...Park Jimin...
Depois de deixar Angeline nas mãos da Sra Lin, eu fui imediatamente para a empresa.
Onde eu me encontraria com Jungwook e ele me diria tudo o que havia conversado com os rapazes a respeito de pagar a eles para deixarem Angeline em paz.
O mesmo já estava a minha espera.
Adentrei a minha sala e me sentei em minha mesa.
— Achei que não viria. — Jungwook menciona me olhando.
Abro um sorriso.
— Tive uns contra tempos, mas estou aqui agora. — o respondo.
— Como Angeline está? — pergunta por ela.
— Ela está bem. Quando a deixei ela havia acabado de almoçar e trocar os curativos. — respondo.
— Isso é bom. E bom saber que está cuidando bem dela. — me diz e olha na direção da janela.
— Então, o que Jin disse a você sobre o dinheiro que eu os ofereci? — o pergunto.
Jungwook afrouxa sua gravata.
— Ele negou. — me responde. — Assim como Suga também está ao lado dele. Por mais que ele não tenha se pronunciado, sabe bem como ele o apoia. — completa.
— Acha que podem tramar contra mim, para tirarem ela dos meus braços? — menciono e me levanto da cadeira.
Caminho até a janela da minha sala que dava para a incrível vista do centro da Itália.
— Eu diria que sim. Mas o propósito dele não é bem esse e eu acho que você e eu sabemos bem qual é. — Jungwook fala me olhando.
E eu já sabia o que Jin pretendia com aquilo. Ele usaria da minha decisão para desestabilizar todos do grupo, e assim tramar para me fazer perder a presidência da empresa.
— Isso não vai acontecer. Antes que ele ouse tentar me fazer perder a presidência, eu cortarei o mal pela raiz. — digo firme.
— Vai mata-los? — me pergunta. Pelo reflexo do vidro eu vi sua expressão fria.
Abro um sorriso, desde que havíamos nos unido como um grupo eu sempre notei que Jungwook não tinha grande apreço por Jin.
Mas ele ainda temia por Suga. Se ele ou menos soubesse que o trágico fim de Amber foi também destinado por eles, talvez não temesse mais pelo destino dele.
— Estaria do meu lado se eu o fizesse? — o pergunto firme.
O mesmo me olha. Ele sabia que dependente do que ele respondesse, aquilo definiria a relação que teríamos dali em diante.
— Eu te disse que não o defenderei mais. Ao menos que isso implique no destino e bem estar de Angeline. — Jungwook me responde.
Acabo rindo mentalmente, aquilo era o que eu queria ouvir. Ele estava ao meu lado mesmo que negasse.
— Então isso significa um sim. Por que Angeline está comigo agora. E tudo o que me machucar também a machucará. — digo e me viro para ele. — Os vigie. Os dois. Convoque a ajuda de Tae se preciso. Vocês dois são os melhores quando se trata em investigar alguém. — completo.
Jungwook assente.
— Sim, mas e quanto a J-hope e os outros? — fala.
Respiro fundo.
— Deixe de J-hope fora disso. Não quero que ele e muito menos Kim corra algum risco. E quanto a Namjoon, o observe. Se perceber que ele também está do lado deles me avise. — o respondo decidido.
J-hope não demonstrava mas eu sabia que ele amava Kim, e eu não queria ser uma pedra no caminho dele.
Ele mais que todos merecia ser feliz, pois sempre quando brigávamos ele tentava nós unir. E as vezes acaba levando esporros desnecessários.
Jungwook e eu conversamos mais um pouco e resolvemos alguns assuntos que estava pendente da empresa e da nossa vinícola.
Quando demos por nós, já estava anoitecendo. Foi então que me lembrei de que havia prometido a Angeline que jantariamos juntos.
Saí da empresa e fui na direção do meu carro. Jungwook fez o mesmo entrando no dele e indo embora.
Dirigi calmamente pelas ruas e no caminho liguei para a Sra Lin, que me informou que Angeline ainda estava adormecida devido os analgésicos e também um dos calmantes que ela havia dado a ela.
Por precaução eu pedi que continuasse a administra-los. Angeline não sabia, mas a Sra Lin sabia muito bem o que estava se passando, eu apenas a pedi que não demonstrasse que sabia.
E por medo que ela tentasse fugir novamente eu pedi que continuasse a dar os calmantes sem que ela soubesse ou percebesse. Mas claro que perguntei ao médico se poderia continuar com aquilo, devido aos analgésicos.
E ele me garantiu que estava tudo bem, e não havia risco algum.
Cheguei na mansão dez minutos depois.
Estacionei em frente a casa e entreguei as chaves para um dos seguranças.
— Podem soltar os cães. Já está anoitecendo e não receberemos visitas e nem sairemos mais. — ordeno ao mesmo que assente seguindo em frente.
Afrouxo minha gravata e removo meu blazer enquanto me dirigia para a porta da entrada.
