Após um momento emocionante, Graziela conversa um pouco mais com Safira, e decidem descer para almoçar. Durante o almoço tudo segue tranquilo, exceto pelo olhar desconfiado de Magnus com relação ao homem que chegou em companhia de Graziela. Assim que terminam o almoço, e terminam a sobremesa, Maíra vai mexer no celular, enquanto Graziela ajuda Safira a retirar a mesa.
— Querida, não precisa! Pode deixar, que faço tudo isso sozinha. Pode ir aproveitar o dia com o Magnus, porque o roteiro de vocês hoje é almoço, casa nova e o que quiserem fazer. — Safira pisca, fazendo Graziela corar e dar um sorriso tímido. — Faremos isso depois que eu lhe ajudar, sogrinha! — Graziela arranca um sorriso bobo se Safira, que acaba aceitando a ajuda.
Edrick e Magnus observam tudo de longe. Edrick dá um sorriso de lado ao ver o sorriso bobo da esposa, e com o seu jeito inexpressivo de sempre, Magnus fica feliz em ver que "Dalila" está se dando bem com a sua mãe. Assim que termina de ajudar Safira, ela sobe para o seu quarto, toma um banho, lava os cabelos e coloca um vestido canelado vermelho de alcinhas. O vestido marca bem o seu corpo, destacando as suas curvas, mas é o que se parece mais com o seu estilo, e não com de Dalila. Ela coloca uma rasteirinha, umas argolas, passa o seu perfume e desce.
— Podemos ir? — Magnus a olha dos pés a cabeça.
— Sim... — Responde tímida.
Eles então se despedem de Safira e Edrick, entram no carro e param em frente a casa que será a deles. A casa fica no coração do morro, e Graziela não pode deixar de notar que todas as casas da rua, possuem o mesmo padrão, mundo alguns detalhes. Eles entram na casa, e um sorriso brota nos seus lábios ao ver a casa. A casa é confortável, bem arrumada, com móveis planejados, e toda a sua decoração chama atenção. Magnus observa em silêncio a reação dela diante da casa, que sem que Graziela saiba, será temporária.
Eles entram no quatro, e Graziela se senta na cama, de cabeça baixa, refletindo na vida, e em como tudo aquilo pode não ser dela, mas sim, da sua mãe, que simplesmente pode querer tudo de volta, assim que ela descobrir que nada é como ela pensa ser.
— Está tudo bem? — Magnus se senta numa poltrona.
— Sim, está! Eu só estou um pouco pensativa... tudo isso é muito novo para mim. — Ela dá um sorriso fraco.
— Entendo. Gostou da casa?
— Bastante! — Ela dá um sorriso. — A casa é muito linda, muito bem decorada, e eu amei cada detalhe!
— Ela é pequena, pois como moraremos somente nós dois, achei melhor faze-lá um pouco menor e a decoração foi por conta da minha mãe.
— Não tem importância. Mesmo sendo pequena, ela é muito linda! E, a decoração tem mesmo a cara dela. — Ela ri. — Percebi que você é bem sério...
— Todo mundo diz isso.
— Você nunca sorri. — Ela pergunta, e ele arqueia a sobrancelha.
— Qual a graça de viver sorrindo por aí?
— Dizem que deixa a vida mais bela.
— Hum... eu não gosto de sorri. Sou assim.
— Síndrome da Gabriella?
— O que? — Pergunta confuso.
— Eu nasci assim, vou morrer assim, Gabriela... — ela canta e ele dá um meio sorriso. — Você sorriu!
— Não sorri não.
— Sorriu sim! — Ela afirma com a cabeça.
— Não sorri não.
— Sorriu!
— Vamos? Tem algumas coisas para resolver. — Ele olha seriamente para Graziela, que segura a risada.
— Ah, tudo bem. Achei que tinha alguma coisa a mais para fazermos. — Magnus franze a testa. — A sua mãe disse que faríamos o que quiser depois da visita a casa...
— E, o que quer fazer? — Ele olha para a tela do celular.
— Não tenho nada para fazer.
— Hum. Tenho que fazer uma visita a duas pessoas. Quer ir comigo?
— Visita?!
Graziela tenta imaginar Magnus fazendo uma visita formal à alguém, e se sentando na mesa para tomar um café, ou um suco, mas rapidamente a sua mente lhe leva para um cenário de uma visita, que possui mais a cara dele, e se arrepia inteira. Magnus de fato consegue se amedrontador até mesmo quando não quer.
— Vou presenciar alguma morte? — Ela brinca.
— Hoje não. As encomendas precisam ser entregues com vida.
— Pera... mataria uma pessoa na minha frente? — Perguta incrédula.
— Claro. Por que não? — Ele dá um sorriso de lado, e ela arregala os olhos. Ele caminha até Graziela, e colocando uma mecha do cabelo dela atras da orelha, ele desliza o polegar pela maçã do rosto dela, até que segura suavemente o queixo da moça, olhando profundamente nos seus olhos. — Estou brincando! A forma como gosto de me livrar das pessoas não são para os seus olhos, doce criança.
Graziela se arrepia dos pés a cabeça, e se pergunta no que ela está se metendo. Ela sabe que Magnus é um homem frio, que ameaça sem usar palavras, bastando um olhar para amedontrar.
— Vamos lá? — Pergunta, tirando-a dos seus pensamentos.
— Claro! — Ela dá um sorriso fraco.
Ele dá passagem e ela sai do quarto, descendo as escadas. Assim que eles saem da casa, Magnus nota a presença do homem que veio juntamente com Graziela. Mesmo com o homem de cabeça baixa, Magnus o analisa da cabeça aos pés, e entra no carro.
Eles seguem de carro até a casa de uma mulher, e descem de carro. Magnus bate na porta, e uma senhora abre a porta.
— Boa tarde, patrão! Em que posso ajudar?
— Boa tarde. Vim buscar a Elisabete e o filho dela. Sei que estão aqui.
— Elisabete?! Não... ela não está aqui, senhor.
— Ela pode vim até aqui, ou eu posso entrar aí e arrasta-lá pelos cabelos.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Daiana Sousa
estou gostanda muito desse história
2023-10-30
3
Priscila andrade
uhhh ele tá testando ela
2023-07-07
5
Carlla
Sorriu sim.
2023-07-05
1