Tomei um banho morno e quando terminei vesti um roupão e sequei meus cabelos. Em seguida os prendi em um rabo de cavalo frouxo.
Me olhei no espelho mais uma vez, e vi sobre a pedra de ardósia alguns perfumes femininos, um deles era o que eu havia trago para a Itália do Brasil.
Me perfumei e passei um hidratante sobre meu corpo. Quando terminei ouvi a porta do quarto ser aberta, e passos ecoarem pelo quarto.
— Angeline? — a voz de Jimin me chama.
Fico em silêncio por mais alguns segundos antes de responde-lo.
— Estou aqui. — digo alto o suficiente para que ele me escutasse.
No mesmo instante ouvi seus passos se aproximarem do banheiro.
Ele tentou abrir a porta mas eu a havia trancado.
— Angeline está tudo bem? Por que a porta está trancada? — Jimin me pergunta do outro lado.
Respiro fundo e caminho até a porta a destrancando em seguida. Giro a maçaneta e a abro.
Ele me olha.
— Estava tomando banho. — o respondo.
— Eu disse para me esperar, eu te ajudaria com o banho. — me adverte.
Dou de ombros.
— E eu disse que não me veria nua. — o lembro e passo por ele indo até o closet.
Jimin continua parado na porta e apenas me segue com seus olhos.
Passo minhas mãos sobre minhas roupas nos cabides e não consigo encontrar meus pijamas. E eu tinha total certeza de que os havia deixado dentro da minha mala.
— Se está procurando pelos seus pijamas não perca seu tempo. Ordenei que os queimassem. — Jimin menciona se aproximando da entrada do closet.
Me viro para encara-lo.
— Fez o que? — o indago perplexa.
Eram minhas roupas, ele não tinha o direito de fazer aquilo.
— Pedi a senhora Lin que se livrasse deles. Eram horríveis. — me responde.
Sinto raiva irradiar de mim.
— Você não tinha o direito, são minhas coisas, minhas roupas. — digo furiosa.
Ele sorri.
— Não se preocupe, pedi que os substituísse por outros mais belos e novos. Estão nesta gaveta abaixo dos seus cabides, junto as suas roupas íntimas. Que também as substitui. E como sei que não quer que eu a veja se trocando irei espera-la no sofá. — me diz e se afasta.
Bufo em protesto enquanto abria a gaveta que ele havia dito. Dentro da mesma haviam várias novas lingerie, de todos os formatos e cores. E ao lado alguns pares de pijamas, e todos eles de seda fina e renda.
— Não acredito... — sussurrei enquanto pegava cada um deles em minhas mãos.
Não havia um que fosse altamente descente. Todos eram sexys demais.
Acabei escolhendo um conjuntinho preto mais um roupão de seda.
Peguei uma das calcinhas que haviam que parecia mais um fil dental do que uma calcinha.
Os vesti com cuidado e voltei ao quarto.
Algumas das minhas ataduras dos curativos haviam se soltado na hora do banho, então eu as teria de trocar.
— Preciso trocar os curativos... — mencionei me aproximando de onde Jimin estava.
O mesmo vira seu rosto para mim e seus olhos brilham quando me vêem.
Certamente era por que meus seios estavam quase pulando para fora da blusa do pijama e minhas pernas estavam a mostra demais.
— Park Jimin? — acabo dizendo seu nome todo.
Coro as bochechas quando ele morde seus lábios ainda me olhando.
— Sente-se. Vou trocar seus curativos. — ele diz depois de alguns segundos e me mostra os kits de curativo.
Assinto e caminho até ele me sentando ao seu lado.
Estendo um dos meus braços para que ele começasse a troca-los.
— Pode ir comendo se quiser, assim se distrai e não sentirá dor ou incomodo. — me propõe mostrando a comida que a Sra Lin havia feito sobre a mesinha de centro.
Não parecia uma má ideia comer, afinal de contas eu também estava faminta.
Peguei um copo que estava com o suco de laranja e tomei um gole. Como eu imaginava estava uma delícia.
Jimin sorriu ao ver a minha expressão.
O mesmo começou a retirar os meus curativos e a desinfetar os machucados.
Confesso que senti um pouco de dor por ainda estarem recentes, mas ele conseguiu os trocar com o máximo de cuidado possível.
Quando terminou, guardou os curativos dentro de um maleta e voltou a olhar para mim.
— Obrigado... — o agradeço.
Ele desliza uma de suas mãos até meu rosto o acariciando.
— Não foi nada demais. — me responde.
Abro um sorriso.
— Não vai comer? — o pergunto.
Jimin assente e pega um pedaço de maçã que estava sobre um pratinho.
Quando termina de comer a fruta ele se volta para mim.
— Eu quero que descanse durante o resto do dia. Terei de ir até a empresa agora a tarde, há uma reunião entre mim e os rapazes. Estarei de volta a noite. Então jantaremos juntos, não se preocupe com nada. A Sra Lin estará aqui o dia todo e se caso se sentir mal ou precisar de ajuda com alguma coisa não exite em chama-la. — me informa e se aproxima mais de mim.
