Em casa, Safira coloca um pouco de gelo no ferimento de Graziela e Maíra entra na cozinha de casa.
— O que aconteceu?! — Maíra franze a testa.
— Um pequeno incidente. — Safira responde.
— O meu irmão já bateu na prometida dele? — Debocha.
— Não, o seu irmão não me bateu. Foi um pequeno incidente, quando tentei impedir algo. — Graziela responde firme.
— Impedir que o Magnus faça alguma coisa?! Essa foi boa. O meu irmão nunca volta atrás em tudo o que pensa em fazer. Ele é irredutível! Existem boatos de que ele não tem coração, então como prometida dele, acho melhor levar esse "incidente" em conta e pular fora da barca furada enquanto há tempo.
— Maíra! — Safira se levanta. — PARA de tentar queimar a imagem do seu irmão! Você conhece bem o Magnus, e sabe como o seu irmão é. Não diga somente quem ele é fora de casa, e sim, diga quem ele é DENTRO DE CASA, porque é DENTRO DE CASA QUE IRÁ IMPORTAR PARA A DALILA! Ela será a esposa do Magnus, e a relação dos dois caberá somente aos dois. Nisso, não cabe a mim, não cabe a você, não cabe ao seu pai e nem a ninguém. Então, pare de ficar querendo se meter onde você não foi chamada, porque não foi essa a educação que eu dei a você! Eu sempre lhe ensinei a ser educada, a respeitar a decisão das pessoas. Você conhece muito bem o seu irmão, sabe que o Magnus é cavalheiro, é educado e jamais faria mal algum a Dalila, ou terá a intenção de machuca-lá, pois ela está destinada a ser a esposa dele!
Maíra não responde mais nada e sobe as escadas. Safira se senta novamente, passando as mãos no rosto e olha para Graziela.
— Querida, me perdoe por isso! A situação entre os meus filhos tem fugido do meu controle e eu não sei mais o que eu faço!
— Eu percebi que o Magnus não se dá muito bem com a irmã... sinto muito por isso.
— Não é somente com a irmã que ele não dá bem. Ele não se dá bem com o meu outro filho, o Patrick. O Magnus é uma pessoa que gosta de tudo feito da maneira correta, sabe? O Magnus é uma pessoa que tem personalidade, apesar da vida que levamos, ele gosta de justiça, de um jogo limpo. Mas, os irmãos dele não são assim... é muito difícil para mim como mãe reconhecer isso, mas os meus filhos não são as pessoas mais justas desse mundo. Eu não posso virar as costas para eles, pois sou a mãe, eu coloquei no mundo, e é o meu dever cuidar deles. Não apoio as atitudes que eles tomam e queria que tudo fosse completamente diferente, porque eu já não aguento mais isso e fico me perguntando onde foi que eu errei como mãe. O Magnus é o nosso primogênito. Mesmo sendo meu filho biológico, não sendo gerado em meu ventre, ele foi gerado no meu coração e eu nunca fiz distinção entre os meus filhos. O mesmo amor que um recebeu, todos eles receberam. Sempre fui a mãe coruja, a mãe leoa, que sempre esteve ali para defender, para cuidar, aconselhar, guiar os passos, sem soltar a mão deles mesmo quando eles estavam prontos para caminhar sozinhos na vida, porém, dois deles nunca me escutam, nunca pensam em mim, em como vou me sentir em cada atitude tomada e em cada julgamento que eu vou ouvir, porque todo mundo vai apontar o dedo para mim e dizer que eu errei na criação deles.
Graziela abraça Safira com carinho, acariciando os cabelos da mulher que aos poucos vai se acalmando.
— Eu entendo como a senhora se sente. Eu sei que não deve ser nada fácil e lie admiro muito como mãe. É notório o amor que tem pelos seus filhos, e eu sei muito bem que a senhora nunca quis o mal para eles. Eu ainda tenho muito fé que os olhos deles vão se abrir para a verdade e eles vão perceber que a senhora nunca quis o mau deles. Sei que vão acordar para a vida, mas a senhora não pode ficar se culpando pelas escolhas que eles fazem, pois todo o caminho foi apresentado para eles.As escolhas que fizeram estão na conta deles, pois a senhora fez um excelente trabalho.
