Vincenzo
Escostei no carro alugado, esperando Kath descer com as malas. Dispensou a minha ajuda, mulher teimosa!
Alguns minutos, e ela vêm com uma moça ao seu lado, que a ajuda com as malas.
Assim que o porteiro abre o portão eu a cumprimento, pegando as malas.
— Bom dia, Kitty!— seguro as malas sobre o olhar curiosos da moça ao lado.— Desculpe o atraso, tive que resolver um problema antes de viajar.
— Um belo atraso! De seis da manhã, para as dez...— ela se contém, e coloca um sorriso no rosto.— Desculpe minha grosseria, querido... essa é uma moça que me ajuda em casa, Olívia Miller. Olívia esse é o meu noivo, Vincenzo Moretti.
A cumprimento com um balanço da cabeça. Minhas mãos estão ocupadas.
Vou em direção ao carro, ouvindo Kath falar com a empregada.
— Qualquer coisa que precisar, não hesite em me ligar, o mesmo serve para Mia. Acredito que volto em poucos dias.
— Sim senhora.
— Até logo!
Abro a porta, Kath entra e não retira os óculos de sol.
Até o aeroporto, ela não pronunciou uma palavra, e com os óculos escuros fica difícil ler o que se passa com ela.
Quando chegamos no aeroporto privado, vou ajudando o motorista com as malas e Kath me observa com curiosidade.
— Possui um jato particular, ou é alugado?
Ela pergunta segurando sua bolsa Gucci, e apoiando a mão no carro.
— Pertece a minha família.— respondo.
Ela estava até com um semblante mais ameno, mas quando entramos no jato de luxo, ela fecha cara, ao ver meu tio e primo.
— Bom dia, senhora Dempsey!— Matteo a cumprimenta.
— Bom dia...— ela responde numa atitude azeda.
Para o meu tio ela lança um olhar ameaçador, que ele corresponde com um rosnado.
Não tiro a razão dela, eu também não suporto o meu tio.
— Deixou soldados vigiando o apartamento dela?— Matteo sussurra no meu ouvido.
Assinto, vou até Kath e me sento na poltrona ao lado.
Finalmente está sem óculos, ela me olha de soslaio. Pensa numa mulher mal humorada.
Reviro os olhos, e coloco o cinto de segurança, já vamos decolar.
Meia hora de vôo e Kath retira um livro da bolsa e começa a ler, sem problemas, quem não lê durante um vôo? O que me irrita, mas tento manter a calma, é ela ler em voz alta. Durante uma hora eu tentei não dar atenção, não falar nada, mas ela está me tirando do sério, com a leitura desse romance de Jane Austen.
— Só sabe ler em voz alta, docinho?— pergunto com ironia.
— Sim, me sinto como se estivesse dentro da estória, quando leio em voz alta.— ela me olha sorrindo debochada.
— Será que não poderia ler para si mesmo, de agora em diante?— deixo um falso sorriso no rosto.
— Prefiro ler em voz alta, se não gosta de ouvir, se sente em outro lugar!— ela falou e voltou atenção para o livro, triunfante.
— É tão irritante, quanto a Elisabeth Bennet!— murmurei.
— E você tão frio e arrogante, quanto o senhor Darcy!
— Discordo, o senhor Darcy foi o primeiro a admitir que estavam apaixonados. A orgulhosa, é a Elisabeth, que não adimitia estar caidinha pelo homem...
Ela fica de boca aberta, soltando faíscas dos olhos furiosos.
Não tem como não sorri, vitorioso.
— Ela tinha toda razão em não admitir, o homem não sorria, era altivo e preconceituoso com as classes sociais! Fora que de primeira, ele disse ao amigo, que Elisabeth não era bonita o suficiente para ele. Ela estava mais do que certa em rejeita-lo de primeira!
Ela fecha o livro com raiva.
Descanso minha cabeça na poltrona, e fecho os olhos.
Escuto um barulho de embalagem abrindo, abro os olhos, e Kath está comendo um pacotinho de amendoim. O barulho me irrita, o som dos amendoins quebrando na boca dela.
— Está com fome, Kitty? pergunto.
— Não.
— Então porque está comendo?
— Pra passar o tempo, não tem nada pra fazer...— ela estende o pacote. — Quer? — Não, obrigado.— respondo de mal humor.
— Se eu não posso ler, não posso comer, o que espera que eu faça em 14 horas de vôo?— ela esbraveja.
— 13 horas e 50 minutos.
— O quê?! — ela revira os olhos — só provando o homem frio e calculista, que é!
Ela se livra dos amendoins, vira de costas para mim, e tenta achar uma posição confortável.
— Isso, vai dormir!— resmunguei.
— Não tô com sono!
— É melhor dormir, vamos chegar pela manhã na Sicília.
Obviamente ela não dormiu, até a hora de almoçarmos ela levantou um "milhão" vezes para ir ao banheiro, e não parava de se remexer na poltrona. Resolveu ouvir músicas, o que me aliviou por um tempo, mas logo ela começou a cantarolar junto me tirando a paz.
Se não fosse ter que manter as aparências para o meu tio, já teria saído daqui, para o canto mais longe desse assento.
Por sorte, depois de almorçamos, ela sossegou e está cochilando.
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Atualizado até capítulo 87
Comments
Margareth Santana
essa daí sabe ser chata, fez um tanto de exigência agora fica dando uma de babaca
2025-02-21
0
Rosa Maria
tá deixando ele louco kkkkk
2024-11-25
1
Ameles
eu TB odeio kkkk
2024-08-30
0