Capítulo quatorze

A Mia tem razão, sou um idiota e não devia ter falado com ela daquele jeito, fui muito frio, grosseiro e cruel com a minha esposa, ela não tem culpa das minhas frustrações e não tem porque suportar a minha falta de simpatia, a culpa de tudo isso é do meu pai, ele não tinha o porquê de colocar a Mia e eu nesta situação constrangedora, o pior de tudo é que a convivência entre nós os dois não será agradável, consigo sentir isso dentro de mim, a minha esposa fala demais, não deixa nada passar em branco e tem um temperamento forte e difícil, igual o meu.

Ainda estou sem acreditar que a Mia Carl é a minha esposa, quando vi ela desmaiar no altar eu não fazia ideia de quem era, não havia visto ainda o seu rosto, mas quando a sua mãe tirou o seu véu de noiva para que respirasse direito o meu coração quase saiu do lugar, a minha respiração começou a ficar acelerada e as minhas mãos estavam suando. Olhei para o Ian que exibia um sorriso divertido no rosto e passei as mãos pelos meus cabelos um pouco alterado, eu estava nervoso e fora de mim, eu queria sair correndo da igreja e desistir da loucura de me casar, mas aí observei o rosto da Mia e vi o quão delicada ela é, olhei ao meu redor e vi os fotógrafos tirando fotos daquela situação, eu não queria que a Mia fosse motivo de piada nas redes sociais, por isso fiquei ao seu lado e exigi que aqueles homens apagassem as fotos que tinham tirado.

Não sei o que seria de mim se o Ian não tivesse ido para a boate onde passei a noite com as quatro stripteaser, eu não queria ter dormido lá, mas bebi muito ontem e me diverti com as garotas até às três da madrugada, o meu corpo estava cansado e os meus pensamentos racionais haviam se perdidos, o meu amigo encontrou-me sozinho na área VIP e me acordou aos gritos. Saímos da boate voando para a minha mansão, tive de me preparar em menos de trinta minutos para chegar na igreja no mínimo uma hora atrasado. Fui um irresponsável e a Mia não merecia ficar me esperando por mais de trinta minutos.

- Cadê a sua esposa Miller? - perguntou a senhora Marian assim que entrou na sala principal.

A senhora Marian era a governanta da Mansão dos meus pais quando eu era criança, assim que decidi morar sozinho ela pediu que viesse comigo, pois não consegue ficar longe de mim e pra ser sincero eu também não consigo ficar longe dela. Essa senhora cuidou de mim quando a minha mão decidiu se divorciar do meu pai para ir morar na Inglaterra com o meu irmão mais novo, ela e os meu pai foram os únicos que sempre fizeram de tudo por mim, considero ela como se fosse a minha mãe biológica e no fundo eu preferia que ela realmente fosse, é uma mulher incrível e cheia de vida.

- Foi descansar um pouco, ela está cansada, assim como eu.

- Ah, quero tanto conhecê-la, tenho a certeza que é bonita.

- Ela não é bonita, ela é linda senhora Marian - falei com um sorriso no rosto - ainda estou chateado com você, eu esperava te ver na Mansão do meu pai.

- Não zangue comigo menino Miller, eu precisava terminar de arrumar o quarto da sua esposa.

- Conseguiu deixar tudo em ordem?

- Felizmente sim.

- Obrigado. Eu vou descansar um pouco também, me acorde quando o jantar estiver pronto.

- Está bem, não se preocupe.

- Obrigado - sorri e deixei dois beijinhos nas suas bochechas antes de subir as escadas.

Os empregados da Mansão dos meus sogros trouxeram na quinta-feira as coisas da Mia, eram sete malas de roupas no total e eu fiquei imaginando a quantidade de roupa que ela deve ter, não era necessário trazer todas as peças, afinal, a minha esposa poderá comprar outros vestuários ao longo dos dois anos.

Estou cansado e o meu corpo precisa de um pouco de descanso, o dia foi mesmo cansativo e mal posso esperar para tomar um banho relaxante.

Entro no meu quarto e suspiro pesadamente. Tudo será diferente a partir de hoje e que Deus esteja comigo, porque não será fácil viver no mesmo teto que Mia Carl Morgan Moore.

