...Jeon Jungwook...
Tentar convencer todos do grupo era algo que torrava meus neurônios. Alguns como sempre aceitaram a proposta de Jimin, mas outros como Jin , se negavam a aceitar.
— Por que nós não podemos ter uma só para a gente, temos sempre que dividir, e quando se trata dele tudo pode ser mudado. — ele questionava.
Suga o olhava.
Por mais que não demonstrasse ele estava ao lado de Jin.
— Eu não vou me meter. Se Jimin vai pagar por ela, por mim tanto faz. — J-hope menciona.
Ele era o único que não trazia discórdia para o grupo. Sempre tentava de tudo para não nos ver brigar.
— Você fala isso por que tem a pouca coisa da Kim ao seu dispor. — Jin o provoca.
J-hope revira os olhos.
— Pode falar o que quiser. Não me importo, o que eu e Kim temos vai além das suas ignorâncias. E isso não passa de uma grande inveja por eu ter ela apenas para mim. E você não ter ninguém que queira ficar ao seu lado. Você é mais patético do que todos aqui. — o responde. — Sem ressentimentos pessoal. — completa.
— Não se preocupe, não nos ressentimos. — falo enquanto os observava.
Jin estava possesso.
— Cale a sua boca J-hope. Você só tem a Kim pra você por que ninguém mais do grupo a quer. — ele volta a falar e olha para mim. — Mas e você Jungwook, Jimin matou a garota que você gostava, jogou ela no mar. E mesmo assim está disposto a aceitar o que ele disse? Você é um idiota. — tenta me provocar.
Eu sabia que ele recorreria a isso.
— Isso é um problema meu com Jimin. Angeline não tem nada haver com isso. E eu nunca seria tão baixo a ponto de usá-la para me vingar dele. A garota teve um passado pior do que viver um dia no inferno. Ter saído da vida que vivia fora um lucro. — o respondo.
Somente eu sabia a origem de Angeline. Desde que aquela mulher a vendeu para nós, eu fui encarregado de vigia-la todos os dias desde a vinda dela a Itália.
A forma como a madrasta a tratava era repugnante. O pai então, ele fingia que a filha não existia. Sem contar o namorado que a traia constantemente.
Acredito que o único momento de felicidade que ela tinha era quando comia chocolate em frente ao túmulo da sua mãe.
E o único verdadeiro amigo que se preocupava com ela era o coveiro.
— Vai me dizer que também se apegou a ela no tempo que a vigiou? — Jin me indaga.
Reviro os olhos e tomo meu Whisky.
— Pare de atormenta-los Jin, aceite logo o dinheiro e vamos seguir em frente. Você está tão do contra, que não parece ser eles que estão apaixonados por ela, e sim você. — Taehyung diz a ele.
Aquilo me chama atenção, pois se fosse realmente verdade, aquilo poderia virar uma verdadeira guerra entre Jimin e ele.
Mas não era possível, Jin não era capaz de amar. Dentre todos ali , ele e Suga eram os mais frios e psicóticos.
Amar para eles era uma fraqueza.
Então a única coisa que os movia era a luxúria e a ganância.
— Estando ou não, eu vou lutar por ela. Eu a quero e não vou abrir mão disso. Jimin que se prepare. — ele responde.
Volto meu olhar para ele.
— Sabe que se travar está batalha lutará sozinho não sabe? — o advirto.
Ele sorri psicopata.
— Não me importo. Será de grande prazer enfrentar os dois líderes mais fortes do grupo. Acho que enfim terei um desafio a minha altura. — Jin me responde e brinca com a ampulheta em sua mão.
Depois que ele e os meninos se retiraram restou apenas eu, Taehyung e J-hope na sala.
Começo a afrouxar a minha gravata até retirar a mesma do meu pescoço.
— Eu não consigo entender o por que de Jin ser assim. Tudo o que Jimin faz ele quer fazer, e tudo o que ele tem ele quer. — J-hope menciona pegando mais um copo de whisky.
— Isso é por que Jimin é paciente e nunca perdeu a calma com Jin. Se eu fosse ele já teria o surrado a muito tempo. — Taehyung o responde.
— A ganância dele o cegou. Desde que ele provou das luxúrias e prazeres que Jimin proporcionou a ele. O mesmo acredita que tem que querer mais do que tem. E cobiçar o alheio. Mas infelizmente se ele travar uma batalha com Jimin, certamente irá perder. — digo massageando as minhas têmporas.
Tae e J-hope me olham.
— Sabe de alguma coisa que não sabemos? — Tae me pergunta.
Abro um fraco sorriso.
— Jin se acha frio e calculista a ponto de vencer Jimin por não ter sentimentos... mas ele nunca matou alguém. Arquitetar uma morte é fácil, mas executar a ação é apenas para os verdadeiros. — o respondo.
— Está dizendo que Jimin já matou alguém com as próprias mãos? — J-hope indaga.
— Quando se luta pela sua integridade e para manter tudo o que se tem sob controle, mais vale sacrificar uma vida do que perder o exército inteiro. — a minha resposta basta para que os dois entendam.
Jimin não deixaria passar se Jin colocasse tudo a perder. Tudo o que ele já havia feito, o mesmo relevou dando a ele várias chances.
Mas Jin ainda tendia a odiar Jimin e querer tudo o que era dele. Então antes que ele contamina-se todo o grupo, era mais correto livrar-se dele.
Pois ele era como uma maçã podre em meio a uma colheita fértil. Por mais que tentássemos relevar e cuidar dele, sabíamos que na primeira oportunidade ele nos trairia e contaminaria tudo.
— De que lado lutaria nessa batalha? — Tae me pergunta.
Abro um sorriso.
— Me considere um escudeiro Tae. Apenas isso. — respondo.
— Um escudeiro de Jimin? — J-hope deduz.
Nego.
Eu não lutaria ao lado de Jimin, muito menos morreria por ele. Mas tentaria protegê-lo até onde eu conseguisse. Mas não era por ele, e sim por Angeline.
Pois saberia que a mesma se apaixonaria por ele, e que assim que Jin descobrisse, ele fazeria de tudo para envenenar o amor dos dois.
Mas eu já estava decidido desde o momento em que eu coloquei os olhos sobre ela.
Não a conquistaria e nem batalharia por ela contra Jimin. Eu apenas a protegeria e cuidaria dela a distância. Deixando que os dois se apaixonassem e vivessem o grande amor.
E depois quando eu tivesse a certeza de que Jimin estaria rendido a ela, eu a levaria embora.
O deixando sentir a dor que eu senti quando ele matou Amber.
É claro que eu não teria coragem de mata-la. Por mais que no começo eu cogitava isso, eu me sentia incapaz depois estar perto dela.
Angeline era um pessoa que tinha a bondade e os sentimentos mais puros do mundo. Mesmo quando as pessoas a faziam mal, ela os tratava bem.
E a sua bondade por algum motivo tocou meu coração.
Então eu não a fazeria mal.
Pelo contrário a levaria ao seu lugar de verdadeira origem.
A levaria de volta aos braços da sua família materna.
A família Santiago. O maior grupo de poderosos chefes da máfia mexicana.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 98
Comments
corrinha
perde- se que ninguém é amigo e não confiam um no outro
2023-07-23
2
corrinha
verdade isso está errado
2023-07-23
0
Leonor Santana
Tomara que esse outro descubra a verdade sobre a morte de sua Amber, que acredito morreu por culpa desse invejoso e bandido no meio deles.
2023-06-15
0