Não demorou muito e chegamos a um grande galpão com um lindo letreiro escrito Vigory Cars. Eu estava deslumbrada com o tamanho daquele lugar e ainda mais curiosa pelo motivo que me trouxe até ali assim, do nada!
O lugar ocupava um quarteirão inteiro e ficava numa rua sem saída. Haviam alguns lindos carros estacionados na parte da frente, carros de luxo com néon e algumas motos. Mais à frente, havia uma grande porta automática de metal, coisa que nunca vi antes. Joseph andava segurando a minha mão e por vezes tendo que me puxar para acelerar o passo. Eu estava reparando em cada detalhe daquele lugar.
— Gostou? — ele perguntou.
— Eu nunca vi nada parecido com isso aqui.
— Porque você ainda não viu lá dentro.
Fiquei maravilhada com tantos carros luxuosos juntos.
— Senhor Brando, boa tarde. — disse um homem muito bem-vestido que se aproximou e cumprimentou Joseph, que soltou a minha mão e apertou as mãos do homem com muito profissionalismo.
O homem, então, me olhou e abriu um grande sorriso.
— E a senhorita é…
— Amber. — interrompeu Joseph, completando a minha resposta.
— Sou filha do Joseph. — falei enquanto apertava a mão do homem.
— Muito prazer, senhorita Amber.
— Estão todos aí? — perguntou Joseph.
— Sim, senhor.
Começamos a adentrar o lugar e, quando nos afastamos do homem, perguntei:
— Que lugar é esse?
— Uma das nossas filiais. Em breve, te levo na sede e lá é onde eu mais fico.
— E quantas sedes como essa na cidade vocês têm?
— Oito.
— Oito? — perguntei assustada.
— Los Angeles é muito grande, Amber. — ele disse, acenando para outro funcionário. — Estamos abrindo mais duas montadoras.
— E quantos funcionários?
— Aí você me pegou, eu não cuido dessa parte. — ele sorriu.
Guiou-me até a entrada, onde estavam estacionados os carros mais luxuosos. Eram ainda mais bonitos que os de fora. Havia vários conversíveis, Porsche, Ferrari, McLaren, BMW, carros que eu só via em filmes, de várias cores, com e sem néon. O cheiro de couro e carro novo preenchia aquele lugar. O brilho que a lataria dos carros exibiam quase me cegava. Ao redor, via vários seguranças vestindo terno preto. Atrás de uma grande porta, havia imensas peças de carros e alguns engenheiros mecânicos.
Atravessamos um longo corredor e subimos uma escada de metal.
— Aonde vamos? — perguntei.
— Eu tenho uma reunião com algumas pessoas e quero que você faça parte disso.
Ai droga! Eu no meio de um monte de executivos? Com a roupa da faculdade ainda por cima, meu Deus. Eu não sabia nem conversar direito. O que eu ia fazer no meio de um monte de gente rica e de nariz empinado?
As minhas mãos começaram a suar e Joseph percebeu.
— O que foi? Está apreensiva? — ele me olhou e sorriu.
— Joseph, o que eu vou fazer no meio dessas pessoas?
— Está comigo. Vai dar tudo certo. — ele abriu um grande sorriso.
Chegamos a uma porta, ele tirou um cartão do bolso e encostou num dispositivo na parede. Ela emitiu uma luz verde e abriu automaticamente. Quando entramos, no meio da grande sala havia uma enorme mesa com várias cadeiras, mas apenas cinco pessoas estavam sentadas nelas. Entre eles, três homens e duas mulheres. Sobre a mesa, havia um projeto de arquitetura.
Imediatamente, assim que entramos, os cinco se levantaram e cumprimentaram Joseph, em seguida, cumprimentaram também a mim, com muita classe e educação.
— Boa tarde, senhor Brando e senhorita.
Joseph pediu para que eu sentasse na ponta da mesa. Ele ficou de pé no outro lado, enquanto os cinco também se acomodaram nas cadeiras.
— Primeiro, senhores, eu quero mostrar isso para vocês. — ele pegou o controle remoto em cima da mesa e ligou uma TV enorme instalada na parede. O jornal mais renomado da cidade de Los Angeles estava entrevistando Joseph Brando, o dono da maior concessionária de carros importados, vendas em varejo, contendo a sua própria montadora de automóveis, para uma entrevista para toda Califórnia. As empresas Vigory Cars, na última semana, foram alvo de acusações gravíssimas, bem como estelionato.
Cruzei as pernas, sentada na cadeira, e fiz o mesmo que os outros, prestei muita atenção no que o meu pai estava falando ao jornal. Ele falou muito bem na TV e explicou magnificamente as acusações pelas quais a Vigory estava sofrendo. Por fim, o cheque mate: a doação de dinheiro para uma instituição de caridade. Quando Joseph disse o nome do orfanato Abundant Life Orphanage, fiquei pasma. Esse é o orfanato onde eu praticamente nasci e morei por 8 anos.
Olhei pro pessoal. Todos estavam prestando muita atenção na entrevista gravada, inclusive Joseph.
