Capítulo 2

Gustavo chegara de viagem ao país e fora direto para o hotel que estava acostumado a ficar, o Palace Five, não precisava fazer reservas, estava acostumado a conseguir absolutamente tudo o que desejava, assim que chega, sobe direto para a suíte 303 Deluxe, quando entra se depara com uma mulher deitada em sua cama, pelo uniforme se tratava de uma das funcionárias do hotel, ela parecia muito jovem, talvez uns 23 anos mais ou menos, era linda, seu rosto muito delicado, seus cabelos soltos caíam sobre o travesseiro parecendo uma cascata, seu corpo era cheio de curvas, curvas essas que ele adoraria percorrer, num impulso ele se aproxima e sente seu cheiro, ela tinha um cheiro floral e adocicado ao mesmo tempo, respirava lentamente, como se estivesse num sonho bom. Ele ficara ali parado a olhando por um longo tempo, somente tentando entender porque simplesmente não a acordava e a repreendia pela sua falha.

Algo dizia que ela não fazia por mal, e Gustavo estava acostumado a confiar em sua intuição, então ele se acomoda vagarosamente numa poltrona no fundo do quarto e decide esperar até que a bela adormecida acordasse para que pudesse se explicar.

Agora, depois de ver o quanto ela estava desconcertada, só conseguia sentir pena, pois era nítido que ela não estava bem, assim que ela desmaia, ele corre para ampara-la, a pega em seus braços e a coloca na cama, ela ardia em febre.

Gustavo corre para o telefone e pede para que levassem um médico até lá, assim que desliga o telefone, ele veste um roupão, e se senta ao seu lado na cama, pega em uma de suas delicadas mãos e espera até que o médico chegasse.

Cerca de 40 minutos depois, o médico aparece ao lado do gerente do hotel.

Felipe: Com licença senhor, eu sou o gerente do hotel, me chamo Felipe, aqui está o médico que pediu, eu posso ajudar em alguma coisa? Se sente bem?

Gustavo: Entrem por favor, o médico não é para mim, uma funcionária do hotel passou mal durante o trabalho.

Médico: Vocês podem sair para eu examiná-la por favor?

Gustavo e o gerente do hotel saem do quarto e entram numa porta que dava para uma sala da suíte.

Assim que o médico termina de examiná-la, chama os dois.

Gustavo: E então? O que ela tem?

Médico: Aparentemente é uma gripe, sugiro que ela fique de repouso por no mínimo uma semana, é bom também ela tomar muito líquido, e se alimentar corretamente, vou receitar uns remédios e vitaminas.

O médico se despede e ficam Gustavo e Felipe no quarto observando Rebeca dormindo.

Felipe: Senhor, eu não queria ser indelicado, mas como foi o senhor que chamou o médico, espero que não coloque na conta do hotel, afinal essa petulante não estava mais em seu horário de serviço, aliás assim que ela se recuperar, eu exigirei saber o que ela fazia aqui além de seu horário de serviço.

Gustavo: Não se preocupe, arcarei com todos os custos dos medicamentos, e a consulta é por minha conta.

Felipe: Isso é um absurdo, ela trabalha conosco há 4 anos, nunca havia feito nada parecido, cada dia que passa esses funcionários ficam mais abusados.

Gustavo: É assim que os funcionários são tratados aqui nesse hotel? Apesar de ela estar fora de seu horário de serviço, ela passou mal, deveria receber ao menos um amparo por parte de vocês!

Felipe: Veja bem senhor, sabe como é, temos que fazer com que o nome do hotel não seja manchado, e se a moda pega os funcionários irão deitar e rolar...

Gustavo nada responde, apenas fica olhando o gerente muito seriamente o fuzilando só com o olhar, achava que os funcionários mereciam mais respeito, e se estivesse certo em seu julgamento, aquele homem não parecia ser um bom gerente. Assim que Felipe sai do quarto, Gustavo vai para um banho rápido, pois desde que chegara de viagem não havia tomado.

