Chegamos rapidamente à casa temporária onde estamos hospedados. Assim que entramos, nos deparamos com Ezequiel, Felicitus, Seraphin e Aurelius, todos eles parecendo desesperados.
Seraphin imediatamente nos questiona, dizendo:
— Onde vocês estavam? As coisas estão um caos nesse planeta, Luana, e vocês somem. A Doriana...
Minha preocupação é imediatamente despertada, e pergunto alarmada:
— O que aconteceu com a Doriana?
Ezequiel me encara e explica:
— Ela simplesmente desapareceu, Luana.
Zareth, visivelmente impaciente, questiona:
— Do que diabos vocês estão falando? Sejam mais claros.
Aurelius, com uma atitude agressiva, se lança em direção a Zareth e nos encara enquanto diz:
— Isso mesmo que você ouviu, idiota. Ela sumiu bem na nossa frente.
Zareth reage, empurrando Aurelius.
— O que você tem contra mim, Aurelius? Qual é o seu problema?
Intervenho, colocando-me entre eles e repreendendo:
— Calem a boca, os dois! Temos questões muito mais sérias acontecendo agora. Comportem-se como os guardiões que somos e foquem no que importa.
Aurelius sustenta o olhar por um momento, mas então se afasta, claramente frustrado.
Felicitus, que estava mais calado até então, intervém:
— Não é hora para brigas internas. Doriana desapareceu, e precisamos encontrar respostas.
Eu então decido contar tudo a eles.
Aurelius então mais uma vez me encara com um olhar que não consigo decifrar e me diz:
— Então a culpa é realmente sua. Você realmente achou que poderia negociar com eles? Quem você pensa que é para querer se sacrificar a esse ponto?
Os olhares na sala se fixam em mim, e posso sentir a tensão no ar. Zareth toma a palavra, respondendo a Aurelius com firmeza:
— Isso não ajuda em nada agora, Aurelius. Precisamos entender o que está acontecendo e encontrar Doriana. Culpar uns aos outros não vai nos levar a lugar nenhum.
Concordo com Zareth, mesmo que a culpa esteja pesando sobre mim. Seraphin se aproxima e coloca a mão em meu ombro, olhando nos meus olhos:
— Luana, precisamos unir nossas forças agora. O que quer que tenha acontecido, enfrentaremos juntos.
Assinto concordando, enquanto digo:
— Obrigada! O que eu mais quero é resolver toda essa situação.
Zareth olha para todos e depois para mim e diz:
— Bem, por enquanto o que podemos fazer é aguardar. Não temos conhecimento do que está acontecendo, logo não sabemos como agir.
Concordo com ele, sabendo que a paciência e a cautela serão essenciais nesse momento de incerteza. Enquanto enfrentamos o desconhecido, sinto a responsabilidade sobre meus ombros como nunca antes.
Aurelius mais uma vez se aproxima de mim e diz:
— Você não é digna de ser a portadora do amor universal. Você não honrou seu legado. Você não merece ser chamada de Arqueira Lunar, muito menos de guardiã.
Seu tom é carregado de descontentamento e desaprovação, suas palavras atingem fundo, mas eu respiro fundo, enfrentando seu olhar com firmeza. Não deixarei que suas dúvidas e críticas minem minha determinação.
Olho para os outros guardiões em busca de apoio, encontrando em seus olhos uma mistura de sentimentos, mas também vejo uma centelha de compreensão e solidariedade.
Independentemente das palavras de Aurelius, sei que minha jornada é marcada por altos e baixos, mas é minha vontade de proteger e unificar que guiará minhas ações.
Então olho fixamente em seus olhos, enquanto o respondo:
— E você acha que eu já não me fiz essa pergunta muitas vezes? Por que eu? Eu nem ao menos pareço alguém amorosa. Mas uma certeza inegável que tenho é que eu faria tudo novamente em prol de um bem maior para todos, em prol da felicidade de todos. O que eu mais desejo do fundo do meu ser, Aurelius, é que todos encontrem o bem, que sejam felizes, inclusive desejo isso a você.
Aurelius parece um tanto surpreso com a minha resposta, mas sua expressão permanece séria. Ele cruza os braços e diz:
— Você sempre foi assim, Luana. Sempre acreditando que pode mudar o mundo e trazer felicidade a todos. Mas o mundo não é tão simples quanto parece. Existem forças que vão além da compreensão humana, forças que nem mesmo os guardiões podem controlar.
Eu o encaro com determinação e digo:
— Eu sei que as coisas não são simples, Aurelius. Sei que há desafios e obstáculos que não podemos prever. Mas isso não significa que não devemos lutar pelo que é certo. Mesmo que o futuro seja incerto, eu prefiro agir na esperança de que podemos fazer a diferença.
Aurelius suspira, parecendo um pouco abalado por minhas palavras. Ele olha para os outros guardiões e finalmente diz:
— Talvez eu tenha sido duro demais com você, Luana. Talvez seja mesmo necessário acreditar em algo maior do que nós mesmos. Mas não esqueça, o amor universal não é apenas sobre trazer felicidade aos outros, é também sobre encontrar a harmonia dentro de si mesma.
Eu assinto, entendendo suas palavras, e então olho para Zareth, Ezequiel, Felicitus e Seraphin. Nós estamos juntos nessa jornada, enfrentando desafios que vão além da nossa compreensão, mas com a esperança de que podemos fazer a diferença, não apenas no nosso mundo, mas no universo como um todo.
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Atualizado até capítulo 51
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