Capítulo 19

Merida Sana

Esta com certeza não era a reação que eu esperava. Resolvo dar uma garfada e não consigo engolir a comida. Pego num lenço e cuspo a comida no mesmo.

O gosto e o cheiro está muito forte. Os meus olhos ardem tanto.

Não tem como ser a comida que tivemos tanto trabalho para fazer.

— Tem algo errado com a comida. - Digo e a Nádia solta uma risada e fala.

— Isso é óbvio. Este é o tanto de amor que tens pela família. Queres matar todo mundo com essa porcaria.

— Só pode ser isso. A minha garganta ainda dói por causa desse lixo. - Layla complementa.

— Viu só meu filho? Imagina se houvesse algum convidado especial para o jantar. - Raissa fala e olha diretamente para mim brava. — Seria uma grande vergonha para a família. O que estão fazendo aí parados? - Ela pergunta aos funcionários que ficam sempre na sala a espera de qualquer ordem. — Tirem esta porcaria daqui. Onde já se viu servir essa coisa para a família mais importante do país? - Ela levanta e continua zangada.

— Para com isso mãe. - Kalil diz calmo.

— Porquê? Eu te avisei para não se casar com qualquer uma. Vai saber o que se passa na cabeça dela.E se tivesse envenenado a todos?

— Espera. Eu não sei o que aconteceu, mais isso tudo foi um grande engano. - A Delila diz

— Me fala como isso pode ser um engano? Você mesma colocou uma garfada na boca. - A Raissa fala e a Delila permanece em silêncio sem saber o que falar.

— Um momento. - Eu peço e vou à cozinha.

Olho para cada detalhe e percebo que sobre a mesa havia alguns temperos. Lembro de ter guardado tudo no seu devido lugar.

— Podem me ajudar? - Pergunto para três funcionárias que lá estavam e elas chegam até mim.

Eu reservei uma parte da comida, já que fizemos em grande quantidade e com ajuda delas levo a sala de jantar. Mais antes eu experimento para ter a certeza de que está tudo bem.

— Me desculpem. Eu realmente não percebo o que aconteceu, mais aqui está uma parte que eu deixei reservado para depois.

— Eu não vou provar esta porcaria. - Diz a Nádia

— Já eu prefiro morrer de fome. - A Layla fala e eu já começo a ficar irritada com elas.

Sirvo a todos sem me importar com o que elas falaram. O kalil come primeiro e todas olham atentas a espera da sua reação.

— Está uma delícia. - Ele diz. — É a melhor comida que eu já provei

Depois da sua resposta, todas experimentam sem falar nada. Após terminar o jantar, duas funcionárias retiram a mesa e o Kalil fala.

— Eu quero uma resposta sobre o que aconteceu. - Fala e eu não percebo o que ele quer dizer. — É inaceitável que uma coisa desta ocorra no meu próprio palácio. Quero o responsável aqui e agora. - Ele se põe de pé e fala aos guardas da entrada da sala que apenas acenam com a cabeça e um deles fala.

— Senhor, iremos interrogar todos da casa e encontrar o culpado.

— Juntem todos os que estiveram na cozinha e os tragam até aqui.

— Kalil isso não é necessário. Deve ter sido sem querer. - Falo para ele. Acho que foi um acidente, pois não quero acreditar que alguém fez isso de propósito. Afinal não tem do porquê alguém fazer isso.

— Eu vou punir o responsável. Sou o emir e grande senhor desta casa. Não posso deixar isto passar despercebido.

Resolvo ficar quieta e alguns minutos depois os guardas entram com alguns funcionários, que se posicionam em duas filas. Todos de cabeça baixa.

Entre eles estão a Malika, a Gia e a Rana que é a aia da Delila.

— Quem foi responsável por mexer na comida?

Kalil fala zangado e ninguém responde.

— Falem agora ou serão punidos severamente.

- Desta vez, todos falam de uma vez que mal da para entender. Só entende que alguns falam que não é sua culpa ou que não sabem de nada.

— Silêncio. - Kalil grita. — Querem testar a minha paciência. Guardas. - Ele os chama e em poucos segundos, vários homens armados cercam cada canto da sala. Levanto assustada e a Delila faz o mesmo com medo. — Se o culpado não aparecer, todos iram pagar. - Cada um olha para o outro como sinal de súplica para dizer a verdade.

— Espera Kalil. - Eu falo. — Fui eu. Eu não conheço bem os ingredientes e comete algum erro sem perceber. - Ele me olha sério, mais não parece convencido. Eu não conheço o Kalil para saber do que ele será capaz, mais não posso permitir esta situação. Justo agora que eu estava a aceitar tudo isso.

— Meu senhor. - A Gia fala, se curva no chão e fica de joelhos. — Eu sou a culpada. Eu estive na cozinha o tempo todo a espera de uma oportunidade.

— Porquê que fez isto? - Kalil pergunta e todos olham atentos a Gia e a Layla se levanta, e fica a frente dela.

— Meu senhor, ela é uma estrangeira e não respeita a nossa cultura. - Eu sei que eu não conheço muita coisa, mais em nenhum momento faltei com o respeito pela tradição. Pelo menos eu acho que não. — Eu tinha que acabar com ela. - Ela fala triste e sinto que isto não é verdade.

— Levanta sua imprestável. - A Layla fala a ela e a Gia obedece. A Layla dá vários tapas na Gia e ninguém faz nada. — Fica de pé. - A Layla fala depois que a Gia cair devido aos golpe e ela obedece novamente. Não aguento esta situação e dou passos na direção deles, mais a Delila segura a minha mão e me dá um sinal com a cabeça para não fazer o que eu estou pensando.

— Como ousa me envergonhar assim, sua serva inútil? - A Layla fala zangada e o que mais me deixou impressionada foi a indiferença do Kalil.

A Gia cai outra vez e a Layla dá chutes na sua barriga. A Nádia e a Raissa olham satisfeitas com a situação e nem dou por mim quando empuro a Layla sem pensar.

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Comments

Emily Costa

Emily Costa

/Grin/

2025-03-30

2

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