Capítulo 13

Rebeca acordara sozinha na cama, certamente Gustavo já havia descido para o café da manhã, ela então se levanta o mais rápido que pode, toma um banho e desce, encontra todos sentados a mesa já tomando café.

Rebeca: Bom dia a todos, me desculpem a demora, eu dormi demais.

Leonor: Não se preocupe minha filha, certamente meu filho não a deixou dormir direito à noite não foi?

Rebeca estava da mesma cor que os morangos em cima da mesa, não ousava levantar os olhos para ela, já Gustavo ria do comentário de sua mãe.

Gustavo: Não fale assim mãe, Rebeca não é como as outras mulheres, ela é tímida, não a deixe desconfortável.

Leonor: Me desculpe minha filha, mas é tão bonito ver vocês dois juntos!

Santiago: Vamos ver até quando isso irá durar, porque conhecendo meu filho sei que logo se cansará de você menina, aliás você não é mulher para ele!

Gustavo: Mais respeito pai! Não fale assim com Rebeca, ela é a mulher que eu escolhi, se quer respeito, sugiro que nos respeite também, se me derem licença, eu perdi a fome. Rebeca vou ao escritório, quando terminar seu café me avise que sairemos.

Rebeca: Eu também estou sem fome, se quiser podemos ir agora mesmo.

Os dois saem, entram no carro e vão em direção ao centro de Lisboa.

Gustavo: Me desculpe pelo jeito que meu pai falou com você, eu já havia dito como ele era, mas confesso que está cada dia pior.

Rebeca: Está tudo bem Gustavo, de certa forma seu pai não mentiu, você mesmo já deixou claro que não consegue ficar sem mulher, e nosso relacionamento é um acordo, e eu realmente não sou mulher para você, até porque você pode ter a mulher que quiser, jamais olharia para mim.

Gustavo: Não se diminua dessa forma Rebeca, eu já disse que não sou indiferente a você, mas meu pai não tem o direito de falar com você daquele jeito.

Rebeca: Está tudo bem, seu pai não falou nenhuma mentira.

Gustavo terminara o percurso em silêncio, ficara apenas imaginando porque havia defendido Rebeca daquela forma.

Os dois passam o dia no centro de Lisboa, andavam para cima e para baixo comprando tudo o que viam, Rebeca se sentia constrangida com ele pois a cada coisa que ela achava bonito ele fazia questão de comprar para ela.

Rebeca: Eu nunca tive tantas coisas assim na minha vida, no final desse um ano terei que comprar muitas malas para levar tudo que ganhei para ir embora.

Gustavo que até aquele momento estava alegre, mudara de uma hora para outra de comportamento, fechou a cara e andava sem paciência, Rebeca não estava entendendo nada.

Rebeca: Está tudo bem com você? Eu falei alguma coisa desagradável?

Gustavo: Não, me desculpe, às vezes vem alguns problemas na minha mente, mas não é nada.

O resto da tarde aproveitam para almoçar e passear pelo centro de Lisboa.

Retornam para casa somente na hora do jantar, Leonor e Santiago já estavam à mesa.

Santiago: Rebeca, te devo desculpas pela forma como falei com você, não deveria ter dito aquelas coisas.

Rebeca: Não se preocupe, está esquecido.

Leonor: Gustavo, estive conversando com seu pai e depois da festa iremos embora, não queremos atrapalhar vocês dois, nossa casa ainda está reformando, mas podemos muito bem ficar na outra casa de praia. Imóvel é que não nos falta!

Gustavo: Se querem assim, tudo bem! Eu e minha noiva precisamos mesmo ficarmos mais tempos sozinhos, não é meu bem?

Rebeca: Eu acho a companhia da dona Leonor uma delícia, não que eu ache a do senhor Santiago ruim........Enfim..........

Gustavo: Eles entenderam princesa, mas é melhor mesmo que eles nos deixem sozinhos, teremos mais privacidade, se é que me entende!

Era justamente disso que Rebeca tinha medo, será que o comportamento de Gustavo mudaria depois que seus pais fossem embora?

