Gustavo Bencatel era o CEO da maior cadeia hoteleira do país e uma das maiores do mundo. Tinha 37 anos, era solteiro e muito mulherengo, estava acostumado a ter muitas mulheres ao seu redor, de todos os tipos, idades e nacionalidades. Dizia que quando se apaixonasse seria para sempre e que faria de tudo para conquistar o amor da mulher que conseguisse fazer despertar seu coração, mas dizia também que enquanto não se apaixonasse pela mulher certa, iria se divertir com as erradas.
Gustavo sempre era muito honesto com quem se relacionava, nunca prometia nada que não pudesse cumprir, levava sempre consigo o princípio de que um homem de verdade não usava de mentiras, sempre era muito honesto com todas as mulheres, deixava muito clara suas intenções, sabia também que a maioria queria desfrutar de boa companhia e do luxo que ele podia proporcionar, era uma troca, ele oferecia viagens, presentes caros e muitos luxos, enquanto as mulheres lhe davam sua companhia, beleza, juventude e prazer.
Ele chegara ao hotel muito discretamente, era raro alguma aparição dele em mídias sociais, levava uma vida agitada, porém agia discretamente. Sempre aparecia em seus hotéis sem avisar, e nem mesmo os gerentes tinham conhecimento de quem era, pois normalmente usava outro sobrenome. No Palace Five ninguém sabia que ele era nada mais, nada menos que o dono. Ele tinha o costume de se hospedar em seus próprios hotéis para avaliar o comportamento de seus funcionários, como usava um outro sobrenome, nunca havia sido descoberto.
De volta ao hotel depois de levar Rebeca para casa, ele pede o café da manhã e começa a pensar que talvez ela fosse perfeita para seus planos, se ele estivesse certo, ela não era ambiciosa nem uma mulher qualquer, se tudo isso se confirmasse, iria fazer um acordo com ela, só esperava que ela aceitasse.
Passado uma semana desde o dia que Rebeca fora pega dormindo em serviço literalmente, chegara a hora de retornar ao trabalho. Na semana que ficara de descanso havia conseguido se recuperar muito bem, graças aos remédios que Gustavo havia comprado, pois se dependesse dela, jamais teria se recuperado tão cedo pois não sobrava nada de seu salário, na verdade faltava todos os meses, muitas vezes deixava de se alimentar para mandar dinheiro para sua avó.
Assim que chega ao hotel, Felipe, o gerente a esperava na entrada.
Felipe: Bom dia senhorita Rebeca, por favor me acompanhe até minha sala.
Rebeca sentia um medo tomar conta de seu corpo, nunca havia sido chamada na sala da gerência.
Felipe: Sente-se por favor.
Rebeca: O senhor quer falar sobre o ocorrido? Eu juro que jamais tinha feito nada parecido, eu estava me sentindo mal, e sabia que não teria hósped...
Felipe: Cale-se! Não quero saber de suas desculpas, você quebrou uma regra importantíssima do hotel e sabe disso, manchou nossa reputação. Te chamei aqui porque está demitida. A partir de agora você não trabalha mais aqui, passe no RH e acerte tudo, e deixe seu uniforme no vestiário, não precisa nem se trocar.
Rebeca: Senhor, por favor não faz isso comigo, eu te suplico, eu preciso desse emprego, eu sempre fui exemplar, por favor, eu prometo que trabalharei em dobro se for o caso, mas eu não posso perder esse trabalho... – a essa altura as lágrimas já estavam correndo soltas pelo seu rosto.
Felipe: Essa ordem veio de cima, sua demissão estava na minha mesa há alguns dias, eu nada posso fazer, na verdade não sei quem te denunciou, se foi algum funcionário, ou o próprio hospede, mas o fato é que sua demissão é coisa certa. E por favor, agora se retire, e vá direto ao RH.
Rebeca se sentia sem chão, sua vida já estava um caos, ficava se imaginando agora sem trabalho, chorava sem parar. Só conseguia pensar quem havia a denunciado pois, no trabalho não tinha inimizades, na verdade era bem reservada, falava somente o necessário, ninguém sabia das coisas que havia passado na vida. Somente uma pessoa vinha à sua mente: Gustavo! Certamente aquele papo de que estava tudo bem era mentira, se ela se encontrasse com ele novamente, e descobrisse que fora ele que havia causado aquilo tudo, não se responsabilizava pelos seus atos.
Depois de acertar tudo no hotel, Rebeca volta para casa, queria colocar suas emoções em ordem pois na sua condição financeira e emocional, não podia se dar ao luxo de ficar sofrendo, tinha que ir à luta.
Rebeca chega em sua Kitnet e vai direto preparar um chá, não sabia o que faria dali por diante.
Ela olhava ao redor e só conseguia sentir mais desespero do que nunca, morava num lugar insalubre, estava sem salário e não sabia quanto tempo levaria para conseguir outro trabalho.
Assim que termina de tomar seu chá, decide se deitar um pouco pois quem sabe dormindo conseguisse se esquecer de seus problemas.
Já passava do meio dia quando Rebeca acorda com alguém batendo violentamente em sua porta. Ela se levanta rápido e corre em direção à batida, como de costume a chave estava travada.
Depois de uns minutos ela finalmente consegue abrir a porta, e para sua surpresa, estava parado a encarando a única pessoa que ela não queria ver nem pintado de ouro: Gustavo!
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Atualizado até capítulo 38
Comments
Thaliaa Vieira
Eu sei que ela quer ajudar a avó entendo, mais aí ficar sem comer, passando fome não dá né?!!! Praticamente trabalha pra dar o salário
2024-10-27
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Errado ele não está...
2024-07-28
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Cleidilene Silva
com certeza, adorando, menina de sorte 😃😃😃
2024-05-03
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