***Miguel***
Nunca fiz tanto por uma mulher como estou fazendo por Maria Luiza. As mulheres sempre se jogaram para mim, nunca precisei correr atrás de nenhuma antes. Exceto Jennifer por ela comi o pão que o diabo amassou, não conto as vezes que me joguei aos seus pés e me humilhei para ela não me deixar.
Me sinto um otário ao lembrar tudo que passei por ela, depois disso decidi fechar meu coração e não deixar mais ninguém entrar.
Transei com muitas mulheres, mas tudo caso de uma noite, estava indo tudo bem até o dia que pus meus olhos naquela mulher.
Não sei porque, mas ela me trás paz, com ela sinto que posso ser eu mesmo, ela me trouxe esperança por assim dizer.
Mas devo confessar que ela não é fácil de lidar, tem um gênio forte e costuma querer fugir de mim sempre que tento me aproximar.
Preciso lhe convencer que não precisa ter medo, que pode confiar em mim, que tudo que quero é o seu bem e claro tê-la por perto e comigo, é claro.
Não sei explicar a sensação que senti quando me disse que nunca esteve com um homem, eu sou um grande filho da puta sortudo por ter sido o primeiro em sua vida, e no que depender de mim, serei o último, não pretendo deixar nenhum outro homem encostar nela.
Ela pertence a mim e somente a mim!
***Malu***
Miguel me convidou para jantar em um restaurante aqui próximo da chácara, não tenho nem roupa pra esse evento. Deveria ter pego algumas emprestadas com Carol.
Estou sozinha no quarto, Miguel foi resolver não sei o que com o pessoal da chácara.
Enquanto ele não volta vou tomar meu banho e me arrumar, para quando ele voltar já está pronta para nós sairmos.
Ligo o chuveiro e a água cai em meu corpo, a água é quente e a sensação é maravilhosa.
Estou de olhos fechados, e quando abro vejo Miguel me olhando em silêncio. Não sinto vergonha, nem tento esconder meu corpo, na verdade eu gosto que ele me olhe e me deseje.
— Há quanto tempo está aí?
— Acabei de chegar.
— Resolveu seu problema?
— Sim.
Ele continua me olhando fixamente, e sigo tomando meu banho, nunca pensei que agiria assim, e que tomar banho na frente de alguém seria tão natural. Não sei explicar, mas me sinto a vontade com ele.
Ele começa a tirar a roupa sem quebrar nosso contato visual e quando tira a calça vejo sua ereção, e sinto uma fisgada entre as pernas, esse homem me deixa louca e desperta em mim o que nenhum outro jamais despertou.
Miguel entra no chuveiro, me abraça e cola nosso lábios, suas mãos vão direto pra mim bunda, me apertando e me puxando cada vez mais para perto dele.
Ele desliga o chuveiro, pega um preservativo e o coloca em seu membro enquanto o observo hipnotizada.
— Coloque as pernas na minha cintura. –ele diz.
Assim o faço, ele me encosta na parede e me penetra de uma vez, e eu gemo de prazer e aprovação.
— Olhe para mim. –ele diz. — Quero ver você.
Nosso olhos estão fixos um no outro, ele continua os movimentos e eu me delicio com cada um deles. Após alguns minutos nessa posição e ele me coloca no chão, me dá um beijo demorado e em vira de costas.
Apoio minhas mãos na parede e logo em seguida ele está metendo em mim de novo, sinto um orgasmo se formar e ele intensifica os movimentos me fazendo gemer de prazer ao encontar minha libertação, ele vai logo em seguida e nossas respirações estão ofegantes e descontroladas.
Ele retira o preservativo, o joga no lixo e em seguida liga o chuveiro, fica atrás de mim e lava cada centímetro do meu corpo, eu amo a sensação das suas mãos em corpo.
Após o banho, ele pega duas toalhas no armário e me entrega uma, seco meu corpo e vou para o quarto me vestir, visto uma blusa preta e um short jeans azul claro, penteio o cabelo, e penso em sugerir a ele que não precisamos sair, posso eu mesma preparar algo para nós dois.
— Você ainda vai querer sair. –pergunto.
— Queria te levar pra jantar, seria nosso primeiro encontro.
— Acho que não precisamos de um primeiro encontro.
— Gostaria de ter essa experiência com você.
— Nós poderíamos ficar aqui mesmo, esse lugar é incrível, gostei muito daqui.
— E o que nós vamos comer? Já dispensei Carmem, disse que íamos jantar fora.
— Eu posso cozinhar alguma coisa.
— Não, você é minha convidada, não gostaria que você tivesse que cozinhar.
— Não tem problema, eu vou preparar algo pra nós dois.
— Se você quer assim, então tudo bem.
Já na cozinha ele senta, e eu vou ver o que tem disponível, quero fazer uma coisa rápida, tipo um espaguete com molho de tomate, é rápido e gostoso.
— Espaguete com molho de tomate? –pergunto.
— Perfeito. –ele diz.
Coloco a água para esquentar, enquanto corto algumas verduras para por no molho, ele me observa atentamente.