Safira sorri e vai se acalmando aos poucos. Em seguida, Edrick aparece na cozinha e nota os olhos vermelhos da esposa, e se preocupa com ela, mas decide conversar com ela na volta. Então, ele leva Dalia para o Chapadão, e entram numa casa bem arrumada, onde duas moças estão sentadas.
— Boa tarde! — Edrick as cumprimentam.
— Boa tarde, senhor Edrick! — Laiza sorri.
— Boa tarde! — Rebeca dá um meio sorriso.
— Meninas, essa daqui é a Dalila, a minha nora. Dalila, essa é a Rebeca, mulher do Barcu, o dono desse morro e aquela ali é a Laiza, esposa do gerente geral. — Dalila dá um sorriso tímido para as meninas, que logo retribuem. — O meu filho veio resolver algumas coisas no morro, e eu trouxe a minha nora para passar um tempinho aqui com vocês. Tudo bem?
— Claro! — Rebeca sorri. — Seja muito bem vinda! Pode ficar a vontade.
— Obrigada, Rebeca! — Dalila sorri.
— Eu vou indo, porque eu tenho que voltar para o morro. — Ele olha para Dalila. — Filha, qualquer coisa é somente me ligar.
— Pode deixar, senhor.
Ele dá um sorriso, se despedindo das moças e por fim, dá um beijo na testa de Dalila e sai.
— Senta aí! — Rebeca sorri para Dalila. — Quer tomar alguma coisa? Alguma água, um suco ou um refrigerante?
— Não, não... obrigada! — Dalila sorri.
— Percebi que o teu sotaque não é daqui... de onde você é? — Laiza pergunta.
— Sou natural de Pernambuco, mas fui criada em São Pablo.
— Sério?! — Rebeca sorri. — Eu também sou pernambucana! De qual cidade você é?!
— Sou de Jaboatão dos Guararapes. E você?
— Sou de Olinda.
— É uma cidade muito linda! Eu já tive a oportunidade de conhecer. É muito linda, e eu espero alguma dia poder voltar, porque a visita .e deixou com um gostinho bom de quero mais. — Elas riem.
— Eu nunca fui em Jaboatão. Sempre tive muita vontade de conhecer, e o pessoal diz que é uma cidade muito linda também.
— Caramba! Duas pernambucanas? Não gustei. Asmei! — Laiza brinca. — Você é muito brava?
— Sou um pouquinho. Eu só fico muito brava, quando as pessoas me tiram do sério, mas geralmente costumo ser um amorzinho.
— Ah! A Rebeca também é assim. Pelo visto, sou a única esquentadinha do trio. — Laiz suspira.
— Calma, amiga! Isso nem é tão ruim.
— É bom ter uma esquentadinha! — Dalila concorda.
— Hum... eu vou fingir que eu estou caindo no papinho de vocês. Mas, é somente porque eu nunca tive amigas.
— Estamos quites então. Eu também nunca tive amigas.
— Sério?! — Laiza olha para Dalila, que confirma com a cabeça.
— Então, somos três! Vocês são as primeiras amizades da minha vida!
— Eu nunca tive amigas, porque as meninas daqui desse morro quando não são as Marias fuzil, que só quer sentar pra quem é envolvido sem ligar se é casado ou não, e quando são casadas, são pessoas que não aguentam ouvir a verdade sobre o que penso delas ficarem aguentando porrada, chifre e humilhações.
— É... é bem complicado. — Dalila ri.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Ana
faz o maguinus pegar o capanga do pai da Dalila e contar todas as tramoias do pai dela
2023-10-13
2
Anatalice Rodrigues
História muito interessante.
2023-09-15
2
Ly Silva
tô gostando da história autora
2023-07-15
5