Acordo com meu celular tocando em algum lugar do quarto, Meg sobe na cama para me acordar.
Pego o celular e ao olhar para tela meu coração dá um pulo e começa a bater muito acelerado.
É ele... Droga ! É ele...
Eu posso não atender, mas seria muita falta de educação da minha parte... Não... Não seria, ou seria ?
*Ligação on*
Eu: Alô? –digo finalmente atendendo, tentando não parecer ansiosa.
Miguel: Finalmente, achei que não iria me atender.
Eu: Estava ocupada. –dormindo, digo internamente.
Miguel: Okay! Estou indo esse final de semana para a chácara finalizar a compra e gostaria de saber se quer ir comigo?
Eu: Não! Você não precisa de guia dessa vez, já sabe onde fica.
Miguel: Au... Essa doeu. –abafo um sorriso. — Sim, eu sei onde fica, mas gostaria da sua companhia. O que me diz?
Eu: Acho que não vou poder. –mesmo esse sendo meu final de semana de folga, penso.
Miguel: O trabalho? –droga! Não posso mentir.
Eu: Não. –digo.
Miguel: O que então?
Eu: Preciso estudar, estou tentando passar no vestibular.
Miguel: Sério? Você não mencionou isso da última vez que nos vimos.
Eu: Só nos vimos uma vez e parte do tempo não estávamos conversando. –coro ao lembrar daquela noite.
Miguel: Podemos mudar isso se você aceitar meu convite, vamos nos ver outra vez podemos conversar mais, posso te ajudar com o estudo.
Fico em silêncio por um momento lutando contra mim mesma, meu corpo diz que sim, minha mente diz que não.
Eu não tenho nada a perder, nunca saio de casa, sei que se for irei me iludir cada vez mais com esse homem que nitidamente não é para mim.
Miguel: E então o que me diz? –ele pergunta me tirando de meu pensamentos.
Eu: Tudo bem.
Miguel: Ótimo! Onde te busco?
Eu: Na minha casa, vou te mandar a localização.
Miguel: Okay, até logo.
Eu: Até.
Droga! Droga! Droga! Por que me meto nessas confusões? Calma, não tenho nada a perder, são só algumas horas e logo vou estar em casa.
Ou será o final de semana? Eu deveria ter perguntado, bom, por via das dúvidas vou me preparar para o final de semana, vai que ele me convida.
Que droga! O que estou pensando? Me sinto muito promíscua e fácil. Mas ao mesmo tempo tenho que pensar que sou uma jovem de vinte e quatro anos, livre, desimpedida que pode fazer o que bem entender, sem culpas e sem medos.
Enquanto brigo internamente com meu subconsciente vou pegando algumas roupas e colocando na mochila, procuro as melhores que tenho, assim como também as roupas íntimas mais novas, a contar que não tenho muitas, então tem que ser essas mesmo.
Mando uma mensagem para Carol para ela vir alimentar Meg, pois não sei se voltarei logo. Ela fica saltitando de felicidade quando digo que vou sair com Miguel, ela não perde a oportunidade de tentar me arrumar um namorado, mas óbvio que essa não é a situação, no máximo faremos sexo outra vez, o que não seria ruim. Esse pensamento me deixa estranha, talvez triste, não sei, talvez eu queira mais que só sexo.
Algumas horas depois ouço uma buzina, deve ser ele, pego a mochila e saio trancando a porta atrás de mim.
Ele desce do carro e vem até mim e me cumprimenta com um beijo no rosto, meu coração acelera somente com seu toque.
Ele está lindo usando uma camisa preta e um jeans claro, está de óculos escuros e extremamente cheiroso.
Me sinto um pouco intimidada perto dele, um pouco simples demais para um homem tão elegante.
— Você está bonita. –diz se afastando para me olhar.
— Obrigada, você também está bonito. -ele sorri.
Estou usando um vestido verde água florido que Carol me deu e uma sandália rasteira cor nude, particularmente é uma das minhas melhores roupas, me sinto muito bonita e confortável, mas muito simples perto dele.
— Seu cabelo está lindo. –diz aproximando o nariz e cheirando. — E cheiroso também. –ainda bem que lavei o cabelo, penso.
Tenho o cabelo cacheado, bem volumoso, que eu amo, naturalmente meu cabelo é preto, mas Carol resolveu fazer umas mexinhas loiras, da última vez que nos vimos ainda não tinha pintado.
— Obrigada.
— Você parece não gostar de elogios.
— Só não estou acostumada a ouvir alguém me elogiar com tanta frequência.