Ele sai do banheiro, veste somente um short e se deita na cama ao lado de Rebeca, fica um longo tempo apenas a admirando.

Por que ele estava tão curioso assim a respeito de uma desconhecida? Não sabia ao menos o seu nome. Ela ali deitada parecia tão frágil, sentia uma vontade imensa de cuidar dela e protege-la.

Gustavo acabara adormecendo, e em seus sonhos só aparecia aquela doce mulher que estava ao seu lado.

Cinco da manhã. Rebeca desperta, se sentia como se estivesse deitada nas nuvens de tão macia era a cama, e os lençóis envolviam seu corpo como se a acariciase, definitivamente ela não estava em sua velha cama. Lentamente ela vai abrindo os olhos e se recordando vagamente da noite anterior, quando se vira nota que não estava sozinha, ao seu lado estava o homem que a encontrara dormindo.

Um desespero a invade, como ela havia ido parar naquela cama? Será que ele...? Ela olha por baixo do lençol e nota que estava vestida, mas então o que ela fazia ali? Ela nota o peito dele descoberto e num impulso passa a mão, sentindo cada músculo daquela barriga definida, aquele peitoral largo e firme. Sentia seu rosto pegar fogo de tão envergonhada.

Ela então resolve se levantar e começar seu dia, afinal já estava em seu local de trabalho. Não consegue colocar o pé para fora da cama pois uma forte tontura a impede, imediatamente ela se deita soltando um profundo suspiro.

Nesse exato momento Gustavo acorda, e a olha preocupado.

Gustavo: Você está bem? Está sentindo alguma coisa?

Rebeca: O que eu estou fazendo aqui?

Gustavo: Você não se lembra? Você desmaiou ontem, chamei um médico que te examinou e sugeriu que ficasse de repouso por uma semana, como já estava tarde eu deixei que ficasse por aqui mesmo, mas não se preocupe, eu jamais faria mal a uma mulher. Antes de qualquer coisa, sou um cavalheiro. Aliás como se chama?

Rebeca: Me chamo Rebeca Nunes, me desculpe pelo transtorno, eu prometo que te pagarei cada centavo gasto comigo, eu jamais imaginei que isso fosse acontecer, eu...

Gustavo: Me chamo Gustavo, e não estou te cobrando nada, e também não se preocupe, o médico te deu atestado de uma semana, nesse tempo é bom que se cuide, aliás pedi que comprassem os remédios e vitaminas que o médico receitou, e você precisa se alimentar bem também, daqui a pouco pedirei nosso café da manhã.

Rebeca: Nosso café da manhã? Pode ir parando por aí, por que o senhor está fazendo isso? Eu sou funcionária desse lugar, invadi seu quarto, dormi em sua cama, desmaiei, te dei gastos com médico e remédios, passei a noite aqui, e ainda quer me dar café da manhã? Qualquer outro hóspede já teria exigido a minha demissão. Quem é o senhor afinal de contas?

Gustavo: Eu sou alguém que pode ajudar você, tenho plenas condições para isso, e não vejo porque não fazer.

Rebeca: Mas o senhor tem que concordar que isso não faz sentido nenhum, como já disse, qualquer outra pessoa já teria pedido a minha demissão imediatamente, aliás eu quebrei uma regra importantíssima do hotel, eu não entendo porque está me ajudando.

Gustavo: Para falar a verdade, nem eu sei porque fiz isso, mas costumo seguir minha intuição, e ela me diz que devo te ajudar.

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Comments

Clara ClaraDuro

Clara ClaraDuro

tu é que és um abusado, sem coração.
A pessoa está mal, desmaiou, e ele preocupado com uns trocos de uma consulta??? 😤😤😤😤😤😡😡😡😡

2025-01-26

0

Clara ClaraDuro

Clara ClaraDuro

gostei, faça esse Filipe pagar caro

2025-01-26

0

Thaliaa Vieira

Thaliaa Vieira

Bom já que ela nunca tinha feito nada disso em 4 anos, não pode relevar ? 🙄 gerente escroto

2024-10-27

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