A Mia tem razão, sou um idiota e não devia ter falado com ela daquele jeito, fui muito frio, grosseiro e cruel com a minha esposa, ela não tem culpa das minhas frustrações e não tem porque suportar a minha falta de simpatia, a culpa de tudo isso é do meu pai, ele não tinha o porquê de colocar a Mia e eu nesta situação constrangedora, o pior de tudo é que a convivência entre nós os dois não será agradável, consigo sentir isso dentro de mim, a minha esposa fala demais, não deixa nada passar em branco e tem um temperamento forte e difícil, igual o meu.
Ainda estou sem acreditar que a Mia Carl é a minha esposa, quando vi ela desmaiar no altar eu não fazia ideia de quem era, não havia visto ainda o seu rosto, mas quando a sua mãe tirou o seu véu de noiva para que respirasse direito o meu coração quase saiu do lugar, a minha respiração começou a ficar acelerada e as minhas mãos estavam suando. Olhei para o Ian que exibia um sorriso divertido no rosto e passei as mãos pelos meus cabelos um pouco alterado, eu estava nervoso e fora de mim, eu queria sair correndo da igreja e desistir da loucura de me casar, mas aí observei o rosto da Mia e vi o quão delicada ela é, olhei ao meu redor e vi os fotógrafos tirando fotos daquela situação, eu não queria que a Mia fosse motivo de piada nas redes sociais, por isso fiquei ao seu lado e exigi que aqueles homens apagassem as fotos que tinham tirado.
Não sei o que seria de mim se o Ian não tivesse ido para a boate onde passei a noite com as quatro stripteaser, eu não queria ter dormido lá, mas bebi muito ontem e me diverti com as garotas até às três da madrugada, o meu corpo estava cansado e os meus pensamentos racionais haviam se perdidos, o meu amigo encontrou-me sozinho na área VIP e me acordou aos gritos. Saímos da boate voando para a minha mansão, tive de me preparar em menos de trinta minutos para chegar na igreja no mínimo uma hora atrasado. Fui um irresponsável e a Mia não merecia ficar me esperando por mais de trinta minutos.
- Cadê a sua esposa Miller? - perguntou a senhora Marian assim que entrou na sala principal.
A senhora Marian era a governanta da Mansão dos meus pais quando eu era criança, assim que decidi morar sozinho ela pediu que viesse comigo, pois não consegue ficar longe de mim e pra ser sincero eu também não consigo ficar longe dela. Essa senhora cuidou de mim quando a minha mão decidiu se divorciar do meu pai para ir morar na Inglaterra com o meu irmão mais novo, ela e os meu pai foram os únicos que sempre fizeram de tudo por mim, considero ela como se fosse a minha mãe biológica e no fundo eu preferia que ela realmente fosse, é uma mulher incrível e cheia de vida.
- Foi descansar um pouco, ela está cansada, assim como eu.
- Ah, quero tanto conhecê-la, tenho a certeza que é bonita.
- Ela não é bonita, ela é linda senhora Marian - falei com um sorriso no rosto - ainda estou chateado com você, eu esperava te ver na Mansão do meu pai.
- Não zangue comigo menino Miller, eu precisava terminar de arrumar o quarto da sua esposa.
- Conseguiu deixar tudo em ordem?
- Felizmente sim.
- Obrigado. Eu vou descansar um pouco também, me acorde quando o jantar estiver pronto.
- Está bem, não se preocupe.
- Obrigado - sorri e deixei dois beijinhos nas suas bochechas antes de subir as escadas.
Os empregados da Mansão dos meus sogros trouxeram na quinta-feira as coisas da Mia, eram sete malas de roupas no total e eu fiquei imaginando a quantidade de roupa que ela deve ter, não era necessário trazer todas as peças, afinal, a minha esposa poderá comprar outros vestuários ao longo dos dois anos.
Estou cansado e o meu corpo precisa de um pouco de descanso, o dia foi mesmo cansativo e mal posso esperar para tomar um banho relaxante.
Entro no meu quarto e suspiro pesadamente. Tudo será diferente a partir de hoje e que Deus esteja comigo, porque não será fácil viver no mesmo teto que Mia Carl Morgan Moore.
Tiro a minha roupa e entro no banheiro somente de roupão, encho a banheira com água quente e coloco na mesma óleos relaxantes e sais de banho. Entro na banheira e deixo a água me invadir normalmente. Fecho os meus olhos e começo a esfregar o meu corpo delicadamente. A água realmente faz milagres, estou mais relaxado agora e a minha mente está mais tranquila e serena, um pequeno descanso agora deixará tudo mais perfeito.