Tiro a minha roupa e entro no banheiro somente de roupão, encho a banheira com água quente e coloco na mesma óleos relaxantes e sais de banho. Entro na banheira e deixo a água me invadir normalmente. Fecho os meus olhos e começo a esfregar o meu corpo delicadamente. A água realmente faz milagres, estou mais relaxado agora e a minha mente está mais tranquila e serena, um pequeno descanso agora deixará tudo mais perfeito.

Depois de um banho relaxante, vesti um calção azul e relaxei sobre o meu colchão macio, permitindo que o sono tomasse conta de mim.

Ouço pequenas batidas na porta do meu quarto, deve ser a senhora Marian tentando me despertar para informar que o jantar já está pronto, não sei se a Mia já acordou, mas espero que sim, não gosto de comer sozinho e a minha mãe come na hora dela.

- Está acordado menino Miller?

- Sim Marian.

- O jantar está pronto, quer que eu vá chamar a sua esposa?

- Não, eu mesmo farei isso.

- Está bem, por favor não demorem.

- Tudo bem.

Levanto-me da cama e visto uma camiseta qualquer, entro no banheiro e escovo os dentes por longos segundos, arrumo o meu cabelo com as pontas dos dedos e saio do quarto bem disposto.

Entro no quarto da Mia, que é ao lado do meu, e não vejo ela na cama, a cama ainda está bem arrumada, o que quer dizer que a minha esposa já acordou e arrumou a cama ou talvez que ela não tenha dormido cá. Prefiro ficar com a segunda opção e saio do cômodo segundos depois.

Onde é que a minha esposa está? Será que ela voltou para a casa dos seus pais? Ou será que ela foi para um hotel? Ah, não sei o que pensar, eu não devia ter sido tão insensível com ela e agora estou arrependido por isso, a Mia estava com os olhos marejados quando subiu as escadas correndo e a minha vontade era de ir atrás dela e implorar que me desculpasse, mas o meu orgulhoso falou mais alto e infelizmente não tive coragem de segui-la.

Não sou o melhor dos homens, na verdade sou um dos piores que existe na face da terra, mas eu não gosto de ver as mulheres chorarem, não gosto de ver elas a sofrer, por isso mesmo sempre tento ser sincero com as mulheres que saem comigo, prefiro deixar as coisas bastante claras desde o início.

Abro a primeira porta no corredor esquerdo e sorrio ao ver a Mia deitada na cama de barriga pra baixo, ela ainda está vestida de noiva e sua respiração está calma e tranquila. A minha esposa ainda não tomou banho e deve ter dormido na força do ódio mesmo, ela estava irritada por eu ter sido grosseiro e acredito que ainda esteja.

Aproximo devagar da cama onde a minha esposa está deitada e ajoelho próximo a cabeceira, acaricio a sua bochecha com o dorso da minha mão e tiro da sua testa uma mecha do seu cabelo.

- Acorde bela adormecida! - Mia abriu os olhos devagar e se assustou ao ver o meu rosto próximo do seu.

- O que está fazendo aqui Miller?

- Vim te acordar para o jantar - Mia estendeu a sua mão e eu a ajudei a levantar - este não é o seu quarto.

- Entrei na primeira porta que vi.

- Percebi. Vem, eu irei mostrá-la o seu quarto.

Mia bocejou levemente e balançou a cabeça concordando, saímos do cômodo e fomos em direção ao corredor direito.

Enquanto caminhávamos eu não parava de olhar a sua beleza estonteante e o seu corpo coberto pelo enorme vestido de noiva, Mia tem olhos azuis lindos como o céu e o seu rosto é como de uma menina, parece que foi desenhada por um ser mágico e eu não seria louco de discordar se alguém me dissesse isso.

- Este é o seu quarto Mia e todas as suas roupas estão no armário.

- Obrigada Miller.

- Quer ajuda pra tirar o vestido? - a minha esposa me encarou tímida e pude ver as suas bochechas levemente coradas.

- Não seja um pervertido Miller.

- Eu só queria te ajudar a abrir o zíper do vestido Mia, mas parece que você mesma pode fazer isso, não é verdade? - perguntei com ironia.

