de dor e preciso descansar - A noite foi divertida pra você?

- Bom dia pai - falei desanimado - sim, a noite foi muito divertida.

- Você não cansa de sujar a imagem da família? Aposto que as suas fotos e da mulher que saiu consigo ontem estarão espalhadas nas páginas das revistas das fofocas das celebridades e nas redes sociais, estou cansado de limpar o seu nome e saiba que hoje isso acabará.

- O que está tentando dizer pai? Que finalmente vai parar de pegar no meu pé como se eu fosse uma criança?

- Você tem trinta e cinco anos Miller e continua sendo um irresponsável, não sou o seu babá e….

- Então por favor pare de se comportar como se fosse um! - revirei os olhos e fui em direção as escadas.

- Miller eu arranjei uma esposa pra você - falou, fazendo-me parar.

Quê? O meu pai só pode estar de brincadeira comigo, quem ainda faz isso nos dias de hoje? Estamos no século vinte e um e ninguém mais arranja esposa ou esposo para os outros, os tempos são outros agora e cada um casa na hora que quiser e com quem quiser, não irei deixar o meu pai decidir o que deve fazer com a minha vida, sou adulto e posso tomar as minhas próprias decisões, tanto na vida profissional assim como na vida pessoal.

- O senhor por acaso está ficando maluco? - perguntei um pouco exaltado. Virei o meu corpo e o encarei com fúria nos olhos.

- Olha o jeito como fala comigo seu moleque, ainda sou o seu pai e exijo respeito da sua parte.

- O facto de ser o meu pai não lhe dá o direito de se intrometer na minha vida pessoal.

- Eu tenho esse direito sim, a sua vida pessoal influencia a nossa vida profissional.

- Nunca perdemos um membro da nossa indústria por causa do meu comportamento fora da empresa.

- Mas podemos perder.

- Eu não irei casar pai, então fale com a mulher que você arranjou e diga que comigo ela não ficará.

- Então esteja pronto para me ver na empresa a partir da segunda-feira, tenho sessenta por cento das ações, portanto sou o sócio com mais poder, eu queria entregar todas as minhas ações pra você, mas não quero que elas fiquem nas mãos de um irresponsável.

- Mas o senhor aposentou-se a dois anos atrás e deixou a empresa sob o meu comando, não sou um irresponsável e posso continuar administrando tudo com perfeição como fiz até hoje.

- Mudei de ideia Miller, então a partir da segunda-feira voltarei a ser o presidente da nossa empresa e você será o vice-presidente.

- E o Ian?

- Haverá mudanças e creio que encontraremos um cargo deiscente para ele - disse firmemente - vemo-nos amanhã- falou e deu as costas, indo para a saída.

Merda! Merda! Merda? Não acredito que o meu próprio pai esteja fazendo isso comigo, eu nunca deixei-o na mão, ele sabe perfeitamente disso, a empresa tem crescido a cada dia e sou a pessoa por detrás disso, nunca lhe dei motivos para desconfiar das minhas capacidades de administração e os lucros tem aumentado desde que ele aposentou-se. Ele não pode simplesmente aparecer na minha casa e dizer um absurdo desses, eu amo a vida que levo e amo mais ainda a minha liberdade, não quero viver preso a ninguém, não quero ter que dar explicações de nada para ninguém, sou Miller David Moore e ninguém manda em mim.

Ah, que raiva! Eu amo o meu trabalho, amo ser o presidente da nossa indústria da moda, gosto de estar no controle de tudo e a empresa me coloca neste patamar sem precisar me esforçar como um louco, não quero deixar que o meu pai volte para a empresa, não posso deixar que ele mude as coisas na empresa, não posso deixar que ele procure outro cargo para o Ian, todos nós já estamos acostumados a trabalhar com a minha metodologia e não permitirei que o sr. Moore mude tudo, se quer que eu case, então casarei.

Não será uma coisa fácil para mim, mas ele disse algo que chamou a minha atenção, o meu pai falou que queria dar as suas ações para mim, então se eu casar e ficar longe dos escândalos por um tempo, a nossa empresa será apenas minha e todos os lucros serão apenas meus, o sr. Moore é bilionário e não depende da empresa para nada, tem várias mansões, fazendas, iates, caros luxuosos, marcas de perfume e de jóias, então não fará diferença se der toda a empresa para mim.

