Oito horas em ponto, Maria estava na sala de estar, aguardando o secretário do patrão.
O homem surgiu de roupa social e bem perfumado.
Era um homem alto, preto, jovem e com um sorriso amistoso.
— Bom dia, Maria! Meu nome é Ricardo e sou o responsável em fazer um tour com você pelo casarão. Depois eu a levarei até o administrador da fazenda. Espero que esteja bem empolgada com o seu primeiro dia. Seja bem-vinda!
— Bom dia! Pra falar a verdade, estou mais preocupada que empolgada, mas é só nervosismo mesmo.
Ele riu da observação dela, mas tranquilizou-a.
— Olhe , não se preocupe! A equipe de funcionários é excelente, você vai gostar ...Mas um detalhe importante é que Francisco não contrataria você, se não tivesse uma razão "bem especial".
Enquanto falava, o homem deu uma olhada generosa sobre o corpo dela até chegar em seu olhos.
— Vamos lá!
Maria não se importava de ser admirada por homens. Estava até acostumada, entretanto ficaria atenta. Não toleraria nenhuma gracinha! " Só se fosse por parte do chefe gostosão , é claro"!
Ricardo foi mostrando os cômodos e Maria adimirava-se de tanta beleza num só lugar.
— Bom, Maria, no térreo, temos as dependências triviais como sala de estar, de jantar e cozinha. Como pode notar, Francisco preza por muito espaço, pois odeia esbarrar em alguém.
— Tem que ser uma pessoa muito atrapalhada pra fazer isso. É enorme!
— Pois é... Vamos pegar o elevador.
— Por que um elevador? Não bastava as escadas lá atrás?
O rapaz explicou:
— O pai do patrão é cadeirante, mas muito teimoso, por isso ele colocou o elevador.
Maria corou de vergonha por achar que o motivo era pura ostentação.
— Nossa! Sinto muito!
— Fica assim, não! Coisas da vida. É por isso que Francisco toma de conta de tudo, em vez do seu pai.
Entraram no elevador.
— E onde ele está, digo, o pai do patrão?
— Jerônimo? Vive nos rodeios e vaquejadas. Dificilmente aparece por aqui.
— Nossa! Deve ser difícil se deslocar de um lugar para outro, na condição dele...
— Que nada! Ele sempre dá um jeito.
E antes que Maria perguntasse mais sobre o pai de Francisco, Ricardo a chamou.
— Venha, vamos aos outros cômodos. Veja! Aqui temos uma sala de estar menor, suítes, e o escritório. Além disso, há um espaço conjugado ao escritório que é onde se monitora toda a movimentação do casarão e de outros espaços da fazenda. Trabalho lá com o patrão.
Maria observou o telão com registro de várias câmeras.
— Sério? Ele monitora tudo daqui?
— Exato. Francisco consegue fazer isso e muito bem, mas às vezes, vai pessoalmente.
— Nunca vi um fazendeiro que age dessa forma!
— Ele é diferente de todos, querida!
— Impressionada!
"Aquele homem era um quebra-cabeça do mais difícil."
— Agora vamos para a área de lazer do patrão. Próximo andar!
Maria estava cada vez mais intrigada. Jane tinha razão. O homem era o mais esquisito de todos, mas estava louca para desvendá-lo. Adorava um desafio.
Ricardo, ao chegar no luxuoso lugar, continuou:
— Esse andar é composto por uma biblioteca, academia privativa, um mine cinema, área de jogos eletrônicos,
e ainda, seu refúgio secreto.
— Refúgio secreto?
— É... Ele tem uma coleção de seus segredinhos num quarto que só ele tem acesso. Coisa de louco!
Ele riu, divertido.
Maria estava deslumbrada com tanto luxo. O homem era meio extravagante, mas estranhamente estava achando tudo maravilhoso.
— Ah, eu estava me esquecendo, venha!
Ele puxou a mão de Maria e subiram para mais um espaço. Era uma área externa toda cercada por um parapeito de acrílico.
A área privilegiada dava pra visualizar uma grande parte da paisagem campestre com a movimentação do gado da fazenda.
— Lindo né! Daqui o patrão aproveita o spa ou passeia no seu jardim de plantas exóticas, e prepara suas guloseimas no seu espaço gourmet. Aqui é a continuação da sua área de lazer. A parte detrás é restrita à área onde fica o helicóptero dele, que por enquanto está na manutenção.
— Que beleza!
O homem riu satisfeito.
— Agora, vamos para o final da nossa expedição.
Eles desceram novamente. Chegaram no subsolo.
— Aqui temos a garagem com os três veículos do patrão e uma moto .
Depois de mostrar tudo isso, chegaram
à frente do casarão.
— Bom, espero que tenha gostado. Agora vou levá-la até o administrador. Vamos!
Ele abriu a porta do carro, como um cavalheiro para ela se acomodar primeiro. Seguiram até a parte que a interessava naquela fazenda.
Chegando próximo ao predio onde ficava o administrador, Ricardo falou:
— Agora é com você, Maria! O administrador se chama Luizão. Foi um prazer conhecê-la.
Maria agradeceu e correspondeu ao cumprimento. Já ia seguindo quando a porta se abriu e de lá surgiu Francisco e o administrador.
Automaticamente, seus olhos percorreram o homem alto, de 1, 85 m, corpo bem definido numa calça jeans clássica, camisa de manga comprida xadrez e com botas e chapéu de couro.
Típico fazendeiro que arrasa corações!
Ele estava focado na conversa com Luizão, mas pressentiu que alguém o fitava. Ergueu a cabeça e avistou Maria de uma forma mais admirada que o dia anterior.
Maria era uma mulher de traços delicados e baixa. Devia ter 1, 65m. O cabelo dela era castanho escuro, mas as pontas eram mais claras. Ela estava numa trança única que se estendia após o seu busto.
Vestia uma blusa discreta azul de viscose, mas a calça era um jeans super colado, revelando todas as formas bem feitas dela.
A bota até o meio da canela, deu um toque bem elegante. Numa mão, uma prancheta com caneta, na outra uma bolsa transparente com o jaleco e acessórios de sua área de formação.
Suspiros sutis de ambos os lados.
Os olhares já davam evidência que a atração entre os dois estava começando a se alastrar igual abelha na colméia.
Ai, ai!
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Atualizado até capítulo 70
Comments
Arilene Vicente
Já já Francisco se rende kkkk
2024-10-28
0
Lívia Maria Esf
Ah Maria, enlouquecendo o fazendeiro.
2024-09-22
1
Luzia Nogueira
essa é diferente todas as histórias os homens são os pegadores,essa é ao contrário, Maria que vai tirar a virgindade dele 😁
2024-08-19
8