— Preciso que me diga, conhece algum daqueles sete homens? — Kim me indaga.
A olho.
— Sim. — respondo.
Ela passa as mãos pelos seus cabelos enquanto estávamos dentro do elevador.
— Você também os conhece? — a pergunto.
As portas do elevador se abrem e saímos.
— Sim, pois eu trabalho com eles. Minha função era se passar por uma inquilina e me tornar sua amiga na festa até o cheque mate. — ela me responde e paramos em frente a porta do meu quarto.
— Então estava me enganando? — menciono.
— Sim, eu estava. Mas isso não significa que eu não criei afinidade por você. Se não, não estaria tentando te tirar daqui agora. — Kim me diz e toma as chaves das minhas mãos e abre a porta do quarto.
Ela caminha na direção do pequeno closet e pega minha mala jogando minhas roupas dentro da mesma.
— Precisa sair daqui o mais rápido possível, vá para qualquer lugar o mais longe que conseguir. E não pare para qualquer carro ou alguém que te diga que pode te ajudar.. desconfie de todo mundo. Só pare quando sentir que está segura. — ela me fala e pega minha bolsa que estava sobre o criado mudo.
A mesma a abre e fica pasma com o que vê.
— O que foi? — digo sem entender.
— Onde conseguiu esse dinheiro? — me pergunta.
— Minha irmã, Jolie. Ela me deu. Disse que era o suficiente para comida e bebida por uma semana. Para que eu não precisasse converter meu dinheiro por esse tempo. — a respondo.
— Esse dinheiro é falso. Sua irmãzinha enganou você. Certamente assim que tentasse comprar algo com esse dinheiro seria levada a uma delegacia por fraude. — ela me informa e não conseguia acreditar.
Por sorte eu havia passado o meu cartão no ônibus e não havia mexido no dinheiro que Jolie havia me dado.
— Não pode ser... — sussurro desesperada.
Kim pega o dinheiro e vai até o banheiro o rasgando e jogando dentro do lixo.
Ela volta e abre sua carteira.
Retira várias notas e coloca na minha bolsa.
— Isso é o suficiente para você conseguir uma pousada para ficar até a poeira abaixar. Depois disso pegue o primeiro voo de volta para casa ou para qualquer outro lugar que eles não consigam encontrar você. Eu proponho que não volte para casa tão cedo. Se sua irmã quem lhe deu essas notas falsas, possivelmente ela está envolvida com eles. — me informa e me entrega a bolsa.
— O que eu vou fazer? Não sei onde encontrar uma pousada, muito menos andar por essa cidade... — digo a ela enquanto me puxava para fora do quarto.
Quando chegamos ao corredor eu solto-me do seu aperto.
— Eu já disse, se não for vai se arrepender pelo resto da sua vida. E eu não vou poder ajudar você. Estou tentando agora pois ainda dá tempo. — Kim volta a dizer.
— O que vai acontecer se eles me pegarem? — a pergunto.
Ela desvia seu olhar de mim para o elevador no fim do corredor.
— Eles vão arruinar você de todas as formas possíveis. Você é diferente das outras garotas Angeline. É pura, nunca foi tocada por um homem, então não sabe sobre a maldade alheia. Se eles colocarem as mãos sobre você, terá que ser absolutamente deles. Confesso que estava disposta a deixar que isso acontecesse, mas quando você me disse que nunca esteve com um homem em intimidade, eu percebi o quanto nós duas somos iguais. A diferença é que eu não tive ninguém para impedir que eles me pegassem. — ela me responde e vejo que estava sendo sincera.
Mas eu realmente não sabia para onde ir, ou o que fazer.
— Desça pelas escadas de serviço. Vou dizer que me perdi de você. Irei distrai-los o suficiente para que você consiga sair do hotel. Pegue um táxi e vá o mais longe que conseguir. — Kim me diz e assinto. — Eu espero que consiga fugir Angeline, e que eu nunca mais veja você. Me perdoe. — ela completa e se vira indo na direção do elevador.
Agarro firmemente a minha mala e corro para a porta da escada de serviço.
Consigo chegar até a saída dos fundos do hotel e ando sem rumo pelas ruas movimentadas até avistar um táxi.
Meu coração estava acelerado com o que tinha acabado de acontecer.
Como eu poderia ter sido vendida? Quem faria uma coisa dessas comigo? Meu pai? Meu irmão? Jolie e sua mãe? Não. Não poderia ser, eles não fariam tamanha maldade comigo.
Gael.
Penso nele naquele instante enquanto corria atravessando a rua.
A última vez que nós dois conversamos ele me perguntou se seria uma boa ideia aquela viagem. Se confiar em Jolie me traria coisas boas.
— Por favor, me leve para o mais longe possível daqui. — peço ao motorista assim que adentro seu veículo.
No mesmo instante vejo Jeon Jungwook vir na minha direção.
Seu olhar encontra o meu.