— Me conte mais de você. –ele diz.
— Não tem muito o que contar.
— O que pretende estudar? Já que me contou que está tentando passar no vestibular.
— Quero estudar arquitetura.
— Sério? –diz surpreso.
— Sim.
— Realmente posso te ajudar a estudar. –diz sorrindo. — Eu sou arquiteto, meu pai também, temos uma empresa.
Fico alguns segundos olhando para ele sem acreditar na coincidência.
— Posso lhe oferecer um estágio na minha empresa.
— Calma, nem consegui passar ainda.
— Você pode trabalhar comigo e vai adquirindo experiência, aí terá mais facilidade de passar na sua prova.
— Agradeço muito, mas gostaria de conseguir com meu próprio esforço.
— Que teimosa você, não pode simplesmente aceitar?
— Não me sentiria bem, sinto que estou me vendendo, não sei.
— Ei, não pense assim. –diz colocando uma mexa do meu cabelo atrás da minha orelha. — Não faço isso com segundas intenções, faço porque acredito no seu potencial.
— Agradeço, talvez quando me formar, e se ainda tivermos contato eu aceite.
— Está pensando em se livrar de mim? –pergunta fingindo está ofendido.
— Uma hora você vai perceber que não temos muito a ver um com o outro, aí será você que vai embora.
— Eu penso o contrário, temos mais em comum do que imagina. –apenas sorrio para ele.
Enquanto conversamos não paro de cozinhar e minutos depois tenho tudo pronto.
Pego dois pratos e talheres do armário, coloco em cima da mesa, ponho o macarrão em uma travessa e entrego o prato para ele se servir, logo em seguida me sirvo também e sento.
Observo ele pegar a primeira garfada e levar à boca, ele fecha os olhos e mastiga.
— Está muito bom, você cozinha bem. –ele diz.
— Faço isso todos os dias.
— Você trabalha muito naquele restaurante não é?
— Sim, mas sou muito grata a Deus por ter esse emprego, poderia ser muito pior.
Lembro da época em que morei na rua, foi um tempo muito difícil, Carol e eu muitas vezes não tínhamos um centavo, quando isso acontecia fazíamos apenas uma refeição, que era à noite, quando as pessoas da igreja traziam sopa.
Ainda lembro o sabor que ela tinha, e como ficava grata por ter aquelas pessoas do coração tão bom que se doavam para ajudar o próximo.
Um onda de tristeza tenta me invadir, e trato logo de afastar esses pensamentos, não quero ir por esse caminho. E também não é a hora de contar certos detalhes de minha vida para ele.
— Vejo que você é muito grata por tudo que tem, isso é raro hoje em dia, estamos sempre a procura de mais e mais e
ainda sim não estamos satisfeitos com nada.
— Óbvio que eu gostaria de ter mais, quem não quer? Mas como não posso ter, sou grata pelo o que tenho.
— Você é incrível. –diz acariciando minha bochecha e eu sorrio.
Quando terminamos de comer começo a recolher a louça, levo até a pia e começo a lavar.
— Não precisa fazer isso, alguém pode cuidar disso depois.
—Não tem problema, não costumo ter pessoas para limpar para mim.
— Eu sim.
— Deveria aprender a fazer algo sozinho. –digo e o encaro.
— Você pode me ensinar.
— Vou pensar sobre isso. –digo e ele sorri.
Após lavar e guardar as louças, ele nos serve um vinho, que tem um gosto muito bom, sentamos na sala e conversamos até muito tarde.
Ele é muito inteligente e esforçado, um pouco superficial, mas é aceitável para alguém que sempre teve tudo na vida e não precisou se esforçar para nada.
Algumas horas de conversa depois, somos só nós dois sem roupa enrolados em um lençol recuperando o fôlego depois de fazer um sexo incrível.
Estou deitada em seu peito enquanto ele acaricia meu cabelo, respiro fundo e sinto seu cheiro, ele cheira muito bem.
— Por que esperou? –ele pergunta.
Olho para ele confusa, sem entender do que fala.
— Para fazer sexo?
— Não sei, estava esperando por algo diferente.
— Diferente como?
— Diferente como você. –digo.
—Já tinha beijando alguém?
— Óbvio que sim! –digo apressada e ele sorri.
— Que bom que esperou.
— Hum.
Me sinto cansada, fazer sexo tantas vezes cansa, sinto meus olhos pesarem e a cada carícia dele em meus cabelos sinto que meus olhos se fecham mais um pouco e finalmente entro no mundo dos sonhos, onde há somente uma pessoa...
Miguel.
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Atualizado até capítulo 111
Comments
Elise Farias
Sempre quando está no começo dos mocinhos apaixonados, aparece as cobras pra atrapalhar, o casal, estou amando o Miguel e Malu.
2024-09-09
2
Ivanilda Andrade
Sempre aparece uma serpente para atazanar.
2024-07-23
4
Tatiene Silva
na banheira não tinha preservativo!🫢
2024-07-21
3