Eu ainda estou a construir o meu próprio patrimônio e será de grande ajuda ter a indústria só para mim, seria fantástico e não posso desperdiçar esta oportunidade.

- Tudo bem pai, eu irei casar com a mulher que você escolheu - o meu pai parou de caminhar e virou o seu corpo para poder me encarar.

- Eu sabia que você é um homem inteligente e que aceitaria - disse sorrindo. Olhei para ele com a cara fechada e com os olhos cheios de raiva - não me olhe assim Miller, será um casamento por contrato, o contrato será de dois anos e se dentro desse prazo você não se apaixonar por ela, então estarás livre para fazer o que quiser, mas até lá eu te quero fora das câmeras, te quero longe dos escândalos, te quero longe das páginas das revistas de fofocas e das redes sociais. Estamos entendidos?

- Sim senhor.

- Óptimo.

- Quando é que será o casamento?

- Não sei ainda, mas acredito que será dentro de um mês.

- Está bem.

- Aqui está a foto da jovem - tirou uma foto tipo passe do bolso do seu paletó - o nome dela é…..

- Não quero ver pai, não quero saber de nada sobre ela, é uma aproveitadora e eu detesto mulheres assim.

- Mas…

- Mas nada pai, prefiro vê-la no dia do casamento para não correr o risco de desistir desta ideia absurda - falei e subi as escadas com os nervos a flor da pele.

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Comments

Jaiza Silva

Jaiza Silva

essa história está ficando mais interessante 🤭🤭

2024-09-06

0

Girlene Fontes

Girlene Fontes

Caracaaaa quando você vê quem é kkkkkkkkk.....

2024-05-08

7

Vanda Veloso

Vanda Veloso

Dois anos que serão bem intenso !!! Pagando pra ver.

2024-05-05

1

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Capítulos
1 Capítulo um
2 Capítulo dois
3 Capítulo três
4 Capítulo quatro
5 Capítulo cinco
6 Capítulo seis
7 Capítulo sete
8 Capítulo oito
9 Capítulo nove
10 Capítulo dez
11 Capítulo onze
12 Capítulo doze
13 Capítulo treze
14 Capítulo quatorze
15 Capítulo quinze
16 Capítulo dezasseis
17 Capítulo dezassete
18 Capítulo dezoito
19 Capítulo dezenove
20 Capítulo vinte
21 Capítulo vinte e um
22 Vinte e dois
23 Vinte e três
24 Vinte e quatro
25 Vinte e cinco
26 Vinte e seis
27 Vinte e sete
28 Vinte e oito
29 Vinte e nove
30 Capítulo trinta
31 Trinta e um
32 Trinta e dois
33 Trinta e três
34 Trinta e quatro
35 Trinta e cinco
36 Trinta e seis
37 Trinta e sete
38 Trinta e oito
39 Trinta e nove
40 Quarenta
41 Quarenta e um
42 Quarenta e dois
43 Quarenta e três
44 Um pedido de mudança
45 Quarenta e quatro
46 Quarenta e cinco
47 Quarenta e seis
48 Quarenta e sete
49 PEDIDO DE AJUDA
50 Quarenta e oito
51 Quarenta e nove
52 Cinquenta
53 Cinquenta e um
54 Cinquenta e dois
55 Cinquenta e três
56 Cinquenta e quatro
57 Cinquenta e cinco
58 Cinquenta e seis
59 Cinquenta e sete
60 Cinquenta e oito
61 Cinquenta e nove
62 Capítulo sessenta (Ian narrando)
63 Sessenta e um
64 Sessenta e dois
65 Sessenta e três
66 Sessenta e quatro
67 Sessenta e cinco
68 Sessenta e seis
69 Sessenta e sete
70 Sessenta e oito (Abigail narrando)
71 Sessenta e nove
72 Capítulo setenta
73 Setenta e um
74 Setenta e dois
75 Setenta e três
76 Setenta e quatro
77 Setenta e cinco
78 Setenta e seis
79 Setenta e sete
80 Setenta e oito
81 Setenta e nove (Michelle narrando)
82 Capítulo oitenta
83 Capítulo oitenta e um
84 Capítulo oitenta e dois
85 Oitenta e três
86 Oitenta e quatro
87 Oitenta e cinco
88 Oitenta e seis (penúltimo capítulo)
89 Oitenta e sete (último capítulo)
90 Despedida?
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1
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