A ligação de Katarina para Joseph me irritou bastante, e após ouvir que eles passaram o domingo juntos, não consegui me conter. Provoco meu pai na frente de Mia. A coitada ficou perplexa com a minha atitude.
Chegamos na casa dela e descemos do carro para conversar.
— Amber, relaxa, garota — ela me abraça.
— Foi ciúme de filha, Mia. Eu vou me controlar.
— Assim espero — ela sorri.
— Obrigada por ir comigo na festa, Mia. Te devo uma.
— Amigas são para essas coisas — ela sorri.
Me despeço de Mia e entro no carro, dessa vez sentando ao lado dele, no passageiro. Finalmente, nós dois sozinhos...
Ele gira a chave do seu Mercedes, fazendo com que o motor ostente seu lindo ronco airoso. Vi ro meu corpo para ficar de frente para ele.
— Como você sabia o endereço de lá? — pergunto, muito curiosa.
— Segui vocês — ele dá um breve sorriso olhando para a estrada.
— Você o quê?
— Foi o que você ouviu — ele afirma.
Abro a boca sem acreditar que ele nos seguiu.
— E a minha privacidade? — pergunto.
— Privacidade? Você quer falar sobre privacidade? — ele suspira. — Você acabou de me expor na frente da sua amiga, Amber.
— Então é verdade, vocês transaram? — pergunto com raiva.
Ele me olha brevemente e volta sua atenção para a direção.
— E você? — ele fala.
Lembro-me de Marcus. Começo a sentir aquelas mãos apertando meu pescoço. Ajeito minha postura no banco e coloco o cinto de segurança. Ele olha para o meu pescoço novamente:
— Você vai me dizer o que aconteceu?
— Já disse que foi uma brincadeira, um desafio.
Com uma mão, ele segura meu pescoço e roça o polegar em cima da mancha vermelha.
— É melhor me contar o que aconteceu, ou terei que descobrir sozinho?
— Se você não acredita em mim, o que eu posso fazer? — aumento a voz.
Ele me olha, mas não diz uma palavra.
Quando chegamos, saio do carro o mais rápido possível e entro. Vou em direção à cozinha pegar uma água na geladeira, porque sinto o efeito da bebida mais forte do que antes.
Joseph joga as chaves no sofá e vem atrás de mim.
— Você vai ficar assim?
— Assim como? — pergunto, revirando os olhos.
— Você pode parar de agir como uma criança mimada?
Com essas palavras, olho para ele imediatamente.
— Criança? Você está me chamando de criança mimada? — coloco as mãos na cintura.
— Se você não é, então não aja como uma, porra!
Ele está bravo comigo e está me tratando como uma criança. Eu nunca vou admitir que ele me chame de mimada ou escambau que seja. Aproximo-me do Joseph, ele me olha ainda nervoso. Tiro a blusa que vesti antes de sair da casa de praia e fico com os seios completamente nus bem na frente dele.
— Pareço uma criança agora? — falo com uma voz muito safada.
Seus olhos admiram meus seios por alguns segundos, até me puxar pela cintura e colar o meu corpo no seu. Dou um leve sorriso de satisfação. Ele está cada vez menos resistindo a mim.
Joseph cola sua boca na minha e diz:
— Você está cheirando a álcool, sobe e vai tomar um banho.
Ele dá um beijo no meu nariz e me solta.
— E não demora, você precisa comer algo — ele diz, dando as costas e caminhando até a sala.
Fico ali, parada, tentando entender o que acabou de acontecer. Visto minha blusa imediatamente e subo para o quarto. O pior de tudo isso é que ele fica lindo nervoso, ainda mais quando morde o seu maxilar. E o jeito como ele quase cedeu ao me ver tirar a blusa, a forma como ele agarrou minha cintura, meu Deus. Esse homem tem muita pegada.
Tiro a roupa e vou para o banheiro. Olhando no espelho, percebo que a mancha do pescoço já está quase sumindo. Um pouco vermelha, mas já é quase imperceptível. Tomo um banho de meia hora. Realmente estava fedendo a bebida e suor. Visto um shortinho legging branco muito curto e uma blusa regata, sem sutiã, lógico. Olho no espelho, meus seios estão pontudos, ainda mais com essa blusinha super fina. O short modela muito bem meu bumbum.
— Oi, pai.
Ele está sentado no sofá, olhando para o celular. Paro na frente do Joseph, ele me olha dos pés à cabeça. Dou uma voltinha como uma modelo e pergunto:
— Gostou?
Ele sorri, o sorriso mais sexy do mundo.
— Você está linda.
— Apenas linda? — provoco.
Ele gruda suas costas no encosto do sofá e diz:
— Muito gostosa — seu olhar é ardente e posso sentir me queimar.
Ele logo levanta do sofá e me chama para a cozinha. Sigo atrás dele.
— Espero que goste de sopa.
— Sopa?! — pergunto indignada.
— Você encheu a cara o dia todo, Amber, e isso vai ajudar você a ficar melhor amanhã.
Pior é que a sopa estava muito cheirosa. E ele tinha razão, bebi muito e comi pouco. Eu precisava de algo leve e nutritivo. Ele destampa a panela em cima do fogão e serve para mim em um prato. Nós comemos juntinhos na mesa. O clima até que estava bom. Ele não estava mais bravo e nem eu.
