Capítulo 14

Não saber o que Amanda estava pensando em meio a todo aquele silêncio era incômodo. Nós saímos da casa da mãe dela muito rápido, mal tive tempo para me arrumar direito. Ela não discutiu, não disse uma palavra sequer sobre o que Grace e o irmão disseram, apenas entrou no quarto e pediu que fôssemos embora naquele momento.

O táxi em que estávamos parou diante de um prédio em Downtown, nós saímos do veículo e só então ouvi a voz dela ao falar sobre ter enviado uma mensagem para Gabe pedindo que ele levasse meu café já que não tivemos tempo de comer nada. Eu apenas confirmei e seguimos juntas para o elevador.

O lugar locado para as fotos ficava no último andar, quem abriu a porta do foi uma jovem moça que nos deu passagem para entrar no cômodo onde havia uma linda vista da cidade. Logo pudemos encontrar Gabe e um outro homem que fiquei sabendo ser o dono da marca de moletom ao qual Amanda usaria para ser fotografada.

De fato meu café estava a minha espera e enquanto eles se organizavam para começar a sessão, eu comia.

Aquele nome, Sabrina, não saía de minha cabeça e eu sabia que com certeza estava na de Amanda também, pois quando as fotos começaram ela estava muito retraída, Gabe percebeu logo e ofereceu um cigarro que ela aceitou e os dois seguiram tentando deixar as coisas mais leves, aos poucos ela se soltou e as fotos usando as peças de moletom eram tão sensuais que mais pareciam para um calendário.

O jovem dono da marca não parava de elogiar Amanda para mim enquanto observávamos de longe, afirmando que os negócios iam bem demais desde que começou a usar Amanda nas fotos de divulgação na Internet. Segundo ele Amanda parecia ter um ímã que atraia os clientes. Mentalmente confirmei, Amanda tem um ímã, mas que atrai meus olhos e desejos.

No fim de algumas horas encerraram a sessão e todos começaram a se preparar para irmos almoçar juntos em um restaurante alí perto. Amanda se trocou, Gabe juntou o equipamento e pediu que fôssemos na frente já que ele precisava passar na casa de um amigo para guardar as coisas. Fomos a pé mesmo, o restaurante ficava a duas quadras. Amanda falou sobre o clima, reclamou do sol e afirmou estar cansada, pegou mais um cigarro dado pelo amigo e levou aos lábios, mas lembrou que não tinha isqueiro.

— Você pode ir na frente? Vou comprar rapidinho e te encontro lá — disse ela prestes a atravessar a rua, mas puxei em seu braço fazendo-a voltar.

— Conversa comigo — pedi. — Desabafa, coloca pra fora tudo o que não disse a sua mãe.

— Como eu poderia fazer isso com você? Não quero te envolver em meus problemas familiares...

— Amanda! — Soltei o braço dela enquanto respirava fundo. — O que eu sou para você? Não me vê como alguém em quem pode confiar?

— Não é isso... — Ela segurou meu rosto entre as mãos. — Eu vou resolver as coisas com minha mãe e tirar esse peso de mim, não se preocupe. Não gosto de assuntos inacabados, mas o momento pediu.

— Então você fugiu por minha causa?

— Darei um fim a esse assunto antes de voltar para Weston e não precisaremos voltar a falar sobre ele.

— E quanto a Sabrina? — Ela soltou meu rosto.

— Depois falamos sobre isso. Agora vamos comer, ok? — Ela segurou minha mão e seguimos juntas para o restaurante.

Decidi não insistir na conversa. Enquanto fazíamos o pedido Gabe chegou e ela aproveitou para usar o isqueiro dele, assim fumou um cigarro atrás do outro. A conversa durante a refeição era sobre praia e a escolha de uma para irmos naquela tarde. Confesso que a principio não gostei muito, pois isso me levaria a ter que usar biquíni, mas era impossível me recusar a ir.

Antes de irmos a praia passamos em um lugar para comprar os biquínis e devo admitir que foi algo bem interessante, pois Amanda me ajudou a escolher e quando fui experimentar ela entrou no provador e me provocou alisando meu corpo que parecia irreconhecível. Eu me excitava até mesmo com olhares provocantes, toque então nem se fala. Meu corpo reagia a ela como jamais imaginei reagir a alguém, mesmo assim não passou de leves provações que me deixaram cheia de desejo.