Eu fui muito bem criada e cuidada no Abundant Life, apesar de ter dado bastante trabalho para eles. A maior parte da minha memória quando criança é de lá.
Quando a entrevista acabou, eles conversaram entre si e parabenizaram Joseph. Meu pai mostrou uma matéria que o jornal Los Angeles Times publicou sobre eles, e a primeira página falava muito bem da Vigory e sua reputação.
— Posso dizer que foi uma ideia brilhante da Amber. — disse Joseph.
Os cinco me olharam com sorrisos no rosto. Já eu, queria afundar na cadeira ou sair correndo dali.
— O que eu não disse nessa entrevista e quero dizer agora para vocês, nosso diretor financeiro, gerente de projetos e arquiteta. Dez dos importados lá embaixo, eu estou doando para uma nova instituição de abrigo e orfanato.
Uau, Joseph vai fundar uma instituição para crianças carentes? Isso é muito humano da parte dele. Uma instituição sem fins lucrativos não é para qualquer pessoa que esteja disposta a investir.
Olhei para ele e dei um grande sorriso. O que ele queria fazer, investir sem receber benefício próprio algum, é para poucos.
— Eu também quero anunciar que daremos início ao nosso projeto comercial no próximo mês. A senhorita Emma, formada em arquitetura e uma das melhores arquitetas da cidade, juntamente com a senhorita Amber — Joseph aponta a caneta para mim — Vão me apresentar um projeto completo em 30 dias, incluindo estudo preliminar, anteprojeto e projeto legal. — ele me olha — Entendeu, senhorita Amber?
— Claro, eu entendi, claro! — respondo gaguejando.
Eu disse que entendi, mas na realidade estou completamente perdida. Ele quer que eu faça um plano de projeto completo em 30 dias? Isso é loucura! Eu estudo arquitetura há apenas 1 ano. Precisaria de mais 4 anos para fazer o que ele está pedindo. Isso é surreal. Eu aprenderia na prática antes de me formar.
Emma levanta-se e chama-me para frente do projeto de arquitetura que está na mesa.
— Você pode vir aqui, por favor? Esse projeto, senhorita Amber, fiz semana passada. Foi apenas um esboço. Mas antes de continuar, partindo do princípio, o que teremos de fazer antes de qualquer coisa? — ela pergunta, e todos me observam.
— Estudar o local?
— Isso foi uma pergunta? — Emma sorri.
— Precisamos analisar o espaço planejado, estudar as paisagens, sem contar os prédios vizinhos. Tudo precisa ser analisado antes do projeto em si. - falei.
— Isso aí! Esse é um guia do projeto arquitetônico. Dê uma olhada depois, Amber.
Caramba! Essa foi muito fácil, aprendi no primeiro ano. Pelo menos não passei vergonha.
Emma ficou satisfeita com a minha resposta, e isso é o que importa. Estou me sentindo viva no meio dessas pessoas. Joseph está me proporcionando algo que eu sonho em fazer, mas não imaginava que seria tão cedo.
Finalmente, Joseph se despede do pessoal. Eu estava ansiosa para ficar sozinha com ele.
Quando Emma fecha a porta, dou um pulo no colo do meu pai. Estou alegre e quero agradecer a ele por isso.
— Por que você fez isso, Joseph? — pergunto. — Sabe que estudo arquitetura apenas 1 ano. Eu não estou nem perto de fazer o que você me pediu.
— Sabe por quê? — ele me põe no chão. —Depois que você veio para Los Angeles, notei que sua empolgação pela faculdade diminuiu drasticamente.
— Tem razão, pai. — sorrio com carinho para Joseph. — Acho que essa mudança me fez esquecer um pouco o que eu amava.
Na verdade, foi você. Eu só penso em você, por isso esqueci do que eu mais gostava de fazer. — penso.
— E foi a Helena que deu essa ideia, então, agradeça a ela.
— Sabe que a Emma vai ter que me ensinar, né? — falo sentando na cadeira ao lado dele.
— Estou pagando muito bem por isso. — ele sorri. — E você também, não só terá experiência, mas receberá muito bem.
— Você vai pagar pelo meu trabalho? — pergunto.
— Se quiser, eu pago antecipado. — ele abre um sorriso brincalhão.
Nessa hora, o telefone dele toca.
— Amber, eu preciso resolver uma coisa rápida e já volto. Me espere aqui.
— Sim, senhor.
Ele levanta e caminha até a porta. Fico observando cada passo dele. Seu andar e sua atitude imponente, o jeito como age na frente dos funcionários, ele é um completo profissional, sério e muito, muito sexy.
Estou rindo sozinha quando alguém abre a porta.
— Oi, Amber.
Ah, não! Katarina. Meu sorriso desaparece no mesmo instante em que a vejo. Katarina usa uma saia justa no joelho, com uma fenda na perna, que marca suas curvas, e uma meia calça preta. Seu scarpin preto ecoa por toda a sala de reuniões enquanto ela caminha. Sim, é extremamente sexy, e isso me dá ciúmes.
