A anos atrás a Grécia se uniu para um único objetivo, o objetivo de defender suas terras da grande invasão persa. O lendário Rei Leônidas de Esparta convocou seus 300 maiores e corajosos guerreiros, deixando de lado o sagrado ritual de Carnéia.
Para as Termópilas nós marchamos com um único desejo: vitória e sangue. No primeiro dia eles atiraram flechas que cobriram todo o sol, no segundo dia eles tiveram de apelar para a magia e no último dia... uma traição nos fez cair, por sorte eu sobrevivi para contar essa história. Rei Leônidas me abençoou e me deu as ordens de voltar com o meu escudo porém sem meu olho esquerdo.
- Que legal vovô, não vejo a hora de lutar também - Entusiasma Viktus
- Acho que ele está mentido, os deuses persas não possuem magia e eles são fracos comparado ao nossos- Dúvida Daro
Daro é uma criança e filho de um guerreiro e amigo de longa data de Brasidas, ambos passaram pelo Agoge e inúmeras batalhas lado a lado
Gorgo adentra no rancho e vê os três sentados próximos ao gado, ela coloca a mão na cabeça e diz:
- Pai... você tá contando a história dos 300...de novo?
- Os meninos já tem 4 anos... em breve eles vão dar início ao treinamento eles precisam de uma motivação.
- Concordo, mas já é tarde da noite e mãe de Daro deve estar preocupada com ele- Gorgo braveja- Vem, Daro. Vou te levar para casa.
- Vovô Antônio... me conta mais história?
- É melhor você ir dormir, Viktus ou sua mãe vai me matar.
O filho de Brasidas vai para a casa principal, sobe as escadas e na janela do quarto sua irmã observa as estrelas pensativa e parecendo está preocupada com algo
- Aconteceu algo, irmã?
- Nada com que uma criança deva se preocupar. Vai dormir já está tarde e amanhã você prometeu me ajudar na colheita.
- Tá bom, boa noite irmã
Sullis lhe responde com um pequeno sorriso, a luz do luar realçam seus longos e sedosos cabelos negros e dando os seus olhos verdes um aspecto vivaz.
Viktus acorda e desce as escadas coçando seus olhos, ele abre a porta e vê sua irmã com a uma grande cesta de palha cheia de trigo, ele demonstra insatisfação de ter de fazer isso, mas promessa é promessa e como seu pai vivem lhes dizendo " Uma pessoa que não cumpre sua palavra, nunca será um bom pai ou uma boa esposa e que sá um guerreiro".
Viktus lhe ajuda a coletar embaixo de um sol gostoso de se sentir na pele assim como a brisa da manhã que passa por ali chacoalhado a bela plantação, o menino está entediado e rapidamente levanta a cabeça e arregala seus olhos ao vê a esperança: sua mãe saindo da casa.
- Precisa de ajuda em algo mãe?- Ele se prontifica de imediato
- Já que perguntou eu preciso sim, eu vou vender as maçãs que coletei hoje. Vou para Atenas...
- Eu vou com você - Viktus se voluntária sem nem deixar ela completar .
- O que?!! Nem vêm você disse que iria ajudar na plantação seu pirralho - Braveja Sullis ao notar que seu irmão tá fazendo de tudo para ir embora
- Não fale assim com seu irmão. Ele precisa conhecer o mundo de certa forma. Em 5 dias a gente retorna até lá mantenha a plantação viva você sempre fez isso com tanta vontade
-Aaaaaa!!!! Tá, tá mas quando vocês voltarem o pirralho vai me ajudar na plantação
Gorgo dá uma gargalhada e chama Viktus vai correndo de imediato e segura a mão de sua bela mãe.
Crianças brincam para lá e para cá, soldados em treinamento e o comércio a cidade de Esparta é viva e toda vez que Viktus passa pelos quarteis seus olhos se enchem de alegria principalmente quando ele passa em frente ao quartel de seu pai, a medida em que ele se aproxima ele escuta um som alto de grito de uma criança e sons de chicote. Ao se aproximar ele tem uma visão da qual ele jamais pensou que teria: Seu irmão mais velho, amarrado num tronco de madeira levando chibatadas nas costas de seu pai, Andreas gritava e pedia para seu Brasidas parar mas a cada grito ele parecia bater mais forte
- Mamãe... o que... o que o papai tá fazendo?- Viktus pergunta espantando
- Ele tá punido seu irmão, ele provavelmente foi pego roubando comida e esse foi o castigo. Aprenda com os erros dele para não fazer igual quando sua hora chegar.