Além de nós duas foram também Gabe e um outro amigo deles, Daniel, dono da casa onde ficaríamos hospedados naquela noite. Passamos lá depois das compras. Senti um clima entre ele e Gabe, mas não tive oportunidade de perguntar a Amanda se eles tinham algum envolvimento.

Sentei sobre a toalha estendida na areia e sorri em direção a câmera, Amanda tirou diversas fotos, principalmente quando estava distraída, aproveitando o fato de que eu usava biquíni. O humor dela estava bem melhor. Me elogiando tanto que o tom vermelho já parecia até minha cor natural.

— Amanda pare de tirar fotos e vem tomar alguma coisa — chamou Daniel que se aproximava junto ao Gabe carregando um recipiente com bebidas.

A praia que estávamos era bem isolada, podia ver gente ao longe, mas tão longe que eles ficavam pequenos. Amanda sentou ao meu lado na toalha e pegou uma cerveja da mão de Gabe. Eles começaram a conversar sobre fotos, modelos e pessoas que eu não conhecia, até Daniel decidir ir molhar os pés e Amanda ir junto. Fiquei observando aquele corpão maravilhoso que nem parecia real, não conseguindo acreditar que pude tocar tão intimamente.

— Vocês brigaram mais cedo? — perguntou Gabe de repente.

— Problemas dela com a família. — Ele pareceu entender prontamente e ficamos em silêncio, então decidi arriscar. — Você sabe quem é a Sabrina? — Gabe me olhou desconfiado e voltou a olhar o mar.

— Tudo o que posso dizer é que a Amanda passou por muita coisa e confesso que incentivei ela a desistir de você porque não queria vê-la se metendo em um rolo depois de ter se recuperado de um relacionamento lixo com a Sabrina. No mais, acho que ela quem deve contar sobre a própria vida. Agora Louise, você não acha que está grávida? — Arregalei os olhos.

— De onde tirou isso?

— Quando vi seu estado ontem fiquei meio que com a pulga atrás da orelha. O médico plantonista te examinou, mas não pediu nenhum exame e não fez perguntas relacionadas a isso então ainda acho que seja um risco. Minha irmã teve nove filhos, cansei de ver essas coisas. — Eu apenas ri não acreditando que ouvia aquele absurdo.

— Lou, vem cá! — chamou Amanda e levantei deixando a cerveja para trás, indo em direção a ela que me puxou para as ondas e senti a água fria em meus pés. — Me beije — praticamente exigiu e sorri sabendo que ela dizia aquilo apenas para não ter que ficar na ponta dos pés tentando me alcançar.

Tentei esquecer que seus amigos estavam por perto e beijei seus lábios macios e gostosos que se encaixaram aos meus lentamente em um beijo provocante que teve o poder de atiçar meu corpo. A língua dela trabalhava exatamente para aquilo, me atiçar, despertar o desejo de sentir entre minhas pernas. Aos poucos senti ela entrando um pouco mais na água e me levando junto, Amanda pegou impulso para pular enlaçando minhas cintura com as pernas e sorri segurando seu corpo, apertando sua bunda. Ela mordeu meu lábio levando uma mão para meu seio.

— Amanda... — falei afastando um pouco e ela agarrou minha nuca levando os lábios até minha orelha onde mordiscou o lóbulo deslizando a pontinha da língua.

— Esta pulsando por mim, Louise? — sussurrou me fazendo arrepiar inteira e realmente senti o pulsar entre minhas pernas. — Vamos para o apartamento, os meninos vão demorar na rua.

Suspirei quando afastou-se e rapidamente saiu da água indo de encontro aos dois que estavam na areia. Segui ouvindo ela dizer que íamos para casa e eles afirmaram que nós tínhamos até a noite sozinhas no apartamento, então logo fiquei empolgada. Nunca pensei que me sentiria tão ansiosa e desejosa por sexo, algo que sempre foi tão sem graça, sem emoção.

