Park Jimin se negou a me levar para a pousada onde eu estava ficando. E aquilo já era imaginado.
Uma vez em suas garras eu duvidava que ele fosse me deixar partir.
Chegamos no que ele chamava de sua casa vinte minutos depois.
Os portões foram abertos pelos seus seguranças e entramos para dentro. Jimin estacionou o carro na entrada e desceu logo depois.
Continuei imóvel dentro do mesmo. Ele para a frente do carro e me olha pelo vidro. Incrédulo eu pensava em minha mente.
Ele sorri do lado de fora pela minha teimosia e vem na direção da porta ao meu lado abrindo a mesma.
— Eu não mordo. Por favor venha comigo, vamos nos trocar e depois de me ouvir eu prometo que te levo de volta a pousada que está hospedada. — me diz e o encaro.
— Está falando sério? Ou estás a brincar comigo? — o indago.
Ele estende a mão para mim.
— Não vou te fazer mal, eu já disse Angeline. — me responde e eu sentia que estava dizendo a verdade.
Mas mesmo assim ainda sentia um certo medo.
Ele nota meu receio e antes que eu possa fazer alguma coisa ele vem até mim e me pega em seus braços.
— O que você... — começo a dizer mas ele apenas me aperta mais sobre o seu corpo e segue caminho para dentro da casa.
Quando ultrapassa comigo em seus braços pela porta da entrada, uma serviçal vem até nós.
— Senhor Park, achei que chegaria mais tarde hoje. Precisa de alguma coisa? Ah meu Deus, quem é está moça, ela está bem? — a senhora o pergunta preocupada.
Ele sorri para ela.
Me sinto envergonhada e sem perceber acabo me escondendo em seu peito. E nesse exato instante sinto seu perfume.
Era um aroma embriagante.
— Não se preocupe senhora Lin. Ela está bem, só tomou uma forte chuva. Vou levá-la ao meu quarto para se trocar. Por favor prepare um chá quente para aquece-la. — a responde.
A senhora assente e sorri indo embora.
Jimin me aperta mais contra seu peito e vai em direção as escadas, subindo os degraus comigo ainda em seus braços.
Fico imóvel e em constante silêncio.
Quando chegamos ao seu suposto quarto, ele abre a porta e me leva para dentro me depositando com cuidado sobre a cama.
Se vira de costas e vai até a porta a fechando novamente.
Continuo sentada sobre a cama olhando cada detalhe daquele lugar.
Era realmente de um extremo luxo e aconchegante.
Jimin percebe a minha fascinação pelo quarto e sorri indo até o seu closet.
Segundos depois ele volta com algumas peças de roupa.
— Aqui, vista-se. Se ficar com essas roupas molhadas pode pegar um resfriado. — menciona me entregando uma tri-shirt preta.
Olho para a mesma. Era grande o suficiente para ficar como um vestido para mim.
A seguro firme enquanto tirava o celular de dentro do bolso da minha calça, o deixando sobre a cama.
— Posso usar o seu banheiro para me trocar? — o pergunto.
Ele me olha e parece pensar.
Sinto minhas bochechas corarem de imediato.
— Claro, é bem ali. — Jimin me responde apontando para a porta no canto do quarto.
Me levanto e vou até o mesmo.
Abro a porta e adentro, tenho uma surpresa quando vejo como o banheiro era. Havia uma banheira no mesmo e do outro lado um box com vidros fumê.
Penso no que ele fazia ali dentro. Mas não precisei me esforçar tanto, pois sobre um dos suportes de toalha havia uma calcinha vermelha de renda, que mais parecia duas tiras de fita.
Com total certeza outra mulher já havia estado ali.
Afasto aqueles pensamentos e foco em remover a minha roupa molhada. Não me importava se ele trouxesse mulheres para dormir com ele, não éramos nada.
E também não seríamos nada. Pois minha intenção era sair daquela casa o mais rápido possível.
Tirei minha roupa ficando apenas de lingerie, e percebi que meu sutiã havia se molhado por completo, devido a blusa ser fina. Por sorte a calcinha não havia molhado.
Desabotoei o sutiã e o removi. Vesti a tri-shirt preta e fiquei me olhando no espelho por um tempo, vendo se deixava meus seios a mostra.
Por sorte a blusa era soltinha então não os marcava.
Prendi meus cabelos em um coque e dobrei a minha roupa voltando ao quarto.
Assim que sai pela porta do banheiro acabei dando de cara com Jimin sem camisa, apenas com uma calça de moletom preta.
O mesmo secava seus cabelos com a toalha.
Sinto algo diferente percorrer pelo meu corpo ao olha-lo. Jimin era o que todas garotas da minha cidade diriam, um pedaço de mal caminho.
Com o corpo em forma e os braços definidos, ele certamente causaria um grande estrago se fosse a praia.
— Está gostando da vista? — ele me pergunta, me pegando de surpresa.
Abaixo meu olhar rapidamente.
— Tudo bem, pode olhar. Eu não ligo. Todo mundo olha, sem querer me gabar, eu sou o tipo de todos. — ele volta a dizer.
Me sinto mais envergonhada ainda com seu comentário.
— Onde eu posso colocar minhas roupas para secarem? — o pergunto mudando de assunto.
— Deixe comigo, vou entregar a senhora Lin e pedir que as lavem e coloque na secadora. — Jimin me responde.
