Caille
Eu pretendia apenas abraça-la, mas ao vê-la fechar os olhos com minha proximidade, tão desejosa por mais, enrosco meus dedos nos cabelos loiros e beijo-a, não um selinho como da primeira vez, mas um beijo de verdade, delicioso, ardente e sensual. As mãos da moça seguram meus braços e eu a aperto pela cintura, estou louco para colocá-la em cima da minha mesa e arrancar toda sua roupa, mas preciso me conter. Controle-se Caille, controle-se.
Relutantemente, me afasto da garota que demora alguns segundos para se recompor. Os olhos azuis fitam os meus com intensidade, posso ver através do corpo curvilíneo sinais de que um beijo não foi suficiente... Respiração alterada, pupilas dilatadas, pelos arrepiados e mãos suando. Posso apostar que não são apenas as mãos que estão molhadas...
–Por que fez isso? –Pergunta, por fim.
–Porque eu quis e você também queria. –Respondo.
–Você não tem como saber.
–Não? –Sorrio. –Suas palavras dizem uma coisa e seu corpo diz outra... Acha que eu a beijaria se você não quisesse? Aliás... –Pouso uma mão um pouco acima do bumbum arrebitado da moça e a pressiono contra mim. –Sei que você não só queria antes, como também quer agora. –Provoco.
–Pare. –Pigarreia e se afasta. –Eu vou com você no jantar, não terei nenhuma matéria importante na faculdade, mas amanhã é impossível, será dia de provas e eu jamais perderia. –Ela muda de assunto.
–Pego você depois da sua aula, então. –Afirmo.
–Não tem mais nenhuma loja aberta nesse horário.
–"Cariño", para mim às lojas estão abertas sempre que eu quiser. –Ironizo.
–Acho surpreendente a sua arrogância. Se me der licença, tenho aula em breve. –Lolla se vira em direção à porta.
–Foi um prazer, cara senhorita Moe.
Ela não se vira, mas quase posso senti-la sorrir. Talvez eu seja arrogante, mas eu sofri muito na vida para não usufruir de todos os luxos que o dinheiro proporciona, sou filantropo, auxilio diversas instituições justamente porque sei a necessidade de cada uma delas, meu irmão de sangue já passou por casas de recuperação, abrigos e nós já nos beneficiamos de restaurantes com comida grátis inúmeras vezes, sou adotado e mesmo que eu não tenha sido criado num orfanato, reconheço a importância deles e ajudo cada qual com fortunas e nunca contei nada disso à ninguém, então sim, talvez eu tenha direito de ser arrogante de vez em quando. Posso mostrar a ela como é uma vida com luxos, mas também sei o que é passar fome, só que dessa parte ela não precisa saber... Ninguém precisa.
Ao pensar no nosso beijo e na sensação deliciosa de ter a pequena Lolla em minhas mãos, me recordo da ideia do contrato de casamento, preciso agilizar esse processo e farei isso antes de ir embora. Eu me casaria com Lolla, se ela aceitasse esse contrato, mas sei que ela é orgulhosa demais para aceitar tal condição e eu nem me atreverei a perguntar.
–Samantha, por gentileza peça ao doutor Connor para vir até minha sala. –Ligo para minha secretária.
Poucos minutos depois, meu advogado pessoal e também representante da empresa entra em minha sala, sorrindo largamente, como sempre.
–Em que posso ser útil, senhor Morgan?
–Doutor, quero que me redija um contrato.
–Mas é claro. De qual tipo?
–De casamento.
–Bem, senhor... Não é bem a minha área, geralmente essas questões se resolvem direto com o cartório.
–Você não entendeu, Connor. Eu quero um contrato com uma mulher que aceite se tornar minha esposa de fachada, sem toda aquela parafernália que vem junto, nós viveremos de aparência e eu preciso que ela aceite ter filhos.
–Desculpe, senhor. –O doutor ri alto. –Isso é surreal, tem ideia de quantos processos o senhor poderia responder só por cogitar essa ideia?
–Por isso será confidencial, escolheremos mulheres à dedo e todas assinarão um acordo de silêncio antes mesmo de passarmos as informações.
–Parece que o senhor já pensou em tudo. Está realmente certo disso? –Me olha em expectativa.
–Sim, estou. –Na verdade eu não tenho certeza alguma, especialmente depois de beijar a deliciosa Lolla.
–Me desculpe perguntar, senhor. Mas por que não ir pelo caminho convencional? Cortejo, amor...
–Eu gosto do cortejo, mas para mim nunca passou disso e eu não posso esperar o amor bater na porta, preciso resolver a minha vida.
Assim que o doutor Connor sai, guardo as minhas coisas e vou para casa, no caminho me pego divagando em pensamentos até a senhorita Moe. Como ela pôde pensar que se vendeu por dinheiro? Será que ela já fez isso antes e por isso imaginou tal coisa? Eu não sou puritano, mas também não pagaria por sexo. E por que devolver um dinheiro que claramente a ajudaria? Quando eu não tinha nada, todo dinheiro que me davam eu aceitava de muito bom grado. E aquele beijo? Porrä, que boca gostosa... A cintura tão fina em minhas mãos e os seios apertados contra mim, eu faria isso de novo, talvez eu faça amanhã quando levá-la para comprar o vestido. Na verdade essa foi a maior desculpa de todas, eu poderia simplesmente mandar uma caixa com um vestido para a casa dela, mas quero ter o prazer de sua companhia, quero entender porque ela pensou tão mal de si mesma e saber um pouco mais de sua vida, se eu a conhecer e fizer com que tenha um pouco de estima por mim, quem sabe ela não aceite o meu contrato? Seria uma honra me casar com uma mulher tão bela.
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Atualizado até capítulo 42
Comments
Ivonildes Silva
Não entendi essa contrato, por que não precisa, era só conquistar ela, não tem ninguém pressionando o Caille.
Desnecessário 🤔🤔
2025-03-14
0
Dilma Bandeira de Jesus
Será que a Lolla vai deixar
2025-04-01
0
Fabi Ribeiro
Caille Caille seu safadinho
2023-05-03
4