Encontro com a senhora Lin que já me esperava.
— Menino Jimin, que bom que voltou bem para casa. O jantar já está quase pronto, quer que ponha a mesa ou irão comer no quarto como hoje mais cedo? — ela me pergunta.
— Pode colocar em uma bandeja que eu mesmo desço para pegar após o meu banho. — a respondo e vou em direção as escadas. — Angeline ainda está dormindo? — pergunto a ela antes de subir.
— Sim, ela está, não se preocupe. — me responde e assinto e volto a subir as escadas.
Chego ao quarto e tento fazer o mínimo de barulho possível.
Assim que entro no quarto eu a vejo deitada sobre a cama adormecida. Abro um sorriso, aquela era a vista mais perfeita que eu poderia ver.
Caminho até ela e toco suavemente seu rosto, depositando um beijo sobre sua cabeça. Ela se mexe um pouco mais não desperta.
Angeline era realmente a mulher mais bela que eu já havia visto e estado na presença em toda a minha vida.
Naquele instante sinto as batidas do meu coração se acelerar dentro do meu peito. E de repente o pensamento de que em algum momento eu poderia perder ela toma conta de mim.
Angeline sabia que eu a havia comprado, mas não sabia que ela não era a única. E muito menos que eu comandava uma rede que oferecia belas mulheres a magnatas como eu.
E pela primeira vez me senti envergonhado por fazer tal coisa.
Já estava sendo difícil convencer que ela me aceitasse e ficasse comigo, imagino como seria se ela soubesse sobre aquilo e sobre a minha verdadeira identidade.
Eu poderia ter apenas a tratado como uma qualquer como as outras, ter me aproveitado dela e a jogado de lado como sempre eu havia feito. Mas desde o momento em que eu coloquei meus olhos sobre ela dentro daquele hotel, meu coração a colocou em uma situação que eu nunca pensei que estaria.
Então já estava decidido. Ela seria apenas minha, eu a colocaria no meu pedestal, e ninguém jamais a tocaria além de mim. E tudo que ela me pedisse eu a daria, nem que para isso eu tivesse que matar.
E quanto a meu verdadeiro eu, faria de tudo para que ela não descobrisse a verdade.
Eu só tinha medo de ama-la e me tornar fraco aos seus olhos, e contasse toda a verdade a ela.
Por isso eu teria de medir meus sentimentos, me manteria presente mais a afastaria em pensamento.
Respirei fundo e me virei indo na direção do banheiro.
Tirei minha roupa e entrei debaixo do chuveiro. A água quente acalmava meu corpo, e a tensão era retirada rapidamente.
E enquanto aquilo acontecia eu pensava em uma forma de manter Jin afastado de Angeline.
Mas por mais que eu tentasse eu sabia que mais cedo ou mais tarde eles se encontrariam. E aquilo me trazia uma constante raiva.
Sou tirado de meus pensamentos quando ouço o grito de Angeline vindo do quarto.
Não penso muito e apenas desligo o chuveiro e enrolo uma toalha sobre minha cintura e corro para a mesma.
Quando chego ao quarto eu tenho um grande susto. Havia sangue por todo o lençol. Meu primeiro pensamento era que ela havia se machucado, mas como eu não sabia.
— O que... o que aconteceu... você se machucou? — a pergunto sem entender o que estava acontecendo.
— Eu... chame a senhora Lin por favor.. — ela me responde envergonhada.
Fico sem saber como reagir por alguns segundos mas depois saio do quarto indo a procura de Nana.
A encontro no corredor com a bandeja do jantar.
— Menino o que está acontecendo, parece ter visto um fantasma. — ela me diz ao ver a expressão em meu rosto.
— Nana, eu... a Angeline... tem um monte de sangue no lençol.. eu não sei o que aconteceu eu acho que ela se machucou... mas eu não sei o que fazer.... ela pediu que te chamasse.. — a respondo.
— Tudo bem, vamos ver o que está acontecendo, mas por favor se acalme. Pegue a bandeja e me deixe ir na frente. — ela fala e assinto pegando a bandeja de suas mãos.
Nana vai a frente e eu a sigo logo depois.
Quando chego ao quarto ela já havia entrado dentro do banheiro atrás de Angeline, e o lençol não estava mais sobre a cama.
Coloco a bandeja de comida sobre a mesinha do outro lado do quarto e me aproximo do banheiro.
Nana conversava com Angeline tentando acalma-la.
Depois de mais alguns segundos ela sai do banheiro segurando o lençol.
— Então, como ela está? E o que aconteceu? — a indago.
— Ora se acalme. Ela apenas menstruou. Não levou uma facada. E muito menos alguém a machucou, isso é natural de toda mulher. É um ciclo. Ela terá isso todo o mês, ao menos que engravide. Aí isso para por um tempo. Então já esteja acostumado com isso. Entendo o seu nervosismo, é a primeira vez que vê isso. Mas acredite quando eu digo que está tudo bem. — ela me responde me explicando.