Depois de um banho relaxante, vesti um calção azul e relaxei sobre o meu colchão macio, permitindo que o sono tomasse conta de mim.
Ouço pequenas batidas na porta do meu quarto, deve ser a senhora Marian tentando me despertar para informar que o jantar já está pronto, não sei se a Mia já acordou, mas espero que sim, não gosto de comer sozinho e a minha mãe come na hora dela.
- Está acordado menino Miller?
- Sim Marian.
- O jantar está pronto, quer que eu vá chamar a sua esposa?
- Não, eu mesmo farei isso.
- Está bem, por favor não demorem.
- Tudo bem.
Levanto-me da cama e visto uma camiseta qualquer, entro no banheiro e escovo os dentes por longos segundos, arrumo o meu cabelo com as pontas dos dedos e saio do quarto bem disposto.
Entro no quarto da Mia, que é ao lado do meu, e não vejo ela na cama, a cama ainda está bem arrumada, o que quer dizer que a minha esposa já acordou e arrumou a cama ou talvez que ela não tenha dormido cá. Prefiro ficar com a segunda opção e saio do cômodo segundos depois.
Onde é que a minha esposa está? Será que ela voltou para a casa dos seus pais? Ou será que ela foi para um hotel? Ah, não sei o que pensar, eu não devia ter sido tão insensível com ela e agora estou arrependido por isso, a Mia estava com os olhos marejados quando subiu as escadas correndo e a minha vontade era de ir atrás dela e implorar que me desculpasse, mas o meu orgulhoso falou mais alto e infelizmente não tive coragem de segui-la.
Não sou o melhor dos homens, na verdade sou um dos piores que existe na face da terra, mas eu não gosto de ver as mulheres chorarem, não gosto de ver elas a sofrer, por isso mesmo sempre tento ser sincero com as mulheres que saem comigo, prefiro deixar as coisas bastante claras desde o início.
Abro a primeira porta no corredor esquerdo e sorrio ao ver a Mia deitada na cama de barriga pra baixo, ela ainda está vestida de noiva e sua respiração está calma e tranquila. A minha esposa ainda não tomou banho e deve ter dormido na força do ódio mesmo, ela estava irritada por eu ter sido grosseiro e acredito que ainda esteja.
Aproximo devagar da cama onde a minha esposa está deitada e ajoelho próximo a cabeceira, acaricio a sua bochecha com o dorso da minha mão e tiro da sua testa uma mecha do seu cabelo.
- Acorde bela adormecida! - Mia abriu os olhos devagar e se assustou ao ver o meu rosto próximo do seu.
- O que está fazendo aqui Miller?
- Vim te acordar para o jantar - Mia estendeu a sua mão e eu a ajudei a levantar - este não é o seu quarto.
- Entrei na primeira porta que vi.
- Percebi. Vem, eu irei mostrá-la o seu quarto.
Mia bocejou levemente e balançou a cabeça concordando, saímos do cômodo e fomos em direção ao corredor direito.
Enquanto caminhávamos eu não parava de olhar a sua beleza estonteante e o seu corpo coberto pelo enorme vestido de noiva, Mia tem olhos azuis lindos como o céu e o seu rosto é como de uma menina, parece que foi desenhada por um ser mágico e eu não seria louco de discordar se alguém me dissesse isso.
- Este é o seu quarto Mia e todas as suas roupas estão no armário.
- Obrigada Miller.
- Quer ajuda pra tirar o vestido? - a minha esposa me encarou tímida e pude ver as suas bochechas levemente coradas.
- Não seja um pervertido Miller.
- Eu só queria te ajudar a abrir o zíper do vestido Mia, mas parece que você mesma pode fazer isso, não é verdade? - perguntei com ironia.
- Está bem, mas vê se não demora, preciso de um banho o mais rápido possível.
- Vire-se - ordenei com a voz rouca. A Mia virou-se e suspirou fundo quando levei as minhas mãos para o zíper do seu vestido.
Comecei a abrir o zíper do vestido da minha esposa lentamente, sentido o seu corpo ficar arrepiado na medida que a peça ia ficando larga. Disfarçadamente, toquei a sua pele nua e senti a maciez da mesma. Mia estremeceu levemente e suspirou fundo, como se tivesse tentando controlar as suas emoções. Assim que terminei, olhei para as suas costas e notei que ela não usava sutiã, engoli em seco e imaginei mil e uma maneiras diferentes de explorar aquela parte com a minha boca.
