Na semana que se iniciou, Rebeca se sentiu muito sozinha naquela imensa casa, Gustavo sempre saia antes dela acordar e quando voltava a noite sempre se trancava no escritório, a princípio ele havia falado que faria o máximo de esforço para almoçar e jantar com ela todos os dias, mas depois de sua última conversa com ele na noite em que se instalara no quarto de hóspedes, parecia que ele fazia questão de não a encontrar.
As semanas iam passando e Rebeca tentava se ocupar com alguma atividade naquela casa imensa, ia para a estufa que ficava no final do lindo jardim e se ocupava em cultivar orquídeas, tinha uma pequena coleção, havia orquídeas de muitas cores e espécies. Rebeca também gostava de ficar na edícula da casa, era uma pequena casinha muito aconchegante onde os hóspedes ficavam quando iam para lá, o que nunca acontecia pois Gustavo quase nunca estava em casa. Lá ela se dedicava a aprender outro idioma.
Rebeca também saia sozinha e passava longas horas sentada na areia apenas olhando o mar, caminhava na orla da praia e tentava colocar seus pensamentos em ordem. Até seus finais de semana eram solitários, eventualmente a mãe de Gustavo ligava para saber como tudo estava, ela tinha que fingir a voz mais feliz possível para que nada fosse percebido.
Desde que Rebeca começara a “trabalhar” para Gustavo, seu salário caia pontualmente, quase nunca ela usava, pois tinha tudo o que precisava, usava seu dinheiro somente para sair e conhecer um pouco mais de Portugal.
Quatro meses haviam se passado desde que chegara ali, e Rebeca sentia seu coração apertado pois, não sabia absolutamente nada de Gustavo, o que era muito compreensível pois a casa era imensa e dificilmente se encontrariam se não quisessem.
Naquela noite Rebeca já deitada em sua cama tentando pegar no sono ouvira sons de muitas risadas, parecia a risada de uma mulher, seu coração imediatamente dá um salto pois certamente Gustavo havia levado alguém para seu quarto. Ele havia dito que não a envergonharia, e que quando fizesse alguma coisa seria muito bem escondido, e aparentemente ele estava se divertindo aquela noite.
Rebeca não conseguia pegar no sono, somente vinha em sua mente a cena de Gustavo nos braços de outra mulher, ela então tenta afastar tal pensamento pois ele era solteiro e tinha total liberdade de fazer o que entendesse, até porque o que os unia era um contrato de trabalho.
Às três da madrugada Rebeca decide se levantar, não havia dormido ainda, os barulhos de risadas haviam cessado, talvez depois de uma noite tórrida de amor, Gustavo e sua acompanhante estivessem dormindo.
Ela então desce as escadas muito tranquilamente e vai caminhando até o jardim, era uma noite agradável, estavam na época de calor, e a noite tinha uma temperatura média de 24ºC, ela então vai até a estufa, acende as luzes e começa a cuidar de suas orquídeas, ela cortava e descartava folhas das orquídeas e passava canela em pó no local do corte, pois é um cicatrizante natural.
O único momento em que Rebeca esquecia de sua solidão era quando estava sozinha e concentrada nas plantas. Ela já nem sabia que horas eram, somente aproveitava a brisa suave que soprava e a paz que sentia em cuidar das plantinhas que tanto amava.
Rebeca nem percebera Gustavo parado na porta da estufa com as mãos no bolso a observando, Rebeca ia de vaso em vaso colocando canela e mudando alguns de lugar, ela assim que se vira com um vaso na mão, o vê parado na porta e se assusta, fazendo com que o vaso caísse e derrubasse toda a terra no chão e quebrasse os galhos de sua orquídea.
Gustavo: Me desculpe, não queria assusta-la, eu vi a luz da estufa acesa e quis saber do que se tratava. Aliás você fez um belo trabalho aqui, eu raramente entrei aqui, mas vejo que você cultiva muito bem essas orquídeas.
Rebeca: Obrigada, como não tenho muito o que fazer, eu acabei me ocupando de cuidar das orquídeas, sempre compro algumas também quando vou ao centro de Lisboa.
Gustavo: Estão lindas, aliás, elas são tão lindas quanto você.
Gustavo examinava o corpo dela de cima a baixo, Rebeca estava num conjunto de baby-doll muito curto e colado ao corpo, suas coxas torneadas estavam completamente à mostra, e a cor branca do conjunto apenas realçava seu cabelo escuro como a noite. Rebeca se sentia invadida com seus olhares, sentia raiva por ele horas atrás estar aos risos com outra mulher, que certamente podia estar ainda em seu quarto, e agora ele parado ali a engolia com os olhos.
Rebeca: Não fale isso, afinal sua companhia pode não gostar, aliás ela está lá em cima ainda?
Gustavo: Está me vigiando?
Rebeca: Não, eu apenas estava sem sono, e acabei ouvindo a risada escandalosa dela. E então? Não é melhor você voltar para cama? Ela pode não gostar de ver você aqui.
Gustavo apertava o maxilar com força, e se aproxima de Rebeca, a segura pela cintura com uma mão, com a outra ele segura seu pescoço e com certa força ele puxa sua boca para a boca dele, ele começa um beijo com urgência, ia ganhando espaço e intensificando o beijo, sua língua então passa a brincar com a língua dela, Rebeca era uma exímia aprendiz pois apesar de ser inexperiente, sentia algo forte e ardente por Gustavo, talvez ela não tivesse problema algum como pensava que tinha, pois desejava ele.
Rebeca agora não oferecia resistência nenhuma, passara suas mãos ao redor de seu pescoço e correspondia com paixão o beijo, ouviam somente o som da respiração de ambos.
Gustavo separa seus lábios dos dela somente quando sente que não conseguia mais respirar, assim que a olha, podia ver nos olhos dela que Rebeca também o desejava, ela não era indiferente a ele.
Ali naquele momento a vontade era de pegá-la em seus braços e leva-la para cama e saciar seu desejo.
Rebeca: E então? Sua acompanhante não o satisfez, e você precisou vir atrás de mim?
Gustavo a solta com força, fazendo com que ela se desequilibrasse e quase caísse no chão, ele então rapidamente a segura para que não caísse.
Gustavo: Me desculpe, eu não queria machuca-la, eu nunca faria isso.
Rebeca: Não se preocupe, você não seria o primeiro a me machucar. Com licença, eu vou dormir.
Rebeca sai apressadamente da estufa e sobe correndo até seu quarto. No escuro e no silêncio do imenso quarto podia ouvir as batidas aceleradas de seu coração. Com certeza não conseguiria dormir aquele resto de noite.
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Atualizado até capítulo 38
Comments
Kellyla Nunes
Aí que vontade de socar a cara do Gustavo.
2024-10-10
1
Dora Silva
não esperava que ele fosse tão fdp levando mulher pra cama onde a Rebeca dormiu com ele
2024-08-21
0
Dora Silva
não esperava que ele fosse tão fdp levando mulher pra cama onde a Rebeca dormiu com ele
2024-08-21
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