Já que o meu pai não quer dar o amor que eu quero, um amor de um homem e uma mulher, eu vou respeitá-lo. De mim, agora em diante, ele terá a boa filha, nada mais.
— Gata! — A voz do Ben faz com que eu volte a realidade.
— O que você disse? — olho para ele. — Eu não estou muito bem hoje.
— O que foi? Quer me dizer o que está acontecendo? — Ele fala acariciando meu rosto.
— Coisa de família, depois eu te conto. Agora eu tô afim é de esquecer. — Falo e sorrio tentando parecer melhor.
— Eu quero te levar num lugar, vem comigo!
Sem esperar a minha resposta ele segura a minha cintura e guia-me até o passageiro. Eu olho para a mansão que está escura, há apenas uma luz acesa lá dentro, e fui eu que liguei. Não sei se Joseph está ali ou não.
— Aonde vamos?
— Você tá com fome, gata?
— Muita!
— Conheço um Hot dog aqui perto que é delicioso.
— Isso porque você não conhece o brasileiro.
21:00 HORAS…
Comemos o Hot dog que apesar de não ser igual do Brasil, ainda sim, é ótimo. Benjamin é magnífico, por um bom tempo me fez esquecer os últimos acontecimentos, mas, por vezes, me pego olhando para o celular esperando alguma mensagem do Joseph, ou alguma ligação.
— Gata! — Ben sussurra me fazendo olhar para ele. — Você não para de olhar pro celular, nunca te vi tão calada.
— Digamos que hoje não foi um dia tão legal para mim, mas não quero falar sobre isso, Ben. — seguro a mão dele. — Me perdoa por estar um pouco pensativa hoje?
Benjamin segura minha mão e começa a beijar, subindo para meu pulso e continua até meu antebraço.
— Benjamin! — falo e olho para o lado, ainda bem que ninguém viu.
Ele então senta na cadeira ao meu lado e com uma mão, segura meu rosto me forçando a olhar para ele.
— Estou aqui por você, minha gata. — ele me beija. — Se eu puder fazer qualquer coisa para tirar a sua tristeza, eu faço.
Nesse momento, o meu desejo é apaixonar pelo Benjamin. Seria tudo mais fácil e menos complicado.
— Deixa eu cuidar de você? — ele fala baixinho no meu ouvido. — Eu sei, nem de mim eu cuido direito, mas de você, prometo cuidar.
— Eu sei cuidar de mim, Ben. — sorrio.
Ele sorri, e abre os braços em sua defesa.
Estamos nos despedindo eu estou prestes a entrar na minha casa quando Benjamin chama meu nome:
— Amber, eu quero te convidar para um lugar. Eu acredito que difere de tudo que já viu, e pode até se assustar, mas caso você aceitar, eu vou estar contigo, ao seu lado o tempo todo.
— Um lugar? — Pergunto animada.
— Sim, um amigo vai fazer uma festa de aniversário amanhã, numa casa na praia. Vamos ficar o dia todo lá, até o anoitecer.
Ele segura a minha mão:
— Eu quero muito que vá comigo. Te pego aqui, e vamos juntos, o que acha?
Benjamin lança um olhar de súplica. Eu ainda tenho dúvidas se devo ir, já que conheço ele só alguns dias. Ele conta que será uma festa só com jovens da nossa idade e pediu para eu levar uma roupa de praia. Penso por alguns segundos e acabo aceitando. Será bom sair conhecer gente nova. Viajar com Benjamin será bom para conhecê-lo melhor. Sinto que essa festa na praia promete.
— Ok, eu vou! Mas a Mia tem que ir também?
— Claro, mas fala para ela ir preparada, lá vai lotar de gente.
Me sinto mais animada, passar o domingo todo com Ben e a Mia será o meu ponto de escape.
Despeço do Benjamin e entro. Aqui dentro está muito escuro. A luz que havia acendido mais cedo está agora apagada. Ando bem devagar procurando a escada com as mãos.
— Onde você estava?
Dou um pulo ao ouvir a voz do Joseph. Eu não consigo vê-lo, mas ele está em algum lugar aqui.
— Eu estava com o Benjamin, pai.
Falo como se fosse sua filha de sangue, queria que o meu tom de voz tivesse soado frio, mas acabou saindo com um tom de provocação.