Levamos quinze minutos até nosso destino e no elevador mesmo ela começou a me provocar. O que Amanda tinha de pequena tinha o triplo de ousada, pois haviam outras duas pessoas no cubículo com a gente e ela enfiou a mão por baixo de minha saia fina — pela parte de trás — e acariciou minha intimidade por cima do biquíni me fazendo ter que morder o lábio para conter o gemido. As duas mulheres saíram antes do nosso andar e suspirei aliviada. Quando as portas se fecharam Amanda puxou minha calcinha para o lado e olhei para ela que sorriu safada introduzindo um dedo em minha entrada e eu já estava a ponto de abrir as pernas para dar-lhe mais liberdade.

— Oh Deus, Louise, você está tão molhada que... — Gemeu fechando os olhos, enfiando um pouco mais o dedo, mas as portas se abriram e ela retirou rapidamente levando até a boca me deixando ainda mais louca de tesão.

Não havia tempo para nada além de saciar nosso desejo. Nossas peças de roupas e biquínis ficaram pelo caminho até o quarto enquanto nossas bocas não se desgrudavam um minuto sequer. Ao chegarmos na cama já estávamos completamente nuas sentindo a textura, o calor e desejo que exalava do corpo uma da outra. Deitei com ela encima de mim sempre movendo o quadril e roçando a boceta em minha pele enquanto eu gemia em seus lábios sentindo meu ponto sensível pulsar. Minhas mãos agarradas a bunda dela apertando e ajudando a conduzir seus movimentos.

Aos poucos meus dedos descendo até alcançar sua entrada e sentir a umidade que denunciava ainda mais sua excitação.

— Me chupa — murmurei em súplica. Ela parou de me beijar e estava prestes a atender meu pedido, mas impedi que descesse o rosto para fazê-la olhar em meus olhos. — Mas me deixa te chupar também. — Ela sorriu e beijou meus lábios novamente, mas não por muito tempo, logo inverteu a própria posição.

O gosto, o cheiro, as contrações e gemidos abafados, era tudo uma combinação perfeita para me levar a loucura e me causar uma sensação maravilhosa de prazer. Sentir Amanda se contorcendo e desejando mais de minha boca, de meus lábios em sua boceta, me causava algo que ia muito além de tudo que imaginei um dia senti. Combinado a maravilhosa sensação de tê-la me chupando, lambendo, me saboreando até que os espasmos dominassem meu corpo. Logo o famigerado orgasmo, aquele que eu antes mal sabia o que era, me arrebatou como uma forte onda.

Todas as horas daquele resto de tarde foram naquela cama, nos dando prazer sem reservas, sem pressa. Quando o sol se pôs nós estávamos exaustas, deitadas abraçadas, ela com a perna em volta de minha cintura enquanto eu acariciava seus cabelos. Ambas em silêncio por incontáveis minutos.

— Isso é tão bom — murmurei e ela que até então mantinha os olhos fechados levantou a cabeça para me olhar. — Não quero que acabe.

— Por que acabaria? — Eu nada disse, apenas trocamos olhares e Amanda voltou a aconchegar o rosto junto a mim. — Não vamos pensar no amanhã. Vamos viver o hoje, ok?

No fundo eu estava com medo de que ela escapasse de meus braços. Eu quem estava noiva até dois dias antes, mas ela quem me parecia ser a pessoa que ia para outro lugar, quem sabe até outro alguém. Coisa de minha cabeça talvez, provavelmente apenas medo de perder algo precioso que encontrei a pouco tempo, afinal não conhecia Amanda bem o suficiente para ter certeza de que não havia nada nem ninguém capaz de fazê-la mudar o rumo.

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Comments

sua crush? ~ ♀️🔞

sua crush? ~ ♀️🔞

oq seria exatamente a boceta?

2023-01-09

1

sua crush? ~ ♀️🔞

sua crush? ~ ♀️🔞

Ala ela é baixinha rs, tenho ódio que só tenho 1,55 de altura

2023-01-09

1

Cleidiane Oliveira

Cleidiane Oliveira

quero saber mais sobre a história das meninas

2022-09-05

1

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