Vincenzo
A linguagem corporal de Kath, me diz tudo, apesar do seu silêncio. Ela não me encarou desde que se sentou, e olha que estou á sua frente. Mantém os olhos no seu prato, entre as garfadas, ela olha para o jardim.
Está tensa, apesar de mostrar naturalidade, algo a incomoda, e a julgar as pernas juntas debaixo da mesa, e as mãos suadas que toquei, diria que causei algum impacto nela.
Talvez esteja sendo vaidoso, já que não consigo tirar os olhos dos seus lábios, e imaginar as curvas que ela esconde debaixo dessa saia justa, destacando a cintura delgada que possui.
— Pode me dar licença, vou ao toalete.— ela diz com suavidade, finalmente volta a me encarar.
— Claro, fique á vontade.
O almoço foi num silêncio total, culpa minha eu sei, não sou de falar muito e o pouco que ela conversou comigo, acabei respondendo com monossílabos.
Meus olhos acompanham ela se levantar, pegar sua bolsa Gucci branca, e se afastar elegantemente. Sua panturrilha é roliça, o salto alto destaca os músculos definidos dela.
Não vai ser fácil conviver com ela, sem poder toca-la. Minha imaginação já foi longe, com aquele corpo. Os olhos são de um azul tão claro, que parece um par de diamantes brilhantes, a boca já fez parte de muitos sonhos eróticos meus.
O peso de ter uma mulher bonita, e não é só a beleza exótica, ela é o tipo que me atrai, mulheres pequenas, e inteligente.
Ela volta para mesa, sob o olhar de alguns homens que estão em uma mesa grande, que parecem estar em um almoço de negócios. Não deveria estar sentindo nada, mas os olhares cobiçosos, me incomodaram.
Me levanto para puxar a cadeira para ela, mas era mais para marcar território para aqueles homens. Acaricio a parte superior das costas dela, antes de voltar a me sentar.
— Sei que me proibiu de toca-la, mas precisa abrir uma excessão, quando estivermos nos olhares públicos. Temos que manter as aparências.
Olhando para expressão tensa dela, me pareceu a desculpa perfeita, para desfrutar do que essa mulher representa para mim.
— Eu permito, somente em público. Mas não exagere, senhor Moretti.
Acabo deixando um meio sorriso no rosto, o que a surpreendeu. Obviamente ela não está segura de si mesmo, e algo me diz que sou o causador do seu incômodo. É bom saber que não sou o único a sentir essas reações incontroláveis.
— Pensei que já tínhamos passado das formalidades, Kitty.
— É Kath!— protestou.
Ela fica mais linda ainda protestando, e revirando os olhos. Nunca vou chama-la de Kath, para mim será sempre Kitty.
— O casamento civil está marcado, será em uma semana. Precisamos marcar o religioso, na Itália.
— Acha necessário isso? Porque na Itália? Poderia ser numa igreja aqui de Nova York, já que dá tanta importância.
— Não pode ser aqui, faz parte do ritual da máfia, me casar na Itália e apresentar a minha esposa aos membros.
— Marca um dia, e me avise. Se é importante, não vou protestar.
Não sei porque, mas quando ela não me contradiz, e aceita meu pedido, ela fica indecifrável. Não consigo saber, se ela não se importa realmente, ou está apenas debaixo de uma máscara, que eu não consigo tirar ainda.
— Quer sobremesa, Kitty?— pergunto dando ênfase ao o apelido que ela claramente odiou.
Agora, pelo menos, eu consigo decifrar a impaciência dela, com a minha provocação.
— Não, obrigado. Estou satisfeita.
Dou um sinal para o garçom e peço uma sobremesa para mim.
Ela me olha inquieta, se ajeitando na cadeira.
Seria um momento propício para conhece-la, se já não tivesse investigado toda a sua vida na Itália.
— Tem algumas coisas, que preciso preparar você, para quando chegarmos na Sicília.— digo pensativo.
Isso vai descumprir umas regras do contrato dela.