Ele faz sinal para que eu o espere mas aquilo só me faz pedir ao motorista que acelerasse o carro o mais rápido possível.
E assim o faz.
...Park Jimin...
— Ela conseguiu fugir senhor. — um dos seguranças do hotel vem até mim me informar.
Naquele momento eu estava dentro do quarto ao qual ela estava hospedada. Analisando cada detalhe do mesmo.
— Que interessante. Mas uma vez não é tão fácil quanto a nossa confiável vendedora nos informa. — menciono e acabo rindo ironicamente.
Jeon adentra o quarto naquele instante.
— Eu quase consegui alcança-la. Mas ela entrou em um táxi e fugiu. — ele fala me olhando.
— Pensei que tivesse conseguido a confiança dela, mas pelo jeito ela enganou você direitinho. — digo a ele.
O mesmo da de ombros.
— Acredito que se Kim não tivesse dito a ela certas coisas, ela certamente ainda confiaria em mim. — ele adverte jogando a culpa daquilo sobre a minha secretária.
— Deve ter tido uma razão para Kim ajudar a garota a fugir. Não podemos julga-la sem saber. — Yunseok menciona.
Sim, deveria haver um motivo. Mas até no momento, Kim se recusava a falar a verdade.
Ela estava no outro quarto com Namjoon que deveria estar a pressionando para dizer a verdade.
— Tragam-na aqui. Agora. — peço.
J-hope assente e sai do quarto por alguns segundos.
Naquele instante caminho até a beirada da cama e vejo algo caído sobre o chão.
Me abaixo e pego o mesmo. Era um passaporte.
O abri para ler de quem poderia ser, mesmo já tendo a certeza.
ANGELINE MARY SANTIAGO, 23 ANOS.
NATURAL: MESTIÇA ( Brasileira com traços mexicanos )
PAIS: DANIEL ANTÔNIO DE MEDEIROS
MARIA DE GUADALUPE SANTIAGO
Abro um sorriso ao terminar de ler e ver sua foto.
Naquele instante Kim é trazida ao quarto. A mesma me olha com um sínico sorriso nos olhos.
— Minha querida Kim. — a cumprimento.
— Meu querido Park Jimin. Que bom ver você. — me responde.
Abro um sorriso.
— Também digo o mesmo, esperava ser uma ocasião mais feliz. Mas infelizmente não é. — menciono.
— E por que não? Vejo que estás em perfeita condição... — ela fala.
— Confesso que seu senso de humor e ironia ainda me surpreende. Você sabe bem o por que de não ser uma boa ocasião. Fez com que a minha mercadoria fugisse de mim antes mesmo de eu colocar minhas mãos sobre ela. — a respondo me sentando sobre cama.
O sorriso desaparece de seu rosto.
— Ela não é um objeto Jimin. É uma mulher. — me adverte.
Noto raiva e frustração em sua voz.
— Entendo. Mas a questão não é essa Kim. — murmuro.
— Se essa não é a questão me diga qual é... — ela me desafia.
— A questão é que eu paguei 50 mil dólares por ela, e você estragou tudo a deixando fugir, e ainda por cima a ajudando. — a respondo.
— 50 mil dólares não são nada para você...
— Tem razão, mas essa garota é algo para mim. Não só para mim, quanto para todos aqui. E eu posso garantir que nenhum deles irão querer você como pagamento por esse erro. Então eu quero lhe pedir com toda a calma que ainda me resta, onde está a garota? — a pergunto.
Noto que ela estava ficando nervosa. Apesar de toda coragem que ela demonstrava, ela ainda tinha medo de mim.
— Eu não sei. Só disse a ela para ir o mais longe possível daqui. — Kim responde.
Me levanto da cama e caminho até ela.
— Acredito em você, mas sinto muito em informá-la, que a sua amiguinha não irá muito longe. Ou nem mesmo sairá do país. Veja só, ela deixou para trás isto. — começo a dizer e mostro a mesma o passaporte de Angeline.
Ela arregala seus olhos.
— Por favor Jimin, a deixe em paz.. Ela não é o que você procura... — Kim sussurra para mim.
Sinto que ela sabia o segredo que tornava Angeline tão especial para mim.
— Ela é mais do que eu procuro Kim, eu sei por que você a ajudou a fugir. Ela é pura.. Nunca foi tocada... — a respondo no mesmo tom.
— Então você já sabia? — pergunta.
— Você acreditava mesmo que eu paguei o dobro do que aquela mulher pediu atoa? — a respondo com outra pergunta.
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Atualizado até capítulo 98
Comments
Mary Lima
Meu Deus col8ca um anjo no caminho dela./Pray//Pray//Pray//Pray/
2024-05-02
2
corrinha
eita que história boa muito envolvente não consigo parar de ler
2023-07-20
1
corrinha
eu desconfiei foi tudo muito rápido bela aliás que bela família irmã
2023-07-20
0