Os meus olhos se acostumam com a escuridão da casa e começo a enxergar a sala onde estou. Eu procuro por Joseph e o encontro. Ele está sentado na sua poltrona. Eu quero tanto aproximar-me, beijá-lo e abraçá-lo, mas mantenho a postura e começo a subir as escadas.
— Quando a minha esposa faleceu, há 1 ano, tínhamos acabado de descobrir que ela estava grávida.
Com as suas palavras, paro de subir imediatamente. Eu não sabia que ela estava grávida. Fico parada ali, em choque escutando o que ele tem a dizer.
— Para mim, foi como se eu tivesse perdido tudo, pela segunda vez.
Fecho os olhos com força, tentando acalmar o meu coração e aperto o corrimão da escada.
— Helena nunca conseguiu engravidar. Então eu pedi, eu quase implorei, para que fossemos adotar uma criança. Ela finalmente aceitou e adotamos você. “A criança mais revoltada do orfanato”.
Um sorriso triste surge no meu rosto, com uma lágrima, lembro-me bem desse dia.
— Quando Helena foi embora, eu pedi que você ficasse, apesar de ter sido apenas dois anos, eu aprendi a te amar como pai.
Respiro fundo e seco as lágrimas, faço tudo isso em silêncio para que Joseph não perceba que estou triste.
— Helena foi embora e levou você. A minha menina, que não gostava de seguir ordens de ninguém. E pelo que vejo, nada mudou…
Volto e começo a descer os degraus que subi, tiro os sapatos e enquanto Joseph fala, eu ando na sua direção em silêncio e vagarosamente.
— Por muitos anos eu tentei te ver, tentei entrar em contato com você, mas Helena proibiu-me, e para não causar mais dor, eu apenas acatei sua decisão.
Paro de frente para Joseph. Ele está sentado com as pernas abertas usando a sua calça moletom sem camisa e segurando um copo de uísque. A luz fraca da lua que entra pela janela ilumina o seu rosto e o seu abdômen tonificado.
Ele balança a sua bebida fazendo com que o gelo dance no seu copo e fala:
— Durante todos os anos que esteve longe, eu fui me acostumando, por tempos eu esqueci que tinha uma filha. E quando a sua mãe ligou dizendo que voltaria, foi como se algo que eu perdi, retornasse. Você voltar, foi como um alívio, ainda mais após perder a minha ex-esposa.
Ouvindo ele dizer essas palavras, tão serenamente, ajoelho na sua frente e abraço uma das suas pernas. Eu quero consolá-lo. Sei que ele está triste e não suporto vê-lo assim. Com uma mão ele desliza sobre os meus cabelos e com a outra toma um gole do seu uísque.
— Eu lembro o dia que a Helena foi embora. — falo. — Eu chorei durante todo o voo.
Deito a minha cabeça sobre o seu joelho.
— O fato é, eu não estou sabendo lidar com isso. Por vezes, te amo como uma filha, por outras, te desejo como mulher. — Ele prende o ar nos pulmões e solta lentamente.
Levanto o meu rosto e olho para esse homem lindo por quem estou de joelhos. O seu maxilar bem esculpido com essa barba me encanta. Eu prometi para mim mesma tratá-lo como pai, mas meu coração nega tudo que o meu consciente diz.
— Quando eu voltei, também tinha você como uma figura paterna. O dia em que eu cheguei aqui, estava com muito medo, medo de me rejeitar como filha. Mas nesse mesmo dia, eu te quis, te quis como um homem, é difícil explicar… — Desabafo e coloco uma mão sobre a minha boca tentando segurar o choro.
Eu não queria amá-lo dessa forma, mas eu amo-o. O meu coração pede por você, sempre que estamos perto um do outro. Eu sonho com você todas as noites, meu corpo chama pelo seu. Não tem um minuto que me faça esquecer esse sentimento. *Eu queria dizer essas palavras, mas não tenho coragem*.
Ele segura os meus dois pulsos com uma mão só, me forçando a sentar no seu colo. Eu, sem qualquer esforço da parte dele, sento com o meu joelho em cada lado da sua cintura, meu vestido sobe um pouquinho. Ele deixa a sua bebida sobre a mesa lateral e pousa a sua mão na minha bunda.