— Nana... é só que é muito sangue... tem certeza que não preciso levá-la a um médico? — menciono.
— Não, não precisa. Apenas vá até ela e a ajude. A acalme. Não saia do lado dela mesmo que ela mande. Ou grite. — ela volta a dizer e assinto.
Logo depois ela sai do quarto.
Alguns segundos depois caminho até o banheiro.
Angeline estava de frente ao espelho e ainda estava se acalmando. Caminhei até ela e toquei sua mão.
— Não precisa fazer isso. — ela me diz. A observo.
— Eu tenho sim. E eu quero. Quero entender tudo o que acontece com você. — a respondo.
E aquilo era verdade, eu realmente queria saber e enteder tudo sobre ela.
— Jimin... — ela sussurra meu nome.
Abro um sorriso. Eu amava a forma que meu nome soava em seus lábios.
— Primeiro vamos tomar um banho e limpar você. — Digo a ela.
A mesma arregala seus olhos.
— Não... não vai me ver nua.. — ela rebate. Sabia que diria aquilo.
— Eu acabei de ver você menstruar. Não acha que foi pior do que ver você nua? — a respondo.
Ela pensa por um tempo e cora em seguida.
Sorrio ainda mais.
Deslizo minhas mãos até seus ombros e removo o roupão de seda, em seguida abaixo as alças do seu pijama devagar.
— Tudo bem, eu faço isso. — ela menciona vergonhosa.
— Não. Eu quero fazer. — digo firme e seu olhar encontra o meu.
Termino de abaixar suas alças e a blusa cai em seguida pelo seu corpo.
Resta apenas os shorts.
Mas meus olhos estava presos na incrível vista a minha frente. Ela era realmente linda em seu todo.
— Quero entrar com eles... eu removo lá dentro... por favor...— Angeline me pede e eu compreendo o motivo.
— Sim, tudo bem. — a respondo.
Ela cobre seus seios e se vira entrando dentro do box. Fecho a porta do banheiro e em seguida caminho até ela.
Suas mãos deslizam e ligam o chuveiro, a água caí sobre sua pele a molhando por completo.
Entro dentro do boxe e fecho o vidro em seguida. Eu ainda estava com a toalha sobre a minha cintura.
A removi e deixei que caísse sobre o chão. Angeline ainda estava de costas então não poderia ver.
Ela respira fundo e devagar devido aos machucados e curativos ela retira os shorts ficando apenas com a calcinha rendada. A água logo tira as manchas e os vestígios do sangue.
Me aproximo mais dela e pego o sabonete e a bucha sobre o suporte. Devagar para não assusta-la deslizo a esponja suavemente sobre seu corpo.
A mesma se arrepia no mesmo instante.
Aproximo mais meu corpo sobre o dela, e Angeline acaba se virando para mim naquele mesmo momento.
Suas mãos automaticamente tocam meu peito.
— Você... — ela sussurra e estávamos praticamente colados um no outro.
— Sim... — a respondo.
— Está sem nada?... Está... — ela tenta dizer.
— Nu... — completo para ela.
Angeline no mesmo instante fica mais pálida do que quando havia desmaiado em meus braços.
— Isso... isso não está certo... — se pronuncia.
Abro um sorriso e passo um de meus braços enlaçando sua cintura.
— Por que não? — a pergunto.
Ela me olha.
— Por que não somos nada um do outro.... — me responde.
Acabo rindo.
— Acho que já fizemos muitas coisas para sermos considerados nada um do outro. — a respondo.
— Tem razão... mas isso não deixa de ser um erro... — ela volta a dizer.
Volto a colocar a esponja mais o sabonete sobre o suporte e com a outra mão livre eu toco seu pescoço a trazendo para mais perto de mim.
— Então por que não me deixa ser o seu erro... Por que não me deixa cuidar de você.. — digo a ela enquanto aproximava meus lábios dos seus.
— Por que eu tenho medo... — Angeline responde me fazendo parar.
— Medo de mim? — a pergunto.
Meu coração naquele instante havia parado ao ouvir aquilo.
— Não... não de você.. — ela me responde.
Sua resposta me alivia um pouco, mas eu ainda estava tenso.
— Então... do que tem medo? — digo a olhando.
Ela fica em silêncio por alguns segundos. E vejo o quão difícil era para ela me dizer a verdade.
— Tenho medo de me apaixonar por você... De ama-lo... E depois você me deixar... como todos já fizeram... — ela responde e uma lágrima escorre dos seus olhos.
Não penso em mais nada quando ouço aquilo. No mesmo instante a beijo com toda a vontade que havia dentro de mim.
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Atualizado até capítulo 98
Comments
Mary Lima
Que amor ,que paizão.
2024-05-03
0
Rosa Santos
ele ta completamente apaixonado por ela
2022-01-02
2