O olhar dos dois se cruzam, e Graziela sente um grande corrente elétrica percorrendo todo o seu corpo. Magnus olha para a moça com os seus olhos inexpressivos, mas por dentro, ele está encantado com a moça, que possui uma pureza e doçura resplandecente.
— Olá, minha querida! Seja muito bem-vinda! — Safira se aproxima da moça com um largo sorriso no rosto e abraça.
— Olá, senhora! Muito obrigada. — Ela retribui o abraço.
— Pode me chamar somente de Safira, ou de sogrinha! — Ela pisca para Graziela, que sorri, mostrando as suas covinhas. — Esse daqui é o meu filho, Magnus, o seu futuro marido. — Ela aponta para o homem, que somente acena com a cabeça para a moça, recebendo então, um olhar de sua mãe, que o repreende pela sua atitude, e ele se aproxima da moça.
— É um prazer, Dalila. — Ele estende a mão para ela.
— O prazer é todo meu, Magnus.
Graziela retribui o aperto de mão com um sorriso tímido no rosto, e então, Magnus recebe um toque discreto nas costas dado por Safira, e ele entende o desejo da sua mãe.
Mesmo a contra gosto, Magnus abraça Graziela, mas o seu contra gosto dura alguns segundos. Assim que ele passa os braços em volta da cintura dela, e sente o seu perfume doce e suave, ele sente uma paz inexplicável tomando conta de si mesmo, provando de uma sensação nunca sentida em toda a sua vida. Por sua vez, Graziela sente o seu coração disparar, ficando em êxtase pelo perfume amadeirado, e pelos braços fortes em volta da sua cintura.
Pela cabeça da moça, diversas perguntas se passam, e de uma coisa ela tem certeza: Ou, o seu pai não conhecia o Magnus, ou, ocultou o fato dele não ser repleto de tatuagens e feio. Mas, se ele não conhecia Magnus, a quem ele devia? Ao pai de Magnus? A mãe dele? Se ele sabia da verdadeira fisionomia do homem, por que a fez acreditar no que foi descrito pela irmã? Ele quem disse a suposta fisionomia do homem para Dalila, ou foi a moça quem supôs?
Sem se darem conta, o abraço dura algum tempo e somente é desfeito, quando Edrick entra pela porta e dá um sorriso ao ver a cena. Notando a presença do pai, Magnus tempera a sua garganta, se desvencilhando do abraço da moça.
— Você com certeza deve ser a Dalila, não é? — Edric sorri. — Eu sou o Edrick, o pai do Magnus.
— É o um grande prazer, senhor!
— Dalila, essa daqui é a minha filha Maíra.
Maíra dá um sorriso forçado para a moça, que retribui. Fazendo uma análise da família, Graziela logo pôde perceber a personalidade amável de Safira, a educação de Magnus e Edrick, mas percebe um tom de deboche de Maíra. Mesmo sem entender o motivo, ela nota um olhar de raiva de Maíra para ela, porém, prefere acreditar que é somente ciúmes de irmã.
— Querida, eu preparei um almoço maravilhoso pra você. Espero que esteja do seu agrado!
— O cheiro está maravilhoso. Com toda certeza vou amar! Obrigada.
— Tudo do melhor para a minha norinha linda! — Safira pisca para Graziela, que sente o seu rosto corar. — Antes de almoçarmos, eu vou lhe mostrar o seu quarto. Você pode tomar um banho primeiro, caso queira. Pode ficar á vontade. Aqui no Rio faz muito calor...
Safira sobe com Graziela para o andar de cima, e abre a porta de um dos quartos.
— Esse será o seu quarto temporariamente, minha querida. Em breve, será o seu casamento com o Magnus, e terão o próprio lar de vocês. Não pense que é porque eu não quero vocês aqui, porque por mim, vocês poderiam morar aqui. Eu iria adorar! Mas, aqui moram também os meus dois filhos, e eu sei que vocês dois vão precisar de um tempinho a mais para se conhecerem, provarem da intimidade, e sei que você vai gostar de ter o seu próprio cantinho. Não se preocupe, pois ela será será totalmente sua! É um direito seu. Venha, querida. Sente-se aqui, por favor... — Safira a guia até a cama. — Querida, eu quero muito falar com você, ter uma conversa a sós. Eu quero que saiba que, em mim, você terá muito mais que uma sogra. Você terá em mim, uma amiga e segunda mãe. Eu estou aqui para lhe ajudar, para lhe auxiliar. Eu não quero que nossa relação seja algo forçado, que sejamos como aquelas noras e sogras que somente se suportam. Desejo que sejamos amigas, que sejamos parceiras! Um dia, eu já estive no seu lugar. Eu tive que sair da minha casa, da minha cidade, do meu estado para me casar com o Edrick, por conta de um acordo entre a minha família e a família dele. Quando cheguei aqui, o Magnus era uma criança de cinco aninhos de vida, e no primeiro dia que eu o vi, ali nasceu uma mãe em mim, e com o tempo, aprendi a amar o pai dele, assim como ele também aprendeu a me amar. Mas, desde sempre o meu marido me tratou com carinho, com muito respeito, e educamos o nosso filho para que faça o mesmo com você. O Magnus tem esse jeito fechado dele, e carrega muita mágoa, dores, decepções, mas é uma boa pessoa, e cuidará muito bem de você. Sei que, assim como o amor nasceu entre o Edrick e eu, ele nascerá entre o meu filho e você. Torço muito pela felicidade de vocês, e eu sei que tudo vai dar certo.
Safira sorri, e a essa altura, Graziela já estava se desfazendo em lágrimas. Safira abraça a moça, e somente com um único abraço, ela entende que Graziela carrega consigo uma dor enorme. Sem conseguir dizer uma palavra sequer, Graziela aproveita o abraço da mulher, que agora é sua sogra, sente uma vontade enorme de desabafar, contar toda a verdade e pedir ajuda. Mas, por outro lado, ela tema pela vida daquela, que para ela, durante anos foi o seu abrigo, o seu colo aconchegante. Então, somente aproveita o abraço confortante, enquanto descarrega toda a sua dor.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Regilene Avelino
autora fais ela conta pra sogra por favor pelo menos ela vai fica sabendo da verdade
2025-02-07
0
jeovana❤
conta logo antes do casamento
2024-06-13
0
Dora Silva
ela tem que contar logo a verdade pra ele
2024-04-13
0