Vincenzo
Bem que eu achei que estava fácil demais! Ela vai me dar trabalho sim, parece que vai fazer da missão da sua vida me irritar. O que vai ser fácil, já que sou uma pessoa apreciadora do silêncio e inércia, e ela o oposto, parace odiar ficar parada e no silêncio.
Observo o pescoço esguio entortar, deixando a cabeça pença para o lado. Dormindo, parece um anjo.
Suspiro profundamente, admirando a beleza do rosto perfeito, tão sereno agora.
Não posso deixar ela dormir assim, vai ficar toda dolorida.
Me levanto e com jeitinho eu tento pega-la no colo sem que acorde. Em vão, quando ela está nos meus braços acorda e começa se debater.
— Eu não sou um bebê! Me coloca no chão!— ela protesta.
— Só queria ser gentil!
Me encho de fúria ao ver Matteo e Giovanni rindo de mim.
Sem dar atenção aos protestos dela, a coloco no meu ombro e levo até o quarto do jato.
Ela esmurra as minha costas, como se isso causasse algum efeito em mim, parece mais uma massagem gostosa.
Entro no compartimento, e fecho a porta.
Coloco o corpo pequeno e leve sobre a cama.
— Porque me trouxe aqui?— ela pergunta ofegando.
— Para que dormisse mais tranquila! É uma ingrata!— reclamei.
— Era só me acordar! Não precisava me trazer a força!— retrucou.
— Desculpe por querer ser gentil, com uma mulher grosseira!
— Eu!? Grosseira!?
O rosto enfezado, os lábios trêmulos, estão me tirando do sério.
Como eu queria agarrar ela, e beija-la até sugar todo gosto dela! Linda e selvagem, como uma onça!
Eu me calo, ofego diante da figura feminina sedutora, jogada na cama.
Os olhos dela... Não me negam o mesmo desejo avassalador. Eu me aproximo devagar, o peito dela sobe e desce, num movimento ansioso. Arquejante, ela tenta se manter no controle, mas a deixo sem saída, apoiando minhas mãos dos dois lados dela na cama, deixando seu corpo preso entre os meus braços.
Eu cheiro o pescoço, sinto a fragrância doce e sensual, característica de seu perfume predileto.
Uso todo auto controle que ainda possuo, para não toma-la por completo, e quebrar o maldito contrato que ela me fez assinar.
Prestes a me afastar, sinto a respiração cálida no meu pescoço, que faz meu corpo reagir na hora, aumentando o volume na minha calça.
Ela está tão perdida, quanto eu, todo o corpo dela exala excitação e desejo, mas ela é orgulhosa demais para pedir, e eu, não vou admitir que a desejo tanto, que chega doer.
Me afasto bruscamente. Ela me olha enfurecida, e se agarrando a um travesseiro, e lança contra mim. Pego o travesseiro no ar, e a olho com malícia.
Ela quer fingir que está com raiva da minha proximidade com ela, mas na verdade eu sei, que o quê ela quer, é que eu caia na cilada de beija-la, e descumprir as regras dela.
— Acho melhor ir dormir.— disse colocando o travesseiro de volta na cama.
— É o que vou fazer!— ela vira na cama, ficando de costas para mim.
Retiro meu sapato e me deito ao lado dela.
— O que está fazendo?— ela pergunta se virando para mim, com os olhos arregalados.
— Vou dormir.— disse fechando os olhos tranquilamente.
— Não aqui!— ouvi sua voz irritada protestar.
Abri os olhos, e ela já ia me bater, mas seguro o seu pulso no ato.
— A cama é suficientemente grande para nós dois!
Solto o pulso frágil, que ela passa a mão fazendo uma careta de dor.
Tão dramática!
— Deve ter outros quartos nesse lugar!— ela argumenta se levantando.
— Mais um, onde meu tio e o Matteo vão dormir. Prefere fazer companhia pra eles?— pergunto com a sobrancelha levantada.
— Você pode fazer companhia pra eles!
Ela cruzou os braços, "bicuda".
— Acha mesmo que vou deixar de dormir com a minha noiva, para dormir com dois homens?— falei malicioso, a provocando.
Bufando ela volta para cama, e coloca um travesseiro entre nós dois.
— Acha mesmo que um travesseiro me impede, de fazer alguma coisa?— falei sorrindo malicioso.
— Se você tocar em mim...
— Shiiiii... vai dormir, docinho.— a interrompi, ela se afasta o máximo que pode, cheia raivosa.— Se ficar na beirada da cama desse jeito, vai acabar caindo...— digo com um meio sorriso.
— Fica quieto!— ela rosnou.
— Eu tô quieto. É você que não para de se mexer na cama... Alguma coisa a incômoda?
— Sim! A sua presença!
— É melhor ir se acostumando, esqueceu que eu sou o seu marido?
— Puxa... por instantes até me esqueci...
Ela fica de bruços na cama, e me olha com ironia e malícia. Levanta as pernas e cruza os tornozelos, me observando.
Engoli em seco, se ela partir para o jogo da sedução novamente, não estou em condições de vencer, estou em abstinência sexual, e ela é gostosa pra c@ralhø! O perfil de mulher perfeita, para me tirar todo controle da minha vida.
— Sabe marido... eu perdi o sono...— ela pega uma mexa dos cabelos negros e coloca na boca.
Meu coração dispara.
— Está brincando com fogo, docinho...— falei tentando demonstrar naturalidade.
— É mesmo?
Antes de ser dominado pelo meu desejo insano, em possuir o corpo dela, me viro na cama, evitando encarar o motivo do meu membro endurecido, latejando por ela.
Que mulher atrevida!
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Atualizado até capítulo 87
Comments
Margareth Santana
sabe ser chata aff
2025-02-22
0
Ameles
dois orgulhosos, quem vai dar o braço a torcer primeiro espero que seja ele
2024-08-30
4
Vera Lúcia
ela é fogo
2024-07-10
2