Golpe Fatal

Golpe Fatal

David pouco a pouco se inclinou sobre ela, mal cabia em si de tanta felicidade, queria desfrutar de cada instante como se fosse o último. A beleza de Lana, seu corpo, seu cheiro, tudo o que o intorpecia, trazendo simultaneamente felicidade sem lhe dar um único instante de paz.

Era um brinquedo nas mãos da caçadora, ela o manipulava com facilidade, como uma grande artista em um teatro de bonecos, ela sabia muito bem como comandar um mero fantoche. O jovem vampiro estava ciente disso, todavia pouco se importava, queria amá-la sem se preocupar com mais nada, ofertando a sua amada todos os luxos que o dinheiro poderia comprar. Afinal, a felicidade não tem preço.

Beijou uma por vez as maçãs de seu rosto, deslizando a mãos por toda a extensão de seus braços atléticos. Percorreu com a língua o contorno de sua orelha esquerda, se deliciando com o som dos suaves gemidos que sua parceira não conseguia mais conter.

Por hora, Lana parou de se preocupar com prazos absurdos e seus planos mirabolantes, entregou-se aquele momento impar. Um homem demonstrou afeição e interesse por ela, aos olhos dele, não era desprezível ou digna de pena, muito pelo contrario, era perfeita, desejada, magnânima.

Permitiu que aquela correnteza de luxuria a afogasse, apesar de sua evidente timidez, o jovem Sr. Ionesco sabia como amar uma mulher. Cada gesto de carinho seu despertava prazer, cada movimento de seu corpo era um convite ao delírio.

Lambeu e beijo cada milímetro de sua pele macia, acariciou sem pressa seus seios pressionando e contornando os mamilos com os polegares, minutos depois, afastou suas pernas com delicadeza buscando sua fenda com a boca, sugando-a de forma obscena até ouvir sua parceira gritar em êxtase.

Mais uma vez, Lana ofertou seu corpo a ele como tributo, David a devorou como quem aprecia um farto banquete, faminto como um camponês maltratado por vários jantares escassos. Sem cerimônia, o vampiro a invadiu com seu amor ao passo que buscava oportunidade de matar a sede com seu sangue agridoce.

A possuiu com desejo e delicadeza, movimentou seu quadril até ficar satisfeito sentindo o interior da jovem massagear seu membro quando finalmente se contorceu durante o clímax. Juntos, explodiram em deliro enquanto trocavam um beijo apaixonado repleto de volúpia.

Exausto adormeceu após recolocar suas vestes, a jovem recolheu a camisola do chão atenta as pedrarias e bordados que a adornavam, vestiu a langerie pensando no valor inestimável da peça. Pensou que matar o vampiro não era algo ruim, acreditava que estaria libertando-o da escravidão que a sede de sangue proporcionava a maioria dos andarilhos, tornando-os bestas sem sentimentos ou compaixão e com David não seria diferente.

Não se daria o luxo de dormir, ficaria acordada esperando o amanhecer para a luz do sol eliminar as evidencias de seu crime, colocaria a culpa na falta de atenção do jovem mestre que casualmente esqueceu de recolocar seu anel solar após o banho. Apressou-se em montar um cenário, encheu a banheira com água limpa e óleos aromáticos, resolveu que deveria se banhar para dar veracidade a sua trágica fabula. Seriam seus últimos momentos desfrutando do conforto oferecido pelo filho do Marquês, após executá-lo trataria de partir para não despertar suspeitas de que almejava se apoderar de suas riquezas.

─ David.... Vou libertar sua alma. ─ Disse em voz alta almejando acreditar em suas próprias palavras.

As horas insistiam em passar com lentidão. Por que tamanha demora em amanhecer? Quando os primeiros raios solares surgiram, buscou a estaca artesanal atrás da cama e ficou a postos. Tinha as mãos tremulas como que fosse matar seu primeiro vampiro, as lagrimas insistiam em rolar, aceitou que era alguém que não merecia ser feliz, sacrificaria sua felicidade em prol de um bem maior, criou varias desculpas para seus atos em sua mente atormentada, acreditava piamente que como um paladino da lei, estava prestes a fazer justiça.

Implorou aos céus proteção, contemplando o sono de sua presa e a passos lentos aproximou-se do leito onde o vampiro jazia com as mãos sobre o peito, assemelhava-se a um cadáver preparado para seu funeral. Minutos depois, o sol finalmente fez sua aparição. A caçadora fechou os olhos buscando coragem desferindo contra o vampiro indefeso o golpe fatal.

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Comments

Rosária 234 Fonseca

Rosária 234 Fonseca

ela não seria capaz de ferir alguém que lhe acolheu como nenhum outro ja fez. seria ela uma ingrata sem coração

2023-11-16

1

Marfisa Torres Ferreira

Marfisa Torres Ferreira

se a Lana sente alguma coisa por ele ela não vai conseguir matar David

2023-08-16

1

Diva

Diva

🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺

2023-05-07

1

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