- Está bem, mas vê se não demora, preciso de um banho o mais rápido possível.

- Vire-se - ordenei com a voz rouca. A Mia virou-se e suspirou fundo quando levei as minhas mãos para o zíper do seu vestido.

Comecei a abrir o zíper do vestido da minha esposa lentamente, sentido o seu corpo ficar arrepiado na medida que a peça ia ficando larga. Disfarçadamente, toquei a sua pele nua e senti a maciez da mesma. Mia estremeceu levemente e suspirou fundo, como se tivesse tentando controlar as suas emoções. Assim que terminei, olhei para as suas costas e notei que ela não usava sutiã, engoli em seco e imaginei mil e uma maneiras diferentes de explorar aquela parte com a minha boca.

Mia tem a pele mais branca que a minha e é muito macia também, o meu desejo neste momento é de ver outras partes do seu corpo que tenho a certeza que é belo, quero fazê-la minha nem que seja por uma noite. Não estou apaixonada pela Mia, mas não posso negar que ela é muito linda e que a sua beleza me atrai de uma forma avassaladora.

- Por favor não demore, estarei te esperando na sala das refeições.

- Está bem capitão - falou sorrindo, fazendo-me sorrir também.

Será que ela é sempre assim? Sorridente? A Mia não parece estar mais zangada comigo e confesso que isso deixou-me um pouco surpreendido, não fui gentil com ela assim que chegamos na mansão, fui frio e grosseiro e era suposto que ela estivesse chateada comigo pelas barbaridades que falei e não o contrário. Gostei de ter descoberto uma das suas qualidades, não é qualquer pessoa que esquece com facilidade um assunto que o tenha magoado, alguns seres humanos são rancorosos, infelizmente estou nessa lista e eu não gostaria que fosse assim. Mas, o que posso fazer se o rancor tomou conta de mim ainda na adolescência? Eu não gostaria de ter um coração que guarda mágoas e decepções, mas a separação dos meus pais abalou o meu psicológico e o facto da minha mãe ter levado somente o meu irmão para à Inglaterra e ter me deixado cá com o meu pai piorou a situação. Não que o meu pai não tenha dado o seu melhor para me criar, mas as coisas teriam sido melhores se a minha mãe tivesse permanecido no país, nem que fosse em casas diferentes.

Confesso que às vezes sinto inveja do meu irmão por ter sido o escolhido da minha mãe, ele teve o amor que não tive da parte dela, a minha mãe é amorosa e cuidava bem de nós quando ainda vivíamos juntos, lembro-me da suavidade das suas palavras, da bondade do seu coração e a grandiosidade da sua alma. O meu irmão ficou com tudo isso para ele e eu não fiquei com nada. Quando digo “nada” não é no sentido de que a convivência com o meu pai era péssima, mas sim no sentido de que os homens geralmente não são amorosos e por mais que o meu tentasse sempre estar perto de mim eu sentia que precisava de uma figura materna na minha vida.

De facto a senhora Marian tentou fechar o buraco que a partida da minha mãe deixou em mim, mas ela não conseguiu, não totalmente, mãe é mãe e sempre mãe, eu queria que a minha mãe biológica tivesse conhecido a minha primeira namorada, queria que ela tivesse aplaudido as minhas primeiras vitórias, queria que ela tivesse me dado conselhos sobre como ser mais romântico e do que as mulheres gostam. Aprendi quase tudo sozinho e uma vez e outra tive a ajuda do meu pai, jamais serei capaz de pagar tudo o que o meu pai já fez por mim.

Ainda estou chateado com ele por ter arranjado uma esposa para mim, por ter me colocado na parede, por ter me obrigado a casar com Mia Carl. Mas os filhos zangam com os seus pais e vice-versa, sei que ele quer o melhor para mim, mas desta vez ele falhou, aaaah e como falhou.

Sentado em uma das cadeira da enorme mesa da sala das refeições, olho para o nada e fico pensando em como será a minha vida daqui pra frente, tudo mudou da noite para o dia, agora sou um homem casado e tenho que me comportar como tal, preciso ficar longe da mídia e dos escândalos que envolviam o meu ser, tenho de preservar a minha imagem e da Mia também, não que a imagem dela seja importante para mim, mas essa é um dos termos do nosso contrato.

