Capítulo 19

Gustavo volta ao trabalho e Rebeca vai para edícula se ocupar com suas aulas de idioma.

Já passava das três da tarde quando a empregada a chama dizendo que havia chegado uma encomenda para ela. Rebeca sai apressada pensando no que poderia ser.

Quando chega na sala, encontra dois vasos de orquídea sapatinho impecavelmente embrulhadas, a orquídea sapatinho era simplesmente uma das orquídeas mais raras do mundo, está praticamente extinta por causa de colheitas predatórias. Juntamente com as orquídeas, Rebeca encontra um lindo envelope dourado, ela abre e lê:

Rebeca, sinto muito ter quebrado uma de suas orquídeas naquela noite na estufa, espero que me desculpe, em reparação ao meu erro, aceite estas duas lindas orquídeas para completar sua coleção.

P.S.: Esteja pronta quando eu chegar do trabalho, pois hoje sairemos juntos para nos divertirmos.

Gustavo Bencatel.

Rebeca sorria sem perceber, pois o gesto de carinho e atenção dele a deixava eufórica. No mesmo instante ela pega as orquídeas e as leva até a estufa, lá ela retira o lindo embrulho e começa com os cuidados necessários. Assim que termina sobe para o quarto e decide tomar um banho e depois se arrumar.

Rebeca parecia uma adolescente, havia trocado de roupa muitas vezes, e a cada vez que trocava, achava que tinha ficado pior, ela não fazia ideia de aonde iriam, mas queria estar bonita para ele.

Por fim, depois de muitas tentativas, ela se decide por um vestido curto transpassado vermelho, ele possuía alças finas e decote acentuado, Gustavo havia comprado aquele vestido para ela no dia em que foram comprar a roupa da festa de “noivado”, ela ainda não havia tido oportunidade de vesti-lo, mas achava que estava na hora de usá-lo.

Às sete da noite Rebeca já estava pronta, esperava ansiosa sentada na sala Gustavo chegar, os minutos iam passando e nada dele aparecer, ela só conseguia pensar que mais uma vez ele quebrara uma promessa.

Sete e cinquenta da noite e nada dele aparecer, Rebeca então decide subir para o quarto e se trocar, Gustavo estava quase uma hora atrasado e não havia feito um telefonema para avisá-la, apenas a deixara esperando.

Quando Rebeca começava a subir as escadas, Gustavo abre a porta e entra, sua aparência não era nada boa, tinha um ar cansado, parecia que tinha uns vinte anos a mais na aparência, ela então se aproxima dele querendo entender o que havia acontecido.

Rebeca: Você está bem? Aconteceu alguma coisa?

Gustavo: Me desculpe Rebeca, sinto muito por não ter chegado antes, tive uma reunião em Madrid, na Espanha, assim que saí da floricultura quando fui encomendar suas orquídeas, eu fui informado pelo meu advogado que precisaria correr para Madrid, peguei o voo o mais rápido que pude, fiquei resolvendo assuntos jurídicos por lá, em nenhum momento eu esqueci do nosso compromisso de hoje a noite, acredite que eu fiz até o impossível para ser liberado mais rápido, e mesmo atrasado eu acho que consegui. Se me der uns minutos eu tomo um banho rápido e podemos ir.

Rebeca: Você não prefere deixar para outro dia? Eu vejo como está cansado, eu não me importarei se deixarmos para outro dia, por mim está tudo bem.

Gustavo: Mas eu me importo, eu corri feito um louco, passei o dia inteiro pensando nessa noite, então se me der quinze minutos eu estarei novo em folha. Vou subir e me arrumar, com licença.

Rebeca havia ficado emocionada com a atitude de Gustavo, ele tinha ido à Espanha e voltado no mesmo dia somente para cumprir com sua palavra, tudo bem que era relativamente perto pois de Lisboa a Espanha o voo era de aproximadamente 1h15 sem escalas, ela via que a aparência dele não era das melhores, mas havia ficado feliz com seu esforço para cumprir com o convite.

Cerca de quinze minutos depois Gustavo surge à sua frente completamente renovado, estava vestido de um jeito mais informal, seu sorriso no rosto estava de matar, definitivamente parecia um outro homem.

Gustavo: Podemos ir?

Rebeca: Sim!

Os dois partem e chegam a um restaurante muito bem decorado, era um restaurante-bar, onde possuía um cassino acoplado, Rebeca jamais estivera num cassino antes. O restaurante-bar possuía ainda vários ambientes, e um deles era uma pista de dança.

Os dois sentam em um ambiente mais reservado e Gustavo pede para eles um prato típico português, ele estava muito falante e parecia animado naquela noite, nem parecia o farrapo humano que havia entrado pela porta minutos antes.

A noite estava muito agradável, conversavam sobre absolutamente tudo.

Gustavo: Rebeca eu sinto que a conexão que temos é rara, inexplicável e única, nunca me senti tão bem com mulher nenhuma.

Rebeca: Eu não sei o que te dizer, somente que eu sinto o mesmo, quando estamos e conversamos, parece que nos conhecemos de longa data.

Gustavo tira do bolso uma caixinha de veludo preta e abre.

Gustavo: No dia do nosso “noivado” eu não te dei nenhum anel, mas quero que use este, eu mandei fazer especialmente para você.

Rebeca ficara olhando um longo tempo para o anel a sua frente, era uma peça belíssima de ouro e diamantes, nunca nem em sonhos ela imaginou que teria uma peça daquelas.

Rebeca: Nossa! É lindo demais, obrigada..........eu nem sei o que dizer.

Gustavo: Não precisa dizer nada, fico feliz que tenha gostado, era para eu ter te dado esse anel antes, mas não ficou pronto antes da festa, eu sinto muito.

Rebeca: Eu nunca tive nenhuma joia, nem bijuteria eu podia comprar, eu amei de verdade, obrigada.

Gustavo: De nada.......que tal se formos para a pista de dança? Podemos aproveitar bastante, o que acha?

Rebeca: Claro, você sabe que não sou boa em danças, mas quero tentar.

Os dois vão até a pista de dança e começam a se moverem ao ritmo da música, Gustavo o tempo todo mostrava a ela como se fazia os passos, dançavam músicas de todos os estilos.

Depois de muito tempo, ambos já cansados, iam se retirando da pista de dança, quando escutam o início de uma música já conhecida para eles.........

When a man loves a Woman...

Quando um homem ama uma mulher ...

Gustavo então olha para Rebeca como se perguntasse apenas com os olhos se ela se recordava daquela música, ela então apenas se aproxima dele se encaixando em seu corpo, exatamente como no dia do noivado, pela segunda vez os dois sentiam que existiam somente os dois naquele ambiente. Dançavam agarrados um ao outro, estavam de olhos fechados, apenas aproveitando a sensação de estarem colados.

Quando a música termina e começa a tocar outra mais animada, os dois continuam imóveis, se afastam e se olham, ficam assim por muito tempo.

Gustavo: Parece que temos a nossa música!

Rebeca: Sim! Essa foi a segunda vez que a ouvimos.

Os dois voltam à mesa de jantar ainda em clima de romance e pedem algo para comer, afinal haviam passado muito tempo dançando.

Gustavo havia pedido alguns petiscos para beliscarem, e com eles, havia uma garrafa de vinho.

Rebeca: Eu não estou acostumada a beber, por favor coloque pouco para mim.

Gustavo: Claro, se não está acostumada, é melhor não abusar. A noite está ótima, mas queria te levar a um ultimo lugar, confesso que adoro, é aqui dentro mesmo, venha comigo.

Depois de comerem alguns petiscos e beberem um pouco de vinho, os dois vão em direção ao cassino. Rebeca ficara encantada como ambiente, parecia coisa de filme, dentro deles haviam pessoas muito bem vestidas, vários ambientes e pessoas fumando charuto e bebendo whiskys caríssimos.

Gustavo: Quero te ensinar a jogar, quem sabe hoje você não dá uma guinada em sua vida e fica milionária?

Rebeca: Eu? Acho praticamente impossível, nunca ganhei nada na vida, somente perdi.

Gustavo: Ah, vamos! Vou te ensinar como se joga na roleta.

Gustavo explicara para ela como se jogava, era um jogo de sorte ou azar, no tabuleiro existiam 38 casas numeradas de 0, 00 a 36, essas casas se alternavam entre si nas cores vermelha e preta, com exceção do 0, 00 que eram verdes, a regra era que os jogadores apostassem no número da casa em que o dado cairia, se o dado caísse no número apostado, o sortudo levava o prêmio.

Rebeca não estava nada confiante, sabia que perderia dinheiro, mas a todo tempo Gustavo insistia para que ela jogasse. Ela não estava entendendo muito bem as apostas, Gustavo é que dizia a quantia que ela apostaria, ela somente escolhia o número e a cor.

Passaram muito tempo ali, ela mesmo sem entender estava gostando da sensação de ver aquela roleta girando, nem fazia ideia de quanto havia perdido.

Em sua última tentativa, ela escolhe a cor preta de número 33, mais uma vez ela achava que não ia dar em nada, porém.......

Gustavo: Rebeca, você ganhou! Você ganhou princesa!

Rebeca: Eu ganhei?

Gustavo a abraça muito feliz, ele pulava de alegria como se fosse ele que tivesse acabado de ganhar.

Rebeca: Eu não esperava ganhar, nunca ganho nada! E quanto foi que eu ganhei?

Gustavo: Cinco milhões de dólares!

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Comments

Ivonete

Ivonete

sempre vou pesquisar quando na história tem música para o casal .... gente vi o vídeo com tradutor o cantor canta de emociona a todos , mostra que ele tava amando uma mulher e a música era pra ela. que coisa linda ❤️

2025-02-07

0

Ivonete

Ivonete

a melhor música para eles 🥰

2025-02-07

1

Ivonete

Ivonete

Gustavo tá apaixonado 🥰 que lindooooo ❤️

2025-02-07

0

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