Luana
Bem, e aqui estou eu em casa novamente. Finalmente, pisei na Terra. Vim direto para o sítio da minha tia. O ar puro e o aroma familiar do campo me envolvem.
O sítio da minha tia sempre foi um refúgio, um lugar onde posso me reconectar com a natureza e recarregar minhas energias. Os verdes exuberantes das árvores e o céu aberto acima de mim me lembram da vastidão do universo que eu protejo.
Enquanto me aproximo do portão da propriedade, logo avisto minha tia Clara e minha priminha de apenas 6 anos, Isabela, ou como eu a chamo carinhosamente, Belinha.
Assim que as duas me veem, elas vêm correndo até mim, seus sorrisos iluminando o cenário. Minha tia não sabe absolutamente nada sobre minha missão cósmica.
Apesar de termos o mesmo sangue, a centelha divina do amor, é transmitida apenas a um membro da família em cada geração.
A pequena Belinha pula em meus braços, seus olhos cheios de admiração e alegria. A pureza de sua presença é um lembrete constante do que estou protegendo em minhas missões, não apenas nos confins do universo, mas aqui, em nosso próprio planeta.
— Luana, Luana! Você está de volta! Eu senti tanto a sua falta! — Belinha exclama, apertando-me em um abraço cheio de energia infantil.
Rindo, eu a abraço de volta com carinho.
— Eu também senti sua falta, Belinha. Como você tem passado?
Minha tia Clara sorri, observando-nos com ternura.
— Ela estava contando os dias para sua volta, Luana. Parece que você tem uma grande fã aqui.
Olho para Belinha, tocada por sua empolgação e pela conexão que compartilhamos. Sinto uma responsabilidade profunda em inspirar e proteger a próxima geração.
Belinha possui cabelos longos e negros, herdados da sua mãe, enquanto eu fui a única ruiva na família. Meus olhos pousam em minha tia, com seus 48 anos, e noto como o tempo parece ter passado suavemente sobre ela.
Lembro-me vividamente do momento em que minha tia descobriu que estava grávida da Belinha, aos seus 42 anos; foi um período emocionante.
Ela me olha com ternura e diz:
— Não vai me dar um abraço? Você vive sumindo, Luana, me preocupo com você.
Com um sorriso reconfortante, me aproximo e a abraço afetuosamente.
— Desculpe por me manter tão ocupada, tia Clara. Saiba que mesmo quando estou longe, meu coração está sempre aqui.
Tia Clara acaricia meu rosto carinhosamente, dizendo:
— Eu sei, minha querida.
Belinha pula animadamente, enquanto me pergunta:
— Luana, você vai ficar mais tempo dessa vez? Podemos brincar de novo no balanço?
Rindo, concordo.
— Claro, Belinha, vou ficar um tempinho aqui. E a brincadeira no balanço está garantida.
Enquanto nos dirigimos para dentro da casa, abraçados, sinto uma profunda gratidão por esta família que sempre me acolhe com tanto amor e compreensão.
Aqui, encontro um refúgio de paz e um lembrete constante do propósito que carrego como guardiã lunar. E, mesmo nas profundezas do espaço, sei que o amor e a conexão que nutrimos uns pelos outros são as maiores forças de todas.
Enquanto nos sentamos na varanda, desfrutando da tranquilidade da noite, minha tia Clara prepara um chá reconfortante. Belinha está absorta em suas próprias brincadeiras, e aproveito o momento para me conectar com minha família terrena.
Minha tia me olha com carinho e diz:
— Você traz uma paz com você, Luana. Sempre me sinto mais calma quando você está aqui.
Sorrio agradecida pelas palavras dela, enquanto digo:
— Fico feliz em estar de volta, tia Clara. Aqui encontro a tranquilidade que anseio.
Minha tia parece satisfeita com minha resposta e trocamos histórias sobre nossas vidas desde a última vez que nos vimos.
O restante da noite passa em conversas leves e agradáveis. Belinha logo começa a bocejar, e minha tia a conduz gentilmente para dentro de casa.
Enquanto ficamos a sós, minha tia me olha com um misto de curiosidade e ternura, dizendo:
— Você mudou, Luana. Não só fisicamente, mas vejo uma sabedoria em você que vai além dos seus anos.
Agradeço ela pelo elogio, mas evito aprofundar o assunto. A verdade sobre minha verdadeira natureza e minhas experiências no espaço é algo que decidi manter em segredo, para proteger as duas.
— A vida nos ensina muitas lições, tia Clara. E cada experiência nos molda de maneira única.
E assim, sob a luz das estrelas, compartilhamos momentos de conexão e carinho. Aprendi que não importa aonde minha jornada me leve, minha conexão com aqueles que amo e com o universo é o que dá significado a cada passo que dou.
Enquanto a lua continua a lançar sua luz prateada sobre a Terra, uma sensação de paz e propósito preenche meu coração. Com gratidão no peito, levanto-me da varanda e observo as estrelas mais uma vez, sabendo que, embora dividida entre dois mundos, estou exatamente onde devo estar.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 51
Comments
Maria Nice Grudgen
História maravilhosa
2024-12-04
0
Cléo
lindeza!
2023-08-16
2