Depois que fugi do hotel me abriguei em um pousada afastada do centro da cidade.
Mas ainda tinha um grande problema. Eu havia perdido meu passaporte.
Acreditava ter deixado cair dentro quarto. Então não havia como eu voltar para casa. Pensei em ir ao hotel e tentar pedir na recepção informações se haviam encontrado meu passaporte.
Mas o medo de que algum daqueles caras estivessem vigiando o hotel e me visse tomava conta de mim.
Então eu continuava vagando a procura de um solução. Mas não havia nenhuma possível. Consegui comprar um chip novo e tentei várias vezes entrar em contato com meu pai, Jolie e Gael mas nenhum deles me atendia.
Eu estava sozinha.
E naquele momento vagava pelas ruas vazias da Itália. Aos poucos começou a chover. E por sorte havia uma lojinha de conveniência, consegui comprar um guarda chuva mas antes havia me molhado bastante.
Depois de vagar bastante tentei mais uma vez ligar para Jolie. Meu coração se encheu de esperança quando enfim o telefone chamou. Mas mais uma vez ela não atendeu.
Então resolvi tentar o de Gael mais uma vez.
Fiquei do outro lado do telefone rezando para que enfim ele me atendesse. Eu sabia que o mesmo não gostava de receber chamadas de números desconhecidos. Mas por algum milagre, ele acabou atendendo.
📞 Ligação On 📞
— Alô? Gael? — o chamo. Mas não obtenho respostas.
Apenas ouvia vozes e uma risada feminina.
Continuo esperando que ele pegue o celular.
— Gael, por favor... Sou eu a Angel... preciso de ajuda eu... — volto a dizer quando ouço a voz feminina se pronunciar. Uma voz que eu conhecia muito bem.
Jolie.
— Não está com saudade da sua namoradinha... — ela diz.
Ouço ele rir do outro lado.
— Sua irmãzinha quer dizer... — ele a responde.
— Ah por favor, dizer que ela é a minha irmã me causa um asco e nojo... mas o foco não é esse... eu te fiz uma pergunta.. não está com saudades dela? — Jolie fala com ele.
— Por que sentiria saudades dela se eu tenho algo melhor que é você? — Gael responde e sinto meu coração se partir em mil pedaços.
— Mas eu soube que você disse a ela para não confiar em mim quanto a essa viagem... ou estou errada? — o indaga.
— Tinha que demonstrar que me preocupava, afinal de contas se não o fizesse ela desconfiaria de mim... — ele fala com ela.
Minha respiração de repente começa a falhar. E a chuva se intensifica.
Eu não conseguia acreditar em tamanha traição. Os dois estavam juntos por todo aquele tempo, e tudo não passava de um teatrinho aos meus olhos.
— O que é isso? Uma chamada? Tem alguém nos ouvindo do outro lado? — a voz de Gael ecoa enquanto ele pegava o telefone. — Alô, quem está aí? — pergunta.
Não o respondo. Apenas respiro fundo antes de desligar a ligação.
Eu estava completamente destruída.
Guardei o celular dentro do bolso da minha calça e agarrei firmemente o guarda chuva, enquanto as lágrimas caíam pelo meu rosto descontroladamente.
Continuei andando desesperada até cruzar a rua sem olhar para o sinal. Imediatamente ouvi um barulho alto de um carro freiando bruscamente.
Deixei o guarda-chuva cair sobre o chão e olhei assustada na direção do carro a minha frente.
Ele havia parado a poucos metros de mim. Por pouco eu não era atropelada.
A chuva fria molhava meu corpo e uma tremedeira tomava conta de mim.
A porta do carro se abre um um homem sai de dentro do mesmo. Não consigo vê-lo nitidamente devido as lágrimas em meus olhos, mas ele me encara por alguns segundos e caminha até mim.
— Você está bem? Está louca entrar na frente de um carro desta forma?! Poderia ter morrido! — ele diz me advertindo.
Quando ele se aproxima mais de mim, eu então o reconheço. Era um dos sete caras da festa do hotel.
Necessariamente o que Jeon estava ao lado.
O mesmo me olha e noto um breve sorriso passar pelo seu rosto. Mas ele logo some.
Sinto medo naquele momento. Só estávamos nós dois naquele rua. Se ele tentasse me levar a força não haveria ninguém para impedi-lo.
— Você está bem? — ele me pergunta e tenta tocar meu braço. Mas me afasto.
— Fique longe de mim... eu estou bem... — o respondo com a voz embargada.
Ele me encara.
— Está tudo bem, eu não vou machuca-la.. — diz me olhando.
Continuo me afastando do mesmo.
— Eu sei que está com medo de mim, sei também que acha que eu sou uma pessoa má. Mas eu não sou.... eu não sou o vilão desta história... — ele volta a dizer e acabo tropeçando no guarda chuva e caindo sobre o chão.
O mesmo corre rapidamente para perto de mim. Suas mãos tocam suavemente meus braços.
