Kath
É difícil descrever tudo o que passa na minha cabeça agora, sentada ao lado do homem, que em poucos minutos será meu marido oficial.
Ele, ao contrário de mim, parece tranquilo e sereno, com as pernas cruzadas, olhando seu celular.
Estou com tanta raiva dele!
Orgulhoso prepotente!
Ele passou a semana toda se achando a última bolacha do pacote. Eu não vou facilitar, vou provoca-lo mesmo, vou deixa-lo me desejando até não suportar, e vou ver se é homem para cumprir o contrato.
Cruzo as minhas pernas, fazendo a saia justa subir, e exibir parte da minha coxa.
Ele levanta a sobrancelha e os olhos castanhos, da minha perna, sobe para o meus olhos.
Ele dá um sorriso de lado, a beleza sexy e sedutora, me faz repensar, que tipo de jogo eu estou fazendo.
— Nervosa, Kitty?— ele sussurra no meu ouvido, fazendo todo meu corpo arrepiar.
Ficar disputando, quem ganha na sedução, não é nada saudável, eu sei. É no mínimo perigoso e infantil, tenho que reconhecer. Se não fosse a raiva de estar sendo forçada a me casar com esse homem, certamente cogitaria dar uma chance a ele, se tivessemos uma vida normal.
Digo isso, porque não está nada fácil, passar o dia todo trabalhando com esse homem, vê-lo todos os dias esbanjando seu charme sensual, e a beleza máscula e controladora.
O que me mata, é as demonstrações públicas, que parece deixa-lo cada vez mais enaltecido.
Meu corpo tem sido um traídor!
Já tive não sei quantos sonhos eróticos com ele, e basta um beijo na minha mão, para meu corpo se acender.
Cruzo as pernas para o outro lado, a minha saia levanta mais um pouco, ele finge ignorar, mas quando um homem, sentado a nossa frente olha as minhas pernas, vejo o semblante fechar na hora, e de malicioso, ele fica carrancudo.
Ele está com ciúmes?
Lanço um olhar desafiador para ele, e um sorriso vitorioso.
Num impulso, me envolve os ombros o puxando para si, sinto de perto, a rigidez do corpo definido por músculos.
— Não me provoque, Kitty.
Ele leva a outra mão para minha coxa e tenta aumentar o tamanho da minha saia.
Sou uma tola, ao pensar que ainda tenho algum controle do meu corpo. As mãos firmes roçando minha perna, responde entre elas, me molhando a calcinha.
— Tira as mão da minha perna!— reclamei, deixando minha voz sair entre os dentes.
— Então se comporte, docinho!
Reviro os olhos.
Descruzo as pernas e ajeito a saia.
Por sorte somos os próximos a serem chamados.
Observo o casal anterior, sair sorridente e feliz, enquanto eu estou aqui, com raiva!
Com raiva de quê? De ter sido forçada a esse casamento?
Ou...
Hesito até em pensamento...
Estaria com raiva, de estar gostando de me aventurar nesse relacionamento?
Me levanto no automático, meu corpo estremece ao sentir o braço dele deslizar na minha cintura e puxar para si, mostrando um controle absurdo sobre mim.
Não é porque eu não posso, mas meu corpo se recusa a desvencilhar da mão grande e quente apertando minha cintura sutilmente.
Entramos no sala do cartório, e sem pensar, me sento e rapidamente assino os papéis.
Suspiro profundamente.
Selei meu destino, sou a senhora Morretti agora...
O juíz de paz e o escrevente, nem olham para nossa cara.
Vincenzo faz tudo numa tranquilidade irritante!
Saio do lugar a passos ligeiros, estou sentindo na pele, o efeito das mãos do meu marido na minha cintura.
Ofegando desacelero os passos.
Vincenzo para, e próximo do seu Ferrari, me fita, sua mão desocupada, vai para os meus lábios, e com o polegar desenha minha boca entreaberta.
Me virei completamente, ficando de frente para ele, meu peito sobe e desce, aflito. Eu não enxergo nada ao meu redor, só os olhos castanhos, que me consomem a alma.
Minha cabeça protesta, ele passou dos limites!
Mas meu coração está feliz por isso, juntamente com meu corpo abrasado, que o deseja com todas as forças existentes.
— Kitty...— ele sussurrou.
A mão se afrouxa na minha cintura, e a carícia nos meus lábios cessam.
Poderia deixar tudo para trás, rasgar o contrato que eu mesma fiz questão que ele assinasse, mas meu orgulho é muito grande.
Não vou admitir, que estou perdida em suas carícias, que todo meu corpo quer mais do toque desse homem.
Não...
Fecho os olhos ao sentir o calor do corpo masculino se afastar, meu coração protesta no peito, mas a minha mente ainda se mantém sã.
Respiro compassadamente, obrigando meu corpo a acostumar-se com a ausência da carícia.
Ele abre a porta, claramente desapontado, eu entro sem saber o que estou fazendo.
É possível eu acabar gostando desse homem?
Porque deseja-lo, eu já o desejo de todas as formas possíveis.
Tento lembrar, da primeira vez que me apaixonei. Quando Richard me beijou pela primeira vez... Richard foi meu primeiro amor, era uma adolescente apaixonada.
Eu fico chocada, estou sentindo a mesma paixão me arrebatar?
Mas eu não sou uma adolescente!
Céus!
Como faço para me livrar desse sentimento infantil?
Não posso me decepcionar outra vez...
Se ele me magoar, é muito mais fácil lidar com tudo, sem sentimento entre nós.
O caminho foi um silêncio constrangedor, nada de provocações... nada de sentimentos raivosos...
Tudo que eu tento é manter meu coração blindado, ele não vai suportar outra dor...
Vincenzo estaciona em frente ao condomínio.
— Amanhã, venho te buscar, as seis da manhã.
A voz saiu rouca e fria.
Assinto, não tenho nada a dizer.
Saio do carro, e o cheiro de primavera, já não me deixa tão feliz...
Como vou manter meu coração fechado?
Pelos céus! Convivi anos com o Ethan e nunca me apaixonei por ele, mesmo tendo tudo ao meu favor.
Agora um homem arrogante e frio, aparece mandando em mim, e em menos de um mês já estou apaixonada?
Meu coração faz péssimas escolhas!
Frustada entro no meu apartamento, a única coisa que me animará, vai ser beber a garrafa inteira do meu vinho predileto, e afogar os sentimentos indesejáveis.
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Atualizado até capítulo 87
Comments
Ameles
pelo menos ela já reconheceu o que sente
2024-08-30
2
Vera Lúcia
eita
2024-07-10
1
Jucileide Gonçalves
Sabe Kath eu sempre falo que homens são todos farinha do mesmo saco kkkkkkkk, mas na verdade existe excessão.
2024-07-08
0