Capítulo 9 – O Baile e a Dança do Ventre
O palácio estava iluminado como nunca antes. Lustres de cristal pendiam dos altos tetos dourados, refletindo a luz de centenas de velas, enquanto a música suave preenchia o grande salão. Nobres e embaixadores de terras distantes circulavam, taças de ouro tilintando entre sorrisos falsos e olhares calculistas.
O baile daquela noite não era apenas uma celebração, mas um evento diplomático de grande importância. Os olhos do reino estavam voltados para o príncipe Kael Darian e sua esposa, a princesa Elira.
E, para o desgosto de muitos, também para Sariah Al-Mazin, a concubina que não deveria brilhar, mas brilhava.
Quando Sariah entrou no salão, os murmúrios começaram instantaneamente.
Ela estava magnífica.
Seu vestido de seda vermelha abraçava suas curvas de forma provocante, com fendas laterais que revelavam a pele dourada de suas coxas a cada passo. O véu transparente que cobria parte de seu rosto e os longos cabelos negros ondulados aumentava o mistério ao seu redor. Mas o que realmente hipnotizava era seu olhar—olhos vermelhos profundos como brasas ardentes.
Ela estava ali para provocar.
E Kael percebeu isso no momento em que seus olhos pousaram nela.
Ele não conseguia desviar o olhar.
Elira, ao seu lado, notou e apertou o braço dele.
— Ela não deveria estar aqui. — sibilou, a voz carregada de rancor.
Kael não respondeu. Não confiava em sua própria voz naquele momento.
A música mudou.
O ritmo ficou mais marcado, mais envolvente.
E então, a verdadeira provocação começou.
No centro do salão, Sariah começou a dançar.
Seu corpo se movia com graça felina, os quadris desenhando círculos lentos e sensuais, as mãos deslizando pelo próprio corpo como uma carícia. O véu escondia seus lábios, mas seus olhos falavam—ardiam de desafio, de desejo contido, de promessas que Kael sabia que não poderia ignorar.
A dança do ventre sempre fora uma arte reservada às mulheres do harém, nunca executada em público, nunca diante de reis e nobres.
Mas ali estava ela, desafiando todas as regras.
Kael sentiu o sangue ferver.
Ele a queria.
E, pelo olhar que Sariah lhe lançou, ela sabia disso.
Os olhares no salão estavam divididos entre choque e fascínio. Alguns nobres sussurravam, outros observavam, incapazes de desviar os olhos. A princesa Elira, por sua vez, estava pálida de raiva.
Quando a música chegou ao fim, Sariah fez uma reverência provocante e ergueu o olhar diretamente para Kael.
Era um chamado.
E ele não podia ignorá-lo.
Kael soltou o braço de Elira e atravessou o salão em direção a Sariah. O silêncio foi instantâneo, todos observando o príncipe se aproximar de sua concubina como um predador que finalmente havia escolhido sua presa.
— O que você acha que está fazendo? — A voz dele saiu baixa, carregada de perigo.
Sariah inclinou a cabeça, um sorriso brincando no canto dos lábios.
— Dançando, Alteza.
Kael apertou a mandíbula.
— Provocando.
Ela deu um passo à frente, tão próxima que ele podia sentir seu perfume, um misto de especiarias e jasmim.
— E se eu estiver?
Kael segurou sua cintura, puxando-a bruscamente contra ele.
— Então espero que esteja pronta para lidar com as consequências.
Antes que ela pudesse responder, a música começou novamente—uma melodia lenta e intensa.
E então, para o choque de todos, Kael dançou com ela.
Seus corpos se moviam em sincronia, um jogo de poder e submissão, desejo e controle.
Ele a girou, as mãos deslizando por suas curvas com uma posse que não deveria demonstrar em público.
Mas ele não se importava.
Aquela noite, Sariah não era apenas uma concubina.
Era a mulher que fazia o sangue de Kael ferver, que desafiava seu autocontrole, que o fazia esquecer de tudo e de todos ao redor.
Quando a música terminou, Kael ainda segurava Sariah junto a ele, seus rostos tão próximos que um leve movimento faria seus lábios se tocarem.
O salão inteiro prendeu a respiração.
E então, com um olhar sombrio, Kael sussurrou:
— Me espere em meus aposentos. Agora.
Sariah sorriu, satisfeita.
E partiu sem olhar para trás.
Kael a seguiu minutos depois, deixando Elira e todo o salão mergulhados no escândalo e na suspeita.
Mas ele não se importava.
Naquela noite, ele pertencia apenas a uma mulher.
E não era sua esposa.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Ione barbosa
uruuuuuu vai que é tua tafarel
2025-03-23
3
Ione barbosa
mostra quem manda na bagasa
2025-03-23
0