Os dois meses passaram voando, Gustavo estava realmente sendo o namorado perfeito, sempre fazia seus gostos, era atencioso, a levava para conhecer vários lugares de Portugal, passava muito tempo conversando com ela e contando sobre sua infância e juventude, continuava a ensiná-la a nadar, enfim, pareciam velhos amigos, a noite eles sempre se deitavam na grande cama e continuavam suas conversas, Gustavo manteve sua palavra de não tentar nada com ela, embora ela notasse seus olhares de desejo para ela, os dois também riam muito juntos, quem olhasse de fora realmente acharia que fossem um casal.

Rebeca sentia um aperto no peito pois quando chegasse o dia da festa significaria mudanças em sua rotina, já que Leonor e Santiago iriam embora, e Gustavo retornaria ao trabalho, e ela não tinha ideia de como seria o comportamento de Gustavo para com ela, pois não precisariam mais fingir para os pais dele.

Finalmente chegara o dia da festa, Rebeca havia levantado muito cedo, tomara banho e se preparava para descer, Gustavo já estava de pé desde a madrugada, enquanto ela se arrumava, ele chega para avisar que seus tios e primos já haviam chegado também.

Gustavo: Rebeca, meus tios estão lá embaixo esperando por nós, e lembre-se de não cair nas provocações de minha prima, Priscila é uma mulher detestável, então ela fará de tudo para provoca-la.

Rebeca: Não se preocupe, nada do que ela falar poderá me atingir. Saberei lidar com ela.

Gustavo: Será por pouco tempo, amanhã mesmo eles já irão embora, com certeza sobreviveremos.

Ambos descem de elevador e encontram todos sentados a mesa, seus olhos foram direto para a mulher jovem e muito bonita que engolia Gustavo com os olhos. Não podia deixar de notar como ela era linda, mas tinha um olhar esnobe que a deixava feia.

Leonor: Quero apresentar a vocês a minha nora Rebeca, a mulher que fez meu filho tomar juízo.

Todos cumprimentam Rebeca com muita simpatia, pareciam todos muito agradáveis, tirando Priscila que a olhava com cara de nojo.

Priscila: Então quer dizer que é essa a coisinha por quem você se apaixonou Gustavo? Estou decepcionada, sou muito mais linda do que ela!

Gustavo: Ela tem nome Priscila e não é coisinha! E eu discordo de você, Rebeca tem muitas coisas que você jamais terá, e uma delas é caráter. Eu não me arrependo nem um segundo sequer de tê-la escolhido.

Priscila: Sei....... E você mocinha, trabalha em que?

Rebeca: Você não ouviu meu nome? Me chamo Rebeca, mas respondendo a sua pergunta, eu era camareira de um dos hotéis do Gustavo!

Priscila: Então é verdade mesmo? Você era serviçal do hotel?

Rebeca: Sim, e me orgulho disso, era muito boa na minha profissão, não me envergonho de nada.

Priscila: Credo! Gustavo você realmente baixou muito o nível hein!

Gustavo: Já chega Priscila, se quer continuar sentada nessa mesa, sugiro que cale a boca ou então se retire, não vou permitir que trate minha noiva assim.

Priscila: Nossa, vejo que está mesmo apaixonado! Essa mocinha tirou a sorte grande, pelo menos algum homem a quis, já que seu pai a tratou como lixo e sua avó a desprezou! Resta saber somente o que ela aprontou para eles a abandonarem dessa forma. Com certeza deve ter merecido!

Rebeca achava que nada que aquela mulher falasse poderia atingi-la, mas quando se tratava de sua família, de seu passado, ela não conseguia se segurar, era muita crueldade daquela mulher insinuar que a culpa era dela por ter sido abandonada, não sabia nem ao menos como ela sabia de tudo aquilo. Rebeca sentia lágrimas escorrendo abundantemente de seu rosto, aquele era seu ponto fraco, ela apenas saiu correndo chorando muito, subiu para o quarto e ficou por lá, não queria ver a cara de ninguém, lembrar de seu passado era muito doloroso, ela deita na cama chorando muito. Apenas queria esquecer que, as pessoas que deveriam ama-la, foram as que mais haviam feito ela sofrer.

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Comments

Anonymous

Anonymous

Eu não entendo porque convidar uma pessoa dessa pra festa e ainda ficar debaixo do mesmo teto 😒

2024-08-22

2

Dora Silva

Dora Silva

desgraçada 😡

2024-08-21

0

Cleidilene Silva

Cleidilene Silva

mais que mulher nojenta esnobe.

2024-05-03

4

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