— Você mexe comigo mais do que imagina, sabia?
As suas palavras me fazem sorrir. Eu seguro o seu rosto e colo o meu nariz no dele. Com a nossa proximidade, sinto o cheiro de álcool. Mesmo assim, meu coração bate forte. O seu hálito quente, misturado com o cheiro alcoólico embriaga-me de prazer. Eu queria sentir o gosto do álcool nessa boca gostosa que ele tem, mas mantenho a calma e não me precipito.
— Por que você não se entrega? — Falo roçando os meus lábios nos dele.
— Você é a minha menina.
— Nos beijamos mais cedo, você me chupou como nenhum outro homem havia feito antes.
Quando digo essas palavras ele pressiona o meu quadril para baixo, fazendo assim, o atrito entre a minha boceta e o seu pau, nesse momento, o meu vestido sobe completamente deixando minha bunda de fora.
— Eu sei que você me quer, pai.
— Eu quero tanto. — Ele geme.
Começo a esfregar a minha b****a no seu p@u que está duro igual uma rocha.
— Se entregue, vai! — Começo a beijar o seu pescoço tentando fazê-lo cair na minha tentação.
Ele joga o pescoço para o lado e com às duas mãos guia o meu quadril a dançar em cima do seu pau. Eu aumento a pressão e a velocidade.
— Você é muito atrevida!
— Só por você, Joseph. Eu te amo!
Ele segura a minha cintura, me impedindo de esfregar.
— O que foi? — Falo surpresa.
— É a segunda vez que você diz isso!
— Digo o quê?
Ele segura o meu cabelo e me força a olhar nos seus olhos:
— É a segunda vez que diz que me ama. — Ele sussurra.
— Porque é a verdade!
Confesso tentando beijá-lo, mas ele segura os meus cabelos me impedindo de aproximar dos seus lábios. Eu começo a ficar brava e tento sair do seu colo, mas ele me prende ao seu corpo, ele é muito forte e me segura sem muito esforço.
— Me solta! — Falo tentando desvencilhar-me das suas mãos.
— Está vendo como você não mudou nada? — Ele sussurra me olhando nos olhos.
— Eu mudei, e por isso não vou implorar pelo seu amor.
Ele começa a chupar o meu pescoço prendendo as minhas duas mãos nas minhas costas. Eu quero gemer o seu nome, eu quero gritar de prazer, mas eu sei que ficaremos apenas nisso. Eu quero é amor de corpo inteiro…
— Ficarei o dia todo fora amanhã. — Falo, mas ele não dá atenção e continua chupando meu pescoço, então continuo:
— Vou sair com Benjamin. — Dessa vez ele para e me olha nos olhos.
— O quê? — Ele aumenta o seu tom de voz.
Para provocá-lo, eu repito tudo que eu disse lentamente:
— Amanhã, ficarei o dia todo fora, com o Benjamin. Eu só queria te avisar, para não esquecer depois.
Os seus olhos estreitam. As suas mãos soltam os meus braços e eu imediatamente levanto-me do seu colo e desço meu vestido. Ele continua sentado, completamente relaxado e não diz uma palavra.
— Eu vou dormir, amanhã sairei cedo.
— Se aquele moleque te tocar, eu acabo com ele. — Ele diz fechando o punho.
*Consegui! Era isso que eu queria, ponto para Amber.
Talvez com ciúmes, eu consiga fazê-lo mudar de ideia. Apesar de sentir o tamanho do seu desejo por mim, eu sei que ele não vai além dessas preliminares. Então eu preciso de um método, o método do ciúme é infalível. Mas também perigoso… eu não imaginava que ele diria essas palavras “eu acabo com ele”.
Eu não conhecia esse lado ciumento do Joseph.
Da forma mais “sexy” possível, dou-lhe as costas e vou para o meu quarto. Deixando ele ali, com ciúmes, confuso e completamente excitad0.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Jacque gil
O Benjamim não merece ser usado por ela 🙈
2025-02-24
0
Dani Almeida
sabe de nada inocente
2024-06-08
4
Luisa Nascimento
E agora o que essa doidinha vai fazer. ui...🙄
2024-04-10
5