Decido fugir um pouco dos meus devaneios e aprecio as maravilhas que a Dona Marian preparou para o jantar, temos aqui um pouco de arroz de vegetais, filé de frango assado no forno com batatas em rodelas, legumes levemente cozidos, bife assado e molho branco. A minha governanta cozinha muito bem e acredito que não existam mãos tão perfeitas como as dela. Tem na mesa também vinho branco e duas tacas de cristal, não sei se a Mia é amante de vinho, assim como eu, mas espero que ela seja, não quero ter que beber sozinho, acho que não fica bem.

- Pensando em mim senhor Moore? - Sorri de lado e olhei com atenção para a Mia. O seu corpo está coberto por um vestido verde soltinho e os seus pés calçam pantufas da cor rosa bebê, ela parece uma criancinha e está muito fofa.

- Sim, estou pensando em uma forma de te mandar para o espaço.

- Nossa! Pra quê tanta crueldade? - Mia puxou a cadeira pra trás e sorriu divertida.

- Permita-me ajudá-la!

- Não tenho tempo para cortesias - deu de ombros. A minha esposa sentou-se de frente para mim e me encarou intensamente. Mia pegou no seu prato e começou a servir.

- Posso fazer isso pra você, se quiser é claro.

- Eu posso fazer isso sozinha Miller, não sou a filhinha de papai como todos pensam, está bem?

- Mas eu não disse isso, estava tentando ser gentil.

- Guarde a sua gentileza para as suas amantes.

- Tudo bem, tudo bem, como quiser - levantei as minhas mãos em sinal de rendição.

- Perfeito - Mia levou o garfo com o bife para a sua boca e fechou os olhos quando provou o alimento. Olhei fixamente para cada movimento dos seus lábios e desejei profundamente que fosse a minha boca que estivesse dentro dela, provando o seu sabor como se fosse a melhor coisa do universo e na verdade é, felizmente tive o prazer de beija-lá em duas ocasiões, na boate e hoje mais cedo. Desci o meu olhar para o seu pescoço e imaginei diversas maneiras de tocar naquela parte, de beijar aquela parte, de marcar aquela parte e de mostrar para todos que ela é minha e de mais ninguém. Suspirei fundo e balancei a cabeça negativamente, tentando mandar para longe a vontade que tinha de toca-lá.

- Quero pedir desculpas por ter sido grosseiro com você assim que chegamos na mansão, eu não devia ter falado com você daquela maneira e sinto muito por isso.

- As suas palavras me magoaram Miller, eu sei que você não queria casar comigo, assim como eu não queria casar com você, mas se assim o fizemos é porque existe um interessante por detrás disso, não pode simplesmente insinuar que sou uma aproveitadora, que quero usufruir dos seus bens e de tudo que é seu.

- Eu sei Mia, agora eu sei. Você está certa e espero que me aceite o meu pedido de desculpas.

- Eu te desculpo, mas se falar comigo novamente daquela maneira juro que não viverá para contar a história.

- Entendido senhorita Moore.

- óptimo.

Peguei na garrafa de vinho branco e abri, servi na minha taça e olhei para a minha esposa.

- Vinho?

- Não, eu não consumo álcool.

Uma crise de risos tomou conta do ambiente e eu não tive como evitar. Ou essa mulher é louca ou essa mulher é fingida ou essa mulher não é a mesma que beijei na boate. Mas o que ela está falando? Como assim ela não consome álcool? E o que foi que ela consumiu no dia que nos beijamos na minha boate? Sumo? Água? Não entendo, juro que não entendo esse espetáculo. O que ela pretende com isso? Fazer-se de inocente? De uma menina de boa família? Era só o que me faltava, pelo visto tenho uma esposa fingida e mentirosa.

- O que está rindo? Por acaso falei alguma coisa engraçada, senhor Miller?

Encarei a Mia e comecei a gargalhar mais ainda, ela me encarou também, mas com as sobrancelhas erguidas e com os olhos em chamas. Essa mulher é nervosa e está fazendo um grande esforço para não levar a garrafa de vinho e quebrar na minha cabeça.

