...Park Jimin...
Depois da discussão com os rapazes vi Angeline ao pé da escada nos observando.
Quando a mesma notou que eu a havia visto, ela correu na direção da copa que dava para a cozinha. Fiquei despreocupado pois sabia que a senhora Lin estava lá.
Mas depois de algum tempo eu a vi saindo e minutos depois os altos barulhos dos cães latindo.
O meu primeiro pensamento foi ela.
Eu havia dito a ela que ao redor da casa haviam vários cães vigia. Não conseguia acreditar que ela seria louca a ponto de tentar fugir pelo jardim mesmo sabendo disso.
Mas eu estava errado. Ela tentou do mesmo jeito. E quando a vi sobre aquele muro meu coração disparou de uma forma inimaginável.
A preocupação se instalou sobre mim, pois eu tinha certeza que se ela pulasse certamente se machucaria se não tivesse a sorte de quebrar um braço ou até mesmo a perna. Mas ela não me deu a única chance de impedir isso.
Se jogou do outro lado sem pensar duas vezes. No mesmo instante eu subi sobre o muro me jogando dele indo atrás dela.
Mas a mesma já havia corrido para a mata adentro.
Continuei atrás dela, até avista-la a poucos metros a frente.
Seus braços estavam todos esfolados e sangue escorria do mesmo. Ela mancava e ainda sim não desistia.
Me aproximei aos poucos da mesma sem que ela percebesse, mas ao estar mais próximo dela eu percebi que Angeline não tinha sentido de tempo nem o que se passava ao seu redor.
Ela simplesmente desmaiou.
E antes que seu corpo caísse sobre o chão, eu corri até ela a agarrando firme e a pegando em meu colo.
— Eu te peguei... — sussurrei a abraçando e deslizando as mãos sobre o seu rosto.
Beijei sua testa e a carreguei de volta a mansão.
No caminho encontrei Jungwook.
O mesmo também estava no mesmo estado que eu.
— Ela está bem? Meu Deus está sangrando... — ele diz olhando para os braços de Angeline que estavam ensanguentados.
— Pegue o meu carro. Rápido! Precisamos leva-la para o hospital. — o respondo e ele assente voltando correndo atravessando o grande portão.
Encontrei com ele na entrada da casa e enquanto eu a colocava dentro do carro, pedi a um dos meus seguranças que fossem até a pousada em que ela havia se hospedado e pegasse todos os seus pertences.
Por sorte ela havia deixado a sua bolsa ontem a noite dentro do meu quarto.
Abri a mesma e vi que todos os seus documentos estavam ali. Em seguida pedi que Jungwook desse partida para o hospital central.
O mesmo assentiu e acelerou correndo pelas ruas em alta velocidade.
Chegamos ao hospital em menos de vinte minutos. Descemos do carro e já fomos direto para a emergência.
Passamos por ela e ordenei que a levassem imediatamente para a ala vip.
Não demorou muito para que ela fosse atendida e fizessem nela os curativos necessários.
Contei ao medico o que havia acontecido e a altura que a mesma havia pulado. Mas era claro que eu não havia dito que a mesma estava tentando fugir. Disse apenas que havia se assustado com os cachorros.
— Vou pedir alguns exames para saber se houve algum trauma na cabeça. Devido a altura da queda. — ele me diz e assinto.
— Faça quantos exames forem necessários, dinheiro não é problema algum. Eu só quero que ela fique bem. — o respondo.
O médico assente e me deixa no corredor com Jungwook.
Aguardamos mais algum tempo até que a trouxessem de volta ao quarto e liberassem as visitas.
— Está mesmo disposto a lutar por ela com os outros? — ele me pergunta.
O encaro.
— Você fala como se não estivesse nessa batalha. — o respondo irônico.
Ele sorri.
— Por mais que eu o odeie, não acho que valerá a pena lutar por uma mulher que eu não tenho interesse algum. — Jungwook fala me pegando de surpresa.
E pela primeira vez vi verdade no que ele dizia. E acredito ser por causa da última garota pela qual ele se apaixonou.
Era uma pena ele me odiar sem saber o por que de eu ter ordenado mata-la. Mas este seria um segredo que eu guardaria para sempre comigo.
— Mas também não vai me ajudar a tê-la irá? — o pergunto.