- Mas o irmão tá chorando e...
- Não se preocupe. Isso vai deixar ele mais forte. Quando ele parar de gritar as chibatas também vão. Vamos... a carruagem lá fora está nos esperando.
Gorgo puxa ele pelo braço, Viktus fica olhando para trás sentido pena de seu irmão mas sua mãe lhe pede para olhar para frente e tenta lhe distrair com os pássaros que por ali passam voando.
A carruagem é simples e movida por 2 cavalos fortes e saudáveis, um homem sai de dentro dela e diz para Gorgo ter uma boa viagem e que o valor da charrete já foi pago por seu marido. Gorgo e seu filho adentram nela e seguem viagem. Uma viagem até a cidade Ateniense demora em média 2 dias ou até 4 dependendo das condições meteorológicas, por sorte está favorável, o céu está límpido, com um sol estridente e vento que sacodem as árvores das florestas a medida em que a carruagem se locomove pela estrada de barro. Viktus fica impressionado a medida em que se afasta da cidade, ele nunca havia ido assim tão longe a frente há uma cidade vizinha , Viktus olha para os lados e percebe que tal cidade possui grande muralhas com vários arqueiros em seu topo.
- Mamãe...
- Sim, meu filho
- Que cidade é essa?
- É a cidade de Tebas minha criança.
- Por que eles tem muros tão grande? Esparta não possui muros
- Nossa cidade não precisa disso, nossos guerreiros são capazes de defender o território espartano.
Viktus fica boqueaberto com tal informação e sente até um certo grau de orgulho de ter nascido Espartano.
Guardas Tebanos param a carruagem e com gentileza eles pedem para ambos descerem para uma revista de rotina. Os guerreiros são fortes porém nada comparados aos da grande cidade do Peloponeso.
- Qual é o destino da senhora?- Pergunta o Polemarco
- Atenas, caro guerreiro
O Polemarco olha a carga de cima a baixo e nota que está tudo em ordem e não passa de nada de mais além de trigos e frutas. Viktus olha para Polemarco de cima a baixo coça a cabeça e diz:
- Sr guerreiro. O senhor é muito magro comparado aos soldados da minha cidade.
Gorgo arregala os olhos e abaixa a cabeça na tentativa de esconder a risada, o Polemarco olha para a criança meio sem jeito e parecendo está furioso com tais palavras, ele olha para os seus Soldados que também parecem não ter gostado tanto do comentário.
- Dispensados, podem seguir. E boa viagem
A carroça segue seu rumo, ao se afastarem Gorgo cai na gargalhada e pede para que Viktus tome cuidado com os comentários que faz
- Eu fiz besteira mãe? eles vão fazer algo com a gente?
- Não... não fez eles não vão fazer nada conosco. Eles são nossos amigos
A noite caí, as estrelas ficam cintilantes, Gorgo faz uma fogueira próxima de um acampamento militar de Argos a mais ou menos 600 metros de distância, bandidos e ladrões de carga não são preocupação. Ela coloca a estreira no chão e põe seu filho deitado sobre seu peito com a barriga pra cima, Viktus vira sua cabeça e seus olhos negros se encontram com os belos verdes de sua mãe e diz:
- Urano, fez um bom trabalho hoje
- Ele e Afrodite devem está se divertindo hoje, nunca vi tantas estrelas assim
- Mãe, como é Atenas?
- Uma bela cidade, que possui belas construções, uma bela vista do mar Egeu
- Lá parece ser bonito - Viktus Entusiasma bocejando
- Vamos dormir, amanhã vai ser uma longa viagem se você acordar na madrugada e vê algo estranho grite bem alto. Que os soldados próximos vão vim correndo ajudar.
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Atualizado até capítulo 78
Comments
Maya Hayle
Adoro o fato de que tudo isso foi muito bem pesquisado
2024-04-08
1
Maya Hayle
Nossa, pesado, mas isso realmente acontecia/Frown/
2024-04-08
1
Maya Hayle
Começamos bem ahhhh
2024-04-08
1