Luana
(DIA SEGUINTE)
Encontramo-nos na sala de partida da base Estelar. Era hora de atravessar dimensões e chegar à Terra. Enquanto nos preparávamos, Doriana compartilhou as últimas informações sobre os locais afetados pela corrupção energética.
Nosso time estava pronto para agir. À medida que atravessávamos as dimensões, a sensação de estar de volta à Terra era estranha e familiar ao mesmo tempo.
Observava a superfície do planeta se aproximando, com um misto de emoções. Estávamos prontos para enfrentar essa missão, independentemente dos desafios que surgissem.
Nosso primeiro ponto de investigação foi uma área densa de floresta, onde a corrupção energética estava mais concentrada. Enquanto nos movíamos pela vegetação, algo me chamou a atenção.
Uma sensação estranha de estar sendo observada, uma presença inexplicável. Zareth percebeu minha expressão preocupada e se aproximou de mim, perguntando:
— Algo está errado, Luana?
Balancei a cabeça, lutando para compreender a sensação, enquanto disse:
— Não tenho certeza. Sinto como se estivéssemos sendo vigiados, mas não consigo identificar a fonte.
Ele olhou cautelosamente ao redor, me dizendo:
— Fique alerta e confie em seus instintos.
Concordei com um aceno e concentrei-me em nossa missão. Avançamos na direção do foco de corrupção, minha mente ainda ocupada com a sensação de presença que me incomodava.
Finalmente, chegamos a uma clareira onde a energia negativa estava concentrada. Doriana nos instruiu sobre os próximos passos.
Enquanto nos preparávamos para agir, Zareth se aproximou novamente e, me disse:
— Você também sente isso, não é? Essa presença estranha?
Assenti, sentindo a tensão aumentar, enquanto respondo:
— Sim, está ficando mais forte. Mas não consigo determinar de onde vem.
Ele parece pensativo e, diz:
— Mantenha-se vigilante. Se algo nos observa, precisamos estar preparados.
Com essa determinação, seguimos em frente. À medida que nos aproximávamos do epicentro da corrupção, a sensação de presença intensificou-se.
Era como se estivesse se materializando gradualmente. Quando finalmente chegamos ao centro da corrupção, uma figura sombria emergiu das sombras.
Um ser de energia negativa, olhos brilhando com uma sinistra intensidade. Zareth e eu trocamos um olhar, nossa determinação compartilhada.
A presença estava consciente de nossa presença, nos encarando com hostilidade. Nossa equipe estava pronta para enfrentar a ameaça. Doriana deu o sinal, e avançamos, usando nossos poderes para enfraquecer a energia negativa. A batalha seria intensa, cada um de nós canalizando nossas habilidades.
Minhas flechas do amor cortavam as sombras, os feitiços de Aurelius conjuravam ventos cortantes que dilaceravam as trevas e o fogo controlado pela espada de Seraphin consumia a escuridão.
Zareth estava na linha de frente, enfrentando as manifestações mais densas da corrupção. Suas sombras se entrelaçavam com as trevas, desfazendo sua influência enquanto ele avançava.
Cada movimento era um balé de energia, cada golpe visava resgatar o equilíbrio. No meio da batalha, nossos olhares se cruzaram por um instante.
Naquele momento, todas as nossas diferenças e desavenças pareceram insignificantes. Éramos aliados na luta pela luz. Juntos, éramos fortes.
À medida que o confronto continuava, os céus ganharam vida com os brilhos e resplendores dos nossos poderes. A escuridão que ameaçava sufocar o planeta estava sendo dissipada. A cada avanço, sentíamos o coração da Terra pulsando com renovada vitalidade.
Mas então, entre as criaturas, Eles surgiram. Aquele ser da espécie que vive nas sombras da humanidade, aquele mesmo que enfrentei dias atrás.
Seu sorriso cínico ao me avistar era revelador; uma compreensão instantânea se formou em minha mente. Era ele quem estava abrindo portais para essas criaturas adentrarem o nosso mundo.
Com um salto ágil, ele se posicionou diante de mim. No mesmo instante, Zareth se interpôs entre nós dois, fixando um olhar mortal no intruso. A tensão no ar era palpável, uma tempestade de energia carregada de hostilidade.
O intruso riu suavemente, como se estivesse se divertindo com a situação. Seus olhos brilhavam com uma intensidade perturbadora. Ele olhou para mim, seus lábios se curvando em um sorriso malicioso.
— Vejo que você não conseguiu me esquecer, guardiã. Sinto-me lisonjeado.
Zareth se manteve inabalável, sua postura transmitindo autoridade. Sua voz carregava um tom frio e ameaçador.
— Você não tem lugar aqui. Seu desprezível. Espero que você não tenha esquecido quem eu sou, nem que tenha esquecido quando eu e meus companheiros derrotamos vocês e impedimos sua tentativa de dominar meu planeta. Suas artimanhas não nos afetam mais. E saiba eu estou com os guardiões.
O intruso pareceu momentaneamente desconcertado, suas sobrancelhas franzindo diante das palavras de Zareth. Ele se recuperou rapidamente, seu sorriso se alargando.
— As coisas mudaram desde então, Zareth. Você pode ter vencido uma batalha, mas a guerra continua. E eu estou pronto para lutar.
A tensão era quase insuportável. A atmosfera estava carregada com uma batalha de vontades, um embate silencioso de forças opostas. Zareth estava pronto para agir, seus poderes prontos para serem liberados a qualquer momento.
No entanto, antes que qualquer um de nós pudesse tomar uma ação, uma voz ressoou, firme e imponente:
— Isso é suficiente.
Todos os olhares se voltaram para Doriana, que havia se aproximado com uma expressão de autoridade. Ela encarou o intruso com uma serenidade indomável.
— Você não é bem-vindo aqui. Suas ações não serão toleradas.
O intruso pareceu momentaneamente desconcertado diante da determinação de Doriana. Ele lançou um último olhar provocador na minha direção antes de recuar, desvanecendo-se nas sombras.
Doriana então se aproximou de nós, seus olhos firmes nos nossos.
— Esse não é o fim desse confronto. Ele está tentando nos testar, mas nós permaneceremos firmes. Agora, mais do que nunca, precisamos permanecer unidos.
E naquele momento, eu soube que o verdadeiro desafio estava apenas começando. As sombras haviam revelado seu trunfo, e agora era nossa missão enfrentar as trevas que se escondiam nas profundezas, protegendo a luz e o equilíbrio que juramos defender.
Juntos, enfrentaríamos essa ameaça, mesmo que isso significasse mergulhar em um abismo de escuridão para trazer à tona a verdade oculta nas sombras.
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Atualizado até capítulo 51
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