Segredos Revelados.

Segredos Revelados

Lana ficou apreensiva. Como um vampiro poderia ser tão amável? As mãos dele percorrendo seu corpo a fizeram provar emoções das quais desconhecia a existência. Nunca em sua vida, a trataram com tanto carinho e respeito.

Ao invés de desfrutar daquele momento, abrindo seu coração para as doces caricias que lhe foram ofertadas, enfrentava um terrível dilema. Se David fosse gentil com ela, seria mais difícil encontrar coragem para cumprir seu verdadeiro propósito.

Entretanto, pouco a pouco tornou-se impossível permanecer indiferente. Sentindo-se fracassada por estar naquele quarto e culpada por ter sido vencida pelo prazer que aquele ser das trevas estava lhe proporcionando, a jovem começou a chorar. Não queria que David percebesse, mas ele estava muito atento as reações dela e seu silencioso pranto não passou despercebido.

— Lana... por que está chorando? Quer parar? Eu... eu... não quero forçá-la. Perdoe-me... — Disse ele comovido.

— Não... continue. Não se incomode comigo... eu apenas não sabia que isso poderia ser feito com carinho... — Suplicou ela sem conseguir esconder uma importante parte da verdade.

O jovem andarilho não conseguiu disfarçar que as palavras dela lhe trouxeram dúvida e sofrimento. Era evidente que Lana é donzela, porém o gosto amargo que seu sangue deixou em sua boca era incomum e certamente deveria ter algum significado.

Por hora, decidiu saborear a ocasião, era sua primeira vez também, só tocaria naquele assunto delicado novamente se ela concordasse depois que descansassem um pouco.

A fim de retomar do ponto onde parou, David a abraçou com doçura sentindo o corpo dela trepidar. Suas lagrimas silenciosas enfim ganharam voz e o som de seu pranto ecoou pelo quarto em desalento.

Ele queria consolá-la, sem saber o que poderia fazer para tanto, reivindicou os lábios da garota com um beijo envolvente. Ela protestou. Seria seu primeiro beijo, como ela poderia ofertá-lo ao vampiro que pretendia executar em poucos dias? A língua dele abriu caminho entre os dentes cerrados da caçadora exigindo passagem e ela acabou cedendo. Porque cada segundo dentro daquele quarto estava sendo tão difícil de suportar? Se ele estivesse estuprando-a com violência, da mesma forma que Aurel e Nicolae, isso ao menos ajudaria a alimentar seu ódio pela desprezível raça de sugadores de sangue que dominavam aquela terra. Seria sua vingança, sua desculpa para matá-lo.

Vampiros sempre usam humanos como meras peças no tabuleiro de seu jogo, lhes proporcionando entretenimento para sua eternidade vazia. Por que David tinha que ser diferente? Repetia mentalmente essas palavras como um mantra para si mesma, buscando desesperadamente acreditar nelas.

O filho do Marques tirou a camisa, seu tórax imaculado, sem vestígio de ferimentos, causou desconforto na moça. Gentilmente, ele perguntou se poderia despi-la também, enquanto deslizava as mãos em seu abdômen sob a camisa branca de seda que havia ofertado a ela.

Depois de ser a isca em todas as caçadas das quais participou, Lana colecionava marcas por toda sua pele. Ela teve vergonha de sua nudez, sentindo-se repulsiva, suja.

Seu corpo, repleto de cicatrizes, já havia sido violando tantas vezes, de tantas formas diferentes... e agora, estava mais uma vez sendo usado como recurso em seu plano sórdido para ganhar a confiança de sua vítima. Todavia, isso foi escolha sua. Sentindo culpa, pensou em desistir, queria sair dali e esquecer seus planos. Envergonhada, ela se cobriu com o lençol, buscando esconder suas marcas com as mãos.

Ainda que tivesse incontáveis dificuldades de entender o mundo a sua volta, nesse momento, David compreendeu que a garota estava tentando esconder as cicatrizes. Não ousou perguntou a origem de tantos ferimentos e apesar de ter curiosidade a respeito, não quis constrangê-la. Acreditou que se ela o aceitasse, passaria confiar nele com a convivência e futuramente responderia a todas as suas perguntas.

— Não perguntarei onde conseguiu essas marcas... mas se sentir vontade, pode me contar quando estiver pronta...

O vampiro delicadamente a virou de bruços e sem atropelos, terminou de tirar sua roupa. Logo, deitou-se sobre ela cobrindo o corpo da jovem com o seu, sussurrando palavras doces irresistíveis em seu ouvido, enquanto encaixava seu quadril ao dela como se fosse um homem experiente.