— Ok, tudo bem. — o respondo.
Ele acaricia meus cabelos e me puxa para um abraço suave e depois me dá um beijo em meus lábios.
Sinto um misto de sensações como em todas as vezes que ele me beijava.
Quando ele para o beijo, me sinto desapontada, pois não queria deixar de sentir aquela sensação maravilhosa de ser amada ou desejada.
— Nos vemos mais tarde. — ele diz pela última vez antes de ir embora.
Depois que Jimin saiu, a Sra Lin veio ao meu quarto e trouxe de volta os pijamas que ele havia ordenado a mesma a jogar fora.
Agradeci a ela e os guardei dentro da mala para que Jimin não os vissem quando voltasse. Depois disso ela me deu os analgésicos que o médico havia me receitado para as dores e os machucados.
Acabei adormecendo em seguida.
...[***]...
Acordei com o barulho do chuveiro do banheiro e com um leve incomodo abdominal. E quando olhei ao meu redor percebi que já era noite.
Eu literalmente havia dormido o restante do dia todo. Todos daquela casa deveriam me achar uma preguiçosa.
Tentei me levantar mas acabei me assustando quando notei que havia algo úmido no lençol abaixo de mim.
Puxei o mesmo e quando vi acabei gritando assustada.
— Ah meu Deus... — digo vendo o lençol vermelho de sangue.
O chuveiro imediatamente fora desligado e Jimin saiu apenas com uma toalha enrolada em sua cintura.
Quando seus olhos pousaram sobre mim notei o mesmo ficar assustado rapidamente.
— O que... o que aconteceu... você se machucou? — me perguntou sem entender o que estava acontecendo.
Ele certamente nunca havia visto uma mulher menstruar antes.
— Eu... chame a senhora Lin por favor.. — o respondo envergonhada.
Ele me olha por alguns segundos e depois saí em disparado do quarto. Me levanto as pressas não me preocupando com meus machucados e apenas puxo com toda a força o lençol da cama.
Por sorte não havia manchado ou sujado o colchão.
O enrolo e corro para o banheiro para tentar limpar o mesmo.
A senhora Lin chega instantes depois.
— Menina? — ela me chama.
— Estou aqui... — a respondo.
A mesma vem até o banheiro e me vê tentando limpar o lençol.
— Eu... eu sinto muito senhora Lin, eu não pensei que fosse... que eu fosse menstruar, eu me esqueci da data... — começo a dizer e ela sorri e segura minhas mãos.
— Tudo bem querida. Se acalme. Isso é natural. Não é culpa sua. — ela me conforta e pega o lençol das minhas mãos. — Tome um banho e tente se acalmar, vou trocar os lençóis e trazer um remédio para o desconforto e alguns absorventes. — completa e sai do banheiro me deixando sozinha novamente.
Mas ouço ela conversar com Jimin que estava no quarto.
— Ora se acalme. Ela apenas menstruou. Não levou uma facada. E muito menos alguém a machucou, isso é natural de toda mulher. É um ciclo. Ela terá isso todo o mês, ao menos que engravide. Aí isso para por um tempo. Então já esteja acostumado com isso. Entendo o seu nervosismo, é a primeira vez que vê isso. Mas acredite quando eu digo que está tudo bem. — ela diz a ele.
— Nana... é só que é muito sangue... tem certeza que não preciso levá-la a um médico? — Jimin a responde.
Noto como sua voz estava preocupada.
— Não, não precisa. Apenas vá até ela e a ajude. A acalme. Não saia do lado dela mesmo que ela mande. Ou grite. — Sra Lin o diz e depois saí do quarto.
Alguns segundos depois ouço os passos de Jimin virem na direção do banheiro.
Eu continuava parada em frente ao espelho ainda tentando me acalmar quando ele adentrou o ambiente e veio até mim.
— Não precisa fazer isso. — digo a ele.
— Eu tenho sim. E eu quero. Quero entender tudo o que acontece com você. — ele responde e desliza sua mão até a minha.
Me viro para ele e naquele momento eu tive a certeza do que eu estava fujindo por todo aquele tempo.
Que mesmo que eu não quisesse me apaixonar por ele, já era tarde demais. Eu já estava apaixonada.
Me apaixonei por ele na primeira vez que nos vimos dentro daquele salão do hotel, e depois quando nos encontramos naquele sinal, na noite chuvosa.
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Atualizado até capítulo 98
Comments
Mary Lima
Que este amor seja protegido do invejoso .
Autora ela merece ser feliz.
2024-05-03
0
Paula Santana
a parte que eu mais amo nas histórias 😍eles estão apaixonados
2022-07-01
2
Rosa Santos
que bom que ela já está apaixonada por ele
2022-01-02
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