Luana
Enquanto estamos na sala de reunião, aguardando as novas ordens que nos seriam passadas, percebi a entrada dos Sombras Lunares na sala.
Eles se sentaram em uma mesa um pouco afastada da nossa, o que me deixou curiosa. Procurei Doriana com o olhar, ansiosa para entender o motivo de sua presença em nossa sala de reuniões.
Doriana, com sua serenidade habitual, captou minha inquietação e se aproximou com um sorriso gentil.
— Luana, os Sombras Lunares foram convidados a participar desta reunião especial. A ordem celestial decidiu que é hora de discutirmos alguns assuntos em conjunto, já que nossos propósitos são interligados de certa forma. — explicou ela.
Fiquei surpresa com a notícia, só espero que esse equilíbrio que a ordem celestial vê na existência das duas equipes, sejam de fato algo bom.
Zareth, o arqueiro sombrio, exala arrogância enquanto se senta em uma das cadeiras, jogando seus pés por cima da mesa. Seu olhar provocativo encontrou o meu, e ele começou a girar uma de suas flechas em suas mãos, como se estivesse desafiando-me.
Por mais que eu tentasse não me afetar com sua atitude, senti a raiva começar a ferver dentro de mim. Zareth era habilidoso em provocar e testar nossos limites.
Doriana tocou meu ombro suavemente, trazendo-me de volta ao momento presente.
— Mantenha a calma, Luana. Essa reunião é importante para ambos os grupos. Vamos agir com prudência e sabedoria. — aconselhou ela, com sua voz serena.
Respirei profundamente, enquanto disse a Doriana:
— Tudo bem, Doriana, eu só preciso de um momento para me recompor.
Ela concordou compreensiva, e eu me levantei, deixando a sala em passos apressados. Ao chegar ao lavabo, joguei água em meu rosto, tentando acalmar meus pensamentos.
Enquanto me recolhia na quietude do lavabo, ouvi passos se aproximando. Antes que pudesse reagir, uma presença sombria me envolveu e fui emprensada contra a parede.
Enquanto me encurralava, Zareth sorriu e com uma voz plena e calma me disse:
— Ora, ora, parece que temos uma pequena guardiã indefesa aqui.
Olhando-o com determinação, eu retruquei:
— Não se engane, Zareth. Estou longe de ser indefesa.
Ele riu de forma sarcástica, seus olhos negros penetrando em minha alma. Eu me mantive firme, recusando-me a ceder ao seu jogo provocativo.
— Ah, como eu adoro desafios. Você é diferente dos outros guardiões. Mais... corajosa.
Ele se aproximou ainda mais, sua presença dominadora quase me sufocando.
— Mas será que sua coragem será suficiente para lidar com as sombras que eu posso lançar sobre você?
Um arrepio percorreu minha espinha, mas eu não iria demonstrar fraqueza diante dele. Eu sabia que Zareth era perigoso, capaz de trazer à tona o pior de cada ser com suas flechas envenenadas pelo ódio.
Respirei fundo, buscando meu centro e meu poder interior. Minhas mãos apertaram o arco lunar com firmeza, pronta para enfrentar qualquer ameaça que ele pudesse representar.
— Não me subestime, Zareth. Eu tenho meus próprios dons e forças, e não permitirei que suas sombras me dominem.
Seu sorriso se alargou, revelando uma satisfação maligna.
— Ah, é disso que eu gosto. Vamos ver do que você é capaz, pequena guardiã.
Nossos olhares se chocaram como faíscas em meio à escuridão, e por um instante, o tempo pareceu parar.
Com um pequeno sorriso de desprezo, respondo:
— Cuidado, ou minha flecha vai se cravar em seu coração sombrio, consumindo todo esse seu ódio.
Zareth pareceu divertir-se ainda mais com minha resposta desafiadora. Seu sorriso cínico permanecia estampado em seu rosto pálido.
— Oh, como adoro uma boa ameaça. Mas saiba que minhas flechas não conhecem piedade. E se você ousar lançar seu amor contra mim, ele queimará em chamas negras.
A troca de palavras intensa entre nós refletia a dualidade que existia entre os Guardiões Lunares e os Sombras Lunares. Éramos opostos destinados a coexistir, equilibrando as forças do universo.
Eu estava pronta para defender aquilo que acreditava, para usar meu arco lunar como uma extensão de meu coração, espalhando amor e esperança.
No entanto, sabia que não poderia me deixar levar pelas sombras de Zareth. Com um movimento ágil, peguei uma de minhas flechas luminosas e a apontei em sua direção.
— As sombras podem obscurecer a luz, mas nunca podem apagá-la por completo. E mesmo que você tente me consumir com seu ódio, eu resistirei.
Zareth inclinou a cabeça, parecendo intrigado com minha determinação. O ar ficou carregado com a energia de nossos dons conflitantes, a dualidade em sua forma mais pura.
Antes que pudéssemos prosseguir com nosso embate, Doriana entrou na sala, cortando a tensão que nos cercava. Seu olhar sereno captou a atmosfera carregada e seu semblante se manteve calmo.
— Luana, Zareth, agora não é o momento para isso. Precisamos nos concentrar em nossas missões e trabalhar juntos.
Por um breve momento, nossos olhares se encontraram novamente, mas dessa vez, foi como se uma conexão silenciosa tivesse sido estabelecida. Sabíamos que o confronto seria adiado, mas não resolvido.
Com um aceno de cabeça, Zareth recuou, guardando suas flechas envenenadas. Eu também relaxei minha postura, mas permaneci alerta. A batalha entre o amor e o ódio continuaria, mas, por enquanto, precisávamos focar nas missões que a Ordem Celestial nos havia dado.
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Maria Nice Grudgen
Uau
2024-12-04
0
Maria Izabel
interessante ♥️ que comecem os jogos
2024-06-03
1
Cléo
Fantástico!
2023-08-16
2