— Pois deveria, você é realmente muito bonita.
— Okay, obrigada.
— Venha. –diz segurando minha mão.
Miguel abre a porta do carro e me ajuda a entrar, corre até o outro lado e se sentando ao banco do motorista dá partida e minutos depois estamos na rodovia rumo a chácara.
A viagem é um pouco longa até a chácara que ele vai comprar, dá cidade dele até a minha é mais ou menos duas horas, nem sei por qual motivo esse homem resolveu sair de casa em pleno sábado para dirigir por quase quatro horas, contando seu percurso até minha casa e depois até a chácara.
Talvez para me ver já que me convidou para ir com ele? Não! Definitivamente não deve ser somente para me ver.
O que pode ser então? Já transamos na primeira vez que nos vimos, o que será que ele quer agora?
Transar de novo sua idiota! Não está óbvio? Meu subconsciente fala. Mas não entra na minha cabeça, como esse homem pode percorrer essa distância só por mim, ele é bonito, rico, pode ter qualquer mulher que quiser. Por que logo eu?
— No que está pensando?
— Em nada.
— Está muito quieta. –balanço a cabeça negativamente para ele. — Se não me falar o que você tem não poderei ajudar.
— Não é nada.
— Pode me dizer o que quiser, entendeu?
— Sim. –digo.
Alguns minutos depois vejo o portão da chácara, posso sentir a brisa e o cheiro das flores mesmo de dentro do carro.
Ele para o carro e vem até a porta que eu já estou abrindo para descer, ele me olha com cara feia.
— Me espere que abro para você, me deixe ser cavalheiro. –sorrio para ele.
— Não estou acostumada.
— Pois trate de se acostumar. –diz e me dá um beijo rápido na boca, congelo onde estou. — Venha, vamos fechar logo esse negócio.
O sigo até o portão, que um homem de meia idade abre para nós.
— O Senhor Carlos o espera no escritório. –diz o homem. — Por aqui. -ele diz.
Miguel pega em minha mão me levando junto, o puxo para trás e ele para.
— Melhor você fazer isso sozinho, vou até o jardim.
— Se você preferir, não vou demorar. –assinto e ele segue o homem.
Saio a procura do jardim, que está mais bonito do que me lembrava, sento na grama e encantada observo as flores, o céu azul, as borboletas pousando nas flores, os pássaros, isso tudo me encanta.
— Oi. –uma voz tira-me de meu transe.
Olho e vejo um jovem que deve ter mais ou menos minha idade, muito bonito de cabelos escuros, pele bronzeada, olhos castanhos, lábios cheios.
— Oi.
— Você é uma das novas donas? –quase dou uma gargalhada e ele me olha surpreso.
— Não, definitivamente não.
— Vi você descendo do carro do novo comprador. –coro, ficando constrangida.
— Sim.
— Namorado?
— Muito curioso você.
— Desculpe, sou José, sou filho do caseiro.
— Prazer, Malu. –digo estendendo a mão para ele, que se abaixa e beija minha mão me olhando nos olhos sem solta-la.
Miguel pigarreia e me assusto soltando a mão de José.
— Com licença. –José diz levantando-se e indo embora, Miguel o fuzila com os olhos.
— Deixo você por alguns minutos sozinha e já encontra um pretendente.
— Eu não! Estava sendo educada.
— Não o culpo, você é muito bonita, qualquer homem olha pra você. –balanço a cabeça em negativa.
Miguel aproxima-se de mim e segura meu queixo me fazendo levantar a cabeça para olha-lo e diz: — Quando você vai aprender a receber elogios? Digo, porque é verdade, realmente você é linda e merece ouvir isso.
Sim, tenho noção que não sou feia, mas ouvir alguém falando isso é novidade para mim.
— Já resolvi o que tinha para resolver. –ele diz.
— Já podemos ir então? –ele me olha e sorri.
— Bom, se você quiser ir posso te levar, mas meus planos era assinar os papéis e ficar aqui o final de semana, por isso lhe convidei. –ele sorri e me olha com expectativa. — E então?
— Acho que posso ficar. –sorrio e ele sorri de volta.
Descubro que o homem de meia idade que abriu o portão para nós entrarmos é o caseiro, o pai de José, que se chama Manuel, um senhor muito simpático e falante, que está nos mostrando toda a chácara.
Aqui tem piscina, um lago, quatro casas, a principal que é enorme, e as outras três que são menores, mas bem maiores do que eu já vi na vida, uma delas moram o senhor Manuel e a família. Ele e a família cuidam de tudo, a esposa e a filha mais nova cuidam da arrumação e limpeza das casas, enquanto Manuel e seus outro dois filhos cuidam da manutenção e dos animais.