— Não me toque... — sussurro.
Mas ele parece não ligar para o que eu digo.
Ele apenas firma suas mãos em minha cintura e me ergue do chão. Apoio as palmas das minhas mãos sobre o seu peito enquanto erguia meu olhar para ele.
— Eu não quero te fazer mal, será que ainda não entendeu? Estou tentando ajudá-la, antes que pegue uma pneumonia. — me adverte.
— Eu sei o que você quer... sei o que você e seus amigos queriam com aquela festa.... eu não confio em você... — o respondo tremendo.
— Acha mesmo que se eu não quisesse levá-la a força eu já não o teria feito? Estamos apenas nós dois nessa rua deserta. Se eu quisesse, já estaria dentro daquele carro e seria minha... mas ao invés disso, eu estou aqui, tomando toda essa chuva tentando convence-la a vir comigo por espontânea e livre vontade. Sei que não confia em mim, e tem medo, mas neste momento deveria pensar em você. — fala olhando em meus olhos.
Não digo nada.
Apenas desisto e deixo que ele me leve até o carro. E assim ele o faz.
Abre devagar a porta e me coloca sentada sobre o banco da frente, não se importando se eu molharia por completo seu banco. Fecha a porta e da a volta no veículo e depois entra no mesmo dando partida em seguida.
Ele segue pelas ruas e entra em uma avenida movimentada.
Logo depois liga o aquecedor do carro.
Eu não fazia ideia de para onde ele pudesse estar me levando, mas naquele momento eu não me importava.
Saber que eu havia sido traída pela minha própria irmã e meu namorado, havia me destruído por completo. E estar dentro do carro com o suposto homem que havia me comprado, era o menor dos meus problemas.
O telefone do mesmo começa a tocar sobre o suporte do painel do carro. Ergo meu olhar e vejo o nome de Kim na tela.
Ele desliza o dedo sobre o visor atendendo a chamada.
📞 — Park Jimin falando, aconteceu alguma coisa Kim? — ele fala com ela.
— Bem, os acionistas da sua empresa de fachada estão ligando. Disse que estão a dez minutos aguardando você no restaurante e até agora você não deu sinal de vida. O que devo fazer? Desmarcar? — ela o informa.
Ele respira fundo e olha para mim por alguns segundos. E depois volta a sua atenção para o trânsito.
— Mande Jeon ir no meu lugar. Tive um imprevisto, não poderei ir. Como compensação por fazê-los esperar por mim, dê o jantar por minha conta. Tenho que desligar agora. Não me ligue se não for importante. — a responde e termina a ligação.
Ficamos em um silêncio constante dentro do carro até que decido me pronunciar.
— Para onde está me levando? — o pergunto.
Ele continua com os olhos fixos nas ruas.
— Park Jimin... — digo seu nome chamando sua atenção para mim.
— Estou te levando para a minha casa. — me responde.
Sinto meu coração se acelerar.
— Por favor... — começo a dizer mas paro.
— Termine o que iria dizer... ainda não consigo adivinhar as coisas... — ele fala distante.
— Não acho que seja uma boa ideia estar me levando para a sua casa. — o respondo.
O mesmo acaba rindo.
Seu sorriso me chama atenção. Se ele não fosse o meu sequestrador, eu poderia dizer o quão belo ele era. E com as roupas enxarcadas devido a chuva apenas o deixava mais atraente do que já era.
— É claro que é uma boa ideia Angeline. — começa a dizer e pronuncia meu nome. — Você é minha. Eu paguei por você. — completa me lembrando daquele detalhe.
Abaixo meu olhar por vergonha.
— Eu não sou sua... eu nem sei quem você é... nunca nos vimos.. como pode ter me comprado? Eu não sou uma propriedade... muito menos uma mercadoria... — o digo.
— Veja só, há poucos minutos você parecia uma garota bem indefesa e com medo do destino... Agora se tornou uma verdadeira águia... — Park Jimin me responde e me olha.
— Me leve de volta para a pousada onde eu estou hospedada. — o peço.
Ele nega.
— Não. — diz firme.
— Não? — o indago.
— Não. — fala novamente assentindo.
— Como ousa? — o desafio.
Ele volta a sorrir.
— Fique quietinha... como estava antes... e eu prometo que não irá se arrepender... baby.... — ele fala e desliza uma de suas mãos até meu rosto.
Tento recuar mas o espaço do banco não me permitiu tal ato.
Apesar de ter se molhado seu toque ainda era quente.
E ao tocar a minha pele senti como se várias chamas se acendessem sobre meu corpo.
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Atualizado até capítulo 98
Comments
ji-eun
fazer oq é virgem por isso esse fogo todo
2022-07-02
3
Paula Santana
daqui a pouquinho tão apaixonados já tô até vendo
2022-07-01
0
Rosa Santos
sera que ele nao vei leve ela pra o chefe
2022-01-01
3