Francisco começou a leitura do e-mail.
Dona Delegada descreveu todo o passado de Maria desde a maternidade em que ela nasceu até sua vida na Fazenda São Francisco.
Os lugares que viajou, as internações que teve até os restaurantes que frequentou.
— Vixie, que a mulher é detetive mesmo!
Francisco avaliou abismado, mas enquanto lia descobriu que não deveria ter chegado ao ponto de investigar os segredos de Maria, até porque, após os beijos trocados ainda pouco e o perfume dela impregnado na sua roupa, sentia -se mais atraído.
Em resumo," Maria era natural de Carolinas, filha única e viveu maior parte da sua vida em Barreirinhas, que também ficava no estado do Maranhão.
Alguns anos atrás os pais retonaram para Carolinas e na mesma ocasião ela foi morar na capital do Maranhão para realizar o seu grande sonho que era cursar medicina veterinária.
Mensalmente recebia em sua conta bancária dinheiro vindo de três ex- namorados gringos que a ajudavam desde o período que começou o curso, com moradia, alimentação e livros. "
( Nesse momento Francisco parou a leitura. Estava trêmulo de raiva. Como pôde ser tão idiota! Uma mulher bonita e inteligente jamais ficaria sozinha!)
Continuou a leitura, sofrendo cada vez mais.
"Sem antecedentes criminais, antes de ser universitária, ganhava a vida como guia turística nos lençóis maranhenses.
Teve uma lista enorme de namorados no passado."
Para comprovar isso, Dona delegada mandou as fotos de todos os namorados antigos.
Chateado, não quis conferir, mas nos últimos dois anos foram uns 20 e um mais bonito que o outro.
Não era de soltar palavrão, mas foi impossível não liberar um bem cabeludo só de ciúmes.
Maria não se enquadrava em nenhum dos perfis que ele apontou para Dona Delegada, mas pior do que imaginava, era uma colecionadora de homens, os mais bonitos, para seu desalento.
Então Maria certamente tinha a intenção de conquistar o seu coração, para depois descartá-lo e fazer com que se tornasse refém dos seus caprichos assim como fizera com os gringos...( Os ex mais ricos.)
Dona Delegada, finalizou a investigação afirmando que ela atualmente estava sem namorado.
Respirando profundamente, imaginou o porquê. Ele era a próxima vítima.
" Ódio! Maldita hora que a contratou.
Agora como se livrar da teia sombria dos seus lábios macios e o seu olhar sedutor?"
Após o jantar, Maria voltou para a área externa desejando que Francisco voltasse e continuassem o clima gostoso de momentos atrás.
Sentindo -se alegre, mandou uma mensagem para Jane:
" Estágio dois executado com sucesso. Depois conto os detalhes."
Não que houvesse pôr trás das suas ações algo com intenção apenas de conquistar como as outras vezes. Com Francisco era diferente. Estava achando que finalmente tinha encontrado sua cara metade.
Sentou -se no banco do Jardim e esperou.
Esperou mais ainda.
Ele não veio.
Lutando contra a dor da rejeição achou melhor perguntar o que afinal havia acontecido. Voltou a pegar o celular, com a intenção de mandar mensagem para ele. Por que tinha sumido?
Entretanto, arregalando os olhos observou que a mensagem que achou ter mandado para Jane, havia sido enviada para ele por engano .
— Oh, droga! Que idiota que sou! O que ele vai pensar de mim?
Tentou apagar a mensagem, mas para seu azar ele já tinha visualizado.
— Oh, não!
Ligou para ele. Só chamava, nada de atender. Mandar mensagem não ia adiantar.
Levantou-se e foi atrás dele.
Chegando no térreo , avistou Alfredo, que aparentemente já estava indo se recolher.
— Alfredo!
O homem se virou, espantado com a moça esbaforida que vinha feito furacão.
— O que foi, minha filha?
— Onde... Onde Francisco está?
Sem reação aparente, o mordomo explicou:
— Está no seu quarto secreto.
— Você pode por gentileza chamá-lo pra mim?
— Sinto muito, mas não posso quando entra lá.
— Por favor! Tento ligar, mas não responde, estou preocupada.
O homem a olhou compreensivo.
— Ele não quer ser importunado. Quando entra ali é porque deve estar muito nervoso e só sai quando se acalma.
Encolhendo os ombros, Maria cancelou a operação de tentar se explicar. Seria culpa sua o comportamento estranho e repentino?
— Obrigada, Alfredo. Amanhã falo com ele.
No dia seguinte, a natureza não estava cooperando com Maria e além de dois partos, teve que examinar alguns búfalos que apareceram doentes. Para completar, as búfalas não estavam com leite suficiente.
O pensamento estava no patrão, mas tinha que trabalhar.
Na verdade, queria logo que o dia passasse e pudesse ver Francisco.
Quando isso aconteceu saiu ansiosamente e foi direto para o escritório dele. Deu leves batidas na porta. Ao abrir, observou que apenas Ricardo estava ali.
— Maria! Ah, eu estava torcendo pra que viesse me ver! Bateu saudade de mim?
Ele perguntava satisfeito.
— Cadê Francisco?
O rapaz ficou intrigado.
— O que você quer com ele?
— Assunto profissional. — Maria mentiu.
— Certeza? — Ele parecia pouco convencido.
— E o que mais haveria de ser?
Ricardo suspirou com alívio.
— Deve estar voltando. Ele estava numa reunião com o administrador. Se quiser esperar aqui perto de mim...
A raiva de Maria subiu.
— Vai te catar, moleque!
Ele pulou da cadeira, assustado com a reação violenta dela.
— Vixie! Não se pode nem brincar!
Com dedo em riste, ela explodiu:
— Não sou sua boneca!
O rapaz, de assustado foi amenizando a fisionomia e suspirou. Adorava mulheres briguentas. Exibiu um sorriso de contentamento.
Maria deu de ombros e fechou a porta com força.
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Atualizado até capítulo 70
Comments
Arilene Vicente
Poxa Maria pegou pesado heim 🤦♀️
2024-11-01
1
Pretta rosa
Vacilou legal eihn Maria 🤔🤨
2024-09-26
1
Simone Luna
eita Maris qie vacilada ... vai ter trabalho agora
2024-09-25
1