Mia tem a pele mais branca que a minha e é muito macia também, o meu desejo neste momento é de ver outras partes do seu corpo que tenho a certeza que é belo, quero fazê-la minha nem que seja por uma noite. Não estou apaixonada pela Mia, mas não posso negar que ela é muito linda e que a sua beleza me atrai de uma forma avassaladora.
- Por favor não demore, estarei te esperando na sala das refeições.
- Está bem capitão - falou sorrindo, fazendo-me sorrir também.
Será que ela é sempre assim? Sorridente? A Mia não parece estar mais zangada comigo e confesso que isso deixou-me um pouco surpreendido, não fui gentil com ela assim que chegamos na mansão, fui frio e grosseiro e era suposto que ela estivesse chateada comigo pelas barbaridades que falei e não o contrário. Gostei de ter descoberto uma das suas qualidades, não é qualquer pessoa que esquece com facilidade um assunto que o tenha magoado, alguns seres humanos são rancorosos, infelizmente estou nessa lista e eu não gostaria que fosse assim. Mas, o que posso fazer se o rancor tomou conta de mim ainda na adolescência? Eu não gostaria de ter um coração que guarda mágoas e decepções, mas a separação dos meus pais abalou o meu psicológico e o facto da minha mãe ter levado somente o meu irmão para à Inglaterra e ter me deixado cá com o meu pai piorou a situação. Não que o meu pai não tenha dado o seu melhor para me criar, mas as coisas teriam sido melhores se a minha mãe tivesse permanecido no país, nem que fosse em casas diferentes.
Confesso que às vezes sinto inveja do meu irmão por ter sido o escolhido da minha mãe, ele teve o amor que não tive da parte dela, a minha mãe é amorosa e cuidava bem de nós quando ainda vivíamos juntos, lembro-me da suavidade das suas palavras, da bondade do seu coração e a grandiosidade da sua alma. O meu irmão ficou com tudo isso para ele e eu não fiquei com nada. Quando digo “nada” não é no sentido de que a convivência com o meu pai era péssima, mas sim no sentido de que os homens geralmente não são amorosos e por mais que o meu tentasse sempre estar perto de mim eu sentia que precisava de uma figura materna na minha vida.
De facto a senhora Marian tentou fechar o buraco que a partida da minha mãe deixou em mim, mas ela não conseguiu, não totalmente, mãe é mãe e sempre mãe, eu queria que a minha mãe biológica tivesse conhecido a minha primeira namorada, queria que ela tivesse aplaudido as minhas primeiras vitórias, queria que ela tivesse me dado conselhos sobre como ser mais romântico e do que as mulheres gostam. Aprendi quase tudo sozinho e uma vez e outra tive a ajuda do meu pai, jamais serei capaz de pagar tudo o que o meu pai já fez por mim.
Ainda estou chateado com ele por ter arranjado uma esposa para mim, por ter me colocado na parede, por ter me obrigado a casar com Mia Carl. Mas os filhos zangam com os seus pais e vice-versa, sei que ele quer o melhor para mim, mas desta vez ele falhou, aaaah e como falhou.
Sentado em uma das cadeira da enorme mesa da sala das refeições, olho para o nada e fico pensando em como será a minha vida daqui pra frente, tudo mudou da noite para o dia, agora sou um homem casado e tenho que me comportar como tal, preciso ficar longe da mídia e dos escândalos que envolviam o meu ser, tenho de preservar a minha imagem e da Mia também, não que a imagem dela seja importante para mim, mas essa é um dos termos do nosso contrato.
Decido fugir um pouco dos meus devaneios e aprecio as maravilhas que a Dona Marian preparou para o jantar, temos aqui um pouco de arroz de vegetais, filé de frango assado no forno com batatas em rodelas, legumes levemente cozidos, bife assado e molho branco. A minha governanta cozinha muito bem e acredito que não existam mãos tão perfeitas como as dela. Tem na mesa também vinho branco e duas tacas de cristal, não sei se a Mia é amante de vinho, assim como eu, mas espero que ela seja, não quero ter que beber sozinho, acho que não fica bem.
- Pensando em mim senhor Moore? - Sorri de lado e olhei com atenção para a Mia. O seu corpo está coberto por um vestido verde soltinho e os seus pés calçam pantufas da cor rosa bebê, ela parece uma criancinha e está muito fofa.
- Sim, estou pensando em uma forma de te mandar para o espaço.
- Nossa! Pra quê tanta crueldade? - Mia puxou a cadeira pra trás e sorriu divertida.
- Permita-me ajudá-la!
