Graziela e Magnus chegam na casa de praia, e logo ela se encanta com o lugar. Magnus, sem entender muito bem o motivo, sente o seu peito se aquecer ao ver o brilho nos olhos de Graziela.
— Gostou? — Ele para atrás dela.
— Sim! Aqui é muito lindo.
— Confesso que aqui é o meu refúgio nos momentos que eu preciso pensar. Vem comigo, vou lhe apresentar a casa...
Assim que entram na cozinha, Safira, que estava sentada com um casal e uma moça loira, dá um sorriso para eles.
— Que bom que vocês chegaram! Pessoal, essa daqui é a minha nora linda, a Dalila! Dalila, esses são a Marilda, Zé Marcos e a sobrinha deles, a Talilane. A Marilda e o Zé Marcos são os responsáveis por cuidar da casa na nossa ausência. São como da nossa família.
— Olá! É um prazer imenso conhecer vocês! — Graziela sorri e sente Magnus passando a mão em volta da cintura dela.
— Olá, menina! É um grande prazer lhe conhecer. A senhora Safira nos falou muito sobre você. Felicidades pra vocês.
— Obrigada! — Graziela dá um sorriso gentil.
— É um prazer enorme lhe conhecer, Dalila! — A loira dá um sorriso caloroso.
O homem somente dá um sorri gentil e acena em afirmação com a cabeça.
— Filho, o seu pai quer falar com você. Ele disse que assim que colocar as malas no quarto, é para você ir no escritório.
— Certo, mãe.
Magnus dá um sorriso de lado para Safira e guia Graziela até o andar de cima, onde ele abre a porta do quarto.
— Nós... vamos ficar no mesmo quarto?!
— Sim... vamos. Não por falta de quartos, mas com toda certeza mais integrantes da minha família virão, e eu não confio em lhe deixar sozinha.
— Entendi... tudo bem! Obrigada por se preocupar comigo. Posso lhe perguntar uma coisa?
— Por que eu não confio neles?! — Ele coloca a mala de Graziela em cima da cama, e ela acena para ela com a cabeça. — Eu não confio nem na minha própria sombra, minha criança. Até ela me abandona quando eu entro na escuridão.
Ao ouvir as palavras de Magnus, Graziela sente um aperto no peito. Se fosse em outras circunstâncias, ela adoraria nutrir todo esse sentimento que ele desperta nela, e se sente triste ao ouvir que ele não confia em ninguém.
Magnus tem sido bondoso, gentil, tem se demonstrado cuidadoso, mas Graziela se sente imensamente triste ao saber que tudo isso um dia chegará ao fim. Pode ser porque a irmã irá querer o lugar de volta, ou por Magnus não olhar na cara dela quando souber de toda a verdade, ou até mesmo mata-lá.
Mas, e se ela conquistar Magnus, e ele a ajudar a livrar Mariah das garras dos seus pais? E, se ela contar toda a verdade e pedir ajuda? Magnus a ajudaria? Ele acreditaria nela? Seria errado usar os sentimentos que Magnus terá por ela ao seu favor? Será que ele a ajudaria? Ou a mandaria embora de uma vez por todas e ficaria imensamente magoado?
Graziela sente a mão de Magnus tocando o seu rosto, e a trás de volta a realidade. Os seus olhos vão diretamente para os olhos dele, que a olha de modo que não se é possível explicar, mas Graziela sente borboletas no estômago, além de se sentir desejada, e admirada. Perdida no olhar de Magnus, ela se permite sentir o toque carinhoso dele, até que os dedos dele vão para entre os cabelos dela.
Ele aproxima o seu rosto, fazendo com que Graziela sinta a sua respiração bem próxima a dela, até que os lábios de ambos se roçam, e Magnus ensaia um beijo. Quando os lábios de ambos se encostam, eles ouvem uma batida na porta.
— Não precisa matar ninguém, por favor! — Ela brinca. — Eu vou estar aqui quando voltar.
Ela dá um selinho demorado em Magnus, que dá um sorriso de lado com a brincadeira da moça. Ele abre a porta e dá de cara com Talilane.
— Desculpa atrapalhar, mas o seu pai pediu para que eu viesse lhe chamar. — Ela diz sem graça.
— Ok. Já estou indo. — Responde frio.
Ainda com a porta aberta, e sob o olhar de Talilane, Magnus caminha até Graziela, e segurando carinhosamente o seu queixo, ele lhe dá um beijo demorado o bastante para que não fosse somente um selinho e sai do quarto, seguindo Talilane.
Magnus vai até o escritório, onde ele vê o seu pai sentado na sua cadeira, olhando para a tela do notebook.
— Mandou me chamar?
— Sim, filho. Sente-se, por favor...
Magnus se senta, e olha para o pai, que parece um pouco preocupado.
— O que está acontecendo?
— Olha isso. — Ele vida a tela e Magnus observa com atenção as filmagens.
— Quem é esse?!
— Se chama Samuel Miranda. Ele é filho do Samir Miranda. Samir é o dono de boates aqui no Rio de Janeiro, e recentemente entrou em contato comigo, querendo fechar um negócio. O Samir me passou muita segurança, e já mandei investigar a sua vida por completo, mas o filho Samuel é um tremendo cafajeste, um grande safado que tem aplicado golpes e mais golpes, sendo o mais recendo no nosso restaurante, além de ter assediado uma fúncionaria grávida e ter transado com outra no banheiro.
— De quanto foi o prejuízo que esse safado nos deu?
— Dois mil reais.
— Onde ele está?
— Voltou para São Paulo. Ele mora em São Paulo, mas o pai mora aqui no Rio. Marquei uma reunião com o Samir para poder sondar mais um pouco sobre a sua vida, mas é muito provável que ele venha ao casamento da sua prima, já que ele tem interesse em fechar negócjos com o seu tio também.
— Entendo. — Magnus esfrega o indicador nos lábios. — Pai, volta as imagens...
— O que foi? — Ele volta as imagens.
— Para aqui... — a imagem é congelada.
— Essa tatuagem aqui.
— Maldito! — Edrick rosna.
— É ele. Achamos o pai do meu sobrinho!
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 67
Comments
jeovana❤
espera esse Samuel e ex da Graziela??
2024-06-13
1
☆☆SENHORA ROSA CANTOS ☆☆
autora seus livros são maravilhosos, suas histórias são belíssimas,amando ler cada uma.
2023-12-16
0
Raynna melice Santos
Eita Dalila que teu inferno começou kkkkkk
2023-09-23
3