𝐍𝐨 𝐑𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐉𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨...
O jantar segue tranquilamente, até que Magnus segue para o escritório para resolver alguns papéis e Talilane bate na porta.
— Pode entrar!
— Oi... eu trouxe a sobremesa para o senhor. Veio antes que fosse servida, e sei como gosta de pudim. — Ela diz tímida, deixando a sobremesa em cima da mesa.
— Obrigado. — Responde sem tirar a sua atenção dos documentos.
Talilane dá alguns passos até a direção de Magnus, e fazendo um coque nos cabelos ela se ajoelha demonstrando submissão. Magnus olha para a postura de Talilane, e uma chama dentro dele se acende. Não tem como negar que ele ama dominar, e gosta da obediência das suas submissas, porém, a chama foi acessa após ele imaginar Graziela ali. Magnus afasta os pensamentos, tentando raciocinar um pouco, mas antes que ele volte a si, Talilane vai engatinhando de 4 até ele, e leve a mão até o cinto da calça dele. No exato momento em. que ele coloca a mão nos cabelos dela para afasta-lá, a porta é aberta e Graziela entra.
Ela arregala os olhos ao ver a cena e Magnus rapidamente afasta Talilane, fazendo com que ele caísse sentada no chão. Magnus sai atrás de Graziela, que por sua vez passa correndo ao lado que Patrick, que quase é jogado na piscina quando Magnus passa por ele. Graziela sai caminhando em direção a praia, quando á alcançada por Magnus.
— Ei! Calma. — Ele faz com que ela se vire para ele.
— O que quer? — Pergunta com os olhos lacrimejando.
— Quero conversar contigo. Podemos?
— Sim, podemos...
Ele a guia até algumas rochas, onde os dois se sentam e por alguns segundos ficam em silêncio, somente apreciando o som das águas batendo na rocha.
— Dalila, eu... — ele suspira fundo — não tive a intenção de lhe magoar. Eu sei que eu sou todo frio, todo errado, mas eu não sou desleal. Eu posso ter todos os defeitos do mundo, mas a falta de lealdade não é uma delas. Quando você chegou naquela sala, a Talilane queria sim fazer o que você presenciou, mas no exato momento em que você abriu a porta, eu estava tentando impedi-lá de fazer aquilo. Eu sei que eu tenho todos os defeitos do mundo, mas nenhum deles é ser desleal. Eu não sou mentiroso, eu não sou desleal. Eu sei que nós tivemos um começo bem diferente do tradicional, mas eu prometo que eu vou cuidar muito bem de você. Eu não sou a pessoa mais carinhosa do mundo, mas eu vou lhe proteger sempre! Sempre vou cuidar de você, mesmo me esquecendo de datas comemorativas, mas podendo contar sempre com a minha excelente observação para notar quando você cortar as pontas do cabelo. Eu prometo ser leal a você. Só peço que confie em mim.
Ele coloca uma mecha do cabelo da moça atrás da orelha e a puxa delicadamente para mais perto, selando os lábios com um beijo calmo, acariciando o resto de Graziela com muito carinho, fazendo com que ela desse um sorriso em meio ao beijo.
— A Talilane é apaixonada por você? — Pergunta com a testa colada a do rapaz.
— Sim, é.
— Qual a sua relação com ela?
— Dom e sub. — Responde após ficar alguns segundos em silêncio.
— Ela já foi a sua submissa? É isso?
— Sim. Já foi e acreditou que tudo poderia voltar a acontecer.
— Hum... entendi.
— Mas, isso foi no passado.
— E, você ficou excitado quando ela demonstrou submissão?
— Você pode não gostar muito da resposta...
— Você ficou excitado por ela?! — Ela sente da voz embargar.
— Não. Eu não fiquei excitado por ela, e sim, porque eu imaginei você ali! Pode ser errado, porque eu não sei quais são os seus desejos, mas eu lhe imaginei ali, de joelhos na minha frente e a imagem me deixou completamente excitado, mas quando eu fui raciocinar pelo fato de não ser você e sim ela, você abriu a porta.
— Hum...
— Está com ciúmes?
— E, se eu estiver? Eu não gostei nada dessa história da sua ex submissa estar na mesma casa, porque ela já demonstrou que é uma oferecida, que não tem um pingo de respeito! Na hora que eu fizer um guisado de galinha e servir no almoço de amanhã, nem vem dizer que é porque eu sou louca.
Magnus dá risada e Graziela faz bico, cruzando os braços na altura dos peitos.
— Vai servir guisado de galinha? Olha, se você quiser, posso lhe ajudar a sangrar. É a minha especialidade.
— Não! Eu não quero, porque não é para você sequer encostar nela. Eu estou de olho em você, viu? É melhor andar na linha.
— A senhorita está me ameaçando? — Ele ergue a sobrancelha.
— E, se eu estiver?
— Ok, senhora Legrand Rousseau.
Ele dá um sorriso de lado e volta a beijar Graziela, até que os dois voltam juntos para casa. Assim que eles entram de mãos dadas na sala, Edrick e Safira dão um sorriso, enquanto Maíra olha confusa para Patrick, que revira os olhos.
— Que ótimo que vocês voltaram! Eu já estava ficando preocupada, porque vocês sumiram do nada. — Safira sorri.
— Está tudo bem, amor. Só estávamos conversando.
— Fico feliz, meu filho. É bom que passem mais tempos juntos. Dalila, minha querida, amanhã falaremos melhor sobre o assunto de mais cedo, tá?
— Certo, senhora Safira. — Graziela sorri.
— Bom, vamos indo nessa. Boa noite para vocês.
Magnus se despede e Graziela sorri e se despede de todos assim como ele. Eles sobem para o quarto, e Graziela decide entrar embaixo do chuveiro. Magnus se senta numa poltrona e começa a mexer no seu notebook, mas não pode deixar de notar o corpo da moça pelo, que é iluminado pela luz do lua. Graziela é magra, possui seios médios, e as suas curvas são maravilhosas. Magnus morde os lábios involuntariamente, e perdendo o foco no que estava fazendo, ela joga a cabeça para trás e fica pensando um pouco mais, procurando o ar e a concentração sem se dar conta dos minutos que se passaram, se deparando com Graziela parada a sua frente, usando somente um roupão.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 67
Comments
Nilva Moraes
ela querendo honestidade, mas tá mentindo pra ele afe
2023-10-19
4
Marlene Araujo
mais capítulo por favor
2023-06-20
4
Marlene Araujo
mais capítulo por favor
2023-06-18
1