É um lugar incrível, algo que jamais terei, nunca pensei que poderia vir a um lugar assim, com certeza esse não é meu lugar, me sentiria melhor convivendo na casa onde moram Manuel e a família, mas sou convidada do dono, então tenho que ficar onde ele estiver.
Senhor Manuel segue para casa principal falando, nos explicando onde fica tudo, até chegar na suíte principal, que é enorme, o banheiro é maior que minha casa inteira, é muito luxuoso, tudo bem rústico, mas muito elegante.
Manuel se despede e sai porta a fora nos deixando sozinhos na suíte olhando um para o outro.
Sinto meu coração bater mais forte e a garganta começa a ficar seca, Miguel se aproxima de mim e cola nosso lábios, é um beijo intenso e cheio de urgência.
— Enfim sós. –ele diz ao final do beijo, apenas sorrio.
Sem dizer mais nada ele começa a beijar meu pescoço, suas mãos percorrem todo meu corpo me fazendo gemer de prazer, o toque de suas mãos me levam a outro planeta.
Ele se coloca atrás de mim e sinto sua ereção, ele afasta meus cabelos e continua beijando meu pescoço, vai descendo as alças do meu vestido lentamente até que o mesmo cai aos meus pés, estou apenas de lingerie em sua frente.
Miguel se afasta um pouco e me olha com desejo e admiração.
— Você não tem noção do quanto está sexy nesse momento.
Lentamente ele me conduz até a cama, onde me deita devagar e se ajoelha em minha frente tirando minha calcinha e jogando no chão, ele olha para mim e me sinto um pouco constrangida, mas o desejo que sinto é maior que tudo.
Sem muita demora sua boca está em meu sexo, me explorando e me levando ao delírio, sua língua brinca com meu clitóris e sinto um orgasmo se formar, ele percebe e intensifica os movimentos de sua língua me fazendo explodir em um orgasmo forte e intenso.
Ele se levanta e sorri satisfeito, logo está sem roupa, pega uma camisinha do bolso e o deslisa com facilidade no membro e sem muita demora me penetra, me fazendo gritar de surpresa e prazer.
Da primeira vez ele foi muito delicado, dessa vez o sinto mais bruto, está metendo com mais força, não que seja ruim, mas ainda é um pouco incômodo, só transei uma vez na vida e já faz umas semanas.
Ele para por um instante e me olha.
— Está tudo bem? –ele pergunta.
— Sim, só um pouco incômodo.
— Quer que eu vá mais devagar? -assinto, e ele diminui os movimentos.
Os movimentos são ritmados, mas bem lentos, a cada estocada sinto o prazer aumentar e outro orgasmo se formar, ele sente e intensifica os movimentos até que gozamos juntos.
Ele para, mas continua dentro de mim, sustenta o peso de seu corpo nos braços, que são muito forte e malhados por sinal.
— Tudo bem? –pergunta me olhando.
— Sim.
— Vamos tomar um banho?
— Vamos.
Ele sai de dentro de mim, tira a camisinha e dá um nó e vai até o banheiro jogar, no mesmo instante ouço um barulho de água, acho que deve está enchendo a banheira.
— Você trouxe roupas? Se não posso providenciar.
— Trouxe. –ele me olha e sorri.
— Então você planejava ficar comigo esse fim de semana ? –ele diz divertido.
— Não! Quer dizer, nunca se sabe, seu carro costuma quebrar.
— Aquilo foi pura sorte.
— Sorte?
— Se não tivesse quebrado não teria passado a noite com você, agradeço por aquilo ter acontecido.
— Por que comigo ? –ele me olha sem entender.
— Como?
— Por que você me procurou? Por que me quis a primeira vez?
Ele pega minha mão e me coloca de frente para um grande espelho que tem no quarto.
— Por isso. –diz apontando para o espelho. — Veja que mulher linda que você é.
— Não digo por isso, beleza física não é nada, mas eu, sou só... –ele me interrompe pondo o dedo em meu lábios.
— Shhh... Você é incrível, linda e não preciso que diga mais nada. Vou mandar alguém trazer suas coisas que ficaram no carro. –o olho um pouco constrangida
— Não se preocupe ninguém vai ver você assim, jamais aceitaria isso. –ele diz e sorri. — Pode ir ao banheiro e ficar lá que cuido do resto. –diz me dando um beijo rápido.