— Pode dizer.— diz me olhando atentamente.
— O beijo do altar, por exemplo. Como pretende que eu faça?— perguntei malicioso e me encostando na cadeira.
— Pode ser na testa, não precisa ser necessariamente na boca.— replicou.
— A noite de núpcia, costuma ser na mansão da família, não vamos poder dormir em quartos separados.— afirmei.
— Já entendi, eles sabem que me casarei forçado, mas acham que você terá todo benefício íntimo do matrimônio, não é?— perguntou astuta.
A bondade de conversar com uma mulher inteligente!
— Exatamente!— exclamei admirado.
— Vou cumprir meu papel, Vincenzo. Posso ser uma atriz perfeita se é o que precisa, desde que respeite o meu contrato.
— Sou um homem de palavra, Kitty.— O garçom me entrega a sobremesa americana, um cheesecake.— Para te adiantar, meu pai é o capô da máfia, fui treinado para o substituir. Eles não aceitariam o contrato que fiz com você, terá que ser nosso segredo. Eles exigem um herdeiro para oficializar a minha sucessão.
O semblante dela recai na hora, me deixando com pena dá dor dos seus olhos, que sinceramente eu não sei o porquê.
— E-eu...— ela murmurou sem voz.
— Está tudo bem?— pergunto preocupado, ao ver os olhos deixar uma lágrima rolar.
Sem me responder, ela deixa outra rolar.
Eu não sei o que a aflinge, mas me cortou o coração ver sua tristeza.
Me inclino sobre a mesa, e levando meu braço até seu rosto, acaricio a face macia e aveludada, limpando as duas lágrimas escorridas com o polegar.
— Se o que te preocupa, é pensar que não cumprirei minha parte no contrato, fique tranquila, eu jamais forçaria uma mulher a dormir comigo, essa certeza você pode carregar.
Afirmar isso, faz minha memória voltar há vinte anos atrás, quando era um garoto de dez anos e fui obrigado a ver minha mãe sendo estrupada pela máfia inimiga, várias vezes, sem poder fazer nada.
— Desculpe, não tem nada a ver com você. É uma lembrança particular.— ela diz com voz embargada, suspirando profundamente.
Só agora me dou conta da minha mão ainda acariciando o rosto dela. Me afasto rapidamente, contrariando meu desejo de me manter assim.
Isso não está sendo disfarce, eu realmente estou preocupado com ela.
Dou uma colherada da sobremesa, tem um sabor delicioso.
Ela me observa saborear o cheesecake tradicional, e parece desejar experimentar.
— Está delicioso, tem certeza que não quer pedir para você?
Ela pega a colher da minha mão, e sem hesitação coloca um pouco da sobremesa na colher e leva até a boca. Ela desliza a colher lentamente e me entregando a colher, saboreia com os olhos fechados.
Estou paralizado agora, sem poder desviar meus olhos da boca perfeita, degustando o doce, de sabor suave.
Não tem como um homem como eu, de grande apetite sexual, não ver essa cena e não imaginar ela tendo um orgasmo nas minhas mãos.
Chego a ofegar, e se não estivesse coberto pela mesa, certamente veriam o volume da minha calça sobressair.
Que porr@!
A mulher é um mar de sedução, que me deixa louco de desejo.
Quase não consigo manter minha postura séria e fria.
— Delicioso!— exclama abrindo os olhos, com um sorriso sedutor.
Estaria me provocando?
Porque tudo que passa na minha mente agora, é a boca dela saboreando outra coisa.
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Atualizado até capítulo 87
Comments
Ely Ana Canto
a kitti também tá lascada, já sente algo por ele só não sabe ainda.
2025-04-04
0
Michelly De Jesus
coitadinho do vicenzo está lascado isso sim???????🥰😍🤩😘😚😚🤗🤗💖💝💖💝❤️🩹❤️🩹
2024-11-21
1
Suely Rodrigues
tá lascado vicenzo
2024-08-28
1