Capítulo 3

Rebeca: Olha, eu agradeço sua ajuda, mas essa situação é constrangedora, eu preciso me levantar, já que tenho atestado de uma semana, eu vou para minha casa, sobre o dinheiro que gastou comigo, eu te pagarei cada centavo, só peço que me dê uns dias pois no momento eu estou um pouco apertada, mas eu prometo que te rembolsarei.

Gustavo: Já disse que não me deve nada, eu sou um homem rico, não me custa nada ajudar! E se quer ir para sua casa, eu faço questão de te levar.

Rebeca: Não! O senhor já fez muito, não precisa se incomodar.

Gustavo: Não pedi a sua autorização, eu a levarei para sua casa e pronto!

Gustavo se levanta e vai tomar um banho rápido, quando sai do banheiro encontra Rebeca sentada na cama ainda meio tonta, seus olhos estavam inchados e espirrava sem parar. Ele se aproxima e a ajuda a se levantar, a segurava pela cintura firmemente, ela era tão pequena e delicada que ele não precisava fazer esforço nenhum. Saem sem tomar café da manhã, já que Rebeca havia recusado.

Os dois vão andando pelo corredor causando olhares curiosos da parte dos funcionários que encontravam pelo caminho, Rebeca sabia que àquela altura já estava na boca de todo mundo.

Rebeca: Não precisa fazer isso, é sério, eu posso ir sozinha!

Gustavo não respondera nada, apenas a olhava com firmeza, como se quisesse fazer ela entender que não tinha outra alternativa. Os dois entram num luxuoso carro e seguem até a casa de Rebeca.

Gustavo: Você precisa me ensinar o caminho até sua casa.

Rebeca assente com a cabeça e vai explicando o caminho para ele. Depois de 35 minutos chegam a um prédio caindo aos pedaços, muito diferente dos lugares que certamente Gustavo estava acostumado. Eles descem do carro e Gustavo a ajuda sair e a subir as escadas.

Assim que Rebeca põe a chave na porta acontece o de sempre: a chave trava na porta, era preciso paciência, depois de muitas tentativas a porta se abre, Rebeca estava muito envergonhada de mostrar a ele onde vivia.

A kitnet era minúscula, não havia separação dos cômodos, a sala era junto com o quarto e a cozinha, somente os poucos móveis é que separavam os ambientes, na sala havia um sofá muito velho, o estofado estava todo rasgado, não havia nenhum aparelho eletrônico, nem tv, nem aparelho de rádio, computador, absolutamente nada. Na cozinha tinha apenas uma mini geladeira e uma mesinha de plástico com apenas uma cadeira, ele notara a torneira vazando sem parar, a cama era de solteiro e uma das pernas da cama estava amparada por um tijolo pois havia quebrado, ela parecia muito desconfortável, sem contar o cheiro de mofo que tinha o lugar, ele percorria os olhos pelo minúsculo apartamento, não podia deixar de notar como era tudo precário.

Rebeca: E então? Já terminou sua inspeção? Está horrorizado?

Gustavo: Não posso dizer que não fiquei surpreso pois não achei que vivesse tão mal assim. O hotel paga tão pouco que não consegue morar num lugar melhor que essa pocilga? Ou você gosta tanto de gastar dinheiro que não consegue controlar seus gastos?

Rebeca se sentia humilhada com esse comentário, nem ela gostava de morar naquele lugar, mas no momento com as despesas que tinha, era o que conseguia pagar. E quem ele pensava que era para falar daquela forma, se nem ao menos sabia nada de sua vida?!

Rebeca: Olha se já terminou de me humilhar, já pode ir, eu agradeço tudo o que fez por mim, e repito que pagarei tudo o que gastou comigo, mas se é para ficar me humilhando, peço que se retire, o senhor não sabe nada sobre mim, então não tem o direito de me julgar.

Gustavo: Peço desculpas pelas palavras, mas esse lugar não é para você.

Rebeca: No momento é o que eu consigo pagar, não gosto de morar aqui, mas não tenho outra alternativa, meu orçamento está todo comprometido. Eu não queria ser indelicada, mas eu preciso descansar um pouco, se o senhor puder me dar licença...

Gustavo: Claro, eu já vou indo, se precisar de mim, é só me ligar, deixarei meu cartão em cima da mesa, qualquer coisa me procure. E mais uma vez quero reforçar que não me deve nada, até porque morando onde você mora, dificilmente irá conseguir me pagar, então esqueça isso.

Rebeca: Não sei se fico agradecida ou me sinto ainda mais humilhada, mas mesmo assim obrigada por tudo. Não se preocupe que não precisarei de mais nada e provavelmente nossos caminhos não se cruzarão novamente. Adeus senhor Gustavo.

Rebeca o acompanha até a porta ainda se sentindo muito fraca, tudo o que ela queria era tomar um banho e se deitar, ela se despede de Gustavo, mas nota um olhar misterioso nele, como se ele estivesse fazendo planos, e que certamente a incluiriam, nessa hora ela sente um arrepio percorrer seu corpo, se sentia muito constrangida com ele, mas ao mesmo tempo queria saber mais a seu respeito.

Gustavo se despede dela na porta e vai em direção ao seu carro, não podia deixar de reparar na vizinhança do prédio, aquele lugar não oferecia segurança nenhuma, parecia que o prédio estava prestes a desabar a qualquer minuto. Ele entra no carro e faz uma ligação.

Gustavo: Alô! Sou eu, Gustavo...... Tenho um serviço para você... .......Sim..............Quero que descubra tudo o que puder sobre uma funcionária do Palace Five.........Sim, isso mesmo....... Se chama Rebeca Nunes............. Quero isso até amanhã.

Assim que Gustavo desliga o telefone, uma sombra passa por seus olhos, sabia que seus caminhos voltariam a se cruzar, e se tudo corresse como ele esperava, ela ficaria ao seu lado por um bom tempo.

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Comments

morena

morena

poxa 🥺

2024-05-10

2

Cleidilene Silva

Cleidilene Silva

estou amando!!gosto quando a protagonista e muito humilde.

2024-05-03

1

Rosa Hosana Santos

Rosa Hosana Santos

acho que o amor bateu na porta Gustavo 💕💕💕💕

2024-04-24

0

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