- Não tenho tempo para cortesias - deu de ombros. A minha esposa sentou-se de frente para mim e me encarou intensamente. Mia pegou no seu prato e começou a servir.
- Posso fazer isso pra você, se quiser é claro.
- Eu posso fazer isso sozinha Miller, não sou a filhinha de papai como todos pensam, está bem?
- Mas eu não disse isso, estava tentando ser gentil.
- Guarde a sua gentileza para as suas amantes.
- Tudo bem, tudo bem, como quiser - levantei as minhas mãos em sinal de rendição.
- Perfeito - Mia levou o garfo com o bife para a sua boca e fechou os olhos quando provou o alimento. Olhei fixamente para cada movimento dos seus lábios e desejei profundamente que fosse a minha boca que estivesse dentro dela, provando o seu sabor como se fosse a melhor coisa do universo e na verdade é, felizmente tive o prazer de beija-lá em duas ocasiões, na boate e hoje mais cedo. Desci o meu olhar para o seu pescoço e imaginei diversas maneiras de tocar naquela parte, de beijar aquela parte, de marcar aquela parte e de mostrar para todos que ela é minha e de mais ninguém. Suspirei fundo e balancei a cabeça negativamente, tentando mandar para longe a vontade que tinha de toca-lá.
- Quero pedir desculpas por ter sido grosseiro com você assim que chegamos na mansão, eu não devia ter falado com você daquela maneira e sinto muito por isso.
- As suas palavras me magoaram Miller, eu sei que você não queria casar comigo, assim como eu não queria casar com você, mas se assim o fizemos é porque existe um interessante por detrás disso, não pode simplesmente insinuar que sou uma aproveitadora, que quero usufruir dos seus bens e de tudo que é seu.
- Eu sei Mia, agora eu sei. Você está certa e espero que me aceite o meu pedido de desculpas.
- Eu te desculpo, mas se falar comigo novamente daquela maneira juro que não viverá para contar a história.
- Entendido senhorita Moore.
- óptimo.
Peguei na garrafa de vinho branco e abri, servi na minha taça e olhei para a minha esposa.
- Vinho?
- Não, eu não consumo álcool.
Uma crise de risos tomou conta do ambiente e eu não tive como evitar. Ou essa mulher é louca ou essa mulher é fingida ou essa mulher não é a mesma que beijei na boate. Mas o que ela está falando? Como assim ela não consome álcool? E o que foi que ela consumiu no dia que nos beijamos na minha boate? Sumo? Água? Não entendo, juro que não entendo esse espetáculo. O que ela pretende com isso? Fazer-se de inocente? De uma menina de boa família? Era só o que me faltava, pelo visto tenho uma esposa fingida e mentirosa.
- O que está rindo? Por acaso falei alguma coisa engraçada, senhor Miller?
Encarei a Mia e comecei a gargalhar mais ainda, ela me encarou também, mas com as sobrancelhas erguidas e com os olhos em chamas. Essa mulher é nervosa e está fazendo um grande esforço para não levar a garrafa de vinho e quebrar na minha cabeça.
- Não querida, você não falou nada de engraçado - respondi, limpando os olhos com o dorso da minha mão.
- Então, por que está rindo?
- Você não entenderia, são coisas da minha cabeça sabe.
- Pelo visto casei com um louco.
- E eu com uma fingida - falei baixinho.
- O que disse?
- Que eu casei com uma princesa.
- Está sendo irônico?
- Claro que não, nem um pouquinho.
Se ela quer jogar, então vamos jogar. Está mais que claro que a Mia está tentando fazer-me de idiota ou se calhar está tentando fazer o papel de uma menina inocente, mas eu sei que ela não é. Não acredito que ela não se lembra do que aconteceu na boate naquele dia, ela está tentando esquecer o ocorrido e uma das formas de fazer isso é fingir que aquele dia não existiu, mas um dia, só um dia, eu irei mostrá-la que tudo que aconteceu naquela boate foi real e que o nosso beijo foi mais real ainda.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 90
Comments
Jaiza Silva
autora por gentileza cadê as fotos dos nossos personagens 🥰
2024-09-07
0
Livia Pereira
kkkk ah Miau alguém tem que te contar a real , acorda princesa
2024-07-29
1
Girlene Fontes
Voltando O início da história kkk Mia nunca tinha bebido kkk e bebeu o Wysk mais caro e 2 garrafas dançou, subiu escada kkk ,beijou e rebolou no colo do Miller kkkkk e não lembra ,porra véi eu bêbada queria ser uma Mia pra esquecer também do que fez kkkkkkk.....
2024-05-08
3