— Beba meu sangue... sua pele irá se recuperar totalmente e não terá mais motivos para se esconder de mim... — Pediu de

forma envolvente, sedutora apresentando seu pulso a ela.

Sem entender o porquê, Lana não teve como recusar, sabia que com esse gesto, ela estaria para sempre ligada a ele e seria seu Cálice. Ela não estava hipnotizada, consumia verbena regularmente e trazia alguns ramos da planta dentro do pingente de seu colar, próximo ao pequeno frasco onde armazenava a saliva de lobo. Por que o obedeceu prontamente sem nem sequer pensar? Mordeu seu pulso e bebeu seu sangue imortal sentido as reações frenéticas do seu corpo. Era como estar embriagada, entorpecida com algum tipo de droga, era sublime.

O andarilho voltou a massageá-la sem encontrar vestígios dos ferimentos. Dedicou-se a prepará-la para recebê-lo, seu coração acelerado, sua respiração ofegante, todas as reações da jovem emanavam vida, evidenciando sua crescente excitação.

David entrelaçou sua mão na dela almejando união e pouco a pouco buscou invadi-la com sua masculinidade, sem encontrar quase nenhuma resistência. Dedicou-se a saborear aquela benção durante alguns instantes, enquanto percorria seu pescoço com beijos desejando se alimentar dela novamente.

Lana havia perdido a capacidade de raciocinar com lógica, seduzida pela delicadeza do toque do vampiro e sem dar conta do que dizia, ofereceu seu sangue a ele:

— Deseja meu sangue? Não se detenha... em retribuição ao que me proporcionou... poderá fazer o que quiser comigo.

O jovem vampiro queria dar a impressão que era um homem experiente na arte de amar, entretanto as palavras da moça o desestruturaram, fazendo com que um turbilhão de sentimentos invadisse sua alma. Sem conseguir conter seus instintos, ele a mordeu e se alimentou novamente dela por breves instantes, todo o amargor de seu sangue havia sumido, notou uma suave presença de verbena, tão fraca que não seria capaz de feri-lo.

— Lana... eu vou me mover agora... — Alteou ele preocupado, desejando receber consentimento para prosseguir.

A jovem acenou a cabeça positivamente, queria permanecer de costas pois estava constrangida e não queria encará-lo. Porém de repente, lembrou de todos os momentos que seus companheiros de caçada a violaram, em todas as vezes ela estava naquela mesma posição. Aquela desagradável recordação a fez encher os olhos de lagrimas novamente, não lhe dando outra alternativa a não ser pedir a David que não prosseguissem daquela forma.

— Senhor... poderíamos ficar de frente um para o outro? Eu ficaria um pouco mais confortável...

Como uma ordem, David acatou seu pedido, seria seu escravo e ela a senhora de suas vontades. Lana tinha o olhar vazio, mas seu corpo não sabia mentir, acabou por deixar se envolver naquele abraço cálido vindo de uma criatura, que não era capaz de produzir calor.

O jovem andarilho dedicou-se a amá-la sem esconder todo o prazer que estava sentindo, buscando seus lábios com um beijo afoito, explorando com a língua o interior de sua boca. Chegou ao clímax quando sentiu o corpo de sua parceira se contrair em êxtase, apertando seu membro com força. Caiu exausto na cama ao lado de sua beldade. Sem cerimonia, acomodou a garota em seu peito, começando a encaracolar uma mecha de cabelo castanho escuro entre seus dedos.

Após alguns breves instantes de silêncio, David de forma precipitada, porém simultaneamente repleto de convicção, fez um pedido completamente inusitado:

— Lana... acho que... nós deveríamos nos casar.

— Casar? — Indagou incrédula.

— Sim... estou apaixonado por você... não quero dividir seus encantos com mais ninguém. Quero que seja minha... e a única forma que conheço de fazê-la minha é através do matrimonio. Então Lana.... Aceita se casar comigo? — Perguntou por fim.

O frágil plano da caçadora não poderia sofrer mais esse percalço, por que David fez aquele pedido tão repentino? Por que a primeira palavra que quase pulou de sua boca foi “Sim”. Por que a primeira ideia que urgiu em sua mente foi aceitar?

— Preciso pensar... — Respondeu reticente.

— Tudo bem... minha doce Lana... eu espero. — Respondeu levemente decepcionado.

A jovem não mais poderia adiar seu ataque, a cada instante seria mais difícil levar seu plano até as últimas consequências.

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Comments

Rosária 234 Fonseca

Rosária 234 Fonseca

pelo menos ele a mostroú como uma mulher deve ser tratada

2023-11-16

1

Diva

Diva

As coisas...

2023-05-06

1

Diva

Diva

Arrasou!!!

2023-05-06

1

Ver todos

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