- Não querida, você não falou nada de engraçado - respondi, limpando os olhos com o dorso da minha mão.

- Então, por que está rindo?

- Você não entenderia, são coisas da minha cabeça sabe.

- Pelo visto casei com um louco.

- E eu com uma fingida - falei baixinho.

- O que disse?

- Que eu casei com uma princesa.

- Está sendo irônico?

- Claro que não, nem um pouquinho.

Se ela quer jogar, então vamos jogar. Está mais que claro que a Mia está tentando fazer-me de idiota ou se calhar está tentando fazer o papel de uma menina inocente, mas eu sei que ela não é. Não acredito que ela não se lembra do que aconteceu na boate naquele dia, ela está tentando esquecer o ocorrido e uma das formas de fazer isso é fingir que aquele dia não existiu, mas um dia, só um dia, eu irei mostrá-la que tudo que aconteceu naquela boate foi real e que o nosso beijo foi mais real ainda.

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Comments

Jaiza Silva

Jaiza Silva

autora por gentileza cadê as fotos dos nossos personagens 🥰

2024-09-07

0

Livia Pereira

Livia Pereira

kkkk ah Miau alguém tem que te contar a real , acorda princesa

2024-07-29

1

Girlene Fontes

Girlene Fontes

Voltando O início da história kkk Mia nunca tinha bebido kkk e bebeu o Wysk mais caro e 2 garrafas dançou, subiu escada kkk ,beijou e rebolou no colo do Miller kkkkk e não lembra ,porra véi eu bêbada queria ser uma Mia pra esquecer também do que fez kkkkkkk.....

2024-05-08

3

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Capítulos
1 Capítulo um
2 Capítulo dois
3 Capítulo três
4 Capítulo quatro
5 Capítulo cinco
6 Capítulo seis
7 Capítulo sete
8 Capítulo oito
9 Capítulo nove
10 Capítulo dez
11 Capítulo onze
12 Capítulo doze
13 Capítulo treze
14 Capítulo quatorze
15 Capítulo quinze
16 Capítulo dezasseis
17 Capítulo dezassete
18 Capítulo dezoito
19 Capítulo dezenove
20 Capítulo vinte
21 Capítulo vinte e um
22 Vinte e dois
23 Vinte e três
24 Vinte e quatro
25 Vinte e cinco
26 Vinte e seis
27 Vinte e sete
28 Vinte e oito
29 Vinte e nove
30 Capítulo trinta
31 Trinta e um
32 Trinta e dois
33 Trinta e três
34 Trinta e quatro
35 Trinta e cinco
36 Trinta e seis
37 Trinta e sete
38 Trinta e oito
39 Trinta e nove
40 Quarenta
41 Quarenta e um
42 Quarenta e dois
43 Quarenta e três
44 Um pedido de mudança
45 Quarenta e quatro
46 Quarenta e cinco
47 Quarenta e seis
48 Quarenta e sete
49 PEDIDO DE AJUDA
50 Quarenta e oito
51 Quarenta e nove
52 Cinquenta
53 Cinquenta e um
54 Cinquenta e dois
55 Cinquenta e três
56 Cinquenta e quatro
57 Cinquenta e cinco
58 Cinquenta e seis
59 Cinquenta e sete
60 Cinquenta e oito
61 Cinquenta e nove
62 Capítulo sessenta (Ian narrando)
63 Sessenta e um
64 Sessenta e dois
65 Sessenta e três
66 Sessenta e quatro
67 Sessenta e cinco
68 Sessenta e seis
69 Sessenta e sete
70 Sessenta e oito (Abigail narrando)
71 Sessenta e nove
72 Capítulo setenta
73 Setenta e um
74 Setenta e dois
75 Setenta e três
76 Setenta e quatro
77 Setenta e cinco
78 Setenta e seis
79 Setenta e sete
80 Setenta e oito
81 Setenta e nove (Michelle narrando)
82 Capítulo oitenta
83 Capítulo oitenta e um
84 Capítulo oitenta e dois
85 Oitenta e três
86 Oitenta e quatro
87 Oitenta e cinco
88 Oitenta e seis (penúltimo capítulo)
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