O encaro. Aquilo demoraria demais, e me atrasaria ir embora.
— Pode ser apenas na secadora. Não me importo. Se não irá demorar e voltarei para a pousada tarde demais. — digo a ele.
O mesmo abre um sorriso e caminha até mim.
— Não se preocupe com a demora. Apenas descanse. Parecia bem descontrolada no meio daquela rua. — sussurra ao meu ouvido. Sinto um arrepio percorrer meu corpo.
Dou um passo para trás e ele se afasta novamente pegando as roupas de minhas mãos e saindo do quarto.
Fico sozinha no ambiente e não sabia o que fazer, então decido caminhar pelo lugar e olhar ao meu redor.
Vou até o closet aberto. Observo suas roupas perfeitamente colocadas e suas gravatas separadas por cores e tons.
Ele era um homem bem organizado ou manico pela perfeição.
Desço minhas mãos até uma gaveta. Penso que poderia ser onde ele guardava suas peças íntimas, mas acabo me enganando ao abri-la.
Dentro dela havia uma arma. Fecho a mesma imediatamente.
Sinto meu coração se acelerar em imaginar o que ele fazia com aquilo, e o por que de o ter dentro de seu quarto.
Dou um passo para trás e acabo esbarrando em uma parede de músculos.
Fico parada sem saber o que fazer. Sinto sua respiração em minhas costas.
— Eu... eu... — começo a dizer mas acabo me perdendo dentre as palavras.
— Sabia que não se deve mexer nas coisas das pessoas sem a permissão delas? — sua voz ecoa atrás de mim.
Sinto minha espinha gelar.
— Me desculpe... eu... eu não tive a intenção... — o respondo sem jeito.
Eu realmente estava errada por ter feito aquilo.
Jimin continua atrás de mim e uma de suas mãos deslizam sobre a minha cintura por cima da blusa.
Sinto minha respiração falhar e um calor se estender no seu toque.
— Tudo bem... Apenas volte ao quarto... — Jimin fala e balanço a cabeça em sinal positivo.
Me viro e tento não fazer contato visual com o mesmo.
Volto ao quarto e caminho até a cama onde havia deixado meu celular, mas quando chego até ela, o mesmo não estava mais lá.
— Está procurando por isso? — Jimin diz e me viro para o mesmo que segurava meu aparelho em suas mãos.
— O que está fazendo com o meu celular? — o pergunto.
Ele da ombros.
— Nada demais. Ele apenas estava tocando sobre a cama, então eu o peguei e atendi. Era um tal de Gael. Devo julgar ser seu namorado? — me responde.
Caminho até ele para pegar o celular de suas mãos.
Mas ele não deixa que eu faça isso.
— O que você disse a ele? — o indago.
Jimin olha fixamente em meus olhos.
— Isso te incomoda? Se ele a magoou, você ainda se importa com o que eu tenha dito a ele? — me responde.
— Nós dois não somos nada um do outro. Então por que se atreveu a atender uma ligação destinada a mim? Ficou com medo de eu ter pedido ajuda a alguém? De ter contado que um grupo de gângsters estão atrás de mim, por que eu fui vendida para eles sem eu mesma saber? — o respondo com raiva na voz.
Ele continua a me olhar.
— Não se preocupe, eu não liguei para ninguém. Eu não tenho quem possa me ajudar, mas isso não significa que vocês me terão. Eu estar aqui agora foi apenas uma jogada mal elaborada pelo destino. Mas não ficarei aqui, eu vou embora, e se tentar me impedir eu farei um escândalo para todos os seus funcionários. E eles saberão o que você é de verdade... — volto a dizer e me ergo na ponta dos pés para pegar meu celular de suas mãos.
Mas acabo me desequilibrando e caio sobre o seu corpo. Para que eu não fosse contra o chão, ele soltou meu celular e agarrou fortemente meu corpo junto ao seu.
Seu rosto ficou grudado ao meu e seus lábios estavam a poucos centímetros dos meus.
Eu podia sentir cada batida do seu coração naquele momento.
Seus olhos estavam fixos nos meus e por mais que eu quisesse desvia-los de si eu não conseguia. Era como se eu estivesse enfeitiçada por ele.
— Por favor.... — ouço ele sussurrar. — Seja minha... apenas minha... — completa enquanto aproximava seus lábios dos meus.
Eu queria impedir que ele fizesse isso, mas eu não tinha mais controle sobre o meu corpo.
Era como se ele também o quisesse.
Então eu me rendi a ele, ao seu olhar, as batidas do seu coração, ao seu corpo junto ao meu e ao calor que nos envolvia.
E quando seus lábios tocaram os meus, foi como se houvesse uma explosão de fogos de artifícios.
Eles eram macios e suave. E a delicadeza com que ele conduzia o beijo era algo inexplicável, e antes que eu pudesse voltar a mim, ele já havia me pegado em seus braços e me levado para a cama.
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Atualizado até capítulo 98
Comments
Mary Lima
Estes coreanos estão invadindo tudo./Skull/
2024-05-02
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Emily Queiroz
tbm acho isso e eles são da Itália e são tudo japonês ou da Coreia sei lá, mas italianos eles não são
2024-04-04
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carla regina pinter kairys
não bate as fotos com os personagens, ela e mestiça mexicana não japonesa
2023-03-11
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