Vou para o banheiro e fecho a porta atrás de mim, a banheira já está cheia e com uma espuma que tem um cheiro ótimo.
Nunca tomei banho de banheira na minha vida, decido não entrar e esperar Miguel. Percebo que ainda estou de sutiã, ele estava tão ansioso que nem o tirou, resolvo tirar e ficar assim, toda nua esperando por ele.
Que promíscua, diz meu subconsciente, mas eu nem ligo, e sorrio triunfante para mim mesma.
Alguns minutos depois Miguel adentra ao banheiro e paralisa me olhando, não sei se surpreso, com desejo, ou admiração, acho que um pouco dos três.
— Tudo resolvido. –diz ele pegando em minha mão para me ajudar a entrar na banheira.
Entro e sento, a água está quente e bem cheirosa por causa de espuma. Miguel entra em seguida e senta atrás de mim.
Meu cabelo está preso sem um coque alto, o que dá livre aceso para ele beijar, morde e cheirar meu pescoço.
— Você cheira tão bem. –diz ele.
Mal sabe que é um perfume muito barato, o único que está dentro do meu orçamento.
Ele continua beijando meu pescoço e sinto seu membro se enrijecer atrás de mim. Miguel lava cada centímetro do meu corpo dando uma atenção especial aos meus seios e minha vagina.
Quando percebe que já estou ofegante e pronta novamente me vira de frente para ele e me faz montar.
Um pouco desajeitada tento fazer seu membro me penetrar, ele percebe e o coloca no lugar certo e segurando em minha bunda me faz subir e descer cada vez mais rápido, continuamos nesse movimento até alcançarmos nossos clímax.
Após mais de uma hora conseguimos terminar nosso banho, me sinto cansada e com sono e com um pouco de fome.
— Com fome? –pergunta enquanto se veste.
— Sim. –digo colocando um vestido longo na cor verde.
— O almoço já deve está pronto, vamos ver? –diz pegando minha mão para sairmos juntos do quarto.
Na sala de jantar encontramos uma mesa farta, há comida pra alimentar várias pessoas.
— Boa tarde. –diz a senhora terminando de por a mesa.
— Boa tarde. –falamos juntos.
— Sou Carmem, espero que a comida esteja do agrado dos senhores.
Senhores?! Senhora eu? Não mesmo, sou da mesma classe que ela, e jamais aceitaria alguém me chamando de senhora.
— Sou Malu, muito prazer. –digo lhe abraçando
— Muito prazer senhorita Malu.
— Malu, só Malu.
— Tudo bem Malu.
— Miguel, prazer Carmem. –ele diz apertando sua mão.
— Prazer senhor, bom apetite aos dois, qualquer coisa é só chamar, estarei na cozinha.
— Okay, obrigado Carmem.
Carmem com certeza é a esposa de Manuel, vejo muita semelhança entre ela e José. Sinto que poderia ser amiga dele, amiga dessa família, aparentemente são pessoas muito simpáticas e receptivas.
Nunca irei me sentir a vontade ao lado de Miguel, somos de mudos totalmente diferentes, me pergunto como logo ele foi olhar para mim.
A comida tem um cheiro ótimo e aparência está divina, me sirvo de um pouco de arroz, salada e carne, a comida tem um sabor maravilhoso, meu estômago agradece, realmente estava com muita fome.
Enquanto como olho através da janela e vejo José no jardim, deve estar trabalhando em algo lá, ele tem braços fortes e a blusa fica bem justa em seu corpo. Realmente é muito bonito.
Ele percebe que o estou observando, e nossos olhos se encontram por um breve segundo, eu desvio o olhar e vejo um sorriso se formar em seus lábios.
O restante do dia passa devagar, Miguel me leva para passear pela chácara, e ao final da tarde observamos o pôr do sol à beira do lago.
O tempo poderia congelar, poderia ficar presa com ele nesse breve momento para sempre.
Acho que estou me apaixonando por ele, e não é algo que queria, mas o amor simplesmente acontece e não temos controle de nada.
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Atualizado até capítulo 111
Comments
Maria Do Socorro Bezerra
É verdade, se você quer se permitir viver o desconhecido não se sinta culpada, não tem motivo para isso. Relacionamento não é certeza de nada, pode dar certo e pode dar errado, mas só vai descobrir se tentar.
2025-02-02
1
Maria Do Socorro Bezerra
Acredito que ele quer o mesmo que você.
2025-02-02
1
Raiane Carvalho
não usaram camisinha 🤭
2024-11-07
1