— Sua mãe me ligou. — ele me olha. — Me xingou de todos os nomes possíveis.
— Tivemos uma pequena discussão quando estava na festa.
— Ligue para ela depois, ela sempre foi super protetora. Releve isso.
Concordo com a cabeça e mudo de assunto:
— Você fez essa sopa? Não sabia que você cozinhava — falo sorrindo.
— Não fui eu quem fez.
Olho para ele e solto a colher.
— Quem fez?
Ele faz o mesmo, soltando a colher e cruzando os dedos sobre a mesa já esperando a minha reação.
— Foi a Katarina.
De novo essa mulher. Eu já esqueci que eles passaram o domingo juntos. Agora isso?! Empurro a cadeira para trás e saio dali sem dar explicações.
Subo para o meu quarto.
Não é possível! Essa mulher está cada vez mais entrando na minha vida e do Joseph. Logo agora que ele está cedendo um pouco mais a mim. Logo agora que estamos nos aproximando. Logo agora?!
Afundo a cara no travesseiro e grito com toda a força que tenho nos pulmões: — Aaaaaaah!
Eu vou achar um jeito de fazer a vida dela virar um inferno...
01:09 DA MANHÃ...
Rolei na cama e não consegui dormir. Fechei os olhos e senti aquelas mãos apertando meu pescoço. A cena não queria sair da minha cabeça. As palavras de Marcus continuaram se repetindo sem parar na minha mente.
Sentei na cama, liguei a luz e percebi que não conseguiria dormir sozinha. Quando fechava os olhos, via Marcus em cima de mim. Lembrei de quando era criança e tinha pesadelos, corria para o quarto da Helena e do Joseph.
Levantei e abri a porta. O corredor estava escuro. Voltei para o quarto e peguei o celular. Liguei a lanterna e fui para o quarto do Joseph. Abri a porta cuidadosamente, morrendo de medo que ele acordasse. Graças a Deus, a porta não fez barulho. Então, iluminei a cama do Joseph e me aproximei. Aqui, estava claro devido à luz da lua que entrava pela janela. Desliguei a lanterna para não acordá-lo.
Joseph respirava serenamente deitado de bruços. O lençol cobria sua cintura, deixando as costas completamente descobertas. Sentei na beirada da cama e coloquei, com cuidado, minhas mãos sobre suas costas nuas. Deslizei meus dedos lentamente, delineando cada músculo seu. Sua pele era quente, seus ombros largos. Deslizei minha mão para baixo, imaginando que ele estivesse apenas de cueca. O lençol desceu e revelou sua bermuda de moletom.
— Amber? - Ele chamou meu nome, ainda sem se mexer.
— Desculpe, não queria te acordar. - Sussurrei.
Ele se virou completamente e se aproximou, encaixando seu corpo no meu. Jogou um braço por cima de mim e enterrou o rosto nos meus cabelos.
— Pesadelo? - Ele sussurrou.
— Tipo isso. - Alisei seu braço com uma das mãos e continuei. - Lembra quando estávamos na piscina e você disse que eu tinha tido um pesadelo ruim.
— Minha menina. - Ele cheirou meus cabelos.
Virei para ficar de frente para Joseph. Ele tirou uma mecha de cabelo do meu rosto. Dividimos o mesmo travesseiro.
Acariciei seu rosto e sussurrei:
— Não sou mais aquela menina.
— Mas age igualzinho a ela. - Ele sorriu.
Ele roçou a ponta dos dedos no meu ombro, descendo ao longo do meu braço.
Dou um selinho nos seus lábios, e com os nossos narizes colados um no outro, ele diz:
— Perdoa pela forma como falei com você mais cedo. — ele aperta-me nos seus braços.
— Também me perdoa por falar com você daquela forma?
Sorrimos juntos...
Um sorriso que significa o perdão das nossas palavras.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Maria Pinheiro
Se formos analizar a questão ele nem pode ser considerado pai dela por que eles conviveram pouquissimo tempo , ela conta que foi adotada pelo casal quando tinha 7 para 8 anos e quando ela completou 9 e alguns meses eles se separaram e ela foi embora com a mãe para outro país , e isso já fazem 10 anos e eles nunca mais se viram ou se falaram ou seja nenhum contato acredito que por isso a atração entre os dois despertou dessa forma , até aí eu entendi e sei que apesar dele estar separado da mãe dela e ter se casado de novo e agora ser viúvo não vai fazer a relação deles ser mais fácil por que com certeza a mãe dela vai surtar posso estar enganada a mãe dela também já está casada com outro mas parece que tem com ele alguma coisa mal resolvida , o que não aceito e tá difícil pra mim continuar lendo é ela insistir em ficar chamando ele de pai e dizer pra ele que fica excitada quando chama ele assim pra mim isso é um pouco de mais já vira apelação parece que ela quer transformar em obsceno o que não é por que torno a dizer só tem duas formas de ser pai ou é fazendo um filho ou criando uma criança de outro alguém e ele não fez nenhuma das duas coisas .
2025-01-11
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Conceição Freire
para não levar o pai a desgraça dela ,ela tem que voltar pra mae, força um relacionamento não pode ser bom
2025-01-07
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Luisa Nascimento
Ela devia voltar para casa da mãe.
2024-04-10
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