O Pancrácio é a luta mais utilizada pelos guerreiros Espartanos. É uma mistura de artes marciais da qual consiste em nocautear seu inimigo ou quem sabe até mesmo o matar. Desde pequenos os jovens tem contato com esse esporte brutal os futuros soldados serão testados pois os melhores ganharão destaque e recomendações para lutarem nas futuras olimpíadas.
Zeus castiga os céus com seus raios o terreno é barroso e pesado, as nuvens cobrem o monte no horizonte assim como o vento que faz as árvores sacudirem ferozmente. Os meninos estão completamente nus para a prática, com apenas uma tira de couro envolvendo seus punhos, os socos de Daro em seu rival são intercalados com o som dos trovões o sangue escorre por suas mãos, o rosto do outro menino está completamente desfigurado devido os inchaços, Daro sabe que não pode parar de bater no menino ou se render pois isso demonstraria piedade e piedade é para os fracos.
O seu rival desmaia fazendo assim cessar os golpes, Brasidas e seu amigo e também pai de Daro ficam impressionados com tamanha ferocidade e demostração de força.
- Polemarco Brasidas e Capitão Astropolos qual o próximo rival do campeão Daro?- Pergunta o instrutor Danael
Brasidas olha para seu companheiro e dá um sorriso sarcástico junto de um leve soco no ombro do capitão
- Coloque meu filho. Dessa vez irei vê quem é o melhor se é o meu ou o seu garoto- Brasidas felizmente debocha
Viktus faz um olhar de poucos amigos e parte para o centro, Daro e ele se encaram meio que sem saber o que fazer. Ambos não podem perder essa luta. Antes mesmo da luta começar Viktus já começa a soar e suas mãos ficam trêmulas, ele levanta sua guarda e espera para ser trucidado pois sabe que não há como vencer seu amigo "ESPEREM!"- grita Brasidas.
- Eu tive uma ideia melhor. Vamos fazer em duplas. Viktus e meu filho serão uma delas... escolham seus melhores lutadores da mesma faixa etária.- O capitão expressa.
Viktus não sabe se isso foi uma salvação ou não, já que a dupla em que irão enfrentar são 3 anos mais velhos que eles e já treinam com armamento de verdade ou seja, seus corpos já são mais resistentes.
- A gente vai morrer...- Daro lamenta com uma voz fina e sem esperança da vitória.
- Nunca pensei que iria dizer isso... mas você tem razão, a gente vai ser trucidado- Viktus encara seus rivais os olhando atentamente e percebendo algo neles- Eu acho que tive uma ideia. Eles tem ferimentos de cortes ainda não cicatrizados
- Idai?
- Idai que podemos usar isso a nosso favor.
- Entendi... porcaria nenhuma
O sinal é dado e a luta finalmente começa, os outros rapidamente partem para cima das crianças como se fossem pedaços de carne fresca, Viktus é facilmente derrubado já Daro resiste a investida e a contra ataca com uma joelhada certeira no rosto.
O combate se inicia no solo com Viktus protegendo o seu rosto, os socos do seus oponentes são certeiros e machucam seus antebraços. De forma paciente ele aguarda o momento e reage de forma repentina tirando-o de cima e iniciando um combate de pé. Ele dá pequenos chutes nos cortes do garoto o fazendo assim perceber que sua tática de atingir os ferimentos parece funcionar mas com a experiência de seu oponente a cada golpe que ele dá ele recebe mais 5 de volta.
Daro domina completamente a luta com seu adversário, ele esquiva e golpea rápido como uma abelha dando uma ferroada em uma formiga, ele olha para lado para vê a situação de seu companheiro e essa olhada lhe custa caro... um direto o atinge bem no globo ocular direito o derrubando e lhe deixando sem uma visão parcial, ele é golpeado inúmeras vezes sem qualquer chance de reação.
Viktus apenas é surrado, mesmo de pé seu corpo parece querer desistir e só de olhar para seu amigo em péssimo estado ele sabe que deve agir rapidamente. Seus braços estão a ceder, eles se tremem a cada golpe. Ele range seus dentes a cada soco em que é recebido o outro garoto sabe que seu adversário é fraco e lhe atinge com toda força na esperança de ceder o seu braço. Viktus por um momento se lembra da instrução que Hélio lhe deu e de suas palavras, ele abaixa sua guarda e o jovem vai com tudo. Um som como um martelo batendo num estrutura de madeira eccoa juntos dos raios e um garoto vai o chão com sua mandíbula quebrada, Viktus ainda está de pé e em seu punho há um dente preso junto do sangue que se escorre formando uma poça junto da água da chuva. Brasidas dá um sorriso de canto de boca e só sua expressão facial já dizia tudo.
Daro usa toda as forças em seus pés para tirar o seu rival de cima mirando em um hematoma do seu rival ele o empurra para trás e nesse momento Viktus aproveita e dá um forte chute que desestabiliza o inimigo dando assim tempo a Daro o nocautear com apenas um mero golpe em cheio na tempora.
Viktus e Daro estão com hematomas por todo o corpo e se retiram sendo ovacionados pela plateia, Brasidas e Astropolos sorriem e batem palmas como se tivessem visto seus filhos ganharam a Olimpíadas.
O sol finalmente se esvai do meio das nuvens cinzentas e um novo dia começa, Viktus e Daro receberam um dia de descanso após a vitória, ambos estão em um estado horrível de condições físicas e cada um em sem alojamento.
- Boa luta. Quem diria que um cara magrelo como você teria um soco potente como de um Deus- Danael debocha colocando um copo de água em seu lado
- Eu só não queria perder - Viktus responde virando o copo rapidamente.
- Seu parceiro está todo ferrado. O olho dele inchou e ele está parcialmente cego... mas até amanhã ele deve está melhor. E outra o Polemarco Decório disse que quer falar com vocês amanhã.Afinal de contas um dos meninos quase morreu, o garoto do qual você quebrou a mandíbula teve complicações mas não se preocupe ele está bem... bom ele é o filho do Decório.
Viktus arregala seus olhos com essa informação e começa a se arrepender de não ter perdido essa luta
- Brasidas e Astrópolos ficaram muito felizes com o que viram e isso é raro a última vez que isso ocorreu foi com o seu irmão. Descanse aí, aproveite seu dia de folga.
Danael das as costas e sai pela a porta silenciosamente, o clarão do sol faz Viktus por a mão em seus olhos com tamanho incômodo. Ele se levanta com dificuldades e caminha até a janela de seu alojamento. O céu está azul como oceano nem parece que um dia antes estava um forte temporal, Viktus respira profundamente enquanto escuta sons de metal batendo no metal e os gritos dos instrutores motivando e até mesmo xingando os alunos, ele abre um sorriso e pensa " Cara, eu odeio esse lugar."
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Atualizado até capítulo 78
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