Levanto imediatamente da cadeira e pergunto:
— O que você está fazendo aqui?
Ela se aproxima da mesa, coloca uma pasta sobre ela e sorri:
— Eu sou assistente do senhor Brando.
Entendi. É igual aqueles livros em que a assistente se apaixona pelo CEO. A partir daí, cria-se uma grande história de paixão.
— Assistente? — pergunto desanimada.
— Sim.
— Onde Joseph vai, você vai atrás?
— Basicamente. Inclusive, viajei com ele na última vez.
Sim, a viagem que durou quatro dias. Eles foram juntos. Saber disso me deixa profundamente triste.
Sento na cadeira calada. Eu estava feliz e, como um passe de mágica, tudo muda. Deito a cabeça na mesa, sobre o meu braço, e fecho os olhos para acalmar minha mente. Logo, ouço o som do seu scarpin se aproximando.
— Gostou do novo projeto do Joseph?
Não respondo. Ela continua:
— Ele adorou a ideia que eu dei.
— Que ideia? — falo, ainda de cabeça baixa.
— Colocar o nome do novo orfanato de Amber.
Meu coração aperta. Tudo que envolve o Joseph me deixa sensível. Seja feliz ou triste, é tudo ao extremo. Eu não aguento mais sentir essas coisas. Sinto um aperto no peito que sobe para a garganta. Esse homem é tudo para mim. Eu não me imagino longe dele, e quando isso acontecer, eu prefiro morrer.
Respiro fundo e levanto da cadeira, ficando frente a frente com ela. Falo cinicamente:
— Sabe de uma coisa?
— Hum? — ela responde.
— Foi você quem dormiu com o Joseph ontem?— abro um sorriso malicioso.
O sorriso bobo que Katarina tinha no rosto some na mesma hora em que digo essas palavras. E, como se não bastasse, continuo:
— Ele dormiu com alguma mulher ontem. Mas suponho que não foi você. Ela parecia ser mais nova, sabe?
Um “bip” faz com que a porta da sala de reuniões se abra, revelando Joseph atrás dela.
Olho para ele e depois para Katarina. Ela parece um pouquinho abalada pelas minhas palavras.
— O que está acontecendo aqui? - diz Joseph ao perceber o clima tenso.
Katarina pega o seu cartão, aciona a porta e sai, visivelmente abalada.
— Katarina?
Quando Joseph chama pelo nome da Katarina, meu corpo gela.
— Vá atrás dela, pai. - falo tentando manter a calma.
— O que você falou para ela, Amber? - ele me olha, com um olhar bem sério.
— Eu disse que você dormiu com outra mulher. — levanto a voz. — AGORA VÁ ATRÁS DELA!
A sala estava tão vazia que o som da minha voz ecoava alto. Joseph se mantinha calmo e firme, evitando uma discussão e mantendo a compostura por nós dois. Ele colocou as mãos nos bolsos da calça e falou calmamente:
— O que eu faço com você?
Eu comecei a rir, mas era um riso nervoso devido à pergunta dele.
— O quê? — fiquei perplexa. — Vai me chamar de mimada de novo?
Ele me olhou com atenção e seriedade.
— Eu estou saindo fora. — eu falei, segurando as lágrimas. — Não aguento mais. — Ele me encarou, com seus olhos mais bonitos do que nunca. — Eu vou sair da sua casa, já chega!
Ele sorriu, pegou o cartão e bloqueou a porta, transformando a luz verde em vermelha. Joseph andou em minha direção, sem desviar o olhar do meu rosto. Ele segurou minha bunda de repente, fazendo-me segurar em seus ombros.
Ele me sentou na mesa, o frio do metal me assustou. Sem falar nada, ele abriu minhas pernas e se posicionou entre elas.
— Não diga isso, nem brincando. — ele segurou meu rosto.
— Você parece ter destruído seu namoro. Por que não a procura? — eu ainda estava provocando.
Ele me tocou com gentileza, suas mãos deslizando pelos meus ombros e pescoço.
— Por que procurá-la se tudo que eu quero está bem aqui, na minha frente?
Minha pele queimou.
Ele falou com tanta calma e paixão. Olhou em meus olhos e continuou seus carinhos, tocando meu rosto, meus lábios e cabelos. Senti-me frágil sob seu toque.
Segurei sua mão e suguei lentamente seu dedo indicador, envolvendo-o com meus lábios e língua. Quando eu o soltei, Joseph soltou um pequeno gemido. Ele jogou meus cabelos para trás e beijou meu queixo, o canto da minha boca, minha bochecha e desceu para o meu pescoço. Eu agarrei seu paletó com força, ele fazia tão devagar que estava me enlouquecendo.
— Joseph? — eu chamei.
Ele parou e me olhou.
— Faça amor comigo?
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Yasmin Silva dias
🤣🤣
2025-01-02
0
Pati 🎀
misericórdia 🤣 🤣 🤣 🔥🔥🔥🔥
2024-10-29
0
Katy__
manoooo????????
2024-05-13
2