Naqueles dois dias, enquanto Gina esperava, fez várias coisas. A primeira delas, foi entrar em contato com o atual técnico da mineradora e avisar que estava chegando. Também avisou a sua família e pediu que, se fosse possível, arrumassem a casa para sua chegada.
Ela sabia que não seria tão fácil assim e já estava com três telas ligadas, com imagens via satélite, monitorando a movimentação. O imóvel onde ficava o escritório da mineradora, foi todo cercado e haviam seis homens armados, protegendo o perímetro.
A casa que sua mãe herdou e passou para ela, estava ocupada e saía fumaça por duas chaminés. Viu quando alguém chegou pela frente do imóvel e logo depois saiu. Ativou a leitura de calor e viu que quem atendeu, depois de dispensar a visita, entrou e socou a parede e depois, uniu um grupo, que logo se dispersou e foi para algumas janelas.
— Imbecis! Eu nem disse quando chegaria. — falou ela, sozinha.
Enviou mensagem a sua equipe, informando a movimentação e passando as imagens, eles saberão o que fazer. Depois disso, desligou as imagens e focou na movimentação financeira da mineradora. Entrou facilmente na rede e verificou o que o diretor estava fazendo. Interferiu, impedindo a movimentação e bloqueando a rede, assim ele não poderia mexer em mais nada.
Entrou em contato, pelo celular, com o gerente do banco.
— Olá, senhor Prestovik, aqui e Giovanna Mezalova. Cheguei e o senhor já deve ter verificado o meu potencial.
— Sim e confesso que estou surpreso.
— Vou iniciar uma nova gestão nos negócios da mineradora e a primeira instrução é que as contas estão paralisadas, só eu posso mover qualquer volume.
— A senhora ligou na hora, o diretor estava tentando fazer algumas transferências, mas foram interrompidas. Foi a senhora?
— Sim e não preciso dizer ao senhor, o que significa me contrariar.
— Pode ficar tranquila, está tudo justificado e a senhora tem o meu apoio.
— Obrigada, faremos bons negócios.
Ela desligou, fechou aquela página e abriu uma de compras on line. Comprou "presentes" que ajudariam a acalmar os mineiros e móveis novos para a casa que herdou. Provavelmente, a casa estaria uma podridão só e por isso, encomendou também, material de reforma. Pagou uma transportadora para levar tudo e entregar em dois dias, nos respectivos endereços.
— Olá, Gina, o almoço está servido.
— Obrigada, Charlie, tive uma manhã bem produtiva. Vamos comer e descansar um pouco. O fuso horário e a mudança no clima, me deixaram esgotada.
— E quanto ao seu marido, nenhuma notícia?
— Graças a Deus, não.
Sentaram-se para almoçar e Samantha estranhou o paladar da comida, parecia comida podre. Lembrou-se de Cleide e Lili.
— Onde estão Cleide e Lili?
— Aquelas duas estão entusiasmadas, apesar do frio. Dormiram até quase a hora do almoço e saíram para fazer compras. Inclusive para a casa nova, Cleide disse que não admitia que você comece lasca de peixe cru todo dia.
— Contanto que ela não me faça comer braschta todo dia, tá ótimo. Detesto beterraba e esse peixe tá horrível. Não tem como pedir um bife com fritas?
— Seria uma ofensa aos cozinheiros, que se esmeram em fazer essas sopas e tortas. Olha essa sobremesa em forma de bichinhos.
— Vou experimentar essa sopa de legumes com carne, parece mais normal.
Terminaram de almoçar e ela foi fazer exatamente o que disse, mas antes, recomendou:
— Verifique se Cleide mandou entregar as compras ou se teremos que comprar outro carro para levar.
— Tá querendo montar uma revendedora?
— Serão úteis, você vai ver.
Ela dormiu até a noite e levantou só para checar se estava tudo bem, tomou um bom banho quente, de banheira e se agasalhou com um conjunto de moletom e um casaco comprido e forrado de pele. Já pensava em ir dormir novamente, quando Charlie entrou, anunciando uma visita.
Ela foi para a saleta de sua suíte e lá estava um belo homem, não era muito novo, devia estar chegando aos 40 anos, mas estava muito bem fisicamente, embora coberto de roupas grossas. Era loiro, feições finas e branco. Ela foi até ele e o cumprimentou estendendo a mão.
— Olá, sou Giovanna Mezalova.
— Muito prazer, confesso que me pareceu mais velha, ao telefone.
— Tenho 25 anos e não me sinto nada velha, mas não sou novinha. — sorriu Gina
— Sou Douglas Marshall, técnico em mineração.
— O senhor também me surpreendeu, pensei que era mais velho e não tão bonito.
— É um prazer agradá-la, mas o que levou uma bela jovem a se interessar por este ramo de investimento?
— É um prazer conhecê-lo e minha família materna é toda desta região, está no sangue.
— Bem, tratamos tudo pelo telefone e o material necessário já foi todo comprado e está a caminho. É um grande investimento e para mim, um desafio que agarrei com unhas e dentes. Restaurar uma mina e abrir outra, será uma realização e tanto.
— Que bom, estou contando com o senhor para pôr ordem na casa e progredirmos com segurança. Vou investir muito capital nesta empresa e espero, claro, que tenha retorno. Muitas vidas dependem dessas minas.
— Eu entendo e já estou gostando de trabalhar com a senhorita.
— Me trate por você, pode me chamar de Gina. Estou me divorciando, então, até que meu advogado diga que está homologado, ainda sou senhora, então, deixemos de lado as formalidades.
— Sim, está bem, pode me chamar de Doug.
— Bem, lá é um lugar muito remoto, a cidade é apenas uma rua, tem a vila dos mineiros, a fábrica e a casa que herdei. Ela é bem grande e é onde ficaremos, por enquanto.
— Sem problemas. Tem um local onde eu possa trabalhar?
— Deve ter, mas veremos quando chegar lá.
— Você não conhece o lugar?
— Vou lhe ser sincera, não vou lá há anos e meu pai estava usando o lugar para lavagem de dinheiro e sabe-se lá, mais o que. Ele morreu e eu acabei com os negócios ilegais dele e estou pondo ordem na casa.
— Podemos encontrar represálias, por lá?
— Provavelmente, mas isso não é da sua alçada, não precisa se preocupar, estamos preparados.
— Está bem, também não fujo de uma boa briga. Mas agora, vou deixá-la descansar. Estou um pouco esgotado dessa viagem, também.
— Fique a vontade, amanhã nós nos falamos, ainda tenho algumas coisas a resolver antes do restante da equipe chegar. Bom descanso.
Ele se foi e ela ficou sorrindo sozinha ou quase.
— Que sorrisinho é esse, heim? — perguntou Charles.
— Gostei dele.
— E ele de você.
— Mas não vamos misturar as coisas. Quero um chá, tem aí.
— Sim, eu comprei, vou preparar.
— Um bem calmante, depois vou dormir.
Douglas Marshall, 38 anos, técnico de mineração, funcionário da Gina
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 60
Comments
Maria Helena Macedo e Silva
mais um espião , na área🤔 o Clive/Doug
2024-09-08
1
Maria Helena Macedo e Silva
vai ter um herdeiro que foi inseminado na força do ódio🤦
2024-09-08
2
Ilma Oliveira
tomara q esses dois coloquem fogo no cabaré. pq o Jordan não merece ela
2024-06-13
5