É triste saber que a Ayla apesar de tão jovem já enfrentou tantas situações desagradáveis, além do sentimento de tristeza, também sinto raiva ... Sinto raiva por saber que foi os próprios pais dela que fez ela passar por essas situações.
Além de não lhe dar apoio pra lutar pelo seu sonhos ainda fez com que ela erguesse barreiras contra um sentimento tão bonito quanto o amor.
O que será necessário fazer pra desconstruir essa visão equivocada que ela tem sobre o amor?
Estava no meu apartamento e a Kelly resolveu vir me visitar, ela tem o costume de aparecer sem avisar.
— Adivinha o que vamos fazer hoje . Ela perguntou de forma sugestiva.
— Vamos ficar quietinha aqui no meu apartamento assistindo qualquer coisa na tv ou podemos simplesmente conversar. Eu falei me deitando de bruços no sofá.
— Sabe o que você é Ísis? Você é muita chata, você é uma velha de 90 anos presa no corpo de uma mulher de 29 . A Kelly falou e desferiu um tapa na minha bunda .
— E sabe o que você é? Você é muito folgada, vêm na minha casa sem ser convidada e ainda por cima me agride. Eu falei e a Kelly revirou os olhos.
— Como você é dramática. Aposto se fosse a Ayla que tivesse te dado um tapa você não tava reclamando. A Kelly falou e agora foi a minha vez de revirar os olhos.
— Disse muito bem ... Se fosse a Ayla mas você não é ela.
— Falando nela , vocês já se resolveram? A Kelly me perguntou de forma simplista.
— Não exatamente . Mas almoçamos juntas e conversamos , foi uma excelente oportunidade pra gente se conhecer um pouco melhor.
Kelly e eu ficamos conversando até tarde, a Kelly me incentivou a ter mais atitude a mostrar pra Ayla que eu tenho interesse nela, como se isso já não estivesse claro. Conversamos mais um pouco e depois fomos dormir já que ambas iríamos ter que acordar cedo.
Acordei na manhã seguinte sentindo o cheiro maravilhoso do café, a melhor parte da Kelly dormir aqui é que ela sempre acorda de bom humor e faz o nosso café da manhã.
— Bom dia. Ela me cumprimentar assim que eu entro na cozinha.
— Bom dia, parece que alguém acordou de bem com a vida hoje hein. Eu falei provocando e ela sorriu.
— Digamos que eu acordei com as esperanças renovadas, estou confiante de que finalmente vamos conseguir te desencalhar. A Kelly falou com um sorriso presunçoso no rosto.
— Em primeiro lugar eu nunca estive encalhada, só ainda não havia encontrado alguém que me interessasse e que me incentivasse a sair da minha zona de conforto .
— Eu sempre te incentivei a sair da zona de conforto, na verdade eu praticamente te obrigo a sair dessa prisão que você chama carinhosamente de lar.
— Não estou falando desse tipo de incentivo. Eu falei e a Kelly me olhou incrédula.
— Mas você é uma velha bastante safadinha hein.
— Não sou uma velha, embora eu admito que às vezes eu me comporto como tal . Eu falei encarando a Kelly que apenas sorriu concordando.
Depois de tomarmos café cada uma seguiu seu próprio caminho, eu fui pra Universidade e a Kelly foi para o seu trabalho.
Assim que cheguei a primeira coisa que fiz foi procurar pela Ayla , eu a encontrei no refeitório. Ela estava acompanhada pela garota de sempre e também tinha um menino que eu ainda não conhecia. Ele era um moreno bem bonito e esbanjava charme pra Ayla , eles estavam sorrindo e conversava animadamente.
Me perguntei por um breve momento se algum dia eu poderia estar sentada na mesma mesa que a Ayla e os amigos dela ?
E se isso fosse possível, como será que eles me receberiam e me tratariam no meio deles ?
Sou dez anos mais velha que a Ayla, obviamente não temos os mesmos gostos, eu já tenho uma vida estável e Ayla está começando a viver agora. Será que iríamos da certo?
— Bom dia. A Ayla disse se aproximando de mim, estavam tão distraída que nem percebi a aproximação dela.
— Bom dia Ayla , está se sentindo melhor? Eu perguntei e olhei ao redor notando que alguns alunos nos observavam com curiosidade.
— Estou muito melhor . Foi bom conversar com você , espero que possamos fazer isso novamente qualquer dia desses. Ela falou me encarando e sorriu.
— Foi justamente pra isso que eu vim te procurar, podemos ir conversar lá na sala? Eu a questionei e ela concordou e me acompanhou até a sala . Depois que ela entrou, fui fechar a porta pra que ninguém nos visse ou nos interrompesse.
A Ayla se aproximou de mim e me abraçou quando eu ainda estava de costas pra ela, ela depositou um beijo suave no meu pescoço o que me fez estremecer um pouco e ela sorriu ao perceber o efeito que teve sobre mim.
— Estamos sozinhas e agora finalmente podemos conversar. Ela falou cheirando o meu pescoço.
— Você sabe o que está fazendo Ayla? Eu a questionei desfazendo o abraço e me colocando frente a frente com ela.
A Ayla se aproximou encurtando ainda mais a pouca distância que havia entre nós , ela me olhava com intensidade, o seu olhar trazia o mesmo brilho daquela noite.
— Acho que sei sim — ela respondeu com um sorriso, enquanto mantinha os nossos olhares fixos um no outro — E acho que você também sabe. Ela falou revezando o olhar entre os meus lábios e os meus olhos.
— Talvez eu saiba. Eu falei colocando às minhas mãos na sua cintura a puxando pra mim , ela entrelaçou às mãos no meu pescoço e selou os nossos lábios, começou com um leve roçar de lábios , que foi se transformando em um beijo mais ousado e que deixava muito claro o desejo que existia entre nós.
A sua língua travava uma batalha silenciosa , onde nenhuma de nós queríamos perder. Os nossos beijos se tornaram cada vez mais intensos e se tornava cada vez mais apaixonados, quando eu senti que a mão da Ayla se desprendeu do meu pescoço e começou a traçar caminhos perigosos eu finalizei o beijo e encostei a minha testa na dela enquanto ambas tentávamos recuperar o fôlego que parecia ter abandonado os nossos pulmões.
— Eu queria muito fazer isso, já estava com saudades do seus beijos.
— Eu também. A Ayla disse sorrindo .
— Mas isso é errado, não podemos fazer isso. Você é a minha aluna, esse é o meu local de trabalho e apesar de querer muito não podemos.
— Você não pode beijar alguém e depois dizer que foi um erro, assim você vai acabar magoando os meus sentimentos. A Ayla falou de forma debochada.
— Não disse que foi um "erro " disse que foi errado ter te beijado aqui no meu local de trabalho.
— Então não posso te beijar enquanto estivermos aqui dentro mas lá fora pode ? Ela questionou , ouvimos o sinal soar e nos afastamos.
— Lá fora pode Ayla. Eu falei enquanto abria a porta pra que os outros alunos entrasse, a Ayla foi pro seu lugar e eu comecei a minha aula mas o meu olhar de vez em quando se perdia na Ayla e os meus pensamentos vagavam naquele beijo, e na reações que a Ayla provoca em mim .
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Atualizado até capítulo 104
Comments
Maria Luisa
meus pais tbm brigam muito e eu tô começando a fazer a mesma coisa que a Ayla
2024-03-04
6
o deboche da gata kkk
2024-02-17
2
Ray Silva
Ayla é atacante camisa 100 kkkkk
2023-11-08
6