23 anos atrás....
— Mama! Por favor me escutas... — eu corria atrás dela pelos corredores de nossa casa.
Ela não parava muito menos me ouvia.
— Perdoa-me! — gritei em fim.
Só então ela parou.
— Guadalupe. — ela sussurra meu nome.
— Mama... — a respondo.
— Tu padre irá mata-la quando descobrir tudo o que fizeste. Brincastes com sentimentos de dois hombres. E agora não sabes nem de quem és o filho que carregas dentro de tu ventre. Sabes a ruína que trouxe para você? — começou a me dizer.
E eu sabia que ela estava certa. Por conta de sentimentos incertos eu acabei me deitando com um homem que eu nem sequer amava, apenas para provocar irá em um estrangeiro.
— Eu sei quem és o pai de me criança. — digo a ela.
Mama se volta para mim.
— Por favor me digas que o pai de tu filho não és aquele estrangeiro... Guadalupe se tu filho eres dele, tu terás cavado a sua própria cova. Tu padre irá mata-los antes mesmo que possam sonhar em se casar... — ela recorre a mim.
— Mama... me diga o que faço... — a peço me pondo de joelhos aos seus pés.
O filho que eu carregava em meu ventre não era do estrangeiro e sim do homem que eu havia me deitado e que meu pai queria que eu me casasse para fortalecer a aliança da nossa família.
Mas eu não o amava e ter me deitado com ele fora o maior erro que eu havia cometido na minha vida.
— Dios mio... tu fujas menina... és a única solução para este problema... não posso ajudá-la.. sabes como tu padres eres. Também não posso pedir que retires está criança de tu ventre pois ela eres mais inocente em tudo isso... então fujas. Mas saiba que se fizeres isso, nunca mais poderá contar com a ajuda de tu família... nunca mais... — ela me respondeu com tristeza em seus olhos.
Senti que seu coração havia se partido em mil pedaços. Mas eu já estava decidida. Para todos o bebê que eu carregava era do estrangeiro por quem eu estava apaixonada.
E este seria o segredo que eu carregaria para sempre até o dia de minha morte.
Eu fugiria com ele para o exterior sem pensar duas vezes, e lá formaria a minha família e teria o meu império assim como o do meu pai. E mostraria a ele que nunca jamais o amor estará errado.
Mesmo que para isso eu tenha que cortar meus laços com ele.
Como eu queria que ele me entendesse. Que aceitasse o meu amor mais de Daniel.
Mas eu sabia que isso nunca aconteceria.
— Eu sinto tanto minha mãe... — sussurro enquanto as lágrimas caíam sobre meu rosto.
Ela desliza sua mão até meu olhos os limpando.
— Não sabe como eu estou então. Minha única filha crescendo longe de mim... e o fato de eu nunca poder conhecer meus netos.. e nunca poder ajudá-la. Mas não deixarei você partir de mãos abanando, mesmo que eu sinta raiva pela sua escolha. Leve consigo o meu anel. Se um dia passar por algum sufoco ou dificuldade ele será a sua salvação. Ou se um dia se arrepender use-o para voltar para casa. — ela me responde e retira seu anel de diamantes que papai havia dado a ela.
— Não posso aceitar isso mama... — murmuro.
Ela sorri fraco.
— É claro que pode. Você é uma Santiago. — ela diz por fim enquanto colocava seu anel sobre o meu dedo.
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Atualizado até capítulo 98
Comments
Paula Santana
o passado da mãe dela
2022-07-01
2
Rosa Santos
olha o passado dela vindo a tona
2022-01-02
1