À noite, Francisco chegou na garagem para pegar sua hilux e visitar novamente Miguel.
Lembrou-se da ocasião passada, quando contou a ele sobre os seus segredos.
O amigo ficou perturbado com a descoberta.
Ir para um seminário e virar padre foi a saida para fugir dos seus traumas, mas mesmo saindo de lá manteve-se virgem por se considerar um azarado no amor.
Lembrou do primeiro trauma. Tinha dezoito anos e sempre ouvia a mãe dizer que sexo era depois do casamento, no entanto quando começou a sentir atração por Iole, uma mulher bem experiente, decidiu que seria bom começar a vida sexual logo e não perdeu tempo.
Ela tinha um namorado ciumento, mas naquele momento, estava na roça. Perfeito!
Ao chegar na casa dela. Foram logo jogando as roupas no chão e Iole, ardendo de paixão, incentivou-o num abrir de pernas.
Sentiu-se um búfalo no cio e foi pondo a camisinha. No entanto, prestes a "virar um novo homem", o namorado de Iole chegou com um facão e para não perder "as bolas", pulou pela janela e saiu correndo feito louco, nu como veio ao mundo.
Na mata, foi perseguido a noite toda e só não foi pior porque depois o seu pai interviu com uma espingarda, ameaçando matar "o corno" e a própria Iole.
Ficou meio traumatizado, mas uns meses depois era hora de uma nova tentativa. Estava apaixonado por uma mocinha de sua idade.
Só os amassos por trás da igreja nos dias de missa, não estava dando certo, então mais uma vez tentou se livrar da maldita virgindade.
Marcaram perto de um rio, detrás dos arbustos. As carícias estavam quentes e era hora de entrar no rol dos machos experientes, porém para seu azar, ela havia feito uma aposta com algumas amigas e na hora "H", elas sugiram num coro de risadas. Aquilo foi um balde de água fria, "muchando" qualquer possibilidade de seguir em frente. O trauma veio com tudo, confirmando como era azarado. Decidiu ser padre e sua mãe apoiou. O seu pai no entanto, odiou a ideia.
Francisco parou os pensamentos do passado porque havia chegado na fazenda de Miguel.
Teve vontade de voltar para casa ao notar o assombro de Jane por estar novamente lá e também porque teria que confessar seus sentimentos conturbados ao amigo sobre Maria.
Foram ao escritório. Não demorou muito Jane apareceu, ainda pasma.
— Aceita uma xícara de café, Francisco?
— Obrigado, não vou demorar, além disso, tenho problema com sono e café pode piorar as coisas!
— Tudo bem, pode ficar à vontade.
Ela saiu e os amigos ficaram se encarando.
— Sente-se, amigo!
Francisco, nervoso, sentou-se na poltrona.
—Sim, Francisco...Pode desabafar.
Ele, desconfiado, procurou por câmeras.
— Você tem certeza que ninguém nos escuta... Aqui não tem câmera?
— E pra que, homem de Deus?
— Nunca se sabe.... A curiosidade das mulheres é coisa do outro mundo...
Miguel resolveu dar uma olhada. Nesse ponto o amigo cauteloso tinha razão.
— Nenhum perigo à vista! — Miguel respondeu, sentando-se novamente. — Fala, amigo...
— Estou arrependido de ter contratado Maria em minha fazenda.
—Égua! E por que mesmo? Ela não está trabalhando certo?
— Pior que tá trabalhando direitinho.
— Ué? Então por que a aflição?
— Acho que tem alguma coisa errada... Ela está encantando a todos ... Aposto que até os búfalos fazem tudo o que ela quer.
— Que exagero, homem! Seus funcionários estão sendo apenas gentis e os animais, você sabe, quando são bem tratados, se apegam rapidinho.
Francisco tirou o chapéu e se abanou, num calor repentino.
— Dá pra você saber com Jane se ela é confiável mesmo? Estou me sentindo cada vez mais preocupado.
Miguel sorriu com malícia.
— Por acaso, você não tá se interessando por Maria?
— Eu? Que história é essa, mano? Já esqueceu que não quero problema desse na minha vida?
— Não sei... Me diga, como você age quando a vê se aproximar?
— Vou para mais longe que eu posso!
Miguel deu uma risada, divertindo-se.
— E por quê?
— Ela me dá medo. Vai que me enfeitiça também!
— Hum... Sente os lábios secos, o coração pulando feito besta e as pernas bambearem?
Francisco arregalou os olhos , um suor caindo pelo rosto denunciando-o. Miguel deu o veredicto:
— Pelo visto está terrivelmente enfeitiçado!
Francisco se benzeu e tocou seu crucifixo de ouro envolto no pescoço.
Miguel achou graça da atitude dele.
— Oras, contra isso não tem reza, homem!
Francisco ficou mais preocupado ainda.
— Mas se estou com esse terrível problema, então estou prestes a passar pela maior vergonha da minha vida. Tenho que despedi-la!
Miguel se exaltou.
— Não faça uma coisa dessa! Ela não é culpada do que está sentindo. Tá na hora de esquecer o passado, criar coragem e partir pra cima!
Francisco balançava a perna esquerda nervosamente.
— E se ela descobrir que...Bem... Sou inexperiente?
— Isso não será problema. É algo tão raro que ela vai é ficar feliz da vida.
— Não sei se é o que quero. Eu atraio azar. Vai ver "ele" nem funciona mais. Não quero correr riscos.
Miguel suspirou esgotado com a teimosia de Francisco.
— Então, amigo, não sei como posso ajudar, mas um psicólogo ia fazer bem para você lidar com o seu passado.
— Deus livre! Você acha mesmo que vou contar meus problemas para alguém que não conheço e ainda vou pagar por isso? Só de pensar, me causa arrepios!
" Bem que ele tinha razão."Miguel pensou, impressionado. Percebendo que o amigo estava desolado, disse-lhe:
—Francisco, vou ver o que posso fazer. Agradeço por ter vindo aqui me falar sobre esse assunto. Vou perguntar mais informações para Jane sobre a moça e o que eu descobrir, vou atualizando.
— Eu aguardo! — Ele respondeu esperançoso.
Levantaram-se para a saída. Miguel o reteve mais uma vez.
— Amigo, tenho uma curiosidade...Como você conseguiu manter-se virgem esse tempo todo se você saiu do seminário faz tempo?
Francisco suspirou. Pôs a mão no bolso da calça e mostrou o frasco do líquido verde para ele.
— "Esse" é o segredo!
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Atualizado até capítulo 70
Comments
Laura Boloko
ue troca de informanções entre marido e mulher sobre o Francisco e Maria
2024-11-20
1
Laura Boloko
que vergonha meu deus 😱😱🤧🤧pelado na rua kkkk
2024-11-20
1
Elizabeth Fernandes
Que líquido verde é esse kkkkkk
2024-10-31
1