— Não. Mas eu irei protegê-la. Acho que se eu me tornar melhor amigo dela e deixar de estar ao seu lado, será castigo suficiente para você. Sem contar que se realmente estiver apaixonado por ela, sinto que irá sofrer pior do que o sofrimento que eu mesmo poderia lhe causar. — me responde.
Abro um sorriso.
Eu sabia que apesar de tudo ele não me abandonaria. Mas se ele conseguisse fazer com que Angeline se sentisse em casa, e ela aceitasse ficar ao meu lado já seria o suficiente.
— Ok. Me contento com isso. — o respondo.
O médico voltou até nós em seguida e nos explicou que graças a Deus, Angeline não havia tido nenhuma lesão cerebral. Apenas estava machucada.
Precisaria ficar de repouso alguns dias e ter ajuda com o banho devido os machucados nos braços.
— Podemos vê-la? — pergunto.
Ele assente.
— Sim, podem. Só não façam muito barulho. — nos responde e vai embora.
Entramos no quarto e a vimos.
Estava com o soro ligado na veia e um tubo sobre o nariz para auxiliar na respiração.
O aparelho media os batimentos do seu coração. A saturação estava boa então isso era sinal de que estava tudo bem.
Jungwook sorriu aliviado ao vê-la.
— Que grande susto ela nos deu. — menciona.
Acabo sorrindo. Ele tinha razão, foi um grande susto.
Ele fica ao seu lado por algum tempo e toca suavemente seus cabelos. Continuo o observando de longe.
Sinto um certo incomodo por ver ele fazendo aquilo, eu não queria que ninguém além de mim a tocasse.
Mas me contenho.
— Bem, vou deixá-los. Tenho alguns assuntos a resolver. Tentarei fazer com que os outros aceitem seu dinheiro. Mas duvido que vão aceitar tão facilmente. Ainda mais Jin. Você sabe mais do que eu, que ele sempre quis o que era seu. — me alerta antes de sair.
Caminho devagar até a cama onde ela estava deitada. Puxo a poltrona e me sento ao seu lado.
Agora sim eu podia respirar com calma. Ela estava bem e fora de perigo.
Deslizei minha mão suavemente até a sua e a segurei levemente, enquanto a acariciava.
— Eu estou com você Angeline. E pretendo estar aqui para sempre. — digo a ela mesmo ela não conseguindo me ouvir.
Me abaixo e beijo o topo da sua mão.
No mesmo instante sinto um leve aperto.
Ergo meu olhar e a vejo. Seus olhos estavam se abrindo devagar, devido a claridade do quarto.
— Angeline... — a chamo me levantando e chegando mais perto da mesma.
— Você... — ela sussurra me olhando.
Penso que ela poderia gritar pedindo socorro, mas o que eu ouço é algo totalmente contrário.
— Obrigado... — ela diz e abre um vago sorriso.
— Tudo bem, já passou. Foi apenas um susto. — a respondo e aproximo meus lábios de sua testa, depositando um beijo sobre a mesma.
Angeline torna a fechar os olhos e a tentar relaxar seu corpo.
Continuo ali de pé ao seu lado, até que me encaixo junto a ela sobre a cama e a envolvo em meus braços.
Era a primeira vez que eu fazia aquilo. Então estava um pouco sem jeito.
Ela me fazia querer ficar ao seu lado a todo momento, e o homem frio e calculista que eu era, a mesma fazia desaparecer em menos de dois segundos. Aquilo era novo para mim, uma mulher que conseguisse me fazer sentir as batidas do meu coração, uma mulher que conseguia fazer com que eu sentisse medo e êxtase ao mesmo tempo.
Uma mulher que me fazia querer amar pela primeira vez em toda a minha existência.
E eu estava disposto a lutar por aquilo. Mesmo que ela voltasse a me odiar quando aquele momento passasse, eu lutaria por ela. Lutaria para tê-la ao meu lado.
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Atualizado até capítulo 98
Comments
corrinha
não entendo essa sociedade deles e lês se enteresam primeiro eu gostaria que ela ficasse com o o dois
2023-07-21
2
Paula Santana
ele tá apaixonado por ela e ela ainda não adimiti mais gosta dele tbm
2022-07-01
2
Rosa Santos
a luta por ela vai ser grande se prepare para a guerra
2022-01-01
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