Acordei sentindo beijos no meu ombro, seguindo para o meu pescoço, minha bochecha e, por fim, um selinho foi depositado nos meus lábios. Sorri e, ao abrir os olhos, me deparei com os olhos castanhos intensos me encarando. Seus cabelos estavam úmidos e, ao que parece, ela tinha acabado de sair do banho. O cheiro do seu perfume pós-banho dominava o ambiente.
— Bom dia. Ela falou e depositou um beijo na minha bochecha. — Dormiu bem? Ela questionou.
— Bom dia. Eu falei e roubei um selinho dela. — Ainda estou com sono, parece até que passei a noite toda acordada. Eu falei e ela sorriu.
— Não fala assim, senão vou começar a achar que você não gostou. Ela falou, dando uma mordidinha no meu ombro.
— Não faz assim. Eu pedi de forma manhosa e ela sorriu.
— Eu sei que você gosta. Ela falou baixinho no meu ouvido e mordeu o lóbulo da minha orelha. — Separei roupas limpas para você tomar banho, e tem uma escova de dentes nova no armário, pode usar. Ela falou e beijou minha bochecha.
— Obrigada. Eu agradeci.
— Não demora, vou te esperar na cozinha. Ela falou, saindo do quarto.
Levantei-me morrendo de preguiça e fui tomar banho para espantar o sono. Enquanto a água morna molhava meu corpo, permiti-me pensar em tudo o que aconteceu ontem: nos beijos, nas carícias, nas trocas de olhares, no frio na barriga... Sorri pensando em tudo isso. Nunca me senti assim e não sei se isso é bom ou ruim.
Após fazer a minha higiene pessoal, encontrei as roupas que a Ísis tinha separado para mim e me surpreendi ao ver que todas ainda estavam com etiquetas.
Quando saí do banheiro, encontrei as minhas coisas em cima da cama. Minhas roupas estavam dobradas, e minha bolsa e meu celular também estavam lá.
Peguei meu celular e vi que tinha muitas chamadas perdidas e inúmeras mensagens dos meus pais. Respondi apenas à mensagem da minha mãe, que me perguntou se eu ia passar em casa antes de ir para a universidade. Respondi que já estava indo para casa.
Peguei minhas coisas e saí do quarto da Ísis. Acho que já estava na hora de ir embora. Fui procurá-la para me despedir, já que eu prometi que não ia mais sair sem me despedir.
Ísis estava na cozinha, preparando algo que, pelo cheiro, parecia ser muito bom. Ela estava usando um moletom, e seu cabelo estava preso em um coque alto. Definitivamente, eu gosto muito quando ela prende o cabelo dessa forma.
— Tá muito tempo aí? — ela perguntou, me encarando com um sorriso maroto no rosto.
— Não muito... E obrigada por me emprestar suas roupas. Depois eu devolvo.
— Ficaram muito boas em você — ela falou, se aproximando de mim. — Se bem que é difícil algo ficar ruim em seu corpo. — Ela falou e me deu um selinho.
— Você também fica perfeita com ou sem roupa. — Eu falei e vi as bochechas dela ficarem levemente coradas. Eu ri da sua reação. — Você é surpreendente. — Eu falei de forma sincera.
— Acho que já vou ir para casa...
— Primeiro você vai tomar café comigo, e depois eu te levo para sua casa. — Ísis falou, me interrompendo.
Nem discuti, o café parecia muito bom e eu ainda poderia desfrutar mais um pouquinho da companhia dela, e eu aproveitei isso ao máximo.
Roubei muitos selinhos dela enquanto tomávamos o nosso café, afinal, eu sei que fora daqui a gente não pode ter esse tipo de contato mais íntimo.
Assim que terminamos o nosso café, ela me levou em casa e me surpreendi quando ela se despediu de mim com um beijo mais intenso e com direito a mão boba.
Entrei em casa e meu pai estava impaciente, discutindo com alguém no telefone. Quando ele me viu, encerrou a ligação.
— Onde você passou a noite? — Ele me questionou em um tom sério.
— Bom dia para o senhor também. — Eu falei de forma irônica. — Como o senhor está? — Eu o questionei de maneira educada.
— Estou sem paciência para esse seu deboche. — Ele falou, guardando o celular no bolso do blazer. — A sua mãe me disse que você saiu para ir a uma festa e mandou mensagem avisando que não ia dormir em casa. Posso saber onde foi que você dormiu? — Ele falou, colocando uma mão na cintura e apontando o dedo indicador para mim.
Ah, se ele soubesse que dormir foi a última coisa que eu fiz.
— Dormi na casa de uma amiga. — Eu falei, dando de ombros. — Estava tarde e eu achei mais prudente dormir lá. — Eu falei de forma simplista.
— Amiga? — Ele me questionou cético. — Não acredito nisso. — Ele falou, alterando o tom de voz.
— Se você pode ter "amigas", por que a sua filha, que é solteira e desimpedida, não pode? — Minha mãe questionou, entrando na sala e interrompendo o chilique do meu pai.
— Tá aí uma boa pergunta. Enquanto vocês discutem sobre isso, eu vou me arrumar porque tenho aula. Eu falei, dando um beijo no rosto da minha mãe, e fui para o meu quarto.
Troquei de roupa e passei minha maquiagem. Estava terminando de organizar meus materiais quando minha mãe entrou no quarto.
— Se divertiu um pouco, filha? Minha mãe perguntou, me analisando, e seu olhar parou no meu pescoço.
— Me diverti muito. Eu falei, e minha mãe sorriu.
— Não duvido, seu pescoço é testemunha disso. Ela falou, e eu senti meu rosto esquentar.
— Não precisa sentir vergonha disso, né Ayla? Até parece que a gente não conversa sobre tudo. Ela falou e sentou na minha cama.
É verdade, antes a gente costumava conversar sobre tudo.
— A senhora tá bem? Eu questionei, mudando de assunto.
— Não, mas estou trabalhando nisso... E eu agradeço muito por você estar sempre ao meu lado cuidando de mim. Ela falou, com os olhos cheios de lágrimas, e eu me sentei ao lado dela e a abracei forte.
— Não precisa agradecer, tudo que faço é porque te amo e quero te ver bem.
— Eu sei disso, meu amor. Ela falou e beijou meu rosto. — Mas agora eu quero saber de você e da sua amiga. Então quer dizer que você está vivendo novas experiências? Minha mãe perguntou de forma sugestiva, e eu ri.
— Às vezes é bom experimentar coisas novas... Mas não temos nada definido, estamos apenas nos conhecendo.
— Mas você está apaixonada? Minha mãe me perguntou, parecendo bastante curiosa.
— Não sei. Estou encantada por ela, ela é inteligente, educada, gentil, linda e...
— E isso responde à minha pergunta. Você está apaixonada. Minha mãe falou, rindo de mim.
— Então acho que é isso. Eu falei, dando-me por vencida.
— Fico muito feliz por você. Estar apaixonada por alguém é maravilhoso, mas desde que esse sentimento seja recíproco. Por isso, filha, não siga jamais o meu exemplo. Minha mãe falou, acariciando meu rosto. — Só fique se o sentimento for sincero e recíproco. Ela me aconselhou e soltou um suspiro.
— O que a senhora vai fazer agora que o sentimento já não é mais recíproco?
— Vou dar entrada nos papéis do divórcio. Esse casamento já acabou há muito tempo, e agora é a hora de colocar um ponto final em tudo isso.
Eu abracei forte minha mãe. Estava orgulhosa dela. Sei que tudo isso vai ser difícil, mas eu vou ficar sempre ao lado dela.
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Atualizado até capítulo 104
Comments
vitória
sim que lindo ne 💖🤩💖💖🤩
2025-01-22
0
Ester2424amore
AE KRLH
2025-02-03
1
Raffa Almeida
É isso aí mulher, agora bola p frente
2024-10-06
1