Gustavo olhava para Rebeca muito profundamente, ainda tentava entender tudo o que se passava dentro de sua mente.
Assim que Rebeca vai recuperando o fôlego, ele vai se acalmando.
Gustavo: Que susto você me deu, eu vi você lá de cima do meu escritório que estava em apuros, eu desci o mais rápido que pude. Ainda bem que cheguei a tempo.
Rebeca: Obrigada Gustavo, você salvou minha vida, eu nunca vou poder te agradecer por isso. Eu tive uma cãibra muito forte, fiquei desesperada, muito obrigada.
Gustavo: Qualquer um no meu lugar faria a mesma coisa.
Rebeca ouvira aquilo com tristeza pois tinha esperança de que Gustavo ao menos gostasse dela nem que fosse um pouquinho.
Ele a ajuda a se levantar e a leva para o quarto, ela precisava se secar e descansar. Gustavo a ajuda a se secar e na hora dela se trocar, ele entra no banheiro para que ela tivesse privacidade, ele aproveita e toma um banho quente e troca de roupa.
Rebeca já estava deitada quando ele sai do banheiro, Gustavo então vai até o escritório e pega todos os contratos, documentos e o computador, e passa a trabalhar no quarto mesmo. Ele se senta ao lado dela na cama e então começa a se concentrar no trabalho, parecia que ao lado dela, a vontade de trabalhar voltara.
Rebeca logo adormece, Gustavo então nota que já estava há muito tempo a olhando, ele definitivamente já não se reconhecia mais.
Ele precisava criar uma barreira entre os dois o mais rápido possível pois ele era um homem livre, não queria compromissos, não havia nascido para casar e certamente se envolvendo com Rebeca, ela sairia machucada, e depois dele saber de toda sua história e conviver com ela, ele sabia que de todas as pessoas no mundo, a única que ele não poderia magoar, era ela.
Gustavo a desejava muito, o beijo dos dois havia despertado algum sentimento adormecido dentro dele, mas ele tinha medo de se deixar levar por esse sentimento e no final das contas enjoar dela, e se ela se apegasse demais ou se ela se apaixonasse por ele, Gustavo nunca se perdoaria, pois ele não estava disposto a largar sua vida de farra e mulheres pois não sabia ao certo o que sentia por ela, poderia muito bem ser fogo de palha, poderia ser momentâneo.
Gustavo então decide tomar uma postura mais distante possível dela, e a todo momento tentava se convencer de que era para não a machucar. Assim que ela estivesse melhor, ele teria uma conversa séria com ela, até porque as coisas já estavam sob controle, seu pai havia acreditado no noivado dos dois, seu noivado havia sido anunciado publicamente, e seus pais haviam ido embora, então não precisariam mais fingir e dividir o mesmo quarto.
Agora era só esperar passar os outros dez meses para que enfim se separassem definitivamente.
Já era noite quando Rebeca acorda, se sentia ainda cansada pelo esforço que fizera na piscina tentando respirar. Ela abre os olhos lentamente e se senta na cama com cuidado, Gustavo estava observando a linda paisagem à sua frente pela varanda do quarto, assim que ela se senta na cama, Gustavo se vira e vai em sua direção.
Gustavo: Você está bem?
Rebeca: Sim, ainda me sinto cansada, mas estou bem.
Gustavo: Rebeca, eu sei que não é o melhor momento, mas acho que agora que estamos somente nós dois aqui nessa casa, não tem a necessidade de dormirmos mais no mesmo quarto, então decidi deixar você aqui, e eu ficarei no de hóspedes.
Rebeca: Mas isso não tem cabimento, eu é que devo sair daqui, não se preocupe que eu me levanto num minuto e tiro minhas coisas daqui.
Gustavo: Não há necessidade, eu faço questão que fique aqui, esse quarto é mais confortável, você estará melhor instalada aqui.
Rebeca: Ah Gustavo, pelo amor de deus! Você mesmo já me disse que eu morava numa pocilga, e agora quer me deixar mais confortável? Qualquer quarto dessa casa é confortável, acho que até a lavanderia dessa casa é mais confortável do que onde eu morava, não se preocupe com isso porque eu estarei muito bem no quarto de hóspedes.
Gustavo: Você ficou chateada com meu pedido?
Rebeca: Claro que não, acho que a parte mais difícil de nosso acordo já passou, que era convencer seu pai, e ele já não está mais presente então não tem mesmo porque continuarmos a dormir juntos, agora você pode trazer quem você quiser para esquentar essa cama para você!
Rebeca fala isso e se levanta com certa dificuldade, queria retirar suas coisas o mais rápido possível, nem ao menos sabia porque sentia raiva e tristeza ao fazer aquilo, era como se estivesse cortando o cordão que a ligava a Gustavo.
Depois de retirar tudo o que era seu do quarto de Gustavo, ela então se acomoda no quarto de hóspedes, que era igualmente confortável, mas com uma única diferença: o travesseiro não tinha o cheiro dele.
Naquela noite nenhum dos dois desceu para o jantar, Rebeca se trancara no quarto e chorava sem entender o que sentia, ela estava acostumada a mudanças e a ser abandonada, mas se afastar dele daquela forma doía muito nela. Rebeca adormecera naquela noite, ainda sonhando com o beijo no dia da festa, e em seus sonhos, Gustavo havia percebido que a amava depois daquele beijo.
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Atualizado até capítulo 38
Comments
Ivonete
e a mas de 2 meses q ele tá sem mulher
2025-02-07
0
Luciene Costa
autora do céu..fiquei sem ar .. aqui que chega a doer, os dois separados
2024-09-07
1
Cleidilene Silva
eu já estou até em lágrimas 😭😭😭 não faz isso